22.3.17

Por que computadores e tablets são perigosos em aviões?


Entenda a restrição de EUA e Reino Unido a eletrônicos em voos

No mesmo dia, Estados Unidos e Reino Unido proibiram laptops, tablets e dispositivos de maiores dimensões em voos de companhias aéreas da Turquia e de vários países árabes. A justificativa dos dois governos é que a presença destes eletrônicos nos aviões aumenta o risco de atentados terroristas. Todos os aparelhos deverão ser incluídos na bagagem despachada.

A medida implementada pelo governo americano deve afetar 50 voos diários de nove companhias (Royal Jordanian, EgyptAir, Turkish Airlines, Saudi Airlines, Kuwait Airways, Royal Air Maroc, Qatar Airways, Emirates e Etihad Airways) com decolagem de 10 aeroportos internacionais: Amã, Cairo, Istambul, Jidá, Riad, Kuwait, Doha, Dubai, Abu Dhabi e Casablanca.

POR QUE PROIBIR ESTES ELETRÔNICOS?

Nos sistemas eletrônicos de computadores e tablets, encontram-se todos os elementos de um artefato explosivo, com exceção do detonador e do próprio explosivo. Estas são as únicas partes que devem ser acrescentadas aos aparelhos para provocar uma explosão.

Segundo o presidente do Centro de Análise de Terrorismo, Jean-Charles Brisard, as decisões tomadas por autoridades americanas e aplicadas pela TSA (Administração de Segurança no Transportes) vêm normalmente em decorrência de ameaças identificadas por serviços de informação.

— Alguns grupos, como al-Qaeda na Península Arábica, tentam há muitos anos adaptar-se progressivamente às medidas de segurança aplicadas por Estados Unidos e seus aliados, principalmente miniaturizando os explosivos — explica. — As medidas anunciadas estão baseadas em ameaças precisas, sem dúvida por este grupo, um dos mais sofistificados, sobretudo, na minituarização de artefatos explosivos.

Além disso, uma fonte americana próxima à Inteligência revelou à rede ABC que o grupo extremista Estado Islâmico (EI) tem trabalhado em formas de esconder explosivos em eletrônicos. A informação foi avaliada pela Casa Branca como “substancial” e “credível”.

HÁ PRECEDENTES PARA ESTA AMEAÇA?

Após a aproximação entre membros da al-Qaeda na Península Arábica e grupos rebeldes sírios, em 2014, a TSA proibiu as baterias descarregadas em laptops nos aviões, segundo Brisard. Ele explica que se temia que o espaço destinado à bateria poderia esconder um explosivo em miniatura.

PORQUE PAÍSES ÁRABES E A TURQUIA FORAM LISTADOS?

Para autoridades americanas, os lugares listados são de onde provém a maior ameaça aos EUA. Além disso, alguns destes países não dispõem dos mesmos dispositivos de detecção que as nações ocidentais.

As restrições são parte de um processo de intensificação dos controles nas fronteiras e, de modo mais geral, da política americana em termos de imigração desde que o presidente dos EUA, Donald Trump assumiu o poder.

COMO SE DETECTAM OS EXPLOSIVOS?

Nos postos de controle, quando uma zona opaca em um aparelho eletrônico ou um passageiro levanta dúvidas, as autoridades usam detectores especiais nos dispositivos. Se um computador carrega explosivos, estes equipamentos são capazes de reconhecê-los em apenas sete segundos.

Além disso, em alguns aeroportos, como os da França, as malas que são despachadas passam por sim sistema chamado EDS (Sistema de Detecção de Explosivos), que predeterminará se há ou não explosivos a partir da análise das moléculas do interior da bagagem.

Se a máquina considera que alguma mala representa uma ameaça, vai indicá-lo na tela e um operador humano supervisionará este elemento.

A cada 100 malas, apenas 30 passam por um operador humano, que elimina as dúvidas sobre cerca de 25 delas. As outras cinco restantes serão analisadas por uma máquina ainda mais sofisticada.

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/por-que-computadores-tablets-sao-perigosos-em-avioes-21097209

Oferta (por cias. brasileiras) diminuindo, e realmente alguém acha que o preço vai cair?

Demanda e oferta doméstica permanecem no recuo em fevereiro, diz Anac
Indices internacionais mantém crescimento.

Brasília — A demanda doméstica (em passageiros-quilômetros pagos transportados, RPK) registrou recuo de 5,3% em fevereiro de 2017, comparada com o mesmo mês de 2016, sendo o 19º mês consecutivo de queda no indicador. Em fevereiro de 2017, foram transportados 6,6 milhões de passageiros pagos em voos domésticos, representando uma redução de 6,9% em igual período do ano anterior.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Cilvil (Anac) oferta (em assentos-quilômetros ofertados, ASK) registrou redução de 6,2% na mesma comparação, estando há 18 meses consecutivos em queda.

Gol e Latam permanecem na liderança no mercado doméstico, com participações de mercado da ordem de 35,6% e 32,3%, respectivamente. A Azul teve mais um mês de crescimento em sua participação, alcançando 18,2% no mês, assim como a Avianca, com 13,3%.A taxa de aproveitamento das aeronaves em fevereiro de 2017 foi de 79,1%, o que representou alta de 1,0% frente ao mesmo mês do ano anterior e a quarta variação positiva consecutiva do indicador.

No mês, foram transportadas 30.644 toneladas de carga paga e correio, o que representou uma diminuição de 0,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Mercado internacional — Em fevereiro de 2017, a demanda internacional das empresas brasileiras apresentou aumento de 6,5% enquanto a oferta cresceu 0,9%. No mês, foram transportados 662 mil passageiros pagos em voos internacionais no país por estas empresas. Os três indicadores alcançaram nível recorde para o mês na série histórica iniciada em 2000.

A taxa de aproveitamento das aeronaves das empresas brasileiras no mercado internacional no mês foi de 84,9%, o que representou um aumento de 5,6% em relação a fevereiro de 2016. O indicador está em alta há 9 meses.

No mês, foram transportadas 16,3 mil toneladas de carga paga e correio, o que representou aumento de 10,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Os dados estão disponíveis no relatório Demanda e Oferta do Transporte Aéreo, divulgado no dia 21 de março (terça-feira), pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

—Além de continuar dando publicidade aos dados estatísticos de demanda e oferta do setor, a partir de 2017 a Agência buscou dar um maior enfoque à evolução dos indicadores ao longo do tempo, com o intuito de contextualizar a sociedade sobre os movimentos e tendências do mercado, além de buscar atribuir ao relatório uma leitura mais leve e mais alinhada aos relatórios internacionais similares, como por exemplo o da International Civil Aviation Organization (ICAO)— conclui a agência.

Fonte: http://www.revistafatorbrasil.com.br/ver_noticia.php?not=339386

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Levantamento da ANAC indica alta de 21,64% nos voos diretos da América Latina para o Brasil

 COMEX DO BRASIL América Latina, Anac, destinos turísticos, Embratur, turismo no Brasil, voos para o Brasil 0 Comment 21/03/2017 14:17

Brasília – Os voos diretos da América Latina diretos para o Brasil cresceram 21,64%, se comparado o total de março de 2017 ao mesmo mês, em  2016. Os dados são da Análise da Malha Aérea da Diretoria de Inteligência Competitiva e Promoção Turística da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), preparada a partir de informações fornecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O total de chegadas da América Latina no Brasil passou de 2.405 para 2.923 e, nos assentos, houve um acréscimo de 25,83%, passando de 418.389 para 526.442. No primeiro trimestre de 2017, o Brasil recebeu mais de 3400 voos internacionais semanais diretos, vindos de 57 cidades do mundo inteiro para destinos de norte a sul do País.

“Os países da América do Sul promovem, assim como o Brasil, um fluxo intenso entre os países vizinhos e da América Latina. As variações de rotas de ano em ano tem tendência a apresentar uma ampliação ainda maior”, explicou o diretor de Inteligência Competitiva e Promoção Turística da Embratur, Gilson Lira.

Neste mês, por exemplo, serão 1127 voos diretos semanais; destes, 556 são oriundos da América do Sul, enquanto 216 trazem turistas estrangeiros da América do Norte e 215 da Europa. Em janeiro de 2017, chegaram ao Brasil 1135 voos diretos de outras cidades do mundo a cada semana e, em fevereiro, foram 1145.

“A oscilação entre os meses para mais ou para menos é comum e diversos fatores devem ser considerados, como alta e baixa temporada, revisão e manutenção de aeronaves das companhias aéreas, adequação à demanda e à economia dos países, entre outros”, completou Lira.

Os dados de março deste ano indicam que, na América Latina, a Argentina lidera em chegada de voos ao Brasil, com 1.275; da Europa, chegam 930 voos mensais, enquanto na América do Norte, são 895. Da Ásia chegam 146 voos e da África, 97.

Companhias Aéreas

As companhias aéreas brasileiras também contribuem para o incremento da malha aérea internacional. A Azul Linhas Aéreas, que havia inciado a operação direta  entre

Belo Horizonte e Buenos Aires em primeiro de março,  anunciou que a partir de  1º de julho haverá um segundo ligando as cidades. Já a Gol Linhas Aéreas assinou convênio com o governo da Paraíba para operar, a partir de julho, o primeiro voo regular internacional da capital argentina para João Pessoa, numa aeronave capaz de voar com 170 passageiros.

“As companhias aéreas brasileiras possuem dados e uma percepção diferente da demanda por voos para o Brasil. Essas ações estratégicas são de extrema importância para aumentar o fluxo de turistas estrangeiros para o País, otimizando, mesmo que indiretamente, o trabalho da Embratur. Fica mais fácil vender o Brasil quando temos mais conectividade”, avaliou o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz.

A Avianca Linhas Aéreas, por sua vez inaugurou, no último dia 6, voo diário entre São Paulo e Foz do Iguaçu, facilitando a ida de turistas estrangeiros para outros destinos brasileiros. Além disso, o Ministro do Turismo, Marx Beltrão, declarou na última quarta-feira (15), que o Brasil foi escolhido pela Emirates Airlines como primeiro país da América Latina a receber voos diários ligando Dubai a São Paulo.

A Análise da DIPRO aponta ainda que existe a previsão de seis novos voos semanais:

Miami / São Paulo (2 frequências) – AZUL – a partir de abril de 2017

Lisboa / São Paulo (7 frequências) – AZUL – a partir de junho de 2017

Fort Lauderdale / São Paulo (2 frequências) – AZUL – a partir de abril de 2017

Orlando / Rio (3 frequências) – LATAM – a partir de julho de 2017

Fonte: https://www.comexdobrasil.com/levantamento-da-anac-indica-alta-de-2164-nos-voos-diretos-da-america-latina-para-o-brasil/

VEM AÍ O BOEING 797

Fabricante americana estuda um inédito jato birreator que se posicionará entre o 737 e o 787

A Boeing nega, mas executivos de empresas que participam das pesquisas de suas novas aeronaves garantem que vem aí o 797, um novo birreator de corredor duplo. De acordo com o jornal Seattle Times, da cidade sede da Boeing, a fabricante ainda reluta em revelar sua intenção de criar esse novo avião, mas as próprias companhias anseiam por ele.

E que aeronave seria essa? Um modelo ‘widebody‘ (fuselagem larga) com capacidade para mais de 200 assentos. Ou seja, com perfil para substituir o 757 de corredor único e ser uma alternativa para as companhias que precisam de um avião maior, mas consideram o 787-8 muito grande – ao menos na aviação virtual, o ‘797 já existe’, como mostra a ilustração da abertura, retirada de um game de simulação.


A solução só não é simples porque um jato com esse porte e dois corredores teria um custo por assento mais elevado. Por essa razão, o caminho passa por uma nova geração de motores ainda mais econômicos, uma fuselagem mais leve e uma aerodinâmica eficiente capaz de tornar sua operação tão viável quanto a de um avião de corredor único como o Airbus A321.

A vantagem é que esse jato teria um alcance superior e poderia assumir rotas transoceânicas que não justifiquem um modelo maior. A Boeing já estuda o assunto há tempos na forma dos projetos MOM (algo como ‘meio do mercado’) e NMA (novo avião médio), mas quem garante que surgirá em breve o 797 é Steven Udvar-Hazy, presidente da Air Lease Corp, grande cliente da Boeing e espécie de guru do mercado: “Chame o de 797”, disse Udvar-Hazy para o jornal de Seattle. “É isso que ele será”.

Rival indireto

A Boeing tem hoje esse nicho não explorado em seu portfólio (veja abaixo), mesmo que lance a mais nova versão do 737, a 10X. Companhias que precisam de mais do que um 737 MAX 9, com capacidade para pouco mais de 200 assentos, só encontram o 787-8, que leva mais do que 300 passageiros em classe única. O problema é que ele custa quase o dobro do 737 (225 milhões de dólares contra 117 milhões do irmão menor).

Os aviões da Boeing e Airbus e onde o 797 poderia se encaixar



O que anima a fabricante a seguir em frente é estimar um mercado para cerca de 5 mil aeronaves nos próximos anos. Acredita-se que essa demanda esteja em parte em companhias de baixo custo que operam hoje com aviões menores. Mesmo uma companhia como a Delta pode ver no hipotético 797 o avião ideal para rotas transatlânticas, por exemplo. No Brasil, a Gol parece ser um caso semelhante. A empresa aérea, que tem uma frota única de 737, não possui uma opção viável de aeronave capaz de realizar seus voos internacionais – ela operou algumas frequências para os Estados Unidos usando o 737 e fazendo várias escalas enquanto suas concorrentes utilizam jatos de fuselagem larga.

O fantasma para a Boeing é justamente o fato de aviões de fuselagem larga e pequena capacidade terem ‘naufragado’. A Airbus tentou emplacar o A310, versão menor e mais moderna do pioneiro A300 e vendeu apenas 255 aviões. A própria Boeing viu o 767-200 vender bem menos que a versão -300, mais longa. Dos 1,2 mil produzidos apenas 250 foram do 767 mais curto.

Airbus A310 da PassaredoO Boeing 757 foi produzido entre 1981 e 2004, mas nunca fez sucesso (Delta)
John Leahy, executivo de vendas da Airbus, desdenhou do potencial de um novo widebody. Para ele, as companhias precisam de modelos como o A321neo, capaz de levar 240 passageiros com um custo muito baixo e alcance que permitiria voos transatlânticos.

Pode ser apenas uma forma de despistar, afinal a Airbus foi rápida em lançar o A350XWB assim que viu que o 787 fazia sentido, mesmo com todas as incertezas criadas pelas novas tecnologias empregadas. Quem conhece a Boeing de perto arrisca dizer que o 797 pode ser anunciado em 2018, mas a entrada em serviço dificilmente ocorreria antes de 2025. Até lá, vai dar para saber quem ocupará melhor esse ‘vácuo’ entre os jatos de corredor único e os atuais widebodies.

Fonte: http://airway.uol.com.br/vem-ai-o-boeing-797/

Reforma da Previdência põe segurança do transporte aéreo em risco

Começando a atuar profissionalmente entre os 25 e 30 anos, e limitados a operar até os 65 por orientação internacional, pilotos ficariam impedidos de terem acesso à aposentadoria integral

Já entre os 60 e 65 anos, piloto mais velho deve estar acompanhado de colega mais jovem

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), entidade que reúne pilotos, co-pilotos e comissários de voo da aviação comercial, afirma que a reforma da Previdência do governo Temer, além de inviabilizar o acesso da categoria à aposentadoria, pode desorganizar o setor e colocar a segurança dos passageiros em risco. 

A entidade diz que, segundo orientação da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci, Icao na sigla em inglês), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para o setor, como medida de segurança, os pilotos não podem operar em voos internacionais com mais de 65 anos, devido à redução das suas capacidades cognitivas, afetadas também pelas jornadas irregulares de trabalho e às constantes mudanças de fuso horário a que são submetidos. 

Com isso, os pilotos se veem impedidos de atender ao critério de 49 anos de contribuição para terem direito à aposentadoria integral. Segundo o comandante Adriano Castanho, diretor parlamentar do SNA, os pilotos começam a voar profissionalmente, em média, entre os 25 e 30 anos, devido às exigências de formação e horas de voo de preparação. Assim, aos 65 anos, teriam de nove a 16 anos a menos do que o exigido para se aposentar com o benefício integral. 

O comandante Castanho explica, em entrevista à RBA nesta quinta-feira (16), que, caso o Brasil infrinja determinação da Oaci, os pilotos seriam impedidos de voarem para os demais 190 países signatários do acordo que limita a idade de atuação aos 65 anos. Isso dificultaria, até mesmo, operações dentro do país, já que, atualmente, diversos trechos nacionais são conexões para voos internacionais.

"O voo puramente doméstico hoje já não existe mais. O Brasil também não permite que pilotos estrangeiros voem com mais de 65 anos, a recíproca é verdadeira", diz o comandante, que aventa ainda a hipótese do Brasil ser banido da Oaci caso pilotos brasileiros voem para além da idade definida. Impedidos de atuar para além dos 65 anos, por consequência, ficariam impedidos de atingir o tempo de contribuição exigido.

Para ilustrar a atenção com os riscos de atuação de pilotos em idade avançada, o comandante Castanho destaca outra norma da agência internacional que determina que, nas duplas que operam voos internacionais, caso um dos pilotos tenha 65 anos, ou mais, o outro deverá ser mais jovem. "Imagina se um comissário com 70 anos tem condições fisiológicas de conduzir os passageiros em uma situação de emergência?", questiona o comandante. 

A situação também afeta os comissários que, em idade avançada, também teriam os reflexos reduzidos para reagir em situações de emergência. Nesse caso, Castanho lembra de determinação própria Agência de Aviação Civil (Anac) que impede que passageiros maiores de 60 anos de se sentarem nas poltronas próximas às saídas de emergência.

Para contornar a situação, a categoria defende a aprovação de uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que trata da reforma da Previdência, para que os aeronautas possam se aposentar com benefícios integrais aos 65 anos, desde que tenham pelo menos 35 anos de contribuição.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2017/03/reforma-da-previdencia-coloca-seguranca-do-transporte-aereo-em-risco

21.3.17

Embraer realiza voo inaugural do quarto protótipo do E190-E2


A Embraer realizou na tarde da última sexta-feira, na fábrica de São José dos Campos, o primeiro voo do quarto protótipo do jato E190-E2, que foi concluído em duas horas. Essa aeronave será utilizada para testes específicos de interior, tais como evacuação de cabine, conforto ambiental e ruído interno. 

A aeronave, número de série 20.004, vai se juntar à frota de testes em voo, composta pelos três primeiros protótipos E190-E2, que, juntos, acumularam mais de 650 horas de voo até o momento. O primeiro jato E190-E2 está programado para ser entregue no primeiro semestre de 2018 e o operador de lançamento será a Widerøe, maior companhia aérea regional da Noruega. 


“Em termos de campanha de certificação, a Embraer já realizou o congelamento da configuração aerodinâmica e concluiu vários testes, tais como a verificação da qualidade de voo, decolagem e aterrisagem curtas, desempenho em subida, determinação da tração em voo, estabilidade de trem de pouso e outros testes de sistemas. Em breve vamos avaliar a qualidade de voo em alta velocidade, executar testes de estabilidade aeroelástica, gelo natural e operações em baixa temperatura”, explica Luís Carlos Affonso, Vice Presidente de Operações da Embraer Aviação Comercial. 

Além da campanha de testes em voo, a Embraer está realizando mais de 30 mil horas de testes em solo, bem como análises de integração. Com o objetivo de entregar um avião mais maduro no momento da entrada em serviço, a companhia emprega bancadas de testes, como rigs e o iron bird, onde todos os sistemas de aeronaves estão disponíveis em escala completa, incluindo a cabine de pilotagem. Esta ferramenta permite à Embraer simular os voos de cada modelo de E2, otimizar o desempenho de sistemas e refinar a qualidade de voo.



Fonte: http://aeromagazine.uol.com.br/artigo/embraer-realiza-voo-inaugural-do-quarto-prototipo-do-e190-e2_3313.html#ixzz4bxV1qBQF 

Fotos: ainonline, google, flightglobal, air transport world

Padilha e Moreira são suspeitos de receber propina da Odebrecht à frente da Aviação Civil


O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), o mais próximo ao presidente Michel Temer, aparece como alvo central em pelo menos três pedidos de abertura de inquérito que a Procuradoria-Geral da República apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra políticos suspeitos de receber dinheiro da Odebrecht. Um dos pedidos de investigação também atinge o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. Segundo pessoas com acesso à delação da Odebrecht, o caso envolvendo os dois ministros conteria mais detalhes do que o que implica Temer no acerto de contribuição financeira em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial na vice-presidência, com a presença do então presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht em 2014.

O pedido de inquérito, um dos mais detalhados da lista de 83 apresentadas pelo procurador-geral Rodrigo Janot ao STF na semana passada, diz respeito a suposto pagamento de propina relacionada à concessão de aeroportos no país ainda no governo Dilma Rousseff. A acusação tem como base depoimentos de ex-executivos da Odebrecht que, depois de fazerem acordo de delação, relataram pagamentos vinculados a interesses da empreiteira no setor. Parte do assunto é abordada na delação do ex-diretor de Assuntos Institucionais da Odebrecht Cláudio Mello Filho que já veio a público.

Ao relembrar encontros e conversas com Padilha e Moreira, o ex-diretor menciona diversas tratativas sobre aeroportos no Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. Em um dos trechos da delação, o executivo fala especificamente sobre um pedido de dinheiro que Moreira Franco teria feito a ele em reunião na Secretaria de Aviação Civi (SAC)l em 2014, ainda durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Chefe do lobby da Odebrecht em Brasília, Mello transmitiu o pedido imediatamente ao superior hierárquico Benedicto Junior, o segundo homem mais importante na Odebrecht, naquele período.

“Transmiti essa demanda a Benedicto Junior, já que, evidentemente, um pedido de Ministro para realizar um pagamento de dinheiro poderia nos trazer prejuízos em caso de não atendimento ou, ainda, vantagens em caso de atendimento. O fato é que pagamentos ocorreram em razão de um pedido feito por um Ministro de Estado em ambiente institucional e por ocasião de uma reunião de trabalho”, relatou o executivo, conforme consta em rascunho da delação premiada tornada pública.

INTERESSE NO GALEÃO

No mesmo encontro do pedido de dinheiro, Moreira e o executivo trataram dos interesses da empreiteira, especialmente no Galeão. “Nessa reunião foram tratados temas relativos ao contrato do Galeão, especificamente a antecipação do início da operação deste aeroporto pela Odebrecht, especialmente nos quesitos: (i) Reforma de escadas rolantes que estavam quebradas; (ii) Reforma e limpeza dos banheiros e outros locais insalubres; e (iii) Segurança interna e externa dos usuários do aeroporto”, relembrou.

Mais tarde, Moreira foi substituído por Padilha no cargo, mas os negócios foram mantidos. “Algumas vezes fui cobrado por Eliseu Padilha a respeito do pagamento que havia sido solicitado por Moreira Franco. Novamente transmiti a Benedicto Junior o pedido. Ficou clara a existência de correlação entre a quantia em dinheiro almejada e o cargo de Ministro de Estado ocupado pelas duas pessoas que, em momentos distintos, fizeram o mesmo pedido”, disse o executivo.

Mello explica ainda porque levou o pedido ao superior em vez de cuidar do caso pessoalmente. Para ele, o local do encontro, a sede Secretaria de Aviação Civil, era um indicativo do peso da negociação em curso naquele momento. “O local em que os pedidos foram feitos carrega relevante simbologia que não pode ser desconsiderada, já que acredito ter pesado no momento da definição que coube internamente a Benedicto Junior”, disse o executivo.

ESCLARECIMENTOS À JUSTIÇA

Outros delatores trataram do tema e forneceram mais detalhes. Um deles teria apontado Temer como um dos articuladores dos interesses manifestados por Padilha e Moreira nos encontros com os dirigentes da Odebrecht. Os relatos seriam mais ricos em detalhes que o encontro no Jaburu em 2014. No jantar, organizado por Temer, o então vice-presidente teria pedido dinheiro a Marcelo Odebrech para financiar campanhas do PMDB. A partir dali, teria sido acertado o repasse de R$ 10 milhões. A captação de recursos relacionadas à concessão de aeroportos teria detalhes mais graves.

Mello lembra ainda que, em 2015, com a Lava-Jato em pleno vapor, Padilha o procurou para expressar solidariedade a Odebrecht, que já estava no centro das investigações sobre corrupção na Petrobras. Caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, deliberar sobre estes e os demais pedidos de investigação.

Procurado pelo GLOBO, Moreira Franco disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que já contratou advogado e “prestará todos os esclarecimentos na esfera judicial tranquilamente”. Padilha não retornou o recado deixado com uma de suas secretárias.

Fonte: http://oglobo.globo.com/brasil/padilha-moreira-sao-suspeitos-de-receber-propina-da-odebrecht-frente-da-aviacao-civil-21090544

Dívida de aeroporto de BH com a União passa de R$ 74 milhões

Em meio à queda no número de passageiros transportados, a BH Aiport, responsável por administrar o Aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, acumula dívida de mais de R$ 74 milhões com a União.

A concessionária, formada por quatro empresas, apostou alto para levar o contrato de concessão em 2013. Na época, a economia vivia um bom momento e o setor de aviação vinha de dez anos de crescimento consecutivo. No entanto, como reflexo da crise, o setor de avião civil do país registrou recuo de 7,8% na demanda em 2016. No terminal, a queda na quantidade de embarques e desembarques foi ainda mais acentuada – de 15%. No ano passado, foram contabilizados 9,6 milhões de passageiros e, em 2015, o número ficou em 11,3 milhões.

De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), até o momento foram recolhidos R$ 82,8 milhões do contrato de concessão, que tem validade de 30 anos. Sobre o débito, a agência explicou que, “caso a diretoria da Anac decida em definitivo pelo indeferimento das razões apresentadas para justificar os atrasos, a concessionária deve pagar na data fixada, sob pena do acionamento do seguro garantia”.

No final do ano passado,  o governo federal editou uma medida provisória que autoriza relicitação de concessões caso as exigências contratuais não sejam cumpridas.

‘Altos investimentos’

A BH Airport tenta se justificar e declara que obteve na Justiça o direito de pagar em juízo a outorga anual referente a 2016 e que o depósito foi efetuado em maio do mesmo ano. Segundo a concessionária, a ação foi motivada devido aos “altos valores de investimentos realizados em obras não previstas no contrato de concessão, que seriam de responsabilidade do Poder Público e deveriam estar concluídas até o início da operação, e que não está em dívida com a União”, afirmou em nota.

Desde 2013, o aeroporto recebeu R$ 870 milhões em investimentos na infraestrutura aeroportuária. Entre as obras, está o novo terminal que ampliou a capacidade para 22 milhões de passageiros por ano.

Pressão na Pampulha

Na última semana, o prefeito da capital, Alexandre Kalil (PHS), foi até Brasília e pediu diretamente ao presidente Michel Temer (PMDB) a “reabertura total” do Aeroporto da Pampulha. Segundo dados da Infraero, o terminal possui capacidade para 2,2 milhões de passageiros por ano e de 25 pousos e decolagens por hora. O recorde de embarques e desembarques aconteceu em 2004, quando mais de três milhões de pessoas passaram pelo terminal na Pampulha.

Desde a abertura do Aeroporto de Confins e a restrição pela Anac de operações de aviões com capacidade acima de 50 passageiros, o fluxo registrou queda significativa. Só após 2010, quando a portaria foi revogada, o número subiu e chegou a quase um milhão no ano passado. Porém, os voos são basicamente para destinos no interior do Estado e poucas capitais.

Fonte: http://www.metrojornal.com.br/nacional/foco/divida-de-aeroporto-de-bh-com-a-uniao-passa-de-r-74-milhoes-350513

A COMISSÃO EUROPEIA SANCIONA CARTEL DE CARGA AÉREA

A Comissão Europeia voltou a adoptar uma decisão datada de Novembro de 2010 que, à altura, punia 11 transportadoras aéreas de carga,

assim definitivamente objectivando uma sanção de 776 465 000 euros aplicada às companhias Air Canada, Air France-KLM, British Airways, Cargolux, Cathay Pacific Airways, Japan Airlines, LAN Chile, Martinair, Qantas, SAS e Singapore Airlines, por cartelização e concertação de preços.

Através da divulgação de um comunicado, a Comissão Europeia revelou que repescou uma decisão de 2010 (na altura anulada pelo Tribunal Geral da União Europeia, por bases processuais) que punia comportamentos de fixação de preços levados a cabo por 11 companhias aéreas no transporte de mercadoria, entre os anos de 1999 e 2006, no contexto do Espaço Económico Europeu.

Milhões de negócios dependem da integridade dos serviços de transporte aéreo, que carregam mais de 20% das importações da UE e 30% das suas exportações. Trabalhar em conjunto num cartel ao invés de se competir para oferecer melhores serviços aos clientes não é compatível com a Comissão. A decisão de hoje garante que as companhias que fizeram parte do cartel são sancionadas pelos seus comportamentos», esclareceu Margrethe Vestager, comissária responsável pela Concorrência.»

Fonte: https://www.pista73.com/aviacao-comercial/a-comissao-europeia-sanciona-cartel-de-carga-aerea/

A COMISSÃO EUROPEIA SANCIONA CARTEL DE CARGA AÉREA

A Comissão Europeia voltou a adoptar uma decisão datada de Novembro de 2010 que, à altura, punia 11 transportadoras aéreas de carga,

Assim definitivamente objectivando uma sanção de aprox. 776 milhoes de euros aplicada às companhias Air Canada, Air France-KLM, British Airways, Cargolux, Cathay Pacific Airways, Japan Airlines, LAN Chile, Martinair, Qantas, SAS e Singapore Airlines, por cartelização e concertação de preços.

Através da divulgação de um comunicado, a Comissão Europeia revelou que repescou uma decisão de 2010 (na altura anulada pelo Tribunal Geral da União Europeia, por bases processuais) que punia comportamentos de fixação de preços levados a cabo por 11 companhias aéreas no transporte de mercadoria, entre os anos de 1999 e 2006, no contexto do Espaço Económico Europeu.

Milhões de negócios dependem da integridade dos serviços de transporte aéreo, que carregam mais de 20% das importações da UE e 30% das suas exportações. Trabalhar em conjunto num cartel ao invés de se competir para oferecer melhores serviços aos clientes não é compatível com a Comissão. A decisão de hoje garante que as companhias que fizeram parte do cartel são sancionadas pelos seus comportamentos», esclareceu Margrethe Vestager, comissária responsável pela Concorrência.»

Fonte: https://www.pista73.com/aviacao-comercial/a-comissao-europeia-sanciona-cartel-de-carga-aerea/

20.3.17

EMBRAER E-175LR DA REPUBLIC AIRWAYS SAI DA PISTA EM NOVA YORK


Um avião Embraer 175LR, regisrto N212JQ, da companhia norte-americana Republic Airways, que voa ao serviço da Delta Connection saiu do taxiway na manhã do sábado, dia 18 de março, depois de aterrar no Aeroporto de La Guardia, em Newark/Nova Iorque.

Não se registraram acidentes pessoais e todos os 77 passageiros desembarcaram em segurança. Desconhecem-se os motivos porque o avião saiu num caminho de circulação do segundo mais importante aeroporto do Estado de Nova Iorque, mas a neve pode ser responsável pelo incidente pois havia muito gelo acumulado no aeroporto, o que poderá ter dificultado a operação e confundido os pilotos quando levavam a aeronave para a zona de parqueamento.

O voo DL5964 era proveniente de Chicago, tendo o avião pousado cerca das 11h20 locais (16h20 UTC). Autoridades aeroportuárias disseram aos canais televisivos que os estragos parecem pouco importantes, mas a verdade é que só depois de uma inspeção qualificada é que serão avaliadas as avarias sofridas pela aeronave.

Fonte: NewsAvia

Dona da Iberia lança "low-cost" para ligar Europa e América


A nova companhia, cujo lançamento está previsto para Junho, deverá ligar Barcelona a destinos no continente americano, nos EUA, Argentina ou República Dominicana.
Dona da Iberia lança "low-cost" para ligar Europa e América

O IAG (International Airlines Group), dono da British Airways e da Iberia, anunciou a intenção de lançar uma companhia aérea de voos de baixo custo ("low-cost") para ligar os continentes europeu e americano a partir de Barcelona.

A nova companhia, denominada Level, vai começar a operar em Junho e oferecerá preços a partir de 99 euros para voos a partir de Barcelona para destinos como Punta Cana (República Dominicana, começa a 10 de Junho com dois voos por semana), Buenos Aires (Argentina, três vezes por semana a partir de 17 de Junho), além dos Los Angeles (arranca a 1 de Junho, duas vezes por semana) e Oakland (perto de São Francisco, com três voos por semana a partir de 2 de Junho).

As aeronaves ao serviço da Level - dois Airbus A330, numa primeira fase - terão capacidade para 293 passageiros da classe económica e 21 lugares "premium", refere a empresa num comunicado. A Iberia fornecerá as tripulações e a nova companhia criará 250 postos de trabalho.


Os passageiros em lugares "premium" terão direito, com o pagamento da passagem, ao transporte de bagagem em porão e uma peça em cabine, além das refeições, escolha de lugar e acesso a conteúdos recentes como filmes. A classe económica poderá escolher (e pagar) por entre os serviços que pretende ter.

O objectivo do IAG é também explorar sinergias com a operação da low-cost Vueling, que está baseada na cidade catalã e faz voos de baixo custo na Europa. Esta será a quinta marca do grupo IAG, juntando-se à Vueling, Iberia, British Airways, e Aer Lingus.

A Level vem juntar-se a companhias como a Norwegian, pioneira desde 2014 na operação no segmento "low-cost" nos voos entre os dois continentes. As passagens começam a ser vendidas esta sexta-feira, 17 de Março, em flylevel.com. 

Nos últimos anos, a disponibilização de voos mais baratos no longo curso tem sido possível graças à queda dos preços do petróleo e a entrada no mercado de aeronaves energeticamente eficientes.



Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/transportes/aviacao/detalhe/dona-da-iberia-lanca-low-cost-para-ligar-europa-e-america

HELICÓPTERO CAI EM ARAUCÁRIA, PARANÁ




Um helicóptero BELL 206B, matrícula PT-YHH,  caiu, por volta das 15h30, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. O Corpo de Bombeiros informou que quatro pessoas ficaram feridas, sendo duas em estado grave. Todas estavam no helicóptero.

Os feridos em estado gravem foram encaminhados aos hospitais do Trabalhador e Evangélico, na capital. Os outros feridos foram levados para o Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo, também na região metropolitana.

A primeira informação repassada pelos bombeiros era de que ao menos cinco pessoas estavam feridas, e que uma estava em estado grave, mas o número foi corrigido posteriormente.

O acidente foi no cruzamento da PR-423 com a Avenida das Nações, no bairro Estação, próximo à Câmara de Vereadores. Por causa da queda, a Rodovia do Xisto chegou a ficar interditada, mas as pistas já foram liberadas.

A lataria do helicóptero ficou retorcida, mas não houve explosão, disse a prefeitura. Ainda não se sabe o que provocou a queda do helicóptero.

Fonte: http://ifronline.blogspot.com/2017/03/helicoptero-cai-em-araucaria-parana.html

PORTUGAL – AEROPORTOS A CRESCER

«A ANA –Aeroportos de Portugal (do grupo francês Vinci) vai investir 55 milhões de euros no aeroporto do Porto para reforço da segurança e fluidez no despacho de bagagens e iniciar em 2018 a construção de um novo corredor de serviço para aeronaves.

O anúncio foi feito este sábado pelo ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, na cerimónia de celebração dos prémios do Airports Council International (ACI) Europe atribuídos ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, tendo o governante destacado que o investimento do próximo ano na criação de um caminho de serviço ‘Fox’ e de uma saída rápida alternativa de pista permitirá aumentar a capacidade daquela infra-estrutura aeroportuária “de 20 para 32 movimentos por hora”.

“Isto dá-nos todas as condições para que este aeroporto seja cada vez mais o grande aeroporto do Noroeste peninsular e para que ele sirva o crescimento e a dinâmica da actividade económica não só da região, mas do país, porque nos próximos anos vamos ter que continuar a desenvolver muito a capacidade dos nossos aeroportos”, afirmou o governante.

É que, salientou, “o turismo está a crescer muito, a actividade económica está a correr muito bem no final do ano passado e no início deste ano, e o número de slots [faixas horárias] pedidas pelas companhias aéreas para o Verão deste ano é outra vez muito grande”. Uma “dinâmica” que, frisou, Portugal tem que “continuar a aproveitar”, mas “também a induzir” apostando em “aeroportos de qualidade”.

Aeroportos a crescer

Exemplo disso é precisamente o aeroporto do Porto, que Pedro Marques recordou ter registado “um aumento de capacidade de quase 300% ao longo dos últimos anos”, tendo em 2016 ultrapassado a fasquia dos nove milhões de passageiros, ao mesmo tempo que se manteve consecutivamente “no top três europeu” em termos de qualidade de serviço.

A prová-lo estão os 10 prémios conquistados ao longo dos últimos 11 anos, o último dos quais foi o de melhor aeroporto da Europa para estruturas com dimensão entre cinco e 15 milhões de passageiros, atribuído pelo ACI no âmbito do estudo ‘Airport Service Quality’ (ASQ), baseado em inquéritos de satisfação dos passageiros.

Paralelamente, o ministro apontou as “obras importantíssimas” que estão “a acabar no aeroporto de Faro, que ficará praticamente um novo aeroporto a partir deste Verão”, e as “decisões que vão ser tomadas ao longo dos próximos anos de investimentos muito grandes a realizar na capacidade aeroportuária da região de Lisboa”. Neste caso, a aposta incide no Montijo, onde há uma base aérea militar, que poderá funcionar como complemento ao aeroporto de Lisboa.

Se tudo correr como previsto pelo Governo e pela ANA, as obras terão início em 2019, com os primeiros aviões a aterrar em 2021. Falta ainda, no entanto, conhecer os resultados de um estudo migratório de aves e o estudo de impacto ambiental.

De acordo com dados da ANA, o ano passado foi aquele em que se registou o maior crescimento de sempre nos aeroportos portugueses. Ao todo, registaram-se 44,5 milhões de passageiros, com o Porto a ocupar a segunda posição (9,4 milhões, uma subida de 16%), e Lisboa a dominar a liderança (22,4 milhões, subindo 11,7%).

Nesse período foram criadas mais 27 rotas (chegando Às 149), e o número de companhias aéreas a operar no mercado nacional subiu de 58 para 66.

Também presente na cerimónia que hoje decorreu no aeroporto Sá Carneiro, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, aproveitou a ocasião para atribuir a Medalha de Mérito de Grau Ouro ao director do aeroporto, Fernando Vieira, e para se afirmar “muito satisfeito” com os investimentos anunciados e que já havia reclamado.

Investimentos que, frisou, “resultam do crescimento do aeroporto Francisco Sá Carneiro nas suas várias vertentes, nos passageiros e também na carga aérea, e a garantia que o aeroporto Francisco Sá Carneiro não vai esgotar a sua capacidade e vai continuar a ser um motor de desenvolvimento muito importante”.”Este prémio internacional é um reconhecimento e todos percebemos quando passamos aqui que é um aeroporto diferente”, disse, recordando: “Quando foi decidida a construção deste aeroporto houve muita gente, até aqui da nossa terra, que disse que isto era um disparate, que era grande demais, que não era preciso. Agora já andavam a dizer que o aeroporto ia esgotar, que não ia crescer…mas há sempre vozes assim e isso não é importante”, concluiu.»

Fonte: https://www.pista73.com/aeroportos/portugal-aeroportos-a-crescer/