30.6.08

A ousadia brasileira de Branson

Dono do grupo virgin, conglomerado com 360 companhias espalhadas pelo mundo, o polêmico empresário inglês Richard Branson prepara o desembarque de nova companhia aérea no Brasil

Quando o sujeito que aparece nu em pêlo na capa desta edição da DINHEIRO diz que vai fazer alguma coisa, ele costuma fazer mesmo (como, por exemplo, posar pelado para incrédulos fotógrafos). Um dos empresários mais poderosos - e ousados - do planeta, 236° colocado na lista dos mais ricos do mundo da revista Forbes, Richard Branson afirmou na semana passada que quer abrir uma companhia aérea no Brasil. "Estou negociando o estabelecimento de uma empresa que começará com vôos internos, mas que poderá se transformar em uma companhia com rotas internacionais", falou a jornalistas durante o Fórum Humanitário Global, em Genebra, na Suíça. Há pelo menos três anos Branson encasquetou com a idéia de investir no País. Primeiro, ele imaginou que o ideal seria criar um novo destino para a Virgin Atlantic, sua companhia de vôos internacionais, com aviões saindo de Londres e chegando ao Rio de Janeiro. Mas era pouco. O setor aéreo do Brasil é um dos cinco que mais crescem no mundo, com evolução anual na casa de dois dígitos. Portanto, não fazia sentido entrar timidamente num mercado que, segundo projeções de consultorias globais, deve triplicar em 20 anos. "O Brasil é um mercado muito dinâmico e não dei atenção suficiente no passado", disse Branson em Genebra. A hora é agora, descobriu.

A partir do início de 2007, Branson passou a conversar regularmente com David Neeleman, o brasileiro que criou a Jet Blue nos Estados Unidos e que no ano que vem lança a Azul Linhas Aéreas no Brasil. Tudo indicava que seria uma parceria perfeita para a entrada de Branson no País. Como Neeleman, Branson é um empreendedor afeito a riscos e um gênio do marketing. E o mais vantajoso: Neeleman tem certidão de nascimento brasileira, o que o livra dos impedimentos da legislação aérea para estrangeiros. Isso tudo não foi suficiente, porém, para que se acertassem. Vaidosos e acostumados a liderar os negócios com os quais se envolvem, eles provavelmente não se acertaram num ponto: quem seria o chefe? Elegante, Neeleman afirma apenas que vê com bons olhos a chegada de um concorrente de peso: "Isso mostra que estávamos certos sobre o potencial do mercado brasileiro", afirma.

Apesar da empolgação de Branson, alguns obstáculos podem atrasar suas pretensões. O maior deles é a legislação em vigor, que não permite mais do que 20% de capital estrangeiro na composição societária das empresas aéreas. O limite tem gerado debates em Brasília. No governo há certa disposição em aumentar a participação para 49%, na tentativa de atrair novos investidores. O presidente da Infraero, Gaudêncio Torquato, se diz totalmente favorável a uma revisão do atual percentual. Na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a idéia não encontra resistência. Também no Ministério da Defesa existem estudos para mudar a lei e no Congresso Nacional tramitam projetos que tratam do assunto. Entretanto, o que ainda vale é a restrição dos 20%.

A lei vem causando muita confusão, como demonstra o rumoroso caso da VarigLog, que tem até 7 de julho para apresentar uma nova composição acionária (no momento, a maior parte de biseu capital está nas mãos do fundo americano Mattlin Peterson, representado pelo chinês Lap Chan, e do argentino Santiago Born). "Não tem jeito, o Branson só poderá entrar no mercado brasileiro em sociedade com um brasileiro que tenha muito dinheiro", diz o advogado Fernando Nees, especializado no setor aéreo. O nome de Eike Batista surgiu como um possível sócio de Branson, mas o mais novo bilionário brasileiro desmentiu. A questão é saber até que ponto Branson estaria disposto a abrir mão de 80% do capital de sua empresa. Há quem acredite que um caminho mais fácil seria batalhar pela mudança da lei. Branson deve vir ao Brasil nos próximos meses, informação confirmada pela sua assessoria de imprensa.

Aos 57 anos, Richard Branson construiu uma das trajetórias mais espetaculares do capitalismo moderno. Nascido na Inglaterra, começou a fazer negócios aos 16 anos, quando criou uma revista underground. Em 1970, aos 20, fundou a Virgin, especializada na venda de discos por correspondência. No ano seguinte, inaugurou a loja Virgin Records na Oxford Street, em Londres, endereço que mais tarde se tornaria ponto turístico da capital inglesa. A loja virou gravadora, que acabaria por deslanchar com a contratação da banda punk Sex Pistols, ícone da história do rock. Enquanto o dinheiro entrava aos turbilhões, ele investia em negócios tão diversos quanto uma rede de academias, editoras de livros, lojas de vestidos para noivas, produtoras de quadrinhos, distribuidoras de vodca e refrigerantes, operadoras de turismo, seguradoras, estações de rádio, fábricas de cosméticos, transportadoras ferroviárias.

Em 1984, criou a Virgin Atlantic, que começou a voar com um único avião da Aerolineas Argentinas. A empresa inovou ao oferecer manicures e massagistas a bordo e ao colocar na primeira classe camas de casal. No setor aéreo, desenvolveu braços regionais nos Estados Unidos, na Nigéria e na Austrália. Em 2007, a Virgin Atlantic foi uma das empresas de aviação de maior sucesso, com lucro de US$ 90 milhões e 5,1 milhões de passageiros transportados. Hoje, a marca Virgin está presente em 360 companhias e fatura estimados US$ 30 bilhões por ano. Branson teve a intuição de ligar sua imagem diretamente aos seus negócios. Para fazer barulho na imprensa, veste-se de noiva antes de inaugurar uma loja, faz rapel num prédio em Londres no anúncio de sua nova empresa de telefonia celular, aparece na praia ao lado de beldades pouco antes do primeiro vôo da Virgin Blue, que opera na Austráilia. Para a revista americana Wired, ele é o maior marqueteiro da história do capitalismo. No Brasil, a nova companhia aérea divide a análise de especialistas. Para Antônio da Cruz de Carvalho, professor da Fundação Getulio Vargas e analista do setor, a chegada de Branson é positiva. "É importante para o usuário a entrada de um player forte na aviação", diz. André Castellini, consultor da Bain & Company, considera questionável a iniciativa. Na sua avaliação, o mercado brasileiro já é superdisputado por empresas altamente competitivas. Com a estréia da Azul prevista para o ano que vem, haveria rivais em excesso. Branson certamente dará ouvidos apenas a si próprio. Por isso, não estranhe se ele aprontar alguma surpresa para os brasileiros nos próximos meses. É como costuma dizer: "Não podemos medir esforços quando desejamos muito alguma coisa."

Fonte: Istoé Dinheiro

Workshop sobre “Competitividade no Setor Aéreo”

No próximo dia 4 de julho, a partir das 10 horas, a Superintendência de Relações Internacionais da Anac - Agência Nacional de Aviação Civil (estará promovendo o Workshop sobre “Competitividade no Setor Aéreo”. O evento será no auditório da Associação Comercial do Rio de Janeiro, na Rua da Candelária, 9/12º andar, centro, e tem a seguinte programação elaborada:

10h às 10h15 - Abertura – Apresentação: Tenente Brigadeiro Jorge Godinho, Secretário de Aviação Civil - Ministério da Defesa

10h15 às 11h - “Capital Estrangeiro nas Empresas Aéreas: Projetos de Lei” – Apresentação: Senador Valdir Raupp (PMDB/RO)

11h às 11h30 – “Capital Estrangeiro nas Empresas Aéreas: Experiências Estrangeiras” - Apresentação: Respício do Espírito Santo Júnior, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Presidente do Instituto CEPTA (Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo)

A seguir, das 11h30 até 12h, espaço aberto para debates. À tarde, após o intervalo para almoço, retomam as atividades com:

13h30 às 14h – “Entraves à Competitividade das Empresas Aéreas Brasileiras” – Apresentação: George Ermakoff, Ex-Diretor-Presidente do SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias)

14h às 14h30 – “Indicadores de Competitividade das Empresas Aéreas Brasileiras” – Apresentação: Juliano Noman, Superintendente de Serviços Aéreos da Anac., seguindo-se novo período para debates..

informações sobre o Workshop na Superintendência de Relações Internacionais, telefone (21) 2139-9674 (Ramal 123) ou e-mail patricia.rezende@anac.gov.br.

Revista Jet estréia no mercado

Chega às bancas no próximo dia 30 a primeira edição da revista Jet, voltada para o público amante da aviação. A publicação será mensal e tratará de temas técnicos, consumo e comportamento. As matérias serão bilíngües (em inglês e português).

Fonte: Istoé

Aeroporto de Brasília - No coração do Brasil


Brasília era apenas um projeto quando o presidente Juscelino Kubitschek pousou pela primeira vez no Planalto Central, no ano de 1956. Um arremedo de aeroporto já existia. Precário, pista de terra, era fundamental para que a monumental obra da construção da "Novacap" pudesse avançar. Esse aeroporto pioneiro era chamado de Vera Cruz.

Construído em 1955, pelo então vice-governador de Goiás, Bernardo Sayão, a pedido do presidente da Comissão de Localização da Nova Capital Federal....

Quem quiser o resto desta reportagem sobre a história do Aeroporto de Brasília é só acessar http://www.jetsite.com.br/2006/aeroporto.asp



Introdução ao Ambiente de Aviação para Jornalistas

Visando atender necessidades específicas da mídia nacional, numa iniciativa conjunta do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e da Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. (Embraer), está sendo proposto um programa customizado com o intuito de desenvolver seus profissionais, aprofundando seus conhecimentos sobre aviação, seus produtos, processos e procedimentos, bem como quanto ao controle da informação à medida que, ao ser exposta ao público em geral, transmita credibilidade em respeito às fontes e aos próprios veículos de comunicação.

Esta proposta resultou em um ciclo de palestras que será realizado entre os dias 7 de agosto e 23 de outubro de 2008, sempre às quintas-feiras, de 8h30 às 11h30, em um auditório do ITA, em São José dos Campos. A programação prevê a abordagem de oito temas, subdivididos em 11 módulos:

***INTRODUÇÃO AO AMBIENTE DE AVIAÇÃO*

*Data*

*Tema*

*Palestrante*

7/8/08

História da Aviação

Brig Eng Maurício Pazini Brandão

14/8/08

História da Aviação

Brig Eng Maurício Pazini Brandão

21/8/08

Evolução Tecnológica de Aeronaves

Paulo Serra

28/8/08

Evolução Tecnológica de Aeronaves

Paulo Serra

4/9/08

Segurança em Vôo – Homem / Meio / Máquina

Wagner Cyrillo Júnior

11/9/08

Segurança em Vôo – Homem / Meio / Máquina

Wagner Cyrillo Júnior

18/9/08

Responsabilidade Civil

Priscila Scheer

25/9/08

Busca e Salvamento

Paulo Roberto Sigaud Ferraz, Cel Av

2/10/08

Infra-Estrutura Aeroportuária

Cláudio Jorge Pinto Alves

9/10/08

Controle do Espaço Aéreo

Paulo Roberto Sigaud Ferraz, Cel Av

16/10/08

Certificação Aeronáutica

Cláudio Passos Simão, Ten Cel Eng R1

23/10/08

Visita à Embraer / ITA / ICEA e ENCERRAMENTO

Os interessados devem encaminhar, até o dia 25 de julho, a ficha de inscrição<http://www.ita.br/online/2008/noticias08/cursoctaitaembraer_arquivos/ficinscricao.htm>preenchida para o e-mail press@embraer.com.br . Para esta primeira edição serão selecionados cinqüenta candidatos que, ao final do ciclo de palestras, receberão um certificado de participação caso concluam o programa proposto com, no mínimo, 80% de freqüência.
Regina França — Assessoria de Imprensa
(http://www.ita.br/online/2008/noticias08/cursoctaitaembraer.htm)

28.6.08

Empresa alemã Fraport poderá operar aeroportos cariocas

Caso os planos de privatização dos aeroportos cariocas se concretizem, a operadora do Aeroporto de Frankfurt é forte candidata a assumir a administração dos aeroportos do Rio de Janeiro.

Segundo desejo do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a Fraport (Frankfurt Airport), companhia operadora do Aeroporto de Frankfurt e de diversos outros pelo mundo, é forte candidata a assumir a administração dos aeroportos Galeão-Antônio Carlos Jobim e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

A informação, fornecida à DW-WORLD.DE pelo cônsul-geral do Brasil na Alemanha, Cézar Amaral, foi confirmada na mídia pelo governador Sérgio Cabral, na última quarta-feira (25/06). Segundo Cabral, o presidente Lula teria recebido a proposta favoravelmente, mas com cautela.

Por ocasião de sua visita à Alemanha, na semana passada, o governador do Rio de Janeiro se reuniu com representantes da Fraport em Wiesbaden, capital do estado alemão de Hessen, comentou o cônsul-geral do Brasil. O portal do governo carioca informou que Cabral encaminhará à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o desejo da operadora alemã de assumir a administração dos aeroportos cariocas.

Parceria público-privada

Administração do Tom Jobim é de 'quinta', diz governador


"Não dá mais para continuar com este lenga-lenga da Infraero. Temos de mudar este panorama o mais breve possível. O Tom Jobim tem uma administração de quinta. Não é só no setor de passageiros, onde tudo tem de ser feito, mas também no terminal de cargas, que, embora excepcional, está subaproveitado", afirmou governador Sérgio Cabral, mencionando explicitamente a Fraport como candidata à administradora do aeroporto.

Há tempos que o governador do Rio de Janeiro pleiteia uma parceria público-privada de administração dos aeroportos cariocas junto ao governo federal. Pelo menos até o início deste ano, o presidente Lula e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, mostraram-se bastante reticentes aos pedidos de Cabral.

Diferentemente de Lula e Jobim, Dilma Rousseff é defensora da concessão de aeroportos à iniciativa privada, como forma de controle do caos aéreo. O anúncio de privatização dos aeroportos de Natal e Viracopos, em Campinas, mostra que a política de Rousseff lentamente se impõe e que, talvez em futuro breve, o desejo do governador do Rio de Janeiro se tornará realidade.

Uma das líderes do setor

Aeroporto de Frankfurt é o maior da Alemanha


A privatização dos aeroportos é, atualmente, uma tendência mundial. Quase metade do tráfego mundial de passageiros passa por aeroportos privados. Com cerca de 20 mil funcionários e um volume de negócios de mais de 2,3 bilhões de euros, operadora do Aeroporto de Frankfurt é, hoje, uma das líderes do setor. O estado de alemão de Hessen, a prefeitura de Frankfurt e a empresa aérea alemã Lufthansa detêm cerca de 60% das ações da Fraport.

A administradora do Aeroporto de Frankfurt teve origem com a reconstrução do próprio aeroporto daquela cidade no estado alemão de Hessen, após a Segunda Guerra em 1947. Hoje, ele é o principal aeroporto da Alemanha e segundo da Europa. Além de Frankfurt, a Fraport assumiu a administração de vários outros aeroportos em todo o mundo.

Desde 2001, a Fraport assumiu também a administração do aeroporto de Lima e do Cairo. A operadora de Frankfurt também é majoritária na administração dos aeroportos de Antália, na Turquia, e de Varga, na Bulgária.

"Maravilha tecnológica"

Além da privatização dos aeroportos, outro tema que veio à tona após a crise no setor aéreo brasileiro, foi a construção do trem-bala, ligando as duas maiores cidades do país. Já há uma década, o governo brasileiro se ocupa do projeto de trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo.

Trem-bala alemão: 'maravilha tecnológica'


'O projeto de implantação do trem-bala entre o Rio e São Paulo, que poderá se estender até Campinas, faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Lula. Espera-se que o governo realize a licitação para a concessão da linha no primeiro semestre de 2009. O consórcio teuto-brasileiro formado pelas empresas Siemens e DB Consulting, do lado alemão, e pela Odebrecht do lado brasileiro, concorre à concessão.

A intermodalidade aero-ferroviária, ou seja, a ligação do sistema ferroviário e aéreo foi uma das vantagens que trouxe o trem-bala alemão, construído pela empresa Siemens. Vôos de curta distância, como entre Stuttgart e Frankfurt, foram transferidos para ferrovia. O serviço também permite que passageiros que voam a partir de Frankfurt, por exemplo, façam o check-in na estação ferroviária de origem.

Ao viajar no trem-bala alemão, na última semana, o governador do Rio de Janeiro comentou "eu só quero que o trem-bala saia do papel o mais breve possível, porque a cada cidade aonde vou, vejo as pessoas usufruindo dessa maravilha tecnológica".


Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,3444221,00.html

Pode sair novo aeroporto em São Paulo

sLula deu o aval para que o ministro Nelson Jobim - com anuência da ministra Dilma Rousseff - toque as negociações para a construção de um novo aeroporto, na região de Sorocaba, interior de São Paulo. De acordo com alta fonte governamental, Jobim já teria, inclusive, conversado com um dos interessados no filão, a Andrade Gutierrez.

A idéia é que empreiteira - a exemplo do que fez Odebrecht e Furnas na prospecção das usinas do Rio Madeira - monte rapidamente um estudo de viabilidade. Os moldes seriam os mesmos: caso a empresa que fez o estudo econômico não ganhe a licitação da obra, ela terá os gastos cobertos por quem levar o projeto.

A discussão sobre a construção de um novo aeroporto em São Paulo começou em 2006, na tentativa de se desamarrar o caos aéreo. E várias cidades próximas a São Paulo foram cogitadas para recebê-lo.

Consultados, o Ministério da Defesa e a Andrade Gutierrez não confirmam.

Fonte: Estado de Sp

Acordo amplia vôos entre os EUA e o Brasil

Número de companhias que operam entre os países passa a ser ilimitado Acordo será efetuado em etapas; entre julho deste ano e outubro de 2010, vôos semanais entre Brasil e EUA aumentarão de 105 para 154

Brasil e EUA fecharam acordo bilateral que irá permitir o aumento de 50% no número dos vôos para os dois países tanto de passageiros quanto de carga. O acordo abriu o mercado para que mais empresas atuem nessa rota, o que pode reduzir o preço das passagens.

Hoje, apenas quatro companhias de cada um dos países estão autorizadas a fazer o trajeto Brasil-EUA. O número agora é ilimitado. No Brasil, só a TAM opera essa linha no momento.

Conforme a secretária de Transportes do governo americano, Mary E. Peters, os novos vôos serão destinados a atender cinco cidades brasileiras, entre elas Fortaleza e Curitiba. Os demais destinos ainda não foram definidos. O interesse é em voar, no Brasil, especialmente ao Nordeste. "Esse acordo vai ajudar as companhias aéreas a atender a grande demanda pelo serviço de carga e passageiro entre EUA e Brasil", disse a secretária. Hoje, operam a rota American Airlines, Continental Airlines, Delta Air Lines e United Airlines.

O acordo será implementado em quatro etapas, a partir de terça. Entre julho de 2008 e outubro de 2010, os vôos semanais entre Brasil e EUA irão aumentar de 105 para 154. Atualmente, a TAM faz apenas 24 vôos semanais para os EUA, não por falta de linhas. Há 70 a serem distribuídas para outras empresas. Entre as brasileiras, a TAM responde por 60,3% do vôos internacionais.

Segundo Paulo Castelo Branco, vice-presidente de Planejamento e Alianças da TAM, a partir de 5 de setembro, a empresa terá novo vôo diário e direto do Rio para Miami, e, no final de outubro, do Rio para Nova York, que pode ser diário ou quatro vezes por semana. Ele considerou o acordo "bom".

A Gol e a Varig informaram que não têm interesse em voar para os EUA. As duas empresas estão concentradas nos países da América do Sul.

Com relação a transporte de cargas, o acordo prevê a expansão de 24 para 35 vôos imediatamente e para 42 em 2010. O acordo elevou ainda o número de vôos charters de 750 por ano para 1.000; até 2010, o número irá chegar a 1.250.

Em 2007, 5.025.834 estrangeiros estiveram no Brasil. Desses, 699.169 vieram dos EUA. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em 2006, a TAM transportou 190.836 pessoas para os EUA. A Anac informou que também estuda o acordo bilateral com a Argentina. Atualmente há 133 linhas para aquele país, todas ocupadas pelas companhias. Conforme a Embratur, dos turistas que visitaram o Brasil no ano passado, 920.210 vieram da Argentina.

TAP avança com 84 medidas de emergência para travar crise

A TAP não ficou imune à crise, o preço do petróleo foi apontado como principal causa para a má performance da companhia, que até Maio acumulou 102 milhões de euros de prejuízos, contra os 18 milhões negativos em igual período de 2007. Para tentar uma possível crise e greve de aeroportuários, Fernando Pinto, presidente da TAP, apresentou esta semana aos trabalhadores um plano de emergência com 84 medidas. E já avisou: a meta de lucros traçada para este ano pelo Governo - 64 milhões de euros , é "irreal" e o momento não é "o ideal para se falar em privatização". Se a TAP não avançar com o pacote de medidas, os prejuízos para este ano poderão ascender a 154 milhões de euros, avisa. Até Maio, a companhia registou um gasto adicional com combustível de cem milhões de euros, quando o orçamento para este ano apontava para um custo de 50 milhões. Os trabalhadores em resposta avançaram com um plano de paralisações ao longo do mês de Julho, entregando mesmo um pré-aviso de greve de 24 horas para dia 19, que ameaça paralisar os aeroportos nacionais.

Fonte: Jetsite

Com acordo aéreo, Brasil quer atrair mais turistas dos Estados Unidos

O governo quer aumentar a quantidade de turistas estrangeiros no Brasil, com o novo acordo aéreo fechado com os Estados Unidos na última sexta-feira, que amplia a quantidade de vôos entre os dois países. O diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ronaldo Serôa da Motta, disse ontem que as primeiras 21 novas freqüências semanais a serem criadas ainda este ano serão específicas para cidades do Nordeste brasileiro. “Estamos colocando o Brasil na rota do turismo mundial”, disse.

Motta acrescentou que o aumento de vôos será gradual, para ampliar a concorrência no setor de forma “saudável”, dando tempo às empresas de se organizarem. Por isso, outros 14 novos vôos semanais entre Brasil e Estados Unidos serão autorizados em 2009 e vão poder operar para qualquer aeroporto brasileiro, à exceção de Guarulhos (SP). Em 2010, mais novas 14 freqüências serão permitidas nas mesmas condições. Com isso, haverá um aumento gradual de 50% no número de vôos que podem ser feitos entre os dois países.

A expectativa é que as empresas americanas incrementem mais suas operações para o Brasil do que o contrário. Pelo acordo anterior, que durou dez anos, havia um limite de quatro companhias de cada lado com permissão para voarem entre os países. As americanas - Continental Airlines, American Airlines, Delta Air Lines e United Airlines - já utilizam toda a cota dos Estados Unidos.

Pelo lado brasileiro, apenas a TAM opera para cidades americanas em 35 vôos semanais, que serão ampliados para 49 até o final de 2008. A partir de agora, qualquer companhia dos dois lados poderá voar e o total de vôos por semana permitidos subirá de 105 para 154 até 2010.

Ao destacar que o Brasil - como outros países - está tentando eliminar barreiras regulatórias à competição no setor aéreo, o diretor da Anac disse que o foco é criar “liberdades” que permitam às empresas aéreas oferecerem produtos diferenciados e competir pelos clientes. “Quando isso acontece, é o usuário que se torna soberano, e não as empresas”, disse. Ele defendeu ainda a liberdade tarifária para as empresas. “Essa liberdade, a Anac está promovendo gradualmente e de forma segura”, completou.

Fonte: Estado de SP

27.6.08

Reajuste na Aviação

As companhias aéreas que fazem transporte de cargas do Brasil para destinos internacionais poderão reajustar livremente a taxa de combustível, segundo informou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa da Anac é implantar a nova regra em até dois meses. Hoje, as empresas de transporte aéreo precisam respeitar um preço-máximo de sobretaxa pelo combustível, estipulado pela agência, de US$ 0,60 por quilo de carga carregada. O último reajuste deste valor foi feito há dois anos.

Fonte: Gazeta Mercantil

AVIAÇÃO: Embraer cria Núcleo de Desenvolvimento

SÃO PAULO, 26 de junho de 2008 - A Embraer inaugurou hoje um Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas, complexo com dois prédios de três andares e auditório, construído na Unidade Eugênio de Melo, em São José dos Campos (SP), e destinado à formação, treinamento e desenvolvimento dos seus empregados. O Núcleo concentrará todos os programas de educação, treinamento e desenvolvimento da Empresa, otimizando os recursos investidos e a logística.

As novas instalações contam com telões, projetores, salas de computadores, infra-estrutura para eventos, biblioteca e videoconferência, além das salas tradicionais. No local, serão realizados cursos, palestras, programas de formação, fóruns de debates e workshops.

Um dos prédios, a ser concluído até agosto deste ano, abrigará o Programa de Especialização em Engenharia (PEE), criado em 2001 com o objetivo de oferecer a engenheiros graduados especialização aeronáutica por meio de um curso de mestrado profissionalizante. Em 2009, serão inauguradas oficinas para o treinamento prático voltado às operações industriais.

Fonte: Gazeta Mercantil

Por um Tom Jobim decente

Que sejam atendidos os enfáticos clamores do governador Sérgio Cabral de assumir a gestão do aeroporto Internacional Tom Jobim. Mais do que retórica, a gestão de Cabral evidencia o descaso com que um dos principais terminais aéreos do país vem sendo tratado. A inércia da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), como tem ressaltado o governador, é inadmissível e não tolera mais espera.

É nítida a falta de investimentos no segundo mais movimentado aeroporto do país em vôos internacionais. A galeria de falhas parece vasta: banheiros velhos, com estruturas quebradas e a parte hidráulica exposta são parte do desprazer de quem por ali passa. Acabamentos mal feitos e falta de manutenção marcam todo o antigo Galeão.

A sensação é de que o aeroporto fora inaugurado em 1952 e desde então tem sido deixado às moscas. A administração da Infraero confirma a habilidade da empresa em construir shopping centers mas não em cuidar de um aeroporto de tamanha importância para a cidade e o país, cujo movimento cresceu 7% em maio deste ano, quando comparado ao ano passado. Na última década, o remodelamento dos aeroportos brasileiros privilegiou a expansão da área para a construção de lojas e restaurantes.

As declarações de Sérgio Cabral ecoam o clamor de quem utiliza o aeroporto. É preciso solução. E o governador está coberto de razão quando diz que "não dá mais para esperar o lenga-lenga da Infraero". Concessões acontecem em vários aeroportos no mundo e podem ser a saída ao Tom Jobim. Duas empresas apresentaram interesse na parceria.

A falta de clareza da Infraero na condução das reformas no aeroporto demanda mudança. Como lembraram integrantes da bancada federal do Rio, como o deputado Otavio Leite (PSDB), os R$ 40 milhões aprovados no Orçamento de 2008 para obras no aeroporto – previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – não foram usados. "Ninguém do governo disse qual é o projeto, se vai ser privatizado, terá capital aberto ou continuará estatal", afirmou o parlamentar. Enquanto isso, a porta de entrada para a Copa de 2014 continua degradada.

Convém lembrar que o Tom Jobim responde por 35% do turismo brasileiro. Nele, o movimento de passageiros tem crescido continuamente. De 144.907 passageiros em maio de 2007, foram 155.100 no mesmo período deste ano. De janeiro a maio foram 4.773.593 embarques e desembarques, contra 3.945.884 no período do ano passado.

O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, estará hoje em audiência pública com a bancada fluminense para falar sobre o assunto. Mudanças são imprescindíveis. Que recebam a devida atenção.

Fonte: JB

26.6.08

Cabral quer administrar aeroporto Tom Jobim e Porto do Rio

O governador Sérgio Cabral propôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, que a administração do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, e do Porto do Rio, no Centro da cidade, passe para o governo estadual que, em parceria com a iniciativa privada, promoveria as reformas urgentes e necessárias nesses dois terminais.

Segundo ele, o presidente da República recebeu a proposta favoravelmente, mas ainda não deu uma resposta.

- Ele está desejoso, mas age com a cautela necessária, pois como presidente tem de ouvir todos os lados. Convidaríamos uma empresa privada para administrar os terminais. Com a Infraero não sai nada - comentou Cabral.

De acordo com Cabral, em recente viagem de uma missão empresarial do estado à Alemanha sob sua liderança, a empresa alemã Fraport manifestou interesse em assumir a administração do Tom Jobim. Cabral disse que vai encaminhar à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o desejo da empresa.

O governador manifestou ainda o interesse em assumir as obras do Morro da Providência, que foram embargadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob a alegação de estarem beneficiando um pré-candidato à Prefeitura do Rio. Ele pretende conversar sobre esta possibilidade com o ministro das Cidades, Márcio Fortes, de cuja pasta são os recursos usados nas obras de reforma de mais de 750 casas da comunidade.

- Temos a chance de encontrar uma melhor solução. Temos de fazer um esforço para que os moradores não percam estas benfeitorias e, aliás, aproveitar para fazer uma intervenção mais ampla, como estamos fazendo com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em alguns complexos de comunidades carentes do Rio. Ali, estão sendo investidos centenas de milhões de reais que, de fato, vão mudar a face dessas comunidades- ressaltou.

Fonte: O Globo

GOL recebe aprovação do Cade para aquisição da Varig

A Gol enviou comunicado, na noite de quarta-feira, informando que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão do governo que fiscaliza a concorrência, aprovou hoje a aquisição da Varig pela Gol, possibilitando que as empresas possam desenvolver o transporte de passageiros e cargas livremente.

Segundo a nota, em julgamento, o órgão deliberou que a operação não alterou os níveis de concorrência do mercado ou as opções dos usuários de transporte aéreo. A aquisição da Varig, anunciada em 28 de março de 2007 e aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 3 de abril do ano passado, já havia recebido parecer favorável da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, da Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE), do Ministério da Fazenda e da Procuradoria do Cade, informa o comunicado.

Com a decisão, a companhia informa que pretende implementar as sinergias entre as operações da Gol e da Varig, ampliando a oferta de vôos e horários aos clientes e, conseqüentemente, favorecendo a dinâmica do setor de transportes aéreos. Além disso, diz a nota, a integração das operações das duas empresas permitirá à Gol alcançar otimização de receitas e redução de custos nos campos financeiro, operacional e tributário. Segundo a Gol, os investimentos prosseguirão em áreas como tecnologia da informação, melhoria da qualidade de serviços e ampliação da malha aérea de forma orgânica e por meio de acordos operacionais.

Fonte: O Globo

Virgin Brasil divide opinião de analistas

O anúncio do inglês Richard Branson de abrir uma companhia aérea no Brasil divide a opinião de especialistas do setor aéreo, segundo o site último segundo. De um lado, a certeza de mais um competidor, por outro ponto de vista, dúvidas se há espaço para mais uma empresa. Veja algumas opiniões: "Tem de haver um grande competidor no mercado brasileiro. Sem ele, não teremos tarifas adequadas", afirma o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio. Da consultoria Bain & Company, Andre Castellini: "O mercado brasileiro já é super disputado por empresas muito competitivas." Por outro lado, Castellini cita que investidores internacionais enxergam na aviação brasileira como uma das mais promissoras do mundo. Segundo ele, o mercado brasileiro tem chances de triplicar de tamanho em 20 anos. Segundo Sampaio, duas das subsidiárias da Virgin, uma na Nigéria e outra nos Estados Unidos, não estão rendendo a Branson os resultados esperados, a Virgin America teve problemas por causa do atraso na obtenção da autorização para funcionar, além da recessão americana e da alta do preço do petróleo.

Fonte: Jetsite

UE propõe novo pacote de leis à aviação

A melhoria da segurança aérea, a redução dos custos e a diminuição dos atrasos no transporte aéreo são os objetivos do segundo pacote legislativo do "Céu Único Europeu", proposto hoje pela Comissão Européia. "Este pacote legislativo trará benefícios incontestáveis para os passageiros, para a economia européia e para o ambiente", afirmou o vice-presidente Antonio Tajani. A Comissão Européia informa que o novo pacote de medidas, chamado de "Céu Único Europeu II", visa "tornar os vôos mais seguros, mais ecológicos e mais pontuais", permitindo que as companhias aéreas reduzam em 16 milhões as emissões de dióxido de carbono, e diminuam os seus custos anuais "entre dois a três bilhões de euros". "Esta reforma completa do sistema de gestão do tráfego aéreo europeu será fundamental para gerir o tráfego aéreo em 2020, que se prevê seja o dobro do atual". A fragmentação atual do espaço europeu obriga que os aviões percorram, em média, mais 49 quilômetros do que o necessário, citou. As medidas abrangem os setores da aviação civil e militar, incidindo sobre a regulamentação, a economia, a segurança, o ambiente, as tecnologias e as instituições.

Fonte: Jetsite

25.6.08

Galeão com 22% a mais de tráfego

Aeroporto do Galeão registra aumento de 22% na movimentação de passageiros. Em maio, 924.640 passageiros embarcaram e desembarcaram no aeroporto internacional do Rio de Janeiro (Galeão), número que confere um incremento de 22% no fluxo, na comparação com 2007, período em que a movimentação foi de 756.486 pessoas. Segundo a Infraero, o destaque ficou por conta do o movimento de passageiros internacionais, que cresceu 7% - de 144.907 em maio do ano passado para 155.100 em 2008. A movimentação de passageiros domésticos alcançou, pelo quinto mês consecutivo, aumento de 26% no número de passageiros embarcados e desembarcados. Ainda de acordo com informações da Infraero, o Galeão prevê que o desempenho favorável continue nos próximos meses. A previsão de aumento é de 5% no número de passageiros internacionais e mais de 20% no número de passageiros nacionais.

Fonte: Jetsiste

Bilionário Richard Branson vai abrir aérea no Brasil

Considerado o 236º homem mais rico do planeta, Branson colocou sua marca em mais de 360 companhias

O bilionário empresário Richard Branson vai abrir uma nova empresa aérea no Brasil. "Estamos negociando o estabelecimento de uma empresa que começará com vôos internos, mas que poderá se transformar em uma companhia com rotas internacionais", disse.

Richard Branson é considerado o 236º homem mais rico do planeta, segundo a revista Forbes, e conseguiu colocar sua marca Virgin em mais de 360 companhias em todo o mundo, inclusive uma gravadora de discos. Um dos seus empreendimentos mais lucrativos hoje, porém, é o setor aéreo.

A Virgin Atlantic Airways tem 51% de suas ações nas mãos de Branson. Os demais estão com a Singapore Airlines. Entre suas rotas mais lucrativas estão as ligações entre a Inglaterra e o Caribe, Estados Unidos, Ásia e Austrália.

Nos últimos anos, a empresa ainda montou companhias nacionais, como a Virgin Nigeria. "Queremos algo do mesmo estilo", afirmou o empresário, que ainda não tem uma data para o início das operações da nova companhia.

"Será uma espécie de Virgin Brasil", explicou, após reuniões no Fórum Humanitário Global, dedicado a lidar com os problemas climáticos e liderado pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

A Virgin Atlantic foi uma das empresas com maior sucesso no setor aéreo em 2007, com lucros de 46 milhões de libras esterlinas e 5,1 milhões de passageiros. "Agora, queremos entrar no mercado brasileiro, que sabemos que conta com alguns problemas no setor aéreo", afirmou o empresário.

"O Brasil é um mercado muito dinâmico e não demos atenção suficiente no passado. Sabemos que há um grande espaço para crescer diante das dimensões do País e da necessidade do desenvolvimento do setor aéreo para o próprio crescimento do Brasil", afirmou o empresário, avaliado em US$ 7,9 bilhões.

Ele prefere não revelar ainda quem será seu parceiro local para a criação da empresa. "Vamos divulgar logo. Estamos em plena negociação", afirmou.

Etanol

Branson também afirmou que está interessado em investir no setor do etanol no Brasil. Ele já desenvolve modelos de aviões movidos à biocombustível. Mas agora quer ir além e também investir na produção.

"O etanol de açúcar já demonstrou que pode funcionar. Não desmata e não gera o aumento do preços de alimentos", afirmou. "Estamos buscando oportunidades para investir nesse setor no Brasil para se tornar um importante produtor", concluiu.

Em seu discurso durante o evento, o executivo defendeu um teto para os preços dos combustíveis. Não por acaso. A alta do preço do barril está transformando a conta do setor em um verdadeiro buraco.

Fontre: O Estado de S. Paulo

24.6.08

Qantas coloca seu A380 no ar em outubro

A Qantas começa a operar seu primeiro A380 em 20 de outubro com o vôo Melbourne-Los Angeles. No momento, somente a Singapore colocou o megajato em serviço, com uma incipiente frota de 3 aeronaves. Antes da australiana, porém, a Emirates deve iniciar serviços sem escalas entre Dubai e Nova York.

Fonte: Jetsite

Pós-Graduação em São José dos Campos

A Universidade Estácio de Sá está oferecendo um Curso de Pós-Graduação em Aviação Civil em São José dos Campos

Quem quiser dar uma conferida o link está abaixo:
http://www.estacio.br/posgraduacao/cursos/aviacao/cie_aer.asp

A previsão de início é para Agosto deste ano.

Anac interdita metade da frota da VarigLog por razões de segurança

Metade da frota da VarigLog está no chão por razões de segurança, mostra reportagem do GLOBO, nesta terça-feira. Após uma inspeção não programada na empresa de transporte aéreo de carga, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tirou de circulação, na sexta-feira, seis dos 12 cargueiros de que a companhia dispõe atualmente. A Anac negou que a inspeção esteja relacionada aos outros problemas da VarigLog, alvo de disputa judicial entre os sócios e que pode perder a licença de concessionária de transporte aéreo regular.

Segundo o relatório da Superintendência de Segurança Operacional (SSO) do órgão regulador divulgado na segunda-feira, entre os motivos estão: seguro obrigatório fora da validade e manutenções realizadas em oficinas não credenciadas.

Foram retidos no chão um DC 10, dois MD 11; dois 727 e um 757. Ainda continuam voando um DC 10; dois 727 e três 757. A VEM, ex-subsidiária da Varig vendida à TAP, vinha fazendo a manutenção dos aviões da VarigLog. Mas, no fim do ano passado, suspendeu os serviços, alegando atraso nas faturas. Segundo fontes do mercado, a VarigLog procurou oficinas com preços mais baixos para checar a qualidade técnica e operacional dos seus aviões, o que infringiu normas da Anac.

Representantes da VEM confirmaram que foram procurados pela VarigLog ainda no fim de semana para chegar a um entendimento e evitar novos prejuízos.

Nesta terça-feira, a diretoria colegiada da Anac, reunida no Rio, deverá reiterar parecer já proferido pela Procuradoria Jurídica do órgão, que considerou a situação da companhia ilegal. Se não apresentar uma nova composição, já que os sócios brasileiros foram afastados pela Justiça sob suspeita de atuarem como laranjas do fundo americano, a Anac suspenderá em 7 de julho a operação da empresa, e nenhum avião dela poderá mais decolar.

Fonte: O Globo

23.6.08

Singapore vai desativar seus B747

A Singapore Airlines anunciou que pretende desativar seus últimos jatos Boeing B.747-400 nos próximos três anos e está inclinada a anular a encomenda que tinha feito para novos B.747-8 Freighters para substituir seus atuais cargueiros B.747-400F. A companhia asiática está substituindo essas aeronaves por jatos Airbus A380 e Boeing B.777-300ER.

Fonte: Aerobusiness

Biofuels de segunda geração

A Honeywell Aerospace, a Airbus Industrie, a companhia JetBlue Airways e a International Aero Engines confirmaram participar de um programa que visa desenvolver um sucedâneo "verde" para o querosene de aviação, capaz de ser fabricado com vegetais como algas marinhas e capim, sem portanto competir com a plantação de alimentos vegetais. Tal combustível custaria mais barato que o querosene atual e livraria as empresas aéreas da pressão das empresas petrolíferas que vem aumentando seus produtos de modo descontrolado.

Fonte: www.aerobusiness.com.br

VarigLog acusa Gol de tentar quebra da empresa

A briga envolvendo a VarigLog não se limitou ao fundo americano Matlin Patterson e aos sócios brasileiros da empresa. Em documento datado de 28 de abril deste ano, enviado ao juiz José Paulo Magano, da 17ª Vara Cível de São Paulo, o escritório do advogado Roberto Teixeira, o Teixeira Martins, acusa a Gol de trabalhar para a falência da VarigLog visando beneficiar a Gollog, sua empresa de cargas.

Afirma ainda que há "sérios indícios de crime contra a economia e a concorrência" em atos da Gol relacionados à Va rigLog e que essas informações serão levadas ao conhecimento das autoridades competentes "muito em breve".

A Gol nega as acusações. Um dos argumentos do escritório no texto é um pedido da GTI (empresa criada pela Gol para comprar a Varig), na Justiça, do pagamento de R$ 8,16 milhões que a VarigLog deveria à companhia.

O valor se refere a uma diferença de cálculo do pagamento de debêntures a credores da Varig --a Gol assumiu a emissão de debêntures quando comprou a companhia da Va rigLog, em março de 2007.

Como a GTI entrou com execução na Justiça exigindo o pagamento, em um momento de dificuldades financeiras da VarigLog, o Teixeira Martins alega no documento que a intenção seria a de sabotar a empresa de cargas, sua concorrente.

Outro indício da tentativa de sabotagem seria o desligamento, pela GTI, dos sistemas de água, luz e telefone de áreas aeroportuárias da VarigLog no aeroporto de Congonhas, em 18 de abril. Na ocasião, a VarigLog chegou a registrar um boletim de ocorrência sobre o caso.

"O representante [da Varig Log] se dirigiu à administração da VRG e em contato com o sr. Basílio, engenheiro de segurança predial, tomou conhecimento de que havia uma determinação de corte nos serviços citados. Ato contíguo, se dirigiu ao sr. Edes, funcionário da Gol, tendo o mesmo confirmado a ordem para interromper o fornecimento de água e energia elétrica, ordem esta dada pelo sr. Cyro Lavarello, diretor de operações de carga da companhia Gol", diz o boletim.

Em um dos tópicos do documento enviado ao juiz Magano, a VarigLog fala sobre "a real intenção da agravada [a GTI]". "Cumpre à agravante [a Varig Log] esclarecer a esse tribunal que o grupo Gol, controlado pela agravada, está em aberta campanha objetivando a falência da agravante, sua concorrente direta no transporte aéreo de carga brasileiro."
O texto classifica o desligamento da luz, água e energia das áreas usadas pela VarigLog como "uma última investida".

Procurada pela Folha, a Gol afirmou, em nota, que executa dívida contra a Varig e que "as acusações mencionadas são desprovidas de qualquer fundamento e serão, devida e oportunamente, descaracterizadas no juízo competente".

Fonte: Folha Online

Teixeira admite contrato de até US$ 5 milhões com VarigLog

O advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula, disse que pode chegar a US$ 5 milhões o valor total de seus contratos com a VarigLog, entre honorários, custas judiciais e outras despesas. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira na Folha a quantia se refere a um ano e dez meses de serviços em mais de 300 processos, e não apenas a sua atuação na venda da companhia, em 2006, para o fundo americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros.

O negócio foi posto sob suspeita pela ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu, que denunciou ter sido pressionada pela Casa Civil para não exigir documentos que pudessem revelar que o sócio estrangeiro era o real controlador da companhia, o que fere a lei. Em inquérito no Senado na última quarta-feira, Teixeira disse ter recebido US$ 350 mil da VarigLog entre março e junho de 2006. Um dos sócios brasileiros, Marco Antonio Audi, disse que Teixeira recebeu US$ 5 milhões "para resolver" o problema.

Teixeira negou ter usado sua influência e disse que o valor recebido era "bem menor", sem falar em números. A assessoria do advogado informou que ele não voltou atrás em suas declarações e desmentiu Audi.

Histórico

O escritório de Teixeira passou a atuar no caso depois que a venda da Variglog para o fundo norte-americano já havia sido aprovada pelo DAC (Departamento de Aviação Civil), que foi posteriormente substituído pela Anac. Teixeira foi acusado pela ex-diretora da Anac Denise Abreu de ter usado sua suposta influência junto ao governo para pressionar a agência a favor de seus clientes.

Os problemas com Denise começaram quando ela reabriu o processo de venda, contestando as informações sobre a presença de capital estrangeiro na empresa além do limite permitido pela legislação, de 20%. A briga continuou depois da confirmação pela Anac, por unanimidade, de que a venda não feria a legislação. Quando a VarigLog comprou a Varig, Denise teria agido para impedir que a empresa pudesse voar. Negócios A VarigLog é a ex-subsidiária da Varig de transporte de cargas. A companhia é alvo de um imbróglio empresarial envolvendo o fundo Matlin Patterson e os sócios brasileiros, que travam disputas judiciais no Brasil e no exterior desde a metade do ano passado.

O fundo se associou, por meio da Volo do Brasil, com três brasileiros para controlar a empresa, mas houve um desentendimento na gestão dos recursos recebidos pela venda da Varig para a Gol --a VarigLog comprou as operações da Varig em leilão por US$ 24 milhões e depois revendeu a companhia aérea à Gol por US$ 320 milhões. Por conta das disputas judiciais, há meses a VarigLog enfrenta sérios problemas, como suspensão de serviços e arresto de aeronaves por falta de pagamento a fornecedores e prestadores de serviços. Os funcionários também estão com salários atrasados, enquanto outras centenas foram demitidos. Em abril, o juiz José Paulo Magano determinou a volta do fundo americano para a gestão da VarigLog e excluiu os brasileiros da sociedade.

À época, o advogado Nelson Nery Junior, que representa o Matlin, informou que havia sido fixado pagamento de US$ 428 mil para cada um dos três sócios. O juiz também mandou bloquear uma transferência de recursos da conta na Suíça da VarigLog para o Brasil e afastar Lap Chan, então gestor do fundo, do comando da empresa. Sobre isso, Nery Junior afirmou que o dinheiro seria usado na criação de uma linha de crédito para socorrer a empresa e não era uma tentativa de desvio.


Fonte: Folha Online

22.6.08

Gol quer receber de volta metade do que pagou pela Varig

Dez meses depois de fechar o maior negócio do mercado da aviação civil brasileira, a Gol ingressou em janeiro deste ano com um pedido de arbitragem na Câmara de Comércio Internacional (ICC, na sigla em inglês) para cobrar a devolução de metade dos US$ 320 milhões pagos à VarigLog para comprar a Nova Varig. A segunda maior companhia aérea do Brasil cobra ressarcimento por superavaliação dos ativos adquiridos, em março do ano passado, do fundo de investimentos americano Matlin Patterson, controladora indireta da VarigLog por meio da Volo do Brasil.

Na prática, a manobra da Gol arrastou para cortes internacionais a polêmica que envolve todos os negócios do "salvamento da Varig", intermediados pelo escritório de Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e sob suspeita de ingerência do Planalto. O gabinete presidencial foi o palco para a comemoração da transação pelos empresários e seus advogados.

Apesar de estar em fases preliminares, a disputa na CCI e na Justiça americana promete ofuscar a briga na Corte federal de São Paulo e as discussões na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que informalmente já dá sinais de que não vai querer interferir no negócio Gol-Varig. Corre apenas um prazo de adequação do limite do capital estrangeiro concedido à VarigLog, aérea especializada em carga. Este vence em 7 de julho.

O GLOBO obteve documento da CCI, de 4 de fevereiro deste ano, que confirma o pedido de arbitragem feito pela GTI, subsidiária da Gol criada para gerir a Varig. Os três árbitros indicados são os brasileiros Pedro Batista Martins e Gustavo Tepedino e o espanhol Juan Fernandez Armesto - todos advogados e professores especializados em disputas empresariais. Para garantir o andamento do processo de arbitragem, a Gol foi instada a depositar uma "entrada" de custos de US$ 157,5 mil.

Fonte: O Globo

Teixeira admite ter recebido US$ 3,2 milhões no caso Varig

Pagamento é um dos pontos polêmicos envolvendo a ação do advogado na compra da companhia aérea

O advogado Roberto Teixeira admitiu ao Estado que recebeu US$ 3.266.825,79 referentes a serviços prestados para a VarigLog, incluindo uma taxa de sucesso de US$ 750 mil (R$ 1.600.050) pela participação na compra da Varig em leilão judicial. O valor refere-se ao período de abril de 2006 a junho de 2007. O advogado cobra ainda US$ 682 mil (R$ 1.220.448,40) referentes a serviços prestados entre julho de 2007 e janeiro de 2008 e não pagos. Em um ano e nove meses, portanto, os honorários e taxas de sucesso do escritório do advogado totalizaram US$ 3,95 milhões.

Na última quarta-feira em Brasília, Teixeira afirmou que recebera apenas US$ 350 mil da VarigLog. Ele foi a Brasília à convite do Senado para explicar as acusações da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, que em entrevista ao Estado disse que ele teria se aproveitado do livre trânsito com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu compadre, e com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) para conseguir aprovar a compra da VarigLog e da Varig. Segundo Denise, a atuação do escritório no episódio foi “imoral”.

O valor dos honorários apresentado em Brasília causou surpresa e estava bem abaixo dos US$ 5 milhões que o empresário Marco Audi, sócio afastado da VarigLog, disse ter pago para o escritório Teixeira, Martins e Advogados. “Paguei US$ 5 milhões ao Roberto Teixeira para ele resolver e ele resolveu”, declarou Audi. “Não sei o que ele negociou, mas sua influência foi 100% decisiva.”

Segundo Denise Abreu, por pressão da Casa Civil, os sócios estrangeiros e brasileiros da VarigLog foram dispensados de apresentar documentos com comprovação de origem de capital e de renda e que seriam necessários para avaliar denúncias de que o verdadeiro controlador seria estrangeiro. Hoje se sabe que os brasileiros Marco Audi, Marcos Haftel e Luiz Gallo não desembolsaram um real para entrar na sociedade com o fundo estrangeiro Matlin Patterson, embora formalmente fossem donos de 80% das ações com direito à voto. Com isso, o fundo ficou dentro da lei que limita em 20% a participação estrangeira no setor. Um contrato de gaveta até então desconhecido das autoridades dava ao Matlin o direito de adquirir a parte dos brasileiros a qualquer momento. O Matlin, que briga com os brasileiros na Justiça, tentou exercer esse contrato no ano passado, mas foi impedido por uma liminar.

Na tarde de sexta-feira, a reportagem procurou a Assessoria de Imprensa de Teixeira com a informação de que teve acesso a documentos da VarigLog e da Varig que revelam o pagamento de R$ 7.130.371,00 (cerca de US$ 3,3 milhões considerando câmbio da época). Quatro horas depois da solicitação, os valores, em dólar, foram confirmados. “Pelos honorários referentes aos serviços prestados para a VarigLog e à aquisição e homologação judicial da Varig, bem como processos de defesa de sucessão recebemos US$ 3.266.825,79.”

A assessoria de Teixeira explicou ainda que os US$ 350 mil, declarados em Brasília, referem-se apenas ao período de abril a junho de 2006. “O que Roberto Teixeira contestou desde o começo foi a declaração que Marco Audi deu ao Estadão, afirmando que do contrato até a aprovação da VarigLog foram US$ 5 milhões”, disse a assessoria. “Observe que o Audi tem mudado sua acusação, cada vez que respondemos a versão anterior (parece vírus mutante driblando o Norton).”

Procurado, Audi reconheceu um “engano” em relação ao período. “Em todas as entrevistas que dei depois eu esclareci isso, e volto a repetir: as empresas do grupo VarigLog pagaram mais de US$ 5 milhões ao Roberto Teixeira nos dois anos em que eu estive lá (abril de 2006 até abril de 2008). Tanto faz chover, que fez a nação inteira acreditar que ele recebeu só US$ 350 mil da VarigLog”, dispara Audi, que havia declarado que Teixeira “é Deus e faz até chover”. “A questão não é se o valor é pouco ou muito, mas mostrar como ele (Teixeira) opera.”

Os pagamentos da VarigLog eram feitos a partir de sete empresas (VRG Linhas aéreas, VBP do Brasil, Volo do Brasil, Varig Logística, Volo Logistics, Matlin Patterson USA e Matlin Patterson LA). A reportagem teve acesso a uma planilha de pagamentos do software de gestão SAP da VRG Linhas aéreas, que revela notas apresentadas e pagamentos efetuados ao escritório de Teixeira de outubro de 2006 a fevereiro de 2007. No período, a planilha registra a saída de US$ 2.255.455,13 (R$ 4.853.401,03) para Teixeira. Outros US$ 440 mil (R$ 840.387,84) foram pagos de março a junho de 2007, conforme relatório da L&A Consultores do início deste ano. Foram repassados ainda US$ 652 mil (R$ 1.436.583,10), em cinco pagamentos, de 20 de abril de 2006 a 28 de julho de 2006, por meio da VBP. Formalmente, Teixeira rescindiu o contrato com a VarigLog em janeiro deste ano. Mas ele rompeu apenas com os brasileiros, pois no mês seguinte voltou a advogar para a VarigLog, contratado pelo Matlin.

Fonte: O Estado de SP

21.6.08

Fundo pede US$ 400 milhões pela VarigLog

O fundo americano Matlin Patterson, dono da VarigLog, não está buscando apenas um sócio brasileiro para se adequar à legislação nacional, que limita em 20% a participação de estrangeiros em empresas aéreas. De acordo com um consultor que foi procurado por Lap Chan, representante do fundo no Brasil, o Matlin busca um comprador interessado em pagar US$ 400 milhões por toda a VarigLog. "O Lap pediu US$ 400 milhões e jogou muito duro. Aí a conversa não avançou", afirmou Clésio Oliveira, que diz representar os interesses de uma empresa de logística. Oliveira é casado com Vandira Peixoto, assessora do ex-presidente José Sarney há mais de 20 anos.

Fonte: Jetsite

TAM investe em aeronaves econômicas

A TAM receberá no final de julho o primeiro dos oito triplos 7/300ER, encomendados nos últimos dois anos. A companhia pretende usar as aeronaves para vôos intercontinentais, especialmente nas rotas para a Europa. Outros três chegam até o fim do ano. A TAM atualmente representa 75% do mercado de vôos internacionais, segundo os mais recentes dados da Anac. A TAM deve fechar o ano com um total de 123 aeronaves em operação.

Fonte: Jetsite

Boeing aposta em avanço do biocombustível na aviação

Fabricante dos EUA avalia que combustível pode responder por 10% do consumo em até sete anos; Brasil terá papel de destaque

Os biocombustíveis têm potencial para deter 10% do consumo na aviação no horizonte de 5 a 7 anos. Essa é a avaliação do diretor de Estratégia Ambiental da Boeing, Per Norén.

Segundo ele, a indústria ainda não vislumbra a substituição total do querosene de aviação, derivado de petróleo que acompanha de perto a flutuação na cotação do barril. "Não estamos convencidos de que essa substituição possa ocorrer", disse.

Apesar disso, a escalada do preço do petróleo acelerou o interesse de fabricantes de aeronaves e companhias aéreas pelas pesquisas com biocombustíveis. Em fevereiro deste ano, a Virgin Atlantic fez um vôo de demonstração com uso de babaçu e de óleo de coco em 10% de uma das turbinas.

Atualmente, a Boeing conduz uma série de pesquisas com outras fontes de energia, como algas e plantas produzidas em diversos países. Segundo Norén, desenvolver um novo mercado mundial, no entanto, requer esforços de certificação de produtos para que eles ganhem confiabilidade.

"Estamos fazendo testes com diferentes companhias e produtos ao redor do mundo. Há uma necessidade de cooperação entre países e esforços para melhoria de infra-estrutura. A distribuição do produto é, de fato, o aspecto crítico", disse.

Recursos naturais

Segundo o executivo, o Brasil poderá representar um papel de destaque nesse novo segmento, por contar com grande variedade de recursos naturais.

Norén diz que a Boeing tem interesse em pesquisar os mais diversos tipos de produtos, desde que eles não afetem a oferta de alimentos nem estejam relacionados a desmatamento ou consumo excessivo de água.

Dados da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) indicam que o setor de aviação contribui com 2% das emissões de gás carbônico. O percentual é pequeno quando comparado a setores como transporte rodoviário e geração de energia e aquecimento, mas o crescimento da indústria tende a impulsionar o número de emissões. Normalmente, o setor de aviação cresce em média duas vezes mais do que o PIB.

Companhias e fabricantes de aviões se comprometeram com a Atag (Air Transport Action Group) a focar em melhorias da ordem de 25% na eficiência do consumo de combustível e na redução das emissões até 2020.

A Boeing trabalha com a estimativa de crescimento da economia mundial de 3,1% ao ano até 2026. O número de passageiros deve aumentar a um ritmo de 4,5% ao ano no período. Atualmente, o querosene representa cerca de 40% dos custos de uma companhia aérea.

Os esforços na busca de eficiência e cortes de custos são visíveis nas companhias de aviação, que sofreram ainda os efeitos da crise americana. As principais companhias cobram US$ 25 para despachar a segunda mala. E até o mais simples serviço de bordo pode se transformar em fonte de receita, com cobrança à parte.

Fonte: Folha de SP

20.6.08

A Embraer fechou contrato com a TRIP

A Embraer fechou contrato com a TRIP Linhas Aéreas para a venda de cinco jatos EMBRAER 175. O negócio inclui ainda opções para outras dez aeronaves e direitos de compra para mais 15. O valor total dos pedidos firmes, referido a preço de tabela, é de US$ 167,5 milhões, podendo ultrapassar US$ 1 bilhão, caso todas as opções e direitos de compra sejam confirmados para a
aquisição de jatos EMBRAER 175.

“Temos orgulho de ter a TRIP Linhas Aéreas como a mais nova operadora da nossa família
de E-Jets no Brasil”, disse Frederico Fleury Curado, Diretor-Presidente da Embraer. “A
TRIP é uma das maiores empresas aéreas regionais da América do Sul e temos certeza de
que o EMBRAER 175 muito contribuirá para aprimorar ainda mais o seu processo de
crescimento e a consolidação de uma malha aérea regional brasileira.”

Os jatos EMBRAER 175 da TRIP serão configurados em classe única e oferecerão grande
conforto aos 86 passageiros. A entrega do primeiro avião está prevista para 2009.
“O EMBRAER 175 foi escolhido pela TRIP após uma ampla avaliação técnica e econômica”, disse José Mário Caprioli, fundador e Presidente da TRIP Linhas Aéreas. “O modelo apresentou vantagens nos três aspectos fundamentais da nossa análise: melhor relação custo operacional versus conforto ao passageiro, performance em pistas curtas e capacidade de assentos. Este último critério foi decisivo, tendo em vista que somos uma empresa de aviação regional e, por conta disso, contamos com uma frota de aeronaves com menor número de assentos para atender nossos mercados e operações. Ficamos orgulhosos pelo fato de o jato ser justamente produzido no Brasil e colaborar no papel de integração do sistema aéreo comercial brasileiro.”

O EMBRAER 175 é o segundo dos quatro integrantes da família de E-Jets e entrou em
serviço em julho de 2005. Em 31 de março de 2008, a família EMBRAER 170/190 de E-Jets
possuía 835 ordens firmes e 840 opções, com mais de 45 clientes em 28 países, tendo
ultrapassado a marca de 1,4 milhão de horas voadas.

Fonte: Embraer

Trip vai financiar pedido firme de aviões da Embraer com leasing, mas estuda BNDES para opções

Os cinco primeiros aviões adquiridos pela Trip Linhas Aéreas junto à Embraer deverão ser financiados com recursos externos, de empresas de leasing aeronáutico internacional. Para as opções e os direitos de compra, a companhia avalia outras alternativas, inclusive financiamentos oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disse hoje seu presidente, José Mário Caprioli.

Agora vamos atrás do financiamento junto às empresas de leasing, mas os E-Jets (família de aviões da Embraer) são muito bem vistos no exterior, considerados bons ativos, por isso não deveremos ter problema em obter os recursos, afirmou Caprioli. A preços de tabela, esses cinco primeiros aviões, modelo EMB 175, têm valor conjunto de US$ 167,5 milhões.

Para as 10 opções e 15 direitos de compra, a estratégia é um pouco diferente. Segundo Caprioli, com um volume maior de recursos a serem captados para fechar esses negócios, a empresa deve buscar alternativas a apenas contratos de leasing.

Para os cinco primeiros a intenção é mesmo o leasing. Mas para os outros acordos, de 10 e 15 aviões, o BNDES começa a ser interessante, especialmente por ter produtos em reais, que podem ser relacionados às nossas receitas nessa moeda, afirma o executivo.

Durante o anúncio oficial da compra dos aviões da Embraer, Caprioli ainda comentou o atraso na liberação do financiamento de outro processo de aquisição de aeronaves, fechado no fim de 2006. Na época, a companhia adquiriu 7 ATRs e opções para outros cinco. Segundo ele, houve um atraso de cerca de dois meses na liberação do financiamento, uma vez que, com a compra da Total, as empresas que concederam os recursos tiveram que rever o crédito da companhia. Mas inclusive já confirmamos até mesmo as opções e, hoje, o financiamento de todas as aeronaves já está fechado. A primeira será entregue na semana que vem e a segunda, dez dias depois, afirmou. No total, a compra desses 12 aviões representa um investimento (a preços de tabela) de US$ 200 milhões.

Fonte: O Globo

Embraer prevê biocombustíveis para avião em até 5 anos

Apenas daqui a quatro ou cinco anos o setor de aviação poderá ter uma alternativa renovável e possivelmente mais barata ao querosene, apesar das fabricantes de aeronaves estarem acelerando pesquisas neste sentido, afirmou nesta quinta-feira o vice-presidente executivo de Planejamento Estratégico e Desenvolvimento Tecnológico da Embraer, Satoshi Yokota.

Na avaliação de Yokota, no ano que vem já será possível fazer vôos experimentais com biocombustíveis em aviões da empresa, mas a utilização comercial ainda levará tempo, apesar dos esforços.

"Só se torna viável (biocombustível) se for uma solução universal, por isso existem acordos para acelerar as pesquisas, nos Estados Unidos e Europa, e no Brasil estamos fazendo trabalho com um consórcio mais restrito", disse o executivo.

Ele informou que, no Brasil, trabalha com a Petrobras e a TechBio, de Fortaleza, enquanto em outras partes do mundo mais empresas estariam envolvidas. "Mas temos acordo de confidencialidade", acrescentou.

Ele lembrou que um possível novo combustível tem que ser usado em todos os aviões, para garantir a concorrência, e que enquanto não se encontra um substituto que dê o mesmo rendimento que o querosene a tendência é fazer uma mistura com derivados de óleos vegetais, como ocorre com o diesel no Brasil, cuja mistura é de 3% de biodiesel atualmente.

"Os derivados de óleo ainda não nos levam a um substituto do querosene ainda. Estamos vendo uma mistura de 5 a 10% (de biocombusíveis ao querosene), o que seria adequado, porque não dá para pensar em pegar os 50 mil aviões que estão ai voando e mudar", disse o executivo.

Segundo Yokota, os técnicos químicos envolvidos nas pesquisas afirmam que mesmo que o petróleo caia do patamar atual, acima dos US$ 130 (checar) o barril, a busca por um combustível alternativo valeria a pena até com o preço do petróleo em torno dos US$ 80, US$ 70. "É tanto pela questão do preço como da emissão de carbono", observou.

Apesar dos custos em alta o executivo se disse otimista com o desempenho das vendas da empresa, principalmente na área de jatos executivos, que deve dobrar de tamanho em quatro anos. "Hoje corresponde a 15% da nossa receita e vai pular para 30% em 2012", afirmou.

Ele se disse preocupado no entanto com as novas fabricantes que estão despontando no mercado, como Rússia, China e Japão, ressaltando que não tem dúvidas de que, a exemplo do que já ocorreu com a Bombardier, a Embraer venha a ter problemas com dumping deste países.

"Eles vão subsidiar, vão fazer dumping, estão gastando milhões de dólares mais um pouco para financiamento. Não vai ser num prazo curtíssimo, mas em 10, 15 anos vão ser competidores fortes", previu.

19.6.08

Fotos do B777 da TAM...primeiríssima mão!!!

Acabei de conseguir na internet algumas fotos do Boeing 777-300ER da TAM realizando vôo de teste na Fábrica da Boeing em Seattle.

Abraços para todos

RAFAEL MATERA





Botucatu vai sediar evento nacional de aviação agrícola

De 23 a 28 de junho, o Aeroporto Tancredo Neves, em Botucatu, vai sediar alguns dos eventos mais importantes do país voltados para a área de aviação agrícola. Promovidos pela Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp (FCA), Fundação de Estudos e Pesquisa Agrícolas e Florestais (Fepaf), Núcleo de Tecnologia Aeroagrícola (NTA), Associação Brasileira da Ciência Aeroagrícola, Prefeitura Municipal de Botucatu e JE Mídia Visual, os eventos compreendem todos os aspectos de capacitação, formação e informação sobre o uso de aeronaves agrícolas no combate a incêndios.A programação tem início com o Aerofogo, realizado nos dias 23 a 26. O evento incluiu o III Curso Brasileiro de Capacitação em Combate Aéreo a Incêndios em Campos e Florestas para Pilotos Agrícolas.

O Curso terá um dia dedicado à parte teórica e dois de atividades práticas.No dia 26 de junho, acontece o III Simpósio Internacional sobre Prevenção e Combate Aéreo a Incêndios em Campos e Florestas no Brasil, com participação de profissionais, pesquisadores, empresas, entidades e órgãos governamentais ligados ao tema.A realização do Simpósio representa também o início do 2º Congresso Brasileiro de Ciência Aeroagrícola que reunirá palestrantes renomados para discorrer sobre temas de interesse da área, tais como: tecnologia de aplicação de insumos e defensivos; padronização das aplicações aeroagrícolas; novos mercados para a aplicação aérea: setor florestal, citricultura e cana-de-açúcar; combate aéreo a incêndios; combate aéreo a vetores de doenças e segurança de vôo.

Segundo Ulisses Rocha Antuniassi, professor do Departamento de Engenharia Rural da FCA e presidente da Comissão Organizadora dos eventos, o Simpósio e o Congresso devem colaborar para a troca de informações e experiências no setor. “Os eventos representarão uma grande oportunidade para o aprofundamento da interação entre o setor aeroagrícola e os profissionais das diversas áreas agronômicas. Agrônomos, engenheiros florestais, técnicos agrícolas e produtores rurais vão debater os mais avançados conceitos sobre o uso das tecnologias de aplicação aérea nos diversos segmentos rurais”, afirma o professor. “Essa reunião de profissionais do setor também abre excelentes oportunidades para novos negócios nos segmentos aeroagrícola e florestal”.De 26 a 28 de junho, paralelamente ao Congresso, será realizada a Feira Nacional Aeroagrícola (Aeroagro), com exposição de aviões, peças e equipamentos, além de outros produtos e serviços.No ano passado, em razão da participação da Unesp em eventos e pesquisas voltados para o setor e também da presença da Embraer no município, as entidades realizadoras determinaram que Botucatu vai continuar a sediar os eventos aeroagrícolas até o ano de 2011.

Fonte: Entrelinhas.com

Tarifas mais altas podem não cobrir custos da TAM e da Gol, diz Goldman Sachs

Banco de investimentos recomenda investidores americanos a adotar estratégias que atenuem perdas com papéis das aéreas brasileiras

EXAME Mesmo que reajustem suas tarifas, a Gol e a TAM podem continuar com problemas para cobrir os custos operacionais causados pela disparada do petróleo nos últimos meses. A avaliação é do banco de investimentos Goldman Sachs. Em relatório, a instituição recomendou os investidores americanos a adotar estratégias que amenizem as perdas geradas pelos papéis das brasileiras. Ambas têm ADRs (American Depositary Receipts) negociadas na Bolsa de Nova York.

“Pode ficar pior, antes de melhorar”, afirma o relatório. O documento lembra que, na última semana, a área de análises do banco rebaixou as expectativas para os papéis das empresas. No caso das ADRs da TAM, a redução foi de 22%, para 22,70 dólares, com recomendação de “neutro”. Para a Gol, a baixa foi de 27%, para 13,80 dólares, sendo recomendada a “venda”.
Refletindo o encarecimento do querosene de aviação, os papéis das aéreas vêm caindo nas últimas semanas. Para evitar maiores prejuízos, o Goldman Sachs aconselha os investidores americanos a recorrer ao mercado de derivativos. A recomendação, no caso da TAM, é que os aplicadores comprem opções de venda (put) das ADRs. Para o banco, a estratégia é comprar uma opção de put com preço de exercício de 20 dólares para agosto. Simultaneamente, os investidores deveriam vender duas opções de venda com preço de exercício de 15 dólares cada.

Assim, se a ADR da TAM cair a um patamar inferior a 15 dólares, o investidor lucraria obrigando alguém a comprar seus papéis por 20 dólares (opção de put), mas perderia parte do ganho ao vender outras ADRs por 15 dólares. Por volta das 17 horas (horário de Brasília) desta quarta-feira (18/6), as ADRs da TAM eram negociadas a 19,82 dólares, com queda de 1,93%. Neste ano, os papéis acumulam queda de 16%.

Para a Gol, a estratégia recomendada pelo Goldman Sachs é diferente: vender opções de compra dos papéis a um preço de exercício de 15 dólares, com vencimento em outubro. Neste ano, as ADRs da Gol acumulam queda de 47%. Às 17 horas desta quarta, as ADRs da empresa apresentavam queda de 2,54% em Nova York, sendo cotadas a 13,03 dólares.

Fonte: Exame

Azul obtém autorização da Anac

A Azul Linhas aéreas, fundada pelo empresário americano David Neeleman, existe oficialmente como uma companhia aérea brasileira. Ontem, a empresa obteve a autorização para funcionamento jurídico com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O documento emitido pelo órgão regulador aprova a composição societária e o plano de negócios da nova companhia aérea. Neeleman, que é naturalizado americano mas nascido no Brasil, terá 80% do capital votante da empresa e 20% do capital total, de forma a obedecer a legislação brasileira.

Agora, a Azul poderá dar início ao processo de obtenção de um outro documento fundamental: o Certificado de Homologação de Empresa aérea (Cheta), que autoriza a operação dos vôos. A empresa precisa ter toda a documentação pronta até dezembro para cumprir seu plano de começar a voar em janeiro de 2009 com os primeiros três Embraer 195 que receberá - a encomenda total é de 76 aeronaves. A Anac estima que o Cheta leve, em média, nove meses para ser concedido.

Fonte: Valor Econômico

Primeiro B767 da TAM

Recebei por e-mail essas fotos exclusivas do Boeing 767 da TAM que está sendo pintado lá na VEM no GIG.

Abraços para todos

RAFAEL MATERA

18.6.08

Lufthansa não precisará mudar malha para enfrentar preço alto do petróleo, diz presidente

A Lufthansa será capaz de atravessar o momento turbulento da indústria de transporte aéreo de passageiros sem a necessidade de modificar sua malha. Essa, pelo menos, é a opinião do executivo-chefe e presidente da empresa aérea alemã, Wolfgang Mayrhuber. Para ele, ao contrário das concorrentes européias British Airways e Air France-KLM, sua companhia não precisará reduzir capacidade. Segundo ele, porém, a indústria passa por uma grande turbulência e as companhias têm de ser cuidadosas ao gerenciar sua capacidade.

O que veremos no futuro é uma sazonalidade maior no tráfego nos períodos de inverno e verão, disse ele. Explicando porque mantém a posição de que a Lufthansa não irá reduzir capacidade, afirmou que a empresa quer estar na linha de frente da indústria, não interessa quão alto esteja o preço dos combustíveis.

A posição da empresa também é assegurada por seus contratos de hedge (proteção), que asseguram preço predeterminado para cerca de 80% de seu consumo anual neste ano. Para 2009, os contratos protegem 45% do consumo projetado.

Esse colchão de segurança, segundo a empresa, a permite se concentrar na melhora da qualidade de seus serviços, atraindo passageiros para suas classes mais rentáveis. Até o final do ano, por exemplo, ela deve decidir se revitaliza ou não sua classe executiva para vôos de longa distância, adotando assentos que se transformam em camas.

Fonte: Valor Online

United espera gastar US$ 9,5 bi com combustível neste ano

A United Airlines informou nesta terça-feira que espera gastar US$ 9,5 bilhões com combustível até o final do ano, uma alta sensível em relação ao gasto de US$ 3,5 bilhões em 2007.

Enquanto isso, a companhia espera que a receita mostre um aumento de 4 a 5%.
A indústria de aviação tem sido abatida este ano pela disparada nos preços dos combustíveis, em um momento em que os preços do petróleo atingem recordes acima dos US$ 130 o barril. As empresas do setor estão buscando maneiras de cortar de custos e ampliar receitas.

Fonte: Invertia

Trip comprará jatos da Embraer para vôos regionais

A Trip Linhas Aéreas fechou a compra de cinco aeronaves Embraer 175, com opção de compra de mais cinco, do mesmo modelo. O jato, produzido em São José dos Campos (SP), tem capacidade para até 90 assentos e preço de tabela de US$ 31 milhões.

Serão os primeiros aviões com motores a jato da Trip, que hoje utiliza os modelos turboélice. Além da Trip, apenas a recém-criada Azul, do empresário David Neeleman, operará no Brasil com o jato brasileiro do modelo 195.

Renan Chieppe, presidente do conselho da Trip, não quis comentar o tamanho do pedido feito à Embraer. O anúncio oficial acontecerá na quinta-feira, quando a Trip divulgará o calendário de entregas. Atualmente, a frota da Trip é composta por 18 aeronaves da fabricante européia ATR, nos modelos 42 e 72, com capacidade entre 46 e 74 poltronas. A Trip chegou a negociar a compra de aeronaves modelo CRJ 900, da Bombardier, mas desistiu.

Há três meses, em entrevista ao Valor, José Mário Caprioli, presidente e fundador da Trip, disse que o uso dos jatos no transporte regional era um questão de tempo, mas que isso ocorreria paulatinamente, pois o Brasil não tem tantas cidades de médio e pequeno portes com infra-estrutura para recebê-los. "Ainda não existe mercado para uma encomenda grande desses equipamentos", afirmou.

A compra dos jatos faz parte dos esforços da Trip para se tornar uma companhia aérea de vôos regionais com porte de grande empresa. O plano de expansão ganhou força em novembro de 2006, quando vendeu 50% de seu capital para o grupo Águia Branca, por R$ 44 milhões. Em janeiro de 2007, a Trip encomendou 14 aeronaves da fabricante ATR e, em novembro, assumiu toda a operação de transporte aéreo de passageiros do grupo mineiro Total. A companhia vislumbra a abertura de capital para os próximos anos.

A Trip tinha 0,88% do mercado de vôos domésticos no mês de maio, pouco mais do que o dobro do que havia registrado no mesmo mês de 2007. A taxa de aproveitamento dos seus aviões também subiu nesse período, de 56% para 65%. Apesar de ter crescido, a companhia aérea ainda não conseguiu ter operações lucrativas no ano passado. Entre 2006 e 2007, o prejuízo líquido subiu 29%, de R$ 6,9 milhões para R$ 8,9 milhões. A receita líquida aumentou 15,6%, de R$ 96,9 milhões para R$ 112,1 milhões.

Fonte: Valor Econômico

Infraero espera decisão para cobrar débitos

O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sergio Gaudenzi, disse ontem que aguarda uma decisão judicial para cobrar os mais de R$ 2 bilhões que empresas aéreas devem à estatal. "A Infraero não vai abrir mão de coisa alguma. Nem poderia", disse Gaudenzi, afirmando que o dinheiro será bem-vindo. "Só que, antes, é preciso que a Justiça dê uma solução (para o caso das empresas em falência ou em processo de recuperação judicial, donas das maiores dívidas)", disse. Temos o crédito e, no momento em que tivermos uma decisão judicial, cobraremos nossa parte", avisou o diretor. Gaudenzi defendeu a qualidade dos aeroportos brasileiros, afirmando que, "embora haja o que melhorar", eles estão em uma faixa muito boa, se comparados aos de outros países, na opinião dele.

Segundo a assessoria de imprensa da Infraero, a dívida das empresas diz respeito ao pagamento atrasado de tarifas aeroportuárias (taxas de pouso e permanência em solo), uso dos serviços de comunicação e auxílio à navegação aérea, aluguel de lojas e balcões de check-in nos aeroportos, além da cobrança de multas por atraso, juros e correção monetária, os chamados encargos. De acordo com a assessoria, grande parte da dívida teve origem entre os anos de 1996 e 2001. Os valores sofrem correção de 1% ao mês, além da a correção monetária. Parte da dívida está sendo cobrada na Justiça, de acordo com a assessoria da empresa, o total da dívida sub judice atingiria R$ 1,47 bilhão. Mensalmente, a Infraero encaminha ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Decea) informações sobre os inadimplentes para suspender a autorização de sobrevôos.

Fonte: Gazeta Mercantil

17.6.08

Tráfego aéreo: Má fluência em inglês causa 10 incidentes em 5 anos, diz FAB

O Brasil registrou dez incidentes de tráfego aéreo de 2003 a 2007 em razão de falhas de comunicação em inglês entre pilotos e controladores de vôos -apenas 350 dos 3.052 que atuam no país e realizam provas atingiram o nível de fluência na língua exigida pela Oaci (Organização de Aviação Civil Internacional), segundo a FAB (Força Aérea Brasileira).Para o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso, a ocorrência de um incidente a cada seis meses, em média, mostra que o risco de acidentes é baixo. "Esse risco é ínfimo. Provavelmente, não irão acontecer [acidentes]. A nossa situação é de completa segurança." Dos incidentes, três foram considerados graves.Um acordo com a Oaci previa que todos os países tinham de aperfeiçoar até 2007 o treinamento em inglês de controladores e pilotos. Dos 190 países, apenas 52 cumpriram o prazo, segundo Cardoso. O Brasil e outros países pediram prorrogação do prazo e terão de cumprir a meta até 2011.

Fonte: Folha de SP

Infraero quer mais capital externo em empresa aérea

Presidente da estatal afirma que Anac estuda elevar limite de 20% para 49% Para Sérgio Gaudenzi, injeção de capital tornaria empresas mais ágeis e modernas, e não cabe à Anac investigar caso Varig

O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, defendeu ontem ampliar a participação do capital estrangeiro nas companhias aéreas. Segundo ele, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estuda alterar o Código Brasileiro de Aeronáutica para aumentar de 20% para 49% a porcentagem de ações com direito a votos para estrangeiros nas empresas de aviação."A Anac tem essa idéia. Injeta capital e dá um sopro nas empresas. Passam a ser mais ágeis e modernas", disse Gaudenzi à Folha. Para ele, o Brasil comporta até cinco companhias nacionais e outras controladas também por capital internacional, desde que haja contrapartida fora do país. Oficialmente, a Anac diz aguardar a tramitação de cinco projetos no Congresso que aumentam o poder de estrangeiros no controle societário das companhias aéreas.

Assim que assumiu a presidência da Anac, Solange Martins disse ser favorável a assegurar aos estrangeiros até 49% do comando das empresas brasileiras. Apesar da defesa declarada de Gaudenzi, da direção da Anac e do ministro da Defesa, Nelson Jobim -que cogitou fazer a mudança por meio de medida provisória-, o governo não dá sinais de que ela seja prioridade. Procurada, a Anac não confirmou os estudos.Desde julho de 2007, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado espera o relatório do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), sobre três projetos que propõem o aumento do capital internacional nas companhias aéreas.A lei, de 1986, limita a 20% a participação de estrangeiros nas ações com direito a voto. Não há restrições às ações sem direito a voto nem ao valor de capital investido por estrangeiros. "Deve ter tido uma razão para fixar, mas isso já tem tanto tempo que no mínimo comporta uma revisão, um novo estudo. Por que 20%? Por que não pode abrir um pouco mais?", questionou Gaudenzi, que diz ter sido um "estatizante doente nos tempos de estudante".

Hoje defensor da flexibilização nas relações comerciais entre o público e o privado, ele diz acreditar que a revisão da legislação poderá evitar polêmicas como a venda da VarigLog, em 2006. Pesa a suspeita de que os sócios brasileiros atuaram como laranjas, para responderem por 80% do capital e, assim, dando fachada legal ao negócio.Em entrevista recente à Folha, o ex-presidente da Anac Milton Zuanazzi afirmou que a legislação é ultrapassada. Mas disse que seguiu à risca o texto, garantindo que o capital estava nacionalizado na hora de autorizar a venda da VarigLog. Apesar de deter 94% dos recursos que garantiram a compra, o fundo norte-americano Matlin Patterson, no papel, tinha direito a 20% das ações com direito a voto na VarigLog.Mesmo com os sócios brasileiros dizendo que foram coagidos a assinar um contrato de gaveta, Gaudenzi afirma que não cabe à Anac reavaliar o caso. "Não creio que os diretores da Anac sejam bons em investigação, eles são bons na área de regulamentação." Para ele, cabe ao governo definir um órgão para apurar as denúncias. Se constatadas, a Anac revogaria a autorização dada à VarigLog.

Fonte: Folha de SP

16.6.08

Risco de acidente aéreo segue alto, diz relatório

Quase um ano depois do maior desastre da história da aviação brasileira, documentos confidenciais da Aeronáutica revelados neste domingo mostram que o controle de tráfego aéreo do país segue colocando os passageiros em risco. Relatórios de incidentes e outros documentos oficiais expõem situações semelhantes àquelas que levaram o sistema de transporte aéreo brasileiro ao caos entre 2006 e 2007: controladores despreparados, equipamentos defeituosos, irresponsabilidade generalizada.

De acordo com registros de ocorrências divulgados em reportagem do jornal Folha de S.Paulo deste domingo, nos últimos sete meses, houve pelo menos três ocasiões em que um choque entre duas aeronaves em vôo esteve muito próximo de ocorrer. Em 28 de novembro do ano passado, um avião da companhia Trip, que acabara de decolar de Cuiabá rumo a Rondonópolis (MT), quase se chocou com a aeronave prefixo PT-KDS, por problemas de comunicação.

Dois meses depois, um Boeing da Gol e um Airbus da TAM entraram em rota de colisão quando começaram a descer em São Paulo. De acordo com o informe de incidentes 02/2008, citado pela reportagem da Folha, ao atingirem o nível de vôo 365 (36.500 pés), o sistema anticolisão das aeronaves disparou, e por pouco não houve o choque. Em 20 de março, novo incidente: um Boeing-737 da Gol, que se aproximava de Belo Horizonte vindo de São Paulo, foi autorizado a iniciar a descida, "sem restrição", passando do nível 360 (36.000 pés) para o 200 (20.000 pés). Entre os dois níveis, porém, havia um outro 737 da Varig – de novo, o choque só não ocorreu graças ao sistema anticolisão do avião da Varig.

Radares – As causas relatadas pelos controladores para estes incidentes são muitas. Enquanto alguns responsabilizam os pilotos por supostamente não compreenderem as ordens passadas a eles, outros admitem que erraram, mas reclamam de alguns expedientes disciplinadores da Aeronáutica. Os controladores são unânimes apenas na hora de apontar falhas nos radares dos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo, os Cindactas.

Falam em zonas cegas – especialmente no centro de controle de Cuiabá – onde os aviões desaparecem dos radares e perdem a comunicação por rádio. No Cindacta-4 (Manaus), é comum o aparecimento nas telas dos radares dos chamados alvos falsos – quando surgem registros de aviões que não existem.

Inglês – De mesma gravidade é um fato relatado em reportagem do jornal O Globo deste domingo, que revela que um grande número de controladores não fala inglês, colocando em risco os passageiros de vôos internacionais que chegam ou saem do país. A falta de conhecimento do idioma levou a Aeronáutica a reconhecer, em documento oficial, que esse fator representa um perigo real de acidentes.

Em relatório apresentado à Organização Internacional de Aviação Civil, a FAB admite que um controlador pode precisar – e não conseguir –falar inglês com um mínimo de fluência. O problema foi responsável por uma série de incidentes entre 2003 e 2007, segundo o documento. Três deles quase resultaram em acidentes. O nível de risco está acima do limite tolerado pelos padrões internacionais.

Fonte: Veja