23.6.17

Conheça o Airbus A330 que a TAP pintou com as cores dos anos 1970


A TAP tem estado a preparar, nas últimas semanas, uma pintura especial para um dos A330-300 que alugou à Singapore Airlines. Os trabalhos ficaram concluídos esta semana e o Negócios conseguiu ter acesso a uma imagem exclusiva antes da apresentação oficial.

A TAP decidiu aplicar uma pintura "retro" num dos aviões Airbus A330-300 que adquiriu em regime de "leasing" à Singapore Airlines. A pintura é igual à que era utilizada na frota da transportadora nacional nos anos 1960 e 1970, e inclui a designação "Transportes Aéreos Portugueses" ao longo da fuselagem, bem como o antigo símbolo no estabilizador vertical e nos "winglets", que também foram pintados.

Embora não haja confirmação oficial, o avião deverá chamar-se "Portugal" (é essa a designação que surge nos dois locais por baixo das janelas do cockpit em que habitualmente é colocado o nome das aeronaves da TAP).

A aeronave em causa, com matrícula CS-TOV, chegou a Portugal no final de Maio e passou as últimas semanas nos hangares da TAP no aeroporto da Portela, longe de olhares indiscretos. Apesar disso, foram surgindo, nesse período, diversas imagens das diferentes etapas da pintura da aeronave em fóruns especializados em aviação e "planespotting".

A pintura está já finalizada na totalidade, e inclui detalhes como a bandeira portuguesa e a escudo de armas na parte frontal, debaixo do nome. Este esquema de cores era visível na frota da TAP entre 1960 e 1970 (de que é exemplo este Sud Aviation SE-210 Caravelle) Esta manhã, segundo apurou o Negócios, o Airbus A330 esteve a fazer testes de motores no aeroporto de Lisboa e deverá entrar ao serviço nos próximos dias. A cabine da aeronave também foi alvo de intervenção.

Ao Negócios, fonte oficial da TAP explicou que a aeronave está em "processo de certificação" pela Autoridade Nacional de Aviação Civil, algo que é exigido a cada avião que inicia operação em território português. O A330 tinha, originalmente, matrícula de Singapura, pelo que precisa de receber "luz verde" da ANAC para operar com o novo registo português. Este A330-300 entrou ao serviço em 2009.

A TAP pretende fazer uma apresentação pública desta nova pintura, embora ainda não tenha anunciado a data em que ela se irá concretizar.

De acordo com informações não confirmadas, a TAP vai ainda aplicar uma pintura especial a outra aeronave A330-300. Neste caso, serão apresentados os principais destinos turísticos do país na fuselagem da aeronave.




Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/transportes/aviacao/detalhe/conheca-o-airbus-a330-que-a-tap-pintou-com-as-cores-dos-anos-1970

Aérea quer transportar passageiros em pé para cobrar mais barato

Para o CEO da companhia, freadas bruscas na estrada também são perigosas  


A aérea de baixo custo VivaColômbia tem uma proposta no mínimo inusitada para diminuir ainda mais os custos de passagens aéreas: transportar passageiros em pé. A ideia dos representantes da companhia é que, se as pessoas aguentam em ônibus, também podem realizar trajetos curtos de avião sem se sentar.

À rádio local Caracol, o CEO William Shaw disse que isso permitiria que se pagasse “bem barato”. Os exemplos usados pelo executivo foram viagens de até uma hora, “para Cartagena ou Amazonas”.

Questionado sobre as rígidas normas de segurança para transporte aéreo, ele ainda disparou: “uma freada brusca às vezes também podem ser muito fortes, e as pessoas aguentam”.

Ao El Colombiano, um piloto da força aérea do país disse que parece “impossível” que a proposta seja aceita. Segundo ele, a NASA chegou a pesquisar a possibilidade de transportar pessoas em pé, mas concluíram que, de tal forma, não seria possível garantir a integridade dos passageiros. Até mesmo a tripulação do avião deve sentar em situações de emergência.

Ryanair

Também famosa por viagens de baixo custo, a europeia Ryanair fez uma proposta muito parecida em 2010, quando estudou a possibilidade de assentos verticais onde, na prática, o passageiro apenas se apoiaria. Essa ideia, entretanto, nunca foi colocada em prática.

Fonte: http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/6726885/aerea-quer-transportar-passageiros-para-cobrar-mais-barato

Tap cancela voos para Natal entre setembro e outubro

É grande o descontentamento do empresariado do setor de Turismo do Rio Grande do Norte em relação ás obras que interditarão a pista principal do aeroporto internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante (Grande Natal), em princípio, durante pouco mais de um mês, entre setembro e outubro.

A pista auxiliar, por sua vez, que receberá os voos, não vai operar à noite. A Gol, que tem uma operação semanal noturna para Natal, aos sábados, a partir de Buenos Aires, ainda não se posicionou sobre cancelamento ou remanejamento do voo. Já a Tap optou por cancelar as frequências para Natal no período inicialmente previsto para a obra.

Vejam o comunicado oficial da Tap:

"A Tap informa que, em consequência das medidas de manutenção anunciadas pela empresa administradora do Aeroporto de Natal, no Brasil, a companhia suspenderá temporariamente os voos diretos envolvendo esse destino durante o período de obras, entre 11 de setembro e 29 de outubro de 2017.

Em relação aos clientes que já haviam feito suas reservas de voos ou possuam bilhetes emitidos para esse período, a companhia está preparando um reforço de sua operação em Recife para receber esses passageiros que fariam seu embarque ou desembarque em Natal no período acima indicado.

Como se trata de uma situação excepcional e com o objetivo de atender os seus clientes da melhor maneira possível, a empresa está a definir a forma como irá transportar os passageiros entre as cidades de Natal e Recife.
Todos os clientes afetados serão informados, logo que a Tap tenha esta definição. A Tap também permitirá que os clientes façam alterações de data sem penalizações para quem preferir mudar sua viagem, mantendo a mesma classe comprada, assim como possibilitará o reembolso do bilhete ao passageiro que preferir não realizar o voo.

A Tap reforça o seu compromisso com todos os seus usuários informando que, a partir do dia 29 de Outubro de 2017, data em que as obras de manutenção já deverão ter sido concluídas, prevê voltar a operar seus voos diretos a partir de Natal, aumentando, inclusive, o número de voos de três para quatro semanais."

Fonte: https://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/aviacao/2017/06/tap-cancela-voos-para-natal-entre-setembro-e-outubro_147407.html

Qatar faz oferta para adquirir 10% da American Airlines

A Qatar Airways fez uma oferta para comprar 10% das ações da American Airlines, a um custo de US$ 808 milhões.

A proposta alertou o sistema anti-truste dos Estados Unidos, pelo tamanho do negócio a ser realizado. O governo americano permite que aéreas nacionais tenham apenas até 25% de capital externo, e para comprar 4,75% ou mais das ações de uma companhia é preciso passar por aprovação do board de acionistas e enviar um pedido por escrito. Segundo a American, esse pedido ainda não foi feito.

A companhia americana disse que a oferta não foi solicitada por ela, mas que os CEOs das duas empresas já conversaram. Qatar e American Airlines já são membros da aliança Oneworld. A American disse que o investimento da aérea do Oriente Médio não mudaria sua governança e estratégias.

PRESSÃO
Uma parceria com a American poderia ajudar a aumentar a influência da Qatar em Washington, no momento em que a aérea enfrenta pressões em países vizinhos. Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito e Bahrein romperam com o Catar e vetaram a entrada de voos diretos originados do país. As companhias Etihad, Emirates, Fly Dubai, Egypt Air e Gulf Air suspenderam voos para lá. Em resposta, a Qatar parou de voar para esses países.

Vale lembrar que, no ano passado, a Qatar aprofundou a parceria com o IAG, dono da British Airways e Iberia, entre outras, e já soma 20% da empresa. Em dezembro, anunciou a compra de 10% das ações da Latam por US$ 608 milhões.

Fonte: Panrotas

19.6.17

Apresentado o A380 PLUS...mais 80 assentos!!!!




AIRBUS REVELA NOVO SUPERJUMBO A380PLUS

A aeronave foi apresentada durante 52ª edição do Salão Aeronáutico de Le Bourget, em Paris

Para tentar reanimar as vendas da maior aeronave de passageiros do mundo, a Airbus apresentou uma nova variante do Superjumbo, o A380plus. A aeronave foi apresentada neste domingo (18), antes mesmo da abertura do Paris Air Show ou Salão Aeronáutico de Le Bourget, que abre as portas nesta segunda-feira (19) em Paris, na França.


Conforme publicado pelo Jornal do Ar em março deste ano, a aeronave sofreu alterações na cabine de passageiros, onde foi retirada uma das suas principais características: a “grande escadaria” frontal. A escadaria foi substituída por outra de tamanho mais reduzido para o aumento da capacidade de assentos.

Além das modificações na cabine, a aeronave vai ser 4% mais eficiente em termos de combustível, graças aos novos winglets, dispositivos que reduzem o arrasto aerodinâmico, que por sua vez contribui para a redução do consumo de combustível, segundo a Airbus.

Ainda segundo a fabricante europeia de aeronave, o benefício geral do upgrade em conjunto com um otimizado programa de manutenção, pode reduzir o custo por assento em até 13% em relação aos atuais A380.

“O A380plus é uma maneira mais eficiente de oferecer a melhor economia e desempenho operacional ao mesmo tempo”, disse John Leahy, Chefe de Vendas da Airbus em comunicado.



Com as atualizações no interior da cabine de passageiros, o A380plus poderá acomodar mais de 80 novos assentos, descubra como:

- Com a substituição da grande escadaria frontal por uma menor, é possível acondicionar 20 ou mais novos assentos;
- Um nova cabine de descanso da tripulação liberou espaço para três novos assentos;
- Um novo conceito de assento inovador desenvolvido pela a Airbus e seus parceiros, permite manter os assentos de 18 polegadas lado-a-lado na classe econômica em uma configuração de 3-5-3. Essa configuração aumenta a capacidade da cabine em 23 assentos.
- Novo módulo de escadas na traseira do A380plus, permite galleys maiores e ainda espaço para mais 14 assentos e dois troles de refeições extras.
- Arranjos removidos das paredes do deck superior aumenta a largura da cabine e dá capacidade para mais 10 assentos/camas da classe executiva.
- A cabine principal do A380 é significativamente mais larga que qualquer outra aeronave comercial, isso permite que fabricantes de assentos possam otimizar os assentos da classe Premium Economy (PE) e criar o mais eficiente e confortável configuração possível. Tal configuração pode adicionar a Premium Economy 11 assentos em um layout de 8 assentos lado-a-lado.
- Além de todas as modificações do novo A380plus, a aeronave também terá a capacidade de transportar mais carga.








Fonte: https://jornaldoar.com/2017/06/airbus-revela-novo-superjumbo-a380plus/

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AIRBUS PRESENTS THE A380PLUS

· Further increasing A380 efficiency and economics

· Maintaining A380 unique comfort level

· New large winglets to provide up to 4 % fuel burn savings

· 13% cost reduction per seat versus current A380 

Airbus is presenting a development study for an enhanced A380, the “A380plus”. The study includes aerodynamic improvements in particular new, large winglets and other wing refinements that allow for up to 4% fuel burn savings. Added to an optimised A380 maintenance programme and the enhanced cabin features first shown at Aircraft Interiors Expo (AIX) in April, the overall benefit is a 13% cost per seat reduction versus today’s A380.

John Leahy, Airbus COO Customers, explains: “The A380plus is an efficient way to offer even better economics and improved operational performance at the same time.” John adds: “It is a new step for our iconic aircraft to best serve worldwide fast-growing traffic and the evolving needs of the A380 customers. The A380 is well-proven as the solution to increasing congestion at large airports, and in offering a unique, passenger-preferred experience. ”

The new winglets measure approximately 4,7 metres in height (an uplet of 3.5m, and a downlet of 1,2m). It is designed to improve aerodynamics and reduce drag.

The optimised cabin layout based on the ‘cabin enablers’ presented at Aircraft Interiors Expo (AIX), allows up to 80 additional seats* with no compromise on comfort: redesigned stairs, a combined crew-rest compartment, sidewall stowage removal, a new 9-abreast seat configuration in premium economy and 11-abreast in economy.

The A380plus will have an increased maximum take-off weight (MTOW) of 578 tonnes providing the flexibility of carrying up to 80 more passengers over today’s range (8,200nm), or flying 300nm further.

The A380plus features longer maintenance check intervals, a reduced six-year check downtime, and systems improvements, which will reduce maintenance costs and increase aircraft availability.

The A380 is the world’s largest, most spacious airliner that offers passengers the smoothest, quietest and most comfortable ride. With two full widebody decks, offering widest seats, wide aisles and more floor space, the A380 has the unique capability to generate revenue, stimulate traffic and attract the flying public, who can now specifically select the A380 when booking a flight via the iflyA380.com web site. Over 170 million passengers have already enjoyed the experience of flying on board an A380 today. Every two minutes, an A380 takes off or lands somewhere in the world.

*Note for Editors:

497 passengers is the airline’s average capacity of the A380s currently in operation today – which are consistently attracting above-average passenger load factors. With all A380 cabin enablers, the A380 average seat count would move from 497 to 575 in four classes, and generate significantly more revenue for airlines.

Cabin enablers description

New Forward Stairs – 20 more passengers (Business, Premium Economy & Economy Classes)

The NFS involves relocation of the forward stair from Door 1 to Door 2, and combining the entrance of the NFS to the upper deck (going up), with the adjacent staircase to the lower-deck crew-rest (going down). The NFS would make room for up to 20 additional passengers.

Combined Crew-Rest Compartment (CCRC) – three more passengers (Premium Economy)

For the CCRC, the existing flight-crew-rest (behind the cockpit in the mezzanine area at Door 1) is moved down and combined with the cabin crew rest on the lower deck. This innovation frees space for three extra Premium-Economy passengers at the front of the main-deck.

11-abreast 3-5-3 economy layout on the main-deck – 23 more passengers (Economy Class)

Thanks to an innovative seating concept developed by Airbus and its seating partners, Airbus is able to maintain an 18inch seat-width while offering airlines an 11-abreast Economy Class on the main-deck in a ‘3-5-3’ configuration. This enables an increase in capacity of 23 seats – adding significantly to the A380’s revenue-generating potential.

New Aft-Galley Stair Module (AGSM) – 14 more passengers + two food trolleys

The AGSM involves the redesign of the rear-stair from a spiral configuration to a straight/square one. On the main-deck, this allows valuable storage volume for galley modules. Overall the AGSM provides space for 14 more revenue passengers plus two extra food trolleys.

Upper-deck sidewall stowage removal – 10 more passengers (Business Class)

The option to remove the sidewall stowages on the upper-deck increases the wall-to-wall cabin width at foot-rest height – which makes space for up to 10 more business class seats / beds when an angled herring-bone arrangement is used.

Nine-abreast Premium Economy on the main deck – 11 more passengers (Premium Economy)

The A380’s generous main-deck cross section – significantly wider than any other commercial airliner – is allowing seat manufacturers to optimise their Premium Economy (PE) seat designs to create the industry’s most efficient and comfortable PE layout possible. This layout enables 11 more PE seats than in an eight-abreast layout.

Font: http://www.airbus.com/newsroom/press-releases/en/2017/06/airbus-presents-the-a380plus.html

8.6.17

Governo decide leiloar aeroportos em seis blocos

Infraero será fatiada e, após concessões, deve ser extinta. Parte dos funcionários vai para a Aeronáutica

O governo já chegou a um desenho definitivo sobre o futuro da Infraero, que prevê a divisão da estatal em seis partes (por áreas geográficas) para agrupar e conceder ao setor privado os 56 aeroportos administrados pela empresa. Quem arrematar um “filé”, como Santos Dumont, por exemplo, levaria também pequenos aeroportos do Rio e Vitoria (ES). No caso de Congonhas (SP), o vencedor da licitação ficaria também com outros terminais paulistas e do estado do Mato Grosso Sul — seguindo o mapa de comandos regionais da Aeronáutica. O Brasil tem cinco regiões, mas a proposta prevê seis, justamente porque as duas joias da coroa (Santos Dumont e Congonhas) estão no Sudeste.

Segundo uma fonte a par das discussões, a ideia é adotar um modelo híbrido de privatização e concessão por blocos de terminais — que resultaria no fim do processo na extinção da Infraero. Já está decidido que a parte de controle de voo (torres) e os 1.900 funcionários desta área serão transferidos para a Aeronáutica, que vai assumir a Nav Brasil — nova empresa pública que está sendo criada — para essa finalidade.

A alternativa proposta para a Infraero é defendida pelos quatro ministros responsáveis pelo setor : Dyogo Oliveira (Planejamento); Maurício Quintella (Transportes); Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência). É a melhor solução do ponto de vista técnico, disse uma fonte envolvida no assunto, porque ela resolve o problema da Infraero (que é deficitária), dos funcionários e dos investimentos. Também deve gerar uma receita estimada em R$ 50 bilhões para a União, considerando pagamento de outorgas e impostos.

Com a entrega de aeroportos ao setor privado, a Infraero perdeu receitas e passou a acumular resultados negativos — o que exige aportes seguido do Tesouro Nacional para fazer investimentos. A empresa também ficou com excesso de pessoal. Depois de um lucro de R$ 114,6 milhões em 2012, quando iniciou o processo, a estatal apresentou prejuízos nos anos seguintes, de R$ 2,6 bilhões (2013); R$ 2 bilhões (2014); R$ 3 bilhões (2015) e R$ 751,7 milhões em 2016. Os dados são da própria estatal.

APRESENTAÇÃO A INVESTIDORES NA FRANÇA

A empresa também tem excesso de funcionários: são atualmente 10.892 empregados. Neste ano, a estatal precisa investir R$ 1,65 bilhão na sua rede aeroportuária.

Na noite da última terça-feira, o novo modelo de concessões dos aeroportos foi discutido em uma reunião do Palácio do Planalto, e o martelo só não foi batido por causa da instabilidade política. O governo tem pressa, porque pretende apresentar os ativos aeroportuários brasileiros aos investidores na maior feira aeronáutica do mundo, que acontece entre os dias 19 e 25 de junho em Le Bourget, na França. Haverá uma nova reunião para fechar brechas jurídicas no processo de licitação em blocos de terminais e estabelecer os cronogramas.

Além de Santos Dumont e Congonhas, a avaliação é que a Infraero tem outros ativos atraentes ao mercado como os aeroportos de Curitiba, Recife, Belém e Manaus. Pela proposta que está sendo amarrada, quem arrematar Curitiba levaria pequenos terminais da região Sul; Recife iria junto com aeroportos da região Nordeste; Manaus, terminais do Norte; Belém com terminais do Maranhão e Amapá.

Caso não seja possível fechar o novo modelo integralmente, o governo pretende anunciar parte da proposta na feira: ou seja, pode optar por conceder Santos Dumont e mais três ou dois aeroportos. Precisa ser uma solução que não prejudique toda a implementação no projeto futuramente, explicou um técnico.

— O governo não vai perder a oportunidade de divulgar esses ativos em Le Bourget — disse a fonte.

Um aspecto que ainda pesa na decisão do governo de acabar com a Infraero é o PR, partido da base do governo, que atualmente comanda a estatal. O Ministério dos Transportes, que está acima da empresa, já comprou briga com a Infraero ao vetar a abertura do aeroporto da Pampulha para aviões de maior porte. O entendimento, no entanto, é que essa questão pode ser superada.

CÂMARA DEVE VOTAR LIMITE DE CAPITAL EM AÉREAS

Procurada, a Infraero informou em nota que seguirá a decisão do governo: “sobre as mudanças no modelo de gestão dos aeroportos, a Infraero vai seguir as diretrizes determinadas pelo governo federal por meio do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil”.

Foram concedidos ao setor privado na primeira rodada de concessões os aeroportos de Natal, Brasília, Viracopos (Campinas) e Guarulhos. Na segunda, Confins (MG) e Galeão. Na terceira fase, foram concedidos Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis. Nas duas primeiras etapas, na gestão do PT, a estatal permaneceu no negócio, com participação de 49%. No atual governo, a empresa ficou de fora dos consórcios.

Essa era uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), que também vem cobrando do Executivo um plano para tornar a Infraero sustentável. Na última rodada de licitações, os novos concessionários ficaram com a responsabilidade de arcar com o custo do plano de demissão voluntária (PDV).

Recentemente, a Infraero foi obrigada a cancelar licitações em curso para conceder ao setor privado terminais de cargas — que seriam separados de vários aeroportos. O Planalto entendeu que a iniciativa poderia inviabilizar futuras concessões.

Em outro movimento de mudança no setor aéreo, está prevista para a próxima semana na Câmara dos Deputados a votação em plenário do projeto de lei que acaba com os limites para a participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas. Atualmente, o limite é de 20% do capital com direito a voto. O projeto permite ampliar esse percentual até 100%. De autoria do Executivo, o projeto de lei tranca a pauta, por tramitar na Casa com urgência constitucional. O governo argumenta que o aumento da participação de empresas estrangeiras na aviação civil deixará o mercado mais competitivo e será benéfico para o consumidor.

Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/governo-decide-leiloar-aeroportos-em-seis-blocos-21449501