9.11.18

Boeing admite que sensor pode ser responsável por acidente na Indonésia


Um dos motores recolhidos da aeronave

Pilotos de avião que caiu e deixou 189 mortos podem ter recebido informações incorretas de um sistema de informação

A Boeing admitiu nesta quarta-feira que um sensor poderia ter causado a queda do 737 da companhia Lion Air na Indonésia e instruiu as companhias aéreas sobre o suposto problema. A montadora de aviões americana explicou em um comunicado que, antes do acidente, os pilotos do avião que caiu no mar de Java, com 189 pessoas a bordo, podem ter recebido informações incorretas de um sistema de informação da aeronave, de acordo com os primeiros elementos encontrados na caixa preta.

"O comitê de segurança dos transportes indonésio indicou que o voo 610 da Lion Air recebeu informações errôneas de um dos sensores", informou o grupo aeronáutico.

A Boeing publicou uma versão atualizada de "seu manual de operação no qual indica aos operadores as medidas que a tripulação deve adotar nos casos em que os sensores transmitem informações errôneas".

Cerca de 250 aeronaves 737 MAX, última versão do 737, o avião comercial mais vendido do mundo e espécie de galinha dos ovos de ouro da Boeing, estariam afetados, segundo a FAA, regulador americano aéreo. Já 45 exemplares, operados pela SoutWest Airlines, United Airlines e American Airlines, estão de fato afetados pelo problema nos Estados Unidos.

https://oglobo.globo.com/mundo/boeing-admite-que-sensor-pode-ser-responsavel-por-acidente-na-indonesia-23219360

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Bombardier vende divisão de aviões regionais turbo-hélice



A canadense Bombardier iniciou uma nova fase de readequação de seus ativos, incluindo tanto à divisão de aviação, quanto de trens. Um dos destaques do anuncio foi a venda do programa Q Series, a série de aeronaves regionais turbo-hélices Dash 8.

O acordo de US$ 300 milhões envolverá a venda de todo o programa, incluindo unidades de produção, maquinário, certificados, entre outros, para uma subsidiária da Longview Aviation Capital (LAC), empresa que realiza investimentos na indústria aeroespacial canadense, por US$ 300 milhões. A produção, venda e suporte dos Q Series agora serão de responsabilidade da Viking, empresa da LAC, que produz atualmente os turbo-hélices Twin Otter e os aviões bombeiro Canadair 215 e CL-415.

Também foi definida a venda da divisão de instrução de voo e de treinamento de manutenção de aeronaves executivas para a também canadense CAE, especializada em simuladores de voo profissionais, em um acordo avaliado em US$ 800 milhões.

A Bombardier venderá todos os ativos considerados não essenciais e realizará um processo de reestruturação corporativa, que poderá resultar na demissão de até 5.000 funcionários nos próximos 18 meses. O objetivo é reduzir sua participação no setor aeronáutico, que já foi a principal vitrine da companhia, mas que enfrentou uma série de problemas nos últimos anos. Por ora, a Bombardier ficará focada na produção de aviões de negócios, com destaque para as famílias Challenger e Global, consideradas referencias em venda nos segmentos que atuam. Ao contrário do setor de aviação comercial, que a Bombardier sofreu uma série de problemas com a antiga família CSeries e não aumentava a carteira de pedidos para os modelos regionais CRJ e QSeries, a divisão de aviação de negócios manteve crescimento constante.

A divisão executiva registrou crescimento de 1% da receita, atingindo a marca de US$ 1 bilhão, no terceiro trimestre. No comparativo com o mesmo período do ano passado, foram entregues 31 aviões, um a mais que em 2017. Já a carteira de pedidos firmes registrou alta de 4%, totalizando US$ 14,3 bilhões, especialmente pelo crescimento pela demanda da família Global. Até o momento a divisão de aviação de negócios 96 aviões no acumulado do ano, segundo a Bombardier o montante representa 70% da meta para 2018.

Analistas acreditam que a Embraer terá postura similar ao concluir joint venture com a Boeing, passando a concentrar seus negócios na aviação executiva. Setor militar possivelmente manterá independência, mas não será principal unidade de negócios do fabricante brasileiro.

https://aeromagazine.uol.com.br/artigo/bombardier-vende-divisao-de-avioes-regionais-turbo-helice_4069.html



8.11.18

Avião da Lion Air bate em poste de luz uma semana após acidente que matou 189






Uma semana após o desastre aéreo que matou 189 pessoas na Indonésia, um avião da Lion Air, mesma companhia, sofreu outro acidente.

O Boeing 737-900 estava prestes a decolar do aeroporto de Fatmawati, em Bengkulu, na Indonésia, com destino a Jakarta, quando a asa esquerda colidiu com um poste de luz do estacionamento do aeroporto.

O batida causou danos à estrutura da aeronave porém nenhum passageiro ou tripulante ficou ferido. As pessoas foram retiradas do avião e realocadas para outro vôo com a Jakarta.

https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2018/11/aviao-da-lion-air-bate-em-poste-de-luz-uma-semana-apos-acidente-que-matou-189.html