2.4.14

Diretor de agência de aviação promete medidas para evitar desaparecimentos

Especialistas estudarão criação de novo sistema de localização, diz. 
Diretor pede que governos 'revisem' procedimentos de uso de informações.

O diretor-geral da Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata, na sigla em inglês),Tony Tyler, afirmou nesta terça-feira (1) que "é incrível que um avião possa simplesmente desaparecer", em referência ao Boeing 777 da Malaysia Airlines, e prometeu medidas para evitar que isto ocorra novamente.

Em uma conferência em Kuala Lumpur, capital da Malásia, Tyler anunciou que um grupo de especialistas estudará a criação de um novo sistema de localização e acompanhamento de aviões para evitar desaparições como a do voo malaio, que continua envolto em mistério.

"Em um mundo onde cada movimento parece que é monitorado, é incrível que um avião possa simplesmente desaparecer e que seja tão difícil recuperar a caixa-preta. Não podemos deixar que outro voo simplesmente desapareça", disse o diretor da Iata.

Tyler afirmou que o grupo de especialistas estudará informação de mais de 600 fontes e que chegará a uma conclusão no final do ano.

O diretor da Iata disse ainda que é necessário um consenso na forma como a indústria e os governos monitoram voos comerciais, e no uso da informação sobre os passageiros que as companhias aéreas entregam para as autoridades.

O diretor pediu que os governos "revisem" os procedimentos de uso de informações, como a base de dados de passaportes roubados da Interpol, e que a digitalização substitua totalmente os papéis na troca de dados das companhias aéreas e dos Estados.

Segundo a Iata, em 2013 houve cerca de 29 milhões de voos comerciais com 12 acidentes de importância, o que significa um acidente a cada 2,4 milhões de voos e uma melhoria de 14,6% em relação ao ano anterior.

Buscas

O avião da Malaysia Airlines, com 239 pessoas a bordo, decolou de Kuala Lumpur rumo a Pequim na madrugada de 8 de março e desapareceu dos radares civis da Malásia 50 minutos após decolar.

Entre os passageiros havia dois iranianos que viajavam com passaportes roubados e que passaram despercebidos pela segurança do aeroporto.

Cerca de 20 embarcações buscam os destroços do avião há mais de uma semana em uma ampla área no oceano Índico, a mil quilômetros ao oeste do litoral ocidental da Austrália.

As caixas-pretas ajudariam a explicar o mistério do desaparecimento do voo MH370, que mudou de rumo deliberadamente rumo ao oceano Índico, segundo dados dos satélites.

"Os acidentes são raros, mas a busca do MH370 é uma lembrança de que nunca podemos ser complacentes em temas de segurança", afirmou o diretor-geral da Iata.

"Pode passar um longo tempo até que saibamos o que se passou exatamente com esse voo. Mas está já claro que não devemos deixar que ocorra outra vez", acrescentou Tyler.

Fonte: G1

Um comentário:

Anônimo disse...

O cenário da Aviação Atual: Passageiros embarcam com passaportes roubados,constado no sistema da INTERPOL, porem autoridades tratam os tramites sem nenhum zelo. Caixa-preta da TEAM, sumiu, e um diretor da ANAC, segundo reportagem foge das explicações, ninguem sabe do paradeiro do objeto ,os familiares da tragédia, estão desaistidos, e a ANAC, SIPAER, DECEA nada falam, um silência. Passageiros no Brasil ficam horas "socados" dentro das aeronaves aguardando slots, fingers, escadas, e INFRAERO nada sabe, se exime de culpa. Aeroportos cercados de lixões, expondo em risco as operações de pousos e decolagens, a INFRAERO mantem-se no silêncio. Aeroportos com obras atrasadas para COPA, eles sabem, os de sempre, a INFRAERO, ANAC ,porem fogem das explicações. Na foto, um buraco em Guararapes, a Globo expõe a vergonha, e eles, os de sempre, correm para tapar buraco. Triste Aviação. Rezemos.