30.9.09

Airbus corta meta de 2009 para A380, mas mantém objetivo de 2010

A Airbus confirmou nesta terça-feira que reduziu meta de entregas de 2009 da aeronave A380 em uma unidade, para 13 aviões, e informou que está mantendo o objetivo de entregas de 2010 do superjumbo, de 14 unidades.

"Em um acordo com um cliente nós transferimos a 14a aeronave (de 2009) em algumas semanas, de dezembro, para o início de 2010", informou o porta-voz Stefan Schaffrath.

"Estamos mantendo nosso planejamento de entregas de mais de 20 aviões em 2010, como anunciado anteriormente", acrescentou.

A Airbus está transferindo a produção do A380 para uma segunda estapa automatizada, conhecida como Wave 2. As primeiras 25 aeronaves tiveram que ter seus cabos conectados manualmente por causa de problemas industriais que causaram um atraso na entrega do maior avião comercial do mundo em dois anos.

"Acabamos de entregar a primeira aeronave Wave 2 e seguiremos com a segunda em breve", afirmou Schaffrah, acrescentando que o ritmo de produção está caminhando para as duas unidades por mês.

O presidente da controladora da Airbus, EADS, afirmou à Reuters na segunda-feira que a mudança na data de entrega do A380 de dezembro para início de 2010 aconteceu após negociações com a cliente Singapore Airlines.

Fonte: O Globo

BRA prepara argumentos para convencer Anac a liberar voos regulares de passageiros

Agência fará inspeção técnica e operacional na companhia aérea em outubro

A companhia aérea BRA – que transporta em seu capital investidores de primeira classe, como Goldman Sachs, Darby e Gávea Investimentos – aproxima-se de um momento-chave em seu plano de recuperação judicial. Até meados de outubro, a Anac deverá proceder a primeira inspeção técnica e operacional desde que autorizou a empresa a retomar as atividades, em junho.

Os controladores da BRA, os irmãos Walter e Humberto Folegatti, pretendem sensibilizar a agência a liberar a operação de voos regulares. A companhia só está autorizada a oferecer voos charters ou fretamentos.

Sonhar não custa nada. Porém, não vai ser fácil para a BRA convencer a Anac. A empresa carrega uma dívida em torno de R$ 200 milhões e vem operando com apenas duas aeronaves.

Os acionistas da BRA usam a limitação como argumento a seu favor. Alegam que a empresa só terá capital para aumentar a frota caso volte a operar linhas regulares. Desta forma, ela poderá reiniciar a venda direta de passagens. Hoje, por conta das restrições impostas pela Anac, os bilhetes só podem ser vendidos por agências de turismo, salvo os fretamentos – fechados pela própria companhia.

Fonte: Cidadebiz

Ryanair vende mais um milhão de viagens a 5 euros

A partir do aeroporto de Faro ou do Porto, os clientes da Ryanair vão poder viajar para a Europa por 5 euros.

As viagens estão disponíveis para mais de 500 rotas europeias, sendo que as reservas devem ser feitas 'online' antes da meia-noite de quinta-feira, dia 1 de Outubro, informa a Ryanair em comunicado.

Em Portugal, a 'low cost' irlandesa disponibiliza viagens com partida do aeroporto Sá Carneiro com destino a várias cidades na Europa, nomeadamente Barcelona, Madrid, Frankfurt, Milão, Paris e Bruxelas. Com partida do aeroporto de Faro é possível viajar a 5 euros para Liverpool, Bruxelas, Dublin e Londres.

A Ryanair adianta ainda que os bilhetes a 5 euros têm todas as taxas incluídas se os passageiros optarem por pagar com Visa, levando apenas uma mala de mão e abdicando de embarque prioritário.

Fonte: Económico Portugal / Aviation News

BNDES: venda de aviões à Argentina não está contratada

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não existe ainda contrato de financiamento para a venda de 20 aeronaves da Embraer para a estatal Aerolíneas Argentinas e a operação e seus preços "estão em negociação". Por esse motivo, a instituição disse por sua assessoria que não vai comentar a reportagem do jornal argentino "La Nación" que levanta suspeita de superfaturamento no acordo de venda dos aviões.

Segundo o banco, em julho foi assinada uma carta de intenções de compra dos 20 aviões pela Aerolíneas Argentinas, mas os preços ainda não foram definidos. De acordo com o jornal, os 20 aviões modelo E190AR vão custar US$ 698 milhões, dos quais 85% serão financiados pelo BNDES e 15% pelo governo da Argentina.

O empréstimo à exportação do BNDES financia até 85% dos aviões vendidos, mas não financia serviços como capacitação técnica para manutenção das aeronaves e instrução de pilotos, que são citados como parte do acordo na reportagem do La Nación, que, por sua vez, atribui a informação ao Ministério do Planejamento da Argentina.

Fonte: O ESTADO / BGA

Boeing preve mercado futuro promissor no México

A fabricante de aviões americano Boeing considerou hoje que o México, depois do Brasil, é o segundo maior mercado aeronáutico regional com um crescimento projetado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,9% no período 2009-2019, uma vez superada a atual recessão econômica.

"O México tem um mercado aeronáutico vigoroso e em crescimento, com um futuro promissor", assegurou hoje na capital mexicana o vice-presidente geral de marketing de aviões comerciais de Boeing, Randy Tinseth.

Em entrevista coletiva Tinseth afirmou que o mercado mexicano cresceu para 226 jatos comerciais, um aumento de 33% em dez anos.

"O setor de viagens e turismo desempenha um papel fundamental para a economia mexicana, pois é responsável de ao redor de 1 de cada 8 empregos e 13% do PIB do México", considerou.

No entanto, admitiu que 2009 foi um ano difícil para as companhias aéreas mexicanas, que foram afetadas por fatores como a recessão nos Estados Unidos que afetou o fluxo de passageiros entre ambos países.

Além disso, assinalou a epidemia de gripe A em abril deste ano, que representou um golpe adicional para a economia, o turismo e as linhas aéreas.

Tinseth está no México para divulgar um estudo da Boeing deste ano, na qual estão as projeções de mercado para a América Latina para os próximos anos.

Neste estudo se assinala que o transporte aéreo na região deverá crescer uma média de 6,5% até 2019, ou seja, muito acima da média mundial de 4,9%, e inferior tão só à previsão para a China, previsto em 8,6%.

Por isso, o executivo previu que as companhias aéreas da América Latina necessitarão 1.640 aviões com um valor combinado de US$150 bilhões nos próximos 20 anos.

Fontes: G1 - Efe / BGA

29.9.09

A380 da Singapore Airlines regressa a Paris devido a problemas num motor

Um Airbus A380 da Singapore Airlines, que voava de Paris para Singapura, teve que voltar à capital francesa, devido a problemas num dos motores, detectados duas horas e meia depois de ter descolado.

O avião leva a bordo 444 passageiros e apesar de estar concebido para continuar a voar apenas com três dos quatro motores, mas regressou a Paris por precaução, noticiam as agências internacionais, que citam fontes da companhia aérea.

A Singapore Airlines foi a primeira companhia aérea a voar com o A380, e começou a utilizar o aparelho na rota Singapura Paris no início deste ano.

Fonte: Presstur

Anac ainda analisa pedido para nova ponte aérea

A Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) informou hoje que ainda analisa o pedido da companhia aérea regional Team para operar uma nova ponte aérea, ligando os aeroportos de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, e de Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. Por meio de comunicado, a Anac informou que aguarda resposta da empresa sobre questionamentos apresentados pela Superintendência de Segurança Operacional, enviados em 9 de setembro. "Por isso, não há prazo definido para deferimento (ou não) da Anac ao pedido", informou a agência.

A Anac acrescentou que os dois aeroportos não apresentam limitações de segurança "desde que o gestor aeroportuário forneça os serviços necessários para embarque e desembarque de passageiros de voos regulares e que o plano de segurança operacional da empresa (Team) para esses voos sejam devidamente aprovados pela Anac".

Ontem, a diretora de marketing da Team, Lygia Moreira Ventura, informou que a Anac já havia concedido a autorização para a companhia operar voos regulares entre os aeroportos de Jacarepaguá e Campo de Marte e que só aguardava as adequações, nos dois terminais, para iniciar os voos regulares. Segundo ela, a Anac determinou que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) fizesse as adequações nos dois aeroportos até o dia 10 de outubro.

Ainda ontem, a Infraero informou ser contrária à utilização dos dois aeroportos para voos regulares, mas acrescentou que iria cumprir a determinação da Anac. A Team, segundo Lygia, planeja operar quatro voos diários entre Jacarepaguá e Campo de Marte, com turboélices para 19 passageiros. A passagem vai custar R$ 280.

Fonte: http://www.mafiadaaviacao.com.br/asp/noticias_detalhe.asp?codigo=5079

TAM adia voos para África do Sul

A TAM adiou para o ano que vem o início dos voos para Johannesburgo, na África do Sul. O motivo é a melhor adequação de seus investimentos em novas rotas, que exigem estrutura adequada aos serviços oferecidos em cada base.

Fonte: Aerobusiness

TAM recebe o avião número 4 mil da família Airbus A320

A Airbus anunciou nesta sexta-feira a entrega de um avião A319 à companhia aérea TAM, que representa a aeronave número quatro mil da família dos A320.

No voo inaugural, que fará o trajeto de Hamburgo, na Alemanha, para o Brasil, a TAM transportará equipamentos especializados para escolas de crianças incapacitadas, informou a fabricante em comunicado.

Os equipamentos foram doados pela organização Aviação Sem Fronteiras, da Alemanha, ajudada pela Fundação Airbus.

"A entrega desse avião será mais emocionante quando chegar ao Brasil para contribuir com uma iniciativa importante no campo da responsabilidade social", declarou a presidente do Conselho de Administração da TAM, Maria Cláudia Oliveira.

Para o presidente da Airbus, Tom Enders, a entrega simboliza "não só o enorme sucesso do programa A320", mas também a "grande associação" de sua empresa com a TAM, segundo ele principal usuário de Airbus no hemisfério sul.

A família A320, que inclui A318, A319, A320 e A321, tem as despesas de exploração mais baixas de sua categoria, graças à regularidade técnica e ao aumento do período entre as revisões de manutenção, explica a nota.

Fonte: Jornal Dia a Dia

28.9.09

Embraer inicia captação no exterior

A fabricante brasileira de aviões Embraer informou que está conduzindo uma captação externa, com a emissão de notas com prazo de vencimento em 2020. O Deutsche Bank e o Morgan Stanley foram contratados para liderar a operação, que é feita por meio da subsidiária Embraer Overseas Limited.

Os papéis tem rating Baa3 pela agência de classificação de risco Moody's e o dinheiro obtido na operação deve ser usado para liquidação de dívidas que vencem no primeiro semestre do ano que vem.

A empresa não menciona o montante da oferta, mas agências internacionais dão conta de que a captação será de US$ 500 milhões.

Fonte: Valor Online

Boeing 787: Começam os trabalhos de modificações nas asas

A Boeing iniciou as modificações em dois 787s Dreamliners, conforme se aproxima a data do primeiro voo até o fim do ano.

O primeiro protótipo a voar, o ZA001 juntamente com o protótipo estático ZY997, estão sofrendo modificações nas ligações que juntam as asas à fuselagem.

A Boeing informou que o processo todo de preparação, instalação e restauração,levará três meses, sendo que fontes com conhecimento do programa, indicam que a instalação por si só, levará 30 dias para ser completada.

Uma vez a instalação realizada, a Boeing deverá restaurar as condições de voo do protótipo ZA001, o que envolverá, inclusive, uma lavagem para a eliminação de quaisquer elementos acumulados dentro dos tanques de combustível, em função dos trabalhos realizados.
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A Boeing também informou que para ter acesso à área modificada, alguns sistemas e portas de acesso foram removidos e deverão ser reinstalados.

Em seguida, a Boeing procederá a uma análise das reparações efetuadas no protótipo ZY997, por meio de uma série de testes estáticos que validarão o design, permitindo -se assim que o protótipo ZA001 seja liberado para voo.

Mas antes do tão esperado voo, a aeronave passará por um ´´ aquecimeto´´ ou seja, serão repetidos testes já feitos anteriormente, inclusive, testes de táxi, para ai então o 787, enfim voar.

Fonte: FG/Jon Ostrower / http://avisimair.blogspot.com/

Embraer realizou conferência de operadores

A Embraer realizou de 15 a 17 de setembro sua Conferência de Operadores.

Participaram clientes,operadores e fornecedores do Legacy 600 dos EUA,Canadá,México e Caribe.A conferência visa debater as questões técnicas e atualização sobre os produtos de aviação executiva.Além da conferência houve também o 1º Fórum do Phenom.(Marisa)

Fonte: Aerobusiness

Embraer avalia faixa de 130 assentos

Numa entrevista recente Mauro Kern, Vice Presidente para o mercado de aeronaves comerciais da Embraer, admitiu que sua empresa está avaliando as especificações das empresas aéreas para aeronaves maiores que o seu modelo E 195, de 115 assentos. Mas afirmou que por enquanto essas exigências são ainda muito genéricas para definir uma aeronave de 130 assentos, capaz de disputar o mercado com o modelo canadense C Series. "Pode ser que nos próximos 18 a 24 meses tenhamos dados que nos permitam definir uma posição mais clara sobre essa faixa de mercado", afirmou ele. Sabe-se entretanto que o fabricante nacional está igualmente consultando fabricantes de motores e outros sistemas para aeronaves desse porte.

Fonte: Aerobusiness

27.9.09

Embraer entrega nesta sexta o novo avião da Presidência


O novo avião da Presidência - um jato EMB-190 - será entregue nesta sexta-feira à tarde pela Embraer e já será usado pelo presidente Lula na viagem à Europa, na próxima semana. O EMB-190, com capacidade para 36 passageiros, além da tripulação - e com uma cabine especial para o presidente, onde cabem até quatro pessoas - vai substituir o Boeing 737, chamado de sucatinha. Ele faz parte de um pacote encomendado pelo governo à Embraer, no ano passado, ao custo de R$ 150 milhões.

Até o início de dezembro, a Embraer vai entregar o segundo EMB-190, para substituir o outro sucatinha. Os dois novos jatos serão usados como reservas do AeroLula - o Airbus-319 - e nas viagens regionais do presidente Lula.

Na estreia do EMB-190, Lula se comportará como verdadeiro garoto-propaganda da indústria aérea brasileira. O presidente viaja terça-feira para Lisboa no Airbus-319, comprado em 2005, por US$ 56,7 milhões. Na capital portuguesa, Lula trocará de avião e fará toda a parte interna da viagem à Europa, incluindo Copenhague, Bruxelas e Estocolmo, no jato da Embraer.

O EMB-190 foi adaptado para atender às exigências da Presidência. A autonomia original do jato foi expandida, permitindo que ele chegue às capitais da América Latina sem paradas. Para África e Hemisfério Norte, será necessária uma escala. Dentro do avião, a cabine do presidente terá suíte com cama de casal, chuveiro e sala com terminal de vídeo, além de comunicações via satélite protegidas.

Fonte: Globo

British Airways vai cobrar passageiros por escolha de assentos

A companhia aérea British Airways (BA) informou hoje que, a partir do mês que vem, os passageiros terão que pagar pela escolha de assentos na hora de fazer uma reserva de voo.

A nova cobrança será para qualquer lugar no avião, seja na janela, no corredor ou perto das saídas de emergência.

Atualmente, a BA permite aos passageiros fazer a reserva de seu assento, sem taxa alguma, até 24 horas antes da decolagem. Mas, a partir do próximo dia 7, começará a cobrar os clientes.

Segundo a BA, a medida dará ao passageiro "mais controle sobre suas opções de assentos".

Para viagens na Europa, a nova taxa será de dez libras (11 euros) por assento. Nos voos de longa distância, este valor sobe para 20 libras (22 euros). Já para os lugares colados à saída de emergência, o preço vai ser de 50 libras (55 euros).

"A partir de 7 de outubro de 2009, a British Airways lança um novo serviço para que os clientes tenham mais controle sobre as opções de assentos. Eles poderão escolher os lugares quando fizerem a reserva e garantir os assentos da saída (de emergência)", declarou uma porta-voz da companhia aérea. EFE

Fonte: G1

26.9.09

FedEx recebe cargueiro da Boeing


Maior avião de carga bi-jato do mundo, o 777 Freighter passa a compor a frota de 650 aeronaves da companhia de entregas

A Boeing acaba de entregar à operadora logística FedEx seu primeiro avião cargueiro, o 777 Freighter.

Ao todo, a FedEx vai adquirir 15 aeronaves 777F até o fim de 2014. Até abril de 2010 a empresa planeja ter quatro 777F atendendo rotas entre a Ásia e os EUA. A companhia aérea prevê ainda um segundo pedido da aeronave com 15 unidades, que deverão ser entregues entre 2014 e 2019, com opção de compra para outros 15 aviões.

De acordo com a FedEx, o 777F é a maior aeronave de carga bi-jato do mundo. “O Boeing 777 é uma prova extraordinária de nossa dedicação ao aperfeiçoamento de nossa frota, permitindo que a FedEx Express ofereça serviços incomparáveis a nossos clientes em todo o mundo. Sua capacidade de carga útil, alcance e eficiência ambiental criam um valor estratégico completo em longo prazo para nossa empresa, no atendimento às demandas globais de entrega de nossos clientes”, declarou David J. Bronczek, presidente e CEO da FedEx Express, sobre a aquisição.

Fonte: Avião Revue

Regionais podem comprar US$ 1 bi em aviões, diz Abetar

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar), Apostole Lazaro Chryssafidis, disse, na reunião do Fornatur, que está pronto o Plano Nacional de Aviação Reginal elaborado pelo Ministério da Defesa. Na próxima semana, Lack, como também é conhecido, deverá ter um encontro com o ministro Nelson Jobim para tratar do tema.

“Isso é muito importante para o setor, pois as empresas estão ampliando a frota e não tem para onde voar por falta de infraestrutura”, disse Lack.

O dirigente contou ainda que a aviação regional foi incluída no Fundo de Garantia à Exportação (FGE), por meio de Medida Provisória, que permite acessar financiamentos do BNDES com menos exigências. “Caso o FGE for regulamentado e o BNDES conseguir criar uma linha especial para o setor, as empresas regionais garantem compras junto à Embraer de US$ 1 bilhão para o aumento da frota”, assegurou Lack.

Fonte: Panrotas

25.9.09

VarigLog está mais perto da falência

Os credores da VarigLog rejeitaram ontem o plano de recuperação judicial da companhia. O próximo passo, conforme prevê a lei de recuperação de empresas, é a decretação da falência. A rejeição do plano representa também uma derrota para o empresário German Efromovich, presidente da OceanAir, que havia se comprometido a adquirir a VarigLog caso o plano fosse aprovado.

Efromovich participou até da elaboração do plano, depois de ter sido convidado a olhar o negócio por Lup Wai Ohira, presidente da VarigLog e irmã de Lap Chan - ex-sócio do fundo americano Matlin Patterson, que no Brasil adquiriu a VarigLog e a Varig. O plano previa deságios de até 90%, dependendo da classe de credores. Para algumas classes de credores, o plano previa pagar o principal da dívida depois de 43 anos, sem juros nem correção.

Efromovich chegou a conquistar a simpatia de credores trabalhistas e também do fundo de pensão Aerus, mas credores com garantias, como empresas de leasing, de combustível e o fundo Atlantic (pertencente à chilena Lan) tiveram mais peso na decisão final. O plano foi rejeitado por detentores de 59% do total de créditos. O empresário deixou a assembleia, no hangar da companhia cargueira no aeroporto de Congonhas, antes do início da votação.

Na última assembleia, Lup, que adquiriu a empresa do fundo Matlin por uma quantia simbólica, havia declarado que a rejeição do plano implicaria na auto decretação da falência. A expectativa é de que o administrador judicial, Alexandre Tajra, leve ainda hoje a ata da assembleia para a 1ª Vara de Falências, responsável pelo caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Abril

Europa ordena mais revisões de sensores em aviões Airbus

As autoridades europeias de segurança aérea determinaram verificações em certos sensores de velocidade dos aviões Airbus fornecidos pela fábrica norte-americana Goodrich, semanas depois de apertar a vigilância sobre equipamentos similares da fábrica francesa Thales.

Investigadores suspeitam que falhas nas leituras de velocidade de sensores da Thales podem ter sido decisivas para o acidente de 1o. de junho com um avião A330-200 da Air France que fazia a rota Rio-Paris, matando os 228 ocupantes.

Em um documento datado de terça-feira, a Agência Europeia de Segurança da Aviação disse que houve relatos de peças com folga nos sensores da Goodrich, uma peça conhecida como "sonda de pitot."

De acordo com a agência, que tem sede em Colônia, isso poderia ser resultado de "uma falha de torque (...) ocorrida na fabricação do equipamento."

Se não for corrigido, esse problema pode levar a um vazamento de ar e a leituras falsas de velocidade, disse a agência em nota ao setor aéreo.

A Goodrich rejeitou as suspeitas, dizendo "não ter experimentado quaisquer problemas de manufatura, serviço ou reparo com sondas," segundo e-mail assinado por sua vice-presidente de comunicação, Lisa Bottle. Ela acrescentou que a orientação da agência europeia foi uma precaução em resposta a um alerta de uma única companhia aérea.

"A Goodrich checou seus registros de fabricação para essas sondas e concluiu que elas estavam de acordo com as exigências de desenho, fabricação e teste de aceitação funcional," afirmou a executiva.

As ações da Goodrich, que também produz rodas e freios para aviões, além de sistemas de reconhecimento militar de alta tecnologia, caíram 1,4 por cento na quinta-feira.

Um porta-voz da Airbus disse que as verificações afetavam um "lote limitado" de sensores, identificados por meio de seus números de série. Uma porta-voz da Easa, agência de segurança aérea da União Europeia, disse que os problemas seriam "relativamente fáceis" de resolver, sem afetar o serviço das aeronaves. O número de empresas e aviões envolvidos nessa investigação não foi divulgado.

Investigadores disseram que três sensores da Thales apresentaram leituras de velocidade errôneas no acidente da Air France sobre o Atlântico, mas afirmam que é cedo para apontar as causas exatas da queda do avião.

As sondas de pitot leem a velocidade do avião com base na pressão exercida pelo fluxo de ar que recebem, mas são suscetíveis a congelamentos e outros fatores que interrompam esse fluxo.

Sem dados precisos, os pilotos podem acidentalmente colocar o avião em velocidades excessivas, sobrecarregando sua estrutura, ou muito baixas, o que faz com que perca estabilidade e caia.

Fonte: O Globo

Airbus pede cerca de 1 bilhão de euros para desenvolver de novos aviões

Airbus quer que os europeus forneçam entre 800 milhões e 1 bilhão de euros nos próximos seis anos, que se somariam ao dinheiro que a indústria aeronáutica vai dedicar à investigação e pesquisa para lançar uma nova geração de aviões por volta de 2015.

O pedido fez diretor-geral de Airbus, Fabrice Brégier, que em entrevista publicada hoje no "Le Figaro" ressaltou que esse dinheiro "regaria todo o setor, em particular as numerosas pequenas e médias empresas inovadoras que estão obrigadas a recortar seu orçamento de pesquisa nestes tempos de crise".

"Necessitamos um esforço em massa em pesquisa para conceber protótipos que integrem e validem as novas tecnologias. O necessitamos em nível europeu. França deve ser o motor nesta ação. É um desafio tanto meio ambiental como de competitividade", argumentou.

Para Brégier, o empréstimo público que prepara o Governo francês deveria servir para apoiar os "esforços" da indústria aeronáutica "em favor das tecnologias de futuro", e o justificou lembrando que o setor supõe para esse país 12 bilhões de euros de excedente comercial e 280 mil empregos.

Insistiu em que desenvolver um novo avião requer 10 bilhões de euros e que, levando em conta a dimensão dessa aposta financeira, é preciso fazê-lo com "uma base tecnológica validada".

O diretor-geral de Airbus avançou que para 2020 seu grupo trabalha na ideia de motores de hélices rápidas que estariam situadas na parte traseira do aparelho e sobre o corpo da aeronave para conseguir um menor consumo de combustível.

O objetivo é que a despesa de carburante diminua cerca de dois litros por passageiro e 100 quilômetros, frente aos cerca de quatro litros da frota mundial em serviço (três litros no caso do A380).

Brégier indicou que embora os aviões se parecerão aos atuais, os serão maiores que o A380, que em sua versão de classe única pode transportar até 800 passageiros, e insistiu em que a tendência na aviação é o "transporte de massas".

Também assinalou que no horizonte de 2040 se estuda o recurso de asas como as dos aviões de caça e também uma propulsão completamente elétrica ou de baterias de combustível.

"A um prazo mais distante ainda, se podem imaginar aviões foguetes que fariam uma parte de sua trajetória fora da atmosfera terrestre. Isso nos permitiria ir de Paris a Tóquio em duas horas", acrescentou.

O diretor-geral lembrou o desafio que os aviões reduzam pela metade em 2020 suas emissões de CO2, levando em conta que o tráfego aéreo vai dobrar.

Quanto aos problemas de ruídos, explicou que se os aviões desenvolvidos nos anos 60 - alguns dos quais seguem em serviço - despertavam 400 pessoas nas proximidades de um aeroporto ao decolar, agora são 200 menos e no futuro causarão "menos moléstias" que uma moto, por exemplo.

Fonte: G1

Promoção da EMIRATES dá passagem com direito a acompanhante

O escritório da Emirates no Brasil lançou o concurso cultural “Para Onde Você Vai Voar?”, com inscrições abertas até 15 de outubro, apenas para residentes no Brasil. O vencedor poderá escolher se prefere viajar para Sidney, Bangkok ou Seul a bordo do luxuoso A380 da Emirates.
Para participar, basta acessar o site da Emirates, clicar no ícone da promoção, acertar os nomes dos cinco filmes apresentados nas imagens e descrever em até 100 palavras a cidade para onde gostaria de viajar. O participante que elaborar a frase mais criativa ganha passagem para o destino escolhido, com direito a acompanhante.
“A Emirates foi a primeira companhia aérea a comprar o A380, aeronave ultra- eficiente, de dois andares, que oferece mais espaço para todos os passageiros, spa com chuveiro para a Primeira Classe, além de lounge com bar para a Classe Executiva e Primeira Classe”, explica o diretor geral da Emirates para o Brasil, Ralf Aasmann.
O A380 da Emirates opera atualmente nas rotas Dubai-Londres; Dubai- Sidney-Auckland; Dubai-Bangkok; Dubai-Toronto; Dubai-Paris e Dubai-Seul.

Fonte: Brasilturis

24.9.09

Team deve implementar ponte-aérea alternativa Rio-SP


Está para sair do papel um projeto de 2007 da empresa aérea regional carioca Team de operar uma ponte aérea alternativa entre o Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e Campo de Marte, em São Paulo. Com a queda da portaria 187, que liberou o uso de aeroportos do Rio, inclusive o Santos Dumont, a Team entrou com um pedido para voar diariamente a rota alternativa. Segundo o presidente da empresa, Mário César Moreira, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já se manifestou favoravelmente por meio de ofício – observando as condições operacionais e de segurança do aeroporto do Rio e de São Paulo – e solicitou que a Infraero adeque os dois aeroportos para realizar as operações em um prazo de 30 dias.

A partir daí, a Team pretende iniciar operações com quatro voos de segunda a sexta-feira, e um aos domingos, utilizando aeronaves Let 410, com capacidade para 19 passageiros e baixa emissão de ruídos. Em cada trecho a tarifa básica deve custar R$ 280. De acordo com Moreira, as rotas utilizadas são de baixa densidade e não oferecem transtornos aos moradores dos bairros próximos, respeitando os limites do aeroporto. “O nosso avião cabe exatamente nos limites de operações do Aeroporto de Jacarepaguá e Campo de Marte”, disse. “O equipamento carioca acaba de ser ampliado e está subutilizado. Não há outras empresas regulares operando no aeroporto”, acrescentou Moreira.

Fonte: Panrotas

Mais de 200 empresas aéreas se reúnem na Exposição Internacional de Aviação de Beijing

Começou hoje (23) na capital chinesa a Exposição Internacional de Aviação de Beijing (http://www.beijingaviation.com/). O evento, que vai durar quatro dias, atraiu a participação de mais de 200 empresas aéreas procedentes de 14 países e regiões.

As grandes fabricantes de aviões, incluindo Boeing e Airbus, apresentaram na Expo novos modelos de suas aeronaves. Os produtos aeronáuticos desenvolvidos e produzidos com tecnologia chinesa, como o avião de grande porte modelo C-919, o caça-bombardeiro JH-7 Flying Panther e a aeronave de treinamento K-8, também podem ser vistos na exposição.

A Exposição Internacional de Aviação de Beijing é realizada a cada dois anos desde 1985.

Fonte: http://portuguese.cri.cn

Euro Atlantic adquiri primeiro Boeing da série 777

O Presidente da Euro Atlantic Airways (EAA), Tomáz Metello, anunciou hoje a conclusão das negociações com a Singapore Airlines, que conduziram à aquisição da primeira aeronave Boeing da série 777 ou "Triple Seven" como é conhecida entre a opinião pública americana.

O novo avião está equipado com dois motores Rolls Royce Trent 884. Os tanques
armazenam 171.176 litros de combustível na atual configuração. O veículo pode transportar 323 passageiros (30E e 293Y) a uma distância 12.960 Km, sem escalas.

A Euro Atantic Airways aumenta agora os ativos para cerca de 150 milhões de euros. Tomáz Metello não quis dar declarações sobre os valores envolvidos na aquisição do novo equipamento.

Fonte: Mercado e Eventos

Guarulhos instala quiosques de check-in compartilhado

Já estão funcionando no aeroporto de Guarulhos seis quiosques S3, de uso compartilhado para check-in. As máquinas de auto-atendimento (Common Use Terminal Equipment, Cute, na sigla em inglês) compartilhadas são as primeiras instaladas no país e já estão à disposição de passageiros das companhias Air Canada, Air France-KLM e Lan, que integram o Cute Clube de Guarulhos.

Quiosque de check-in compartilhado no Aeroporto de Guarulhos

O serviço, fornecido pela Sita (empresa com sede na Suíça especializada em soluções de tecnologia da informação em transporte aéreo), simplifica o processo de check-in no aeroporto. Usando o quiosque S3, que é equipado com scanner para passaporte e documentos, o passageiro poderá imprimir sua tarja de bagagem.

Paulo Dohnert, presidente do Cute Clube do aeroporto de Guarulhos, que reúne 32 empresas, lembra que o novo equipamento contribui para agilizar o fluxo de passageiros no terminal. Anualmente circulam 21 milhões de passageiros pelo Aeroporto de Guarulhos.

"Ao introduzir os quiosques da Sita, estamos oferecendo check-in mais rápido para nossos passageiros. Os terminais de uso comum podem ser usados por qualquer companhia aérea. Eles trazem benefícios tanto para os passageiros quanto para as companhias, que têm reduzido seu custo. Além disso, ao dividir os quiosques, é demandada menor infraestrutura do aeroporto de Guarulhos, que terá reduzido também o congestionamento de passageiros, com mais economia."

Segundo a Sita, serão instalados, até o final do ano, 20 quiosques S3 no aeroporto de Guarulhos.

Fonte: O Globo / Aviation News

Infraero ocupará antigo prédio da Transbrasil no Aeroporto de Brasília

Até dezembro a nova sede da Infraero será transferida para o edifício que abrigava a extinta companhia aérea Transbrasil, no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. A definição de um novo local para a empresa se arrastou por anos. Instalada no Setor Comercial Sul, em um edifício antigo e condenado pelo Corpo de Bombeiros, a Infraero gasta mensalmente R$ 97 mil em aluguel, mais R$ 64 mil de IPTU e R$ 8 mil em taxas de condomínio.

O projeto prevê que até 2010 as novas instalações fiquem prontas para receber os demais empregados da estatal. Segundo a coordenadora do projeto, Lilian Neves, “trata-se de uma edificação antiga, mas bem construída”. As primeiras ações serão voltadas para o religamento de energia, implantação de rede de dados e voz, implantação do sistema de TV e vigilância, além da readequação da edificação e fachadas do imóvel. No momento, a equipe técnica do próprio Aeroporto de Brasília está fazendo uma avaliação das instalações elétricas e hidro-sanitárias. “O prédio tem quatro andares e cerca de 8 mil metros quadrados de área”, acrescenta a coordenadora.

Fonte: Panrotas / Aviation News

23.9.09

Airbus planeja estabelecer novo centro de logística na China

Meta é coordenar crescimento das operações no país, onde a atividade industrial requer uma melhor estrutura

A fabricante de aviões europeia Airbus planeja estabelecer um novo centro de logística na China para coordenar o crescimento de suas operações no país, afirmou o presidente da Airbus China, Laurence Barron. "Nós temos tanta atividade industrial aqui que queremos harmonizar os sistemas de transporte para todos os bens que entram e saem da China para nós", disse Barron durante um fórum de aviação em Pequim.
O centro de logística provavelmente ficará em Tianjin, segundo o executivo. A Airbus abriu sua primeira linha de montagem final fora da Europa na cidade chinesa no ano passado. A unidade produz jatos A320 e entregou seu primeiro avião em junho deste ano.
A Airbus estima que sua procura por componentes e materiais na China vai aumentar para US$ 200 milhões até 2010 e para US$ 450 milhões até 2015. A companhia comprou cerca de US$ 70 milhões em peças e materiais da China em 2007 e espera comprar US$ 140 milhões neste ano.
Além disso, a companhia começou a construir uma fábrica em Harbin, no Norte da China, para fabricar grandes componentes para o jato A350 XWB e deverá iniciar as operações até o fim de 2010. A Airbus terá 20% de participação na unidade e a Harbin Aircraft Industry Group vai controlar 50%. Hafei Aviation Industry, Avichina Industry & Technology e Harbin Development Zone Heli Infrastructure Development terão 10% cada.
Os esforços da China para desenvolver sua própria linha de jatos comerciais para desafiar a Airbus e a norte-americana Boeing tornou a companhia europeia mais cautelosa quanto ao modo como faz negócios no país, disse Barron. "Talvez cinco anos atrás tivéssemos apenas assinado um subcontrato. Agora, decidimos assumir uma fatia de 20% na joint venture", afirmou.
A China está desenvolvendo uma aeronave chamada C919, que deverá fazer seu voo de estreia em 2014 e estar pronta para entrega em 2016. O avião vai comportar até 150 passageiros e será comparável ao Boeing 737 e ao Airbus 320. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão

Empresas aéreas prometem reduzir emissões de CO2

A indústria da aviação fará nesta terça-feira a drástica promessa de reduzir à metade as emissões de dióxido de carbono até 2050, por ocasião da conferência das Nações Unidas sobre o aquecimento global, em Nova York.

O presidente da British Airways, Willie Walsh, revelará um acordo entre as companhias aéreas, aeroportos e fabricantes de aviões para reduzir em 50% as emissões de dióxido de carbono até 2050 em relação aos níveis de 2005, informa o jornal britânico The Guardian.

A medida levará a uma alta no preço das passagens aéreas e provocará uma corrida de tecnologia verde entre os fabricantes do setor, destaca o jornal.

"As emissões da aviação internacional não foram incluídas no protocolo de Kioto, há 12 anos. Agora, temos a oportunidade de corrigir esta omissão, e devemos aproveitá-la", dirá Walsh aos delegados da ONU.

"Nossas propostas representam os meios mais práticos e efetivos para a redução do impacto das emissões de carbono pelo setor aeronáutico". "São a melhor opção para o planeta...".

Os membros da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) também prometem reduzir em 1,5%, a cada ano, as emissões de dióxido de carbono durante a próxima década.

Segundo The Guardian, as companhias aéreas sairão do regime de comércio dos direitos de emissão da União Europeia, ao qual deveriam se integrar em 2012, para passar a comprar direitos de emissão no mercado global.

Walsh disse, no início do ano, que o sistema global aumentaria em 4,8 bilhões de dólares os custos da indústria, com reflexo nos preços das passagens.

Se for aprovada pela ONU, a proposta deve integrar a agenda da Cúpula de Copenhague (7 a 18 de dezembro) sobre um acordo para entrar em vigor após o fim da primeira fase do Protocolo de Kioto, em janeiro de 2013.

Segundo a ONU, o transporte aéreo contribui com 2% da emissão global de CO2, principal causa do aquecimento climático no planeta.

Fonte: AFP

Alagoas com novos voos no verão

Trip vai aproveitar o verão alagoano

Alagoas já começa a se preparar para a temporada de verão e tem boas perspectivas. A Secretaria de Estado do Turismo esteve presente no Encontro Comercial Braztoa, nos dias 17 e 18, em São Paulo, onde captou voos para o período de dezembro a fevereiro e se reuniu com empresas aéreas e operadoras de turismo.

Durante o evento, o diretor comercial da CVC, Cleyton Armelin, afirmou a previsão de mais de 4 mil passageiros por semana vindos de diversas cidades brasileiras em voos para Alagoas durante a temporada de verão, que compreende o período de dezembro a fevereiro.

Segundo o superintendente de Marketing da Setur, Paulo Kugelmas, que participou de reuniões com empresas no Encontro Braztoa, diversas empresas têm o interesse de ampliar seus pacotes turísticos para Alagoas, a exemplo da operadora Luxtravel e empresa aérea Gol, que fecharam parceria para um voo charter de São Paulo a partir do dia 20 de dezembro.

De acordo com o secretário de Turismo de Alagoas, Virginio Loureiro, outros voos estão sendo captados, como o voo da empresa aérea Trip, que ligará novamente Maceió a Recife. “As negociações já foram realizadas, estamos no aguardo da autorização da ANAC”, afirma Loureiro.

Fonte: http://avisimair.blogspot.com/2009/09/alagoas-com-novos-voos-no-verao.html

Demanda em alta abre espaço para aumento nas tarifas aéreas, diz TAM

A julgar pelo forte crescimento do tráfego aéreo doméstico nos últimos meses, superior a 20% em agosto e em julho na comparação com o mesmo período de 2008, a tendência é de haver no setor um "pequeno reajuste de tarifas", disse o diretor de vendas da TAM, Klaus Kühnast. Segundo ele, contribuem para a melhora dos preços das passagens a recuperação do mercado corporativo, com uma consequente melhora da ocupação de assentos da classe executiva. "A melhora do mercado executivo ajuda a aumentar a média e a recompor as receitas do setor."

Na avaliação do executivo, existe espaço para aumento de "yield" - receita bruta de transporte de passageiros dividida pela quantidade de clientes - porque as tarifas "não estão apenas competitivas, mas muito baixas", situação provocada pela entrada de novas companhias no mercado doméstico e também pela necessidade de "encher os aviões" em tempos de crise. Kühnast calcula que a indústria brasileira de aviação esteja com preços 20% menores do que os de 2008. "Mas o aumento de preços esperado daqui por diante, que será um processo natural e depende dos outros players, não levará as passagens aos mesmos patamares de 2008", disse o executivo, que participou ontem de seminário na Câmara Americana de Comércio (Amcham).

No primeiro semestre, a TAM teve um yield negativo em 8,2% para voos nacionais. Quando apresentou os dados do balanço à imprensa, no mês passado, o vice-presidente de Finanças, Gestão e TI, Líbano Miranda Barroso, informou que esse indicador vinha subindo 10% entre julho e agosto, comparativamente ao segundo trimestre, o que deve levar o indicador a um valor negativo em 5% no exercício completo de 2009. A TAM não revela a projeção de yield para os voos internacionais.

Para manter mercado no novo contexto da economia, as empresas aéreas terão de mudar sua forma de trabalho, disse Kühnast. O diretor de vendas da TAM destacou que o setor entendeu que não pode mais direcionar suas atenções somente ao mercado corporativo. "O setor de lazer está crescendo muito e vemos que há muitos investimentos em hotéis e na expansão do escopo de agências de viagens que antes trabalhavam exclusivamente com empresas."

Outras tendências, segundo ele, são a de melhoria dos sistemas de distribuição, com avanço da participação de empresas de viagem online, aprimoramento dos sistemas de atendimento, além do estabelecimento de parcerias e alianças.

Fonte: Folha de SP


22.9.09

ATR 600 será apresentado no dia 1º de outubro

A ATR marcou a apresentação da nova série de turboélices da empresa para o dia 1º de outubro em Toulouse, no sul da França. Trata-se dos ATR 72-600 e ATR 42-600.

O primeiro exemplar do aparelho, um 72-600, voou no dia 24 de julho enquanto que a primeira versão do menor ATR 42 voará em 2010.

Em relação aos atuais aviões, a série -600 traz novos aviônicos, sistemas de navegação e novos motores PW 127M, mais potentes, silenciosos e com emissão de poluentes significativamente reduzida.

Os novos aviões entrarão em operação em 2011 e já acumulam 59 encomendas – cinco do ATR 42-600 e 54 do ATR 72-600.

Fonte: Airway / Daniduarte

Mexicana adere à Oneworld em novembro

A companhia aérea Mexicana vai passar a ser o mais novo membro da aliança global Oneworld à partir, de 10 de Novembro.

As subsidiárias da companhia aérea mexicana, MexicanaClick e MexicanaLink, vão também passar a ser membros da aliança, na mesma data.

A companhia, que tem sede na Cidade do México, vai aumentar a oferta da Oneworld em 67 destinos em 14 países na América Central, do Norte e do Sul e na Europa, dos quais 47 pontos no México.

Fonte: Presstur / Aeroblog

Lufthansa Cargo

A Unidade de carga da Lufthansa negou uma reportagem que estava divulgando a aposentadoria de vários de seus MD-11F.

A empresa tem 3 aeronaves paradas em seu pátio e tem planos de parar mais uma, em resposta a queda na demanda.

"Empresas de transporte de carga aérea têm sido atacadas pela crise econômica mundial", informou um porta-voz da empresa.

O jornal alemão Handelsblatt, citou como fontes anônimas, informando que a Lufthansa Cargo estava pensando em diminuir sua frota de cargueiros.

Fonte: Airwise / Aeroblog

Nas asas da Embraer

Lula usará pela primeira vez o novo avião da Presidência da República, um Embraer 190, quando desembarcar no aeroporto de Copenhague no dia 30 de setembro para a batalha final pela escolha da cidade-sede da Olimpíada de 2016. Será uma espécie de propaganda subliminar da indústria brasileira. Nem por isso o presidente deixará o Aerolula de lado: será nele que viajará do Rio de Janeiro para Lisboa, onde fará escala e embarcará no Embraer 190.

Fonte: Revista Veja

16.9.09

Foto do Antonov An-225 em HD

O Antonov An-225 voltou depois de uma longa manutenção em Kiev (Ucrânia). A mudança externa que mais chama a atenção é a nova pintura com as cores do seu país.
Somente um An-225 foi construído. Planos para uma segunda unidade foram abandonados.

Fonte: http://thietre-blogdothietre.blogspot.com/2009/08/antonov-225-nova-pintura-com-as-cores.html

15.9.09

Voos longos exigem cuidados com a saúde de quem viaja a negócios


De todos os problemas relacionados a viagens aéreas longas, provavelmente o menos lembrado é o que é popularmente conhecido como Síndrome da Classe Econômica (SCE). Traduzindo, é o resultado da permanência na posição sentada durante longos períodos, que provoca o acúmulo de líquidos nos membros inferiores e pode causar inchaço nas pernas e nos pés e pode resultar na Trombose Venosa Profunda (TVP), conhecida em inglês como DVT (Deep Vein Thrombosis). Inicialmente, pensava-se ser um problema relacionado apenas às viagens de avião, daí a origem do seu nome. Atualmente, sabe-se que o problema também atinge os viajantes de automóvel, ônibus e trens.

Os sintomas variam para cada indivíduo e podem surgir em questão de horas, dias ou até mesmo semanas após a viagem. A Trombose Venosa Profunda costuma se apresentar como uma vermelhidão nos membros inferiores, inchaço na panturrilha ou na coxa, aumento de temperatura na pele e palidez desta região. Ela ocorre quando um coágulo (tecnicamente chamado de trombo) obstrui uma veia profunda e impede ou dificulta parcialmente a passagem de sangue no local.

Fatores de risco

Entre os principais fatores de risco estão:

- ficar sentado em assentos apertados que comprimam os membros inferiores por períodos superiores a quatro horas
- desidratação por baixa ingestão de líquidos ou por excesso de álcool e a baixa umidade da cabine (dependendo do avião, pode chegar a apenas 2%)
- Passageiros que tenham idade superior a 40 anos
- altura superior a 1,80 m.
- varizes e vasinhos nos membros inferiores
- problemas cardíacos
- câncer
- antecedentes prévios de trombose nos membros inferiores ou embolia pulmonar
- que se submeteram recentemente a cirurgias
- que tiveram fraturas recentes nos membros inferiores

Além disso, mulheres que usam contraceptivos orais também podem apresentar o problema. Há também casos de pessoas jovens, sem histórico de problemas vasculares, que apresentaram a doença.

As varizes – veias doentes, que ficam tortuosas, alongadas, dilatadas e dificultam a circulação sanguínea – contribuem para o surgimento da SCE. A junção de diversos fatores pode causar a formação de um coágulo no sistema venoso de pernas e coxas. Este coágulo pode obstruir a passagem de sangue por esta veia, ocasionando a TVP, ou pode se desprender e chegar aos pulmões, provocando embolia pulmonar.

Combatendo o problema

Para combater o problema, os especialistas recomendam algumas medidas:

- que o passageiro caminhe dentro da aeronave ou veículo de transporte sempre que possível
- use sapatos confortáveis e que não apertem os pés; opcionalmente tirar os sapatos a bordo
- evite ficar com as penas cruzadas por longos períodos
- faça exercícios com a ponta dos pés, movimentando-os para cima e para baixo
- beba bastante água
- Algumas empresas aéreas estrangeiras com voos de longo curso, inclusive estimulam os exercícios a bordo com instruções específicas em suas revistas de bordo e até pelas comissárias.

É o caso, por exemplo da British Airlines, que tem até uma revista de bordo especifica sobre saúde e bem estar.

Como coadjuvantes no combate à TVP, existem meias genéricas de suave compressão e também meias que anunciam ter sido especialmente desenvolvidas para viagem, conhecidas como “travel socks”, numa infinidade de opções de marcas, modelos e cores, normalmente encontradas no exterior.

Estudam apontam riscos

Segundo estudos da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e publicados no “Annals of Internal Medicine”, a cada duas horas de voo o risco de trombose cresce 26%, enquanto em uma viagem por meios terrestres esse risco cai para 18%. Isso se deve ao fato de os passageiros fazerem paradas durante o trajeto e se movimentarem mais.

Estudos recentes indicam que até 20% dos passageiros de voos longos podem apresentar sintomas de trombose venosa profunda e cerca de 1% acabam evoluindo para casos mais sérios, de acordo com um estudo recente publicado pela revista médica britânica The Lancet. É importante lembrar que voos longos não implicam necessariamente em voos internacionais: há muitos voos dentro de países de grande extensão territorial, como o Brasil e os Estados Unidos, com um grande número de escalas em que os passageiros permanecendo em suas poltronas por longos períodos.

Fonte: http://viagemdeincentivo.com.br

14.9.09

Piloto de testes da Embraer voou até a Bolívia usando só uma bússola

Nos anos 70, comandante Cará fez 1ª entrega internacional da empresa. 'Hoje, avião pousa e freia sozinho', diz o piloto sobre evolução tecnológica.

Aos 19 anos, em meados dos anos 70, o jovem Guilherme de Miranda Cará recebeu uma missão: fazer a primeira entrega de aeronave vendida pela Embraer no exterior. Tratava-se de um avião de pequeno porte, para uso agrícola. Saindo de São José dos Campos (SP), o piloto que tinha cerca de um ano de empresa levou cinco dias para chegar a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
Para guiar-se no caminho, valeu-se do único equipamento para este fim disponível no avião: uma bússola. "A cada 15 minutos, achava que estava perdido", lembra Cará, que há quase 35 anos testa as aeronaves que saem da linha de produção da Embraer. Para guiar-se e saber onde estava, o jovem piloto voava baixo e identificava o nome das cidades escrito nos telhados das estações de trem. E voltava a confiar na bússola para chegar ao destino.

Hoje "vovô" da equipe de 30 pilotos de teste da fabricante de aeronaves – além de ser um dos poucos cinquentões da equipe, é o mais velho na empresa, onde iniciou atividades em 1975, aos 18 anos –, Cará viu a evolução tecnológica dos produtos da Embraer em primeira mão. Não só testou as aeronaves depois de prontas como também sugeriu mudanças para garantir a segurança de pilotos e passageiros.

Histórias para contar

Em três décadas e meia de trabalho, viveu boas aventuras e colecionou histórias para contar. Viajou o mundo fazendo tours para fazer demonstrações e garantir pedidos de aviões da Embraer, cruzou 26 vezes o Oceano Atlântico em voos de demonstração para aviões militares e participou dos “voos inaugurais” de mais de 20 modelos lançados pela empresa, contabilizando um total de 15 mil horas no ar.


Aos que pensam que fazer voos de teste é algo fácil, o comandante Cará lembra que, para que um avião seja realmente testado e possa ser entregue aos clientes, a máquina precisa ser posta à prova dentro das piores condições possíveis. Ou seja: manobras que não serão necessariamente feitas após a venda precisam ser realizadas para garantir que a máquina seja capaz de responder em caso de emergência.

Dentre as aeronaves que voou, o piloto diz que as que garantem maior emoção para o piloto são as militares. Ele tem boas lembranças da aeronave militar Tucano. "Foi um programa com o qual eu me identifiquei bastante", lembra, dizendo que testar avião militar requere um treinamento específico, em condições de conforto reduzido. Mas, segundo Cará, essas aeronaves permitem que se o piloto faça manobras arrojadas, para testar a potência da máquina.
Evolução tecnológica

Para o comandante, a evolução tecnológica faz a vida dos pilotos atualmente ser muito mais fácil do que há 30 anos. "Hoje, o avião pousa sozinho e freia sozinho", diz ele, referindo-se à “família” de jatos comerciais 170. Como tudo é quase automático, basta que o comandante de cada aeronave seja um "excelente administrador" do que a tecnologia oferece.

Cará ainda dá expediente diário na Embraer e diz que os pilotos de teste participam ativamente do desenvolvimento das aeronaves, ao lado dos engenheiros. Além de participar de reuniões de produção, o comandante continua a testar os aviões da empresa. Na tarde desta terça-feira (18), véspera do aniversário de 40 anos da Embraer, fez o voo inaugural de uma aeronave executiva Phenom 300 a ser entregue em breve. "Continuo com a mão na massa.”

Fonte: G1

12.9.09

Apertem os cintos e preparem-se para fazer uma viagem ao passado!

(por Roberta Matera)

O Musal, Museu Aeroespacial do Rio de Janeiro, localizado no Campo dos Afonsos, convida você e sua família para uma viagem pela história da aviação. O Museu foi inaugurado em 1976 e integra ainda, o Campus da Universidade da Força Aérea - UNIFA, estando subordinado administrativamente ao Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica - INCAER, desde 1986

A Equipe do Direto da Pista esteve lá e conferiu todas as atrações.

O Museu fica distante do Centro do Rio de Janeiro algo entre 40 Km, mas vale a pena visitá-lo.
O Acesso é fácil, pela Av. Brasil, na altura de Deodoro ou de Marechal Hermes. Este bairro é praticamente um grande Área Militar, tanto do Exército como da Aeronáutica.

Lá você vai poder encontrar vários hangares com um acervo de diversas aeronaves.



Antes de começar o passeio já é possível sentir o gostinho ao ver pais e filhos de divertindo com tantos aeromodelos cortando o céu.

O passeio começa por algumas salas climatizadas, onde é possíveis aprender sobre o papel das mulheres na aviação, os tipos de munição específicas para esse modal, a Sala Santos Dumont, a Sala da Esquadrilha da Fumaça, uma Sala sobre o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, e ainda, um acervo sobre a importante história da EMBRAER, numa sala muito bem equipada e repleta de miniaturas dos aviões da fabricante, com cineminha e esculturas de pessoas importantes na História da Aviação.

Mais adiante, a visitação vai para o início dos hangares onde estão dispostas as verdadeiras aeronaves e helicópteros. Por um corredor bem sinalizado é possível apreciar diversos modelos, tem até um Electra da VARIG que ainda permite ser visitado por dentro.

Há ainda uma parte só com os tipos de motores, a aeronave utilizada pelo Presidente JK, com sua viatura particular, outra sala aonde foi feito o contato com o Astronauta Brasileiro e ainda, um simulador de um B727 doado pela Varig.

Depois de muito andar e muito ver, o Musal oferece uma pequena lanchonete, uma Aeroloja e alguns brinquedinhos “de fichas” para as crianças na Área Infantil.

O Musal tem acesso para pessoas com necessidades especiais e sanitários distribuídos por todos os lados.

É um passeio excelente, mas que requer pelo menos umas 2 horas e o maior incentivo a isso tudo é o fato dele ser de graça!!!

Anote os dados, veja a localização no mapa e visite o site.

O Direto da Pista recomenda!

Localização
Av. Marechal Fontenelle, 2000 - Campo dos Afonsos –
Rio de Janeiro - RJ - Cep: 21740-000
Tels.: (21) 2108-8954 - (21) 2108-8955



Horários de Funcionamento
de terça a sexta-feira das 09:00 às 15:00 h.
Sábados, Domingos e Feriados das 09:30 às 16:00 h.
Fechado em: 25 e 31 de dezembro, 01 de janeiro e as Segundas-feiras.




















11.9.09

Como silenciar um velho jato ?



A era dos jatos comerciais de passageiros começou na década de 1950, quando uma grande encomenda da Pan Am para 20 Boeing 707 e 25 Douglas DC-8 forçou as empresas concorrentes a substituir rapidamente seus prematuramente velhos Douglas DC-7 e Lockheed Super Constellation por aeronaves a jato.


A transição da aviação comercial a pistão para a aviação a jato não foi gradual, os jatos substituíram rapidamente os velhos e lentos aviões a hélice. Mas a era do jato trouxe novos problemas para a sociedade. O principal desses problemas foi o enorme ruído produzido pelos motores a jato.

Os primeiros motores turbojatos tinham dois problemas principais: consumo altíssimo de combustível e um elevado nível de ruído, resultante da aceleração de uma relativamente pequena massa de ar a grandes velocidades.

O consumo alto era até tolerado em vista dos baixos preços do petróleo antes do boicote dos árabes em 1973, o chamado "Choque do Petróleo". O alto ruído foi sendo gradativamente menos tolerado, especialmente pelas populações vizinhas aos grandes aeroportos.

No início da década de 1970, o ruído dos aviões equipados com motores turbojatos forçou quase que a sua imediata substituição por motores mais silenciosos. Até mesmo o revolucionário Concorde teve sua introdução nos Estados Unidos atrasada por motivos ambientais.

Já na década de 1960, os fabricantes de motores aeronáuticos conceberam motores do tipo turbofan, nos quais uma parte do ar admitida pelo motor não entra na área quente (combustores, turbinas e duto de escapamento), mas é derivada ao redor da mesma, em menor velocidade.

A razão de derivação inicialmente era muito pequena, mas foi aumentando gradativamente até o desenvolvimento do motor militar GE TF-39, o primeiro motor de alta razão de derivação (bypass), desenhado para equipar o enorme Lockheed Galaxy C-5. A partir do TF-39, a GE desenvolveu o CF-6 civil, que até hoje é utilizado em aeronaves como o Boeing 747, Boeing 767, Airbus A300, A310 e A330.

Devido à rápida introdução das aeronaves a jato na aviação comercial, um grande número de aeronaves, como os Boeing 707, 720, 727 e 737-200 e Douglas DC-8 e DC-9, foi colocado em serviço. Essas aeronaves eram muito eficientes, permanecendo em produção durante muito tempo, e muitas permanecem em serviço ainda hoje.

As restrições relativas ao ruído produzido chegaram ao nível da ICAO - International Civil Aviation Organization, e criaram um sério problema para as antigas aeronaves produzidas nas décadas de 1960 e 1970, equipadas com os barulhentos motores turbofan de baixa razão de derivação.

Essas aeronaves tinham um longo tempo de serviço potencial pela frente e eram muito úteis, justificando propostas que reduzissem seu ruído, sendo as principais a remotorização, por motores mais modernos e silenciosos, ou a instalação de redutores de ruído nos motores antigos.

A remotorização mostrou ser uma solução muito cara, especialmente em aeronaves quadrimotoras, mas foi utilizada em alguns casos, como as aeronaves Douglas DC-8 série 60 alongados, nas quais os motores originais Pratt & Whitney JT-8D foram substituídos por CFM-56 de alta razão de derivação.

A melhor solução para manter os velhos 707, DC-8, 727, 737-200 e DC-9 em serviço foi mesmo a instalação de equipamentos redutores de ruído, os chamados hushkits. Um hushkit nada mais é que um silenciador, que transforma o ruído de baixa frequencia do escapamento dos jatos em um ruído de alta frequencia, que se dissipa em um espaço físico muito menor.

Para se conseguir esse efeito, em uma das soluções o escapamento foi modificado com a forma de vários tubos pequenos, que fazem o som aumentar a frequencia. A energia total do ruído não pode ser reduzida sem afetar o desempenho do motor, mas o ruído de alta frequencia (mais agudo), tem um alcance muito menor, se dissipando mais rapidamente que os ruídos graves. Modificações adicionais incluem alterações nas IGV (inlet guide vanes) e OGV (outlet guide vanes), que orientam respectivamente a entrada e a saída de ar nos fans e compressores. Nos motores mais modernos, houve a supressão completa das barulhetas IGV.

odos os hushkits incluem algum dispositivo que divide um grande fluxo de ar em alta velocidade, que produz um ruído de baixa frequencia de longo alcande, em vários fluxos menores, que produzem som com a mesma energia, mas em frequencias mais altas e que se dissipam mais rapidamente.

Os hushkits também se mostraram especialmente úteis para pequenos jatos executivos, nos quais o pequeno tamanho da aeronave impossibilitava a instalação de motores turbofans de alta razão de derivação.

A evolução dos hushkits acompanhou a evolução da legislação, especialmente a da FAA - Federal Aviation Administration, que estabeleceu fases nas quais a redução de ruído seria gradativamente implantada. Essas fases ficaram conhecidas como Stagge I, II, III e IV, esse último atualmente em fase de implantação nos Estados Unidos.

Admite-se que, ao final do Stagge IV, as aeronaves equipadas com turbofans de baixa razão de derivação já chegarão ao final de sua vida útil e podem ser substituídas por aeronaves equipadas com motores mais avançados e silenciosos, os turbofans de grande razão de derivação, que prescidem dos hushkits mas que absorveram sua tecnologia.

Em 1999, o uso de hushkits em aeronaves americanas criou uma crise com a União Européia, que tentou proibir o uso de aeronaves com motores modificados na Europa.

Os Estados Unidos responderam com uma proibição aos voos do Concorde aos Estados Unidos, o que significaria a inviabilidade de se manter o supersônico em operação. A União Européia acabou cedendo, mas o Concorde acabaria virtualmente condenado depois do acidente ocorrido em 2000, em Gonesse, na França.


Fonte: Cultura Aeronáutica / Aeroblog