8.11.16

Qual impacto da aviação no seu Estado? Saiba agora

A Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), que reúne as companhias Avianca, Azul, Gol e Latam, divulgou hoje, em Brasília, o estudo "Voar por mais Brasil - os benefícios da aviação nos Estados", que mostra como a indústria do transporte aéreo no País ajuda as economias das unidades da federação, totalizando R$ 312 bilhões, ou 3,1% do PIB brasileiro (no mundo o percentual sobe para 3,5% do PIB mundial, mostrando que o Brasil está apenas um pouco abaixo da média).

Nesta conta estão os efeitos diretos da aviação na economia (o que as empresas aérea faturam e mesmo os negócios dos aeroportos) e também os chamados de indiretos (os fornecedores dessa indústria), induzidos (os gastos dos funcionários das aéreas e dos fornecedores que atendem a indústria), catalisadores (o consumo dos viajantes do transporte aéreo com hotelaria, mobilidade e outros serviços nos destinos) e os efeitos em outras indústrias (viabilizadas ou facilitadas pela aviação, como logística, comércio eletrônico e exportações). Somando tudo isso, chega-se aos R$ 312 bilhões, mas a Abear estima que o número global (de 3,5% do PIB mundial) poderia atingir 8% do PIB levando-se em conta "empregos e atividades viabilizados pelo transporte aéreo, o valor intrínseco da agilidade e conectividade da aviação e os efeitos no comércio e no Turismo doméstico dos países".

A aviação no Brasil gera, ainda, R$ 25,5 bilhões em impostos, 6,5 milhões de empregos e R$ 59,2 bilhões em salários. Mais uma vez nessa conta estão todos os efeitos citados anteriormente, ou seja, tudo o que a aviação brasileira toca, viabiliza, facilita e a ajuda a desenvolver, além do efeito mais imediato e óbvio de transporte de passageiros e cargas e a receita gerada por esse negócio.

Prestes a completar 90 anos em 2017, a aviação brasileira transportou 570 milhões de passageiros de 1927 a 2001 e 920 milhões de 2002, quando iniciou-se a liberdade tarifária, a 2015. Note-se que não são CPFs únicos e sim trechos voados, que são considerados um passageiro contabilizado. "A adesão do Brasil ao regime de liberdade tarifária, em 2002, permitiu ampliar a contribuição do transporte aéreo para o desenvolvimento nacional. Nos 10 anos seguintes o uso do avião tornou-se corriqueiro para muitas pessoas: o número de passageiros transportados a cada ano no Brasil passou de 30 para 100 milhões e o valor médio dos bilhetes domésticos caiu pela metade", disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, que encomendou o estudo à Go Associados, tendo como referência material similar da Oxford Economics.

"São informações inéditas, que podem ajudar gestores públicos e privados a entender melhor o negócio da aviação e seu brutal impacto em outros negócios. Para nós, esta é uma importante escala em nossa jornada. Nosso objetivo é mostrar à sociedade e a seus representantes que, quando a aviação brasileira tem seus fundamentos aproximados do ambiente internacional, quem ganha é o país, pois quem se beneficia são os consumidores brasileiros", continua Sanovicz, que já presidiu a Embratur, na apresentação do estudo.

TERCEIRO DOMÉSTICO

Hoje são 110 milhões de passageiros nacionais e internacionais, sendo que 103 milhões em companhias nacionais. O País tem 2,7 mil decolagens diárias, em 126 aeroportos, ou 3% do tráfego mundial. O mercado doméstico brasileiro é o terceiro maior do mundo, só perdendo para Estados Unidos e China e com números similares ao do Japão. Em viagens por habitante estamos em décimo lugar, com 0,47 viagem por pessoa, perdendo para Austrália (2,41), Estados Unidos (2,08), Canadá (1,27), Malásia (1,13), Reino Unido (0,91), Japão (0,74), Espanha (0,63), Turquia (0,56) e Itália (0,48). A média mundial é de 0,28 viagem por habitante.

ESTADO POR ESTADO (dados de 2015)

ACRE: o transporte aéreo gera 7,8 mil empregos e R$ 412 milhões para o Estado da região Norte. O índice de embarques anuais per capita é de 0,28 e o Estado totaliza 221,8 mil passageiros e 365 toneladas de carga por via aérea.

ALAGOAS: o número de empregos gerados pelo transporte aéreo chega a 42,7 mil, com R$ 2,2 bilhões de impacto na economia. A penetração do modal aéreo (viagens per capita) é de 0,29, com 961 mil passageiros e 457 toneladas de carga.

AMAPÁ: o aéreo gera 12,7 mil empregos e R$ 577 milhões em produção no Estado. São 324,7 mil passageiros e uma penetração de 0,42. A carga por via aérea chega a quase 400 toneladas.

AMAZONAS: o gigante do Norte totaliza 1,8 milhão de passageiros aéreos, que geram 75,3 mil empregos e R$ 4,6 bilhões em movimentação. A penetração também é alta, com 0,43 e o total de carga chega a 43,3 mil toneladas, mostrando a força da indústria no Estado, especialmente na Zona Franca.

BAHIA: o transporte aéreo geral R$ 14,1 bilhões em produção e 286,7 mil empregos. A penetração do aéreo é mais baixa que no Norte (3,7), com 5,8 milhões de passageiros e 16 mil toneladas de carga. São os maiores números do Nordeste brasileiro (em produção e geração de empregos).

CEARÁ: o Estado recebe da aviação 217 mil empregos e R$ 10,2 bilhões em movimentação econômica. São 3,3 milhões de passageiros por ano, com penetração de 0,36 e 24 mil toneladas de carga.

DISTRITO FEDERAL: aqui o transporte aéreo tem uma de suas maiores forças, com 736,9 mil empregos e R$ 30,8 bilhões em produção. O número anual de passageiros aéreos é de quase dez milhões (9,7 milhões), com penetração de 3,19 e volume de cargas de 36,3 mil toneladas.

ESPÍRITO SANTO: os números são os menores do Sudeste, com R$ 3,6 bilhões em produção e 76,8 mil empregos gerados e apoiados. O número de passageiros chega a 1,7 milhão e a penetração é de 0,43, um pouco abaixo da média nacional (0,47).

GOIÁS: o volume de negócios é similar ao do Espírito Santo, com R$ 3,6 bilhões, com 81,2 mil empregos gerados. A penetração do modal aéreo (embarques anuais per capita) é baixa (0,25) e o número de passageiros chega a 1,7 milhão. O volume de cargas é de 3,5 mil toneladas.

MARANHÃO: o transporte aéreo gera R$ 2,6 bilhões para o Estado e 52 mil empregos. A penetração é uma das mais baixas do País, 0,14, mostrando o pouco uso da aviação pelos habitantes, e a pouca relevância do Turismo no Estado. O número de passageiros não chega a um milhão (996 mil) e volume de cargas é de 2,8 mil toneladas.

MATO GROSSO: R$ 3,4 milhões em produção e 61,6 mil empregos gerados. São 1,8 milhão de passageiros por ano e penetração alta, de 0,55, maior que a média nacional. O volume de cargas é de 5,4 mil toneladas.

MATO GROSSO DO SUL: o Estado perde para seu concorrente direto, com 48,8 mil empregos gerados pelo transporte aéreo, que movimenta a economia do Estado com R$ 2,1 bilhões. A penetração é de 0,34 e o número de passageiros baixo: 890 mil. Cargas aéreas movimentam 1,6 mil toneladas.

MINAS GERAIS: um dos maiores Estados brasileiros, esperava-se mais dos mineiros, que somam 329,3 mil empregos gerados pela aviação e R$ 15,3 bilhões em riquezas, com penetração abaixo da média, 0,31. O total de passageiros é de 6,6 milhões e o de cargas 11 mil toneladas.

PARÁ: 97 mil empregos gerados pelo transporte aéreo e R$ 5,3 bilhões, com penetração baixa de 0,31. São 2,6 milhões de passageiros e 15,4 mil toneladas de carga por ano.

PARAÍBA: apenas 41,7 mil empregos gerados, com R$ 2 bilhões em produção. A penetração do transporte aéreo é de apenas 0,19, o que prejudica o Turismo no Estado. São 768 mil passageiros e 857 toneladas de carga.

PARANÁ: o transporte aéreo gera 234 mil empregos e R$ 11,2 bilhões no Estado que é a quinta economia brasileira. A produção per capita é maior que a média nacional, 0,49, e o Estado responde por 6,6% do emissivo do Brasil. São 5,6 milhões de passageiros e 11,9 mil toneladas de cargas.

PERNAMBUCO: 216 mil empregos e R$ 10,6 bilhões em produção gerada pelo transporte aéreo. A penetração está abaixo da média nacional, 0,39 embarques anuais per capita), com 3,8 milhões de passageiros e 24 mil toneladas de carga.

PIAUÍ: 25 mil empregos e R$ 1,3 bilhão em produção. A penetração do transporte aéreo é de apenas 0,18, uma das menores do País. São 586 mil passageiros e 798 toneladas de carga.

RIO DE JANEIRO: o Estado recebe quase um milhão de empregos da aviação (989 mil) e R$ 45,8 bilhões em produção. A penetração é alta: 0,67, com 13 milhões de passageiros e 50 mil toneladas de carga. O Estado responde por 10,1% do fluxo aéreo interestadual emissivo e 9,5% do receptivo. O receptivo internacional responde por 31% do total do Brasil.

RIO GRANDE DO NORTE: o transporte aéreo gera 67,8 mil empregos e R$ 3,4 bilhões em produção no Estado. A penetração é de 0,36, com 1,3 milhão de passageiros por ano e 6,9 mil toneladas de carga.

RIO GRANDE DO SUL: 191,5 mil gaúchos (incluindo os de coração) são empregados pela aviação, com R$ 9,6 bilhões de passageiros. São 4,2 milhões de passageiros e 12,7 mil toneladas de carga, com penetração de 0,36.

RONDÔNIA: penetração de 0,30 no transporte aéreo, que gera 20,9 mil empregos e R$ 1,1 bilhão em negócios. São 535 mil passageiros e 1,8 mil toneladas de carga.

RORAIMA: penetração um pouco maior que Rondônia, com 0,33, mas números bem menores em geral. O transporte aéreo gera 3,6 mil empregos e R$ 219 milhões em produção. O número de passageiros aéreos é de 167 mil e 121 toneladas de carga são transportada por via aérea anualmente.

SANTA CATARINA: o transporte aéreo gera 140,8 mil empregos e R$ 6,4 bilhões em produção no Estado do Sul, que tem uma penetração alta, mas ainda abaixo da média nacional, 0,43. São três milhões de passageiros e 4,3 mil toneladas de carga transportada.

SÃO PAULO: como esperado, são números que assustam, com 2,4 milhões de empregos gerados e R$ 120 bilhões em produção. A penetração é de 0,62 (menor que a do Rio) e o número de passageiros é de 34,4 milhões (quase três vezes o total do Rio e 32% do total nacional). O volume de cargas é de impressionantes 351 mil toneladas.

SERGIPE: 24,5 mil empregos e R$ 1,3 bilhão de impacto do transporte aéreo. A penetração é de 0,28 e o Estado tem 617 mil passageiros anuais e 517 toneladas de carga.

TOCANTINS: o transporte aéreo gera 13,9 mil empregos e R$ 647 milhões em produção. A penetração é de 0,23, com 355 mil passageiros e 832 toneladas de carga.

(O Portal PANROTAS viaja a convite da Abear e do hotel Royal Tulip Brasília Alvorada)

Fonte: http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/aviacao/2016/11/qual-impacto-da-aviac-atildeo-no-seu-estado-saiba-agora_141463.html

EUA: Organização processa FAA por assentos pequenos

 Assentos pequenos e apertados podem estragar a viagem de qualquer passageiro, além de causar riscos à saúde. Nos Estados Unidos, uma organização sem fins lucrativos chamada Flyersright, que representa passageiros de companhias aéreas, decidiu levar a questão aos tribunais de Washington.

O grupo está processando a Administração Federal de Aviação (FAA) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos na capital, questionando o porquê do assunto não ser abordado pelo órgão.

De acordo com o site Eturbo News, documentos judiciais recentes apontam que, para a FAA, o tema não é uma preocupação.
Para o presidente da Flyersrights, Paul Hudson, a posição da FAA é absurda e ofensiva aos passageiros e ao tribunal, além de ser legalmente errada.

 A transcrição dos documentos jurídicos arquivados no caso, em inglês, está disponível aqui (http://etn.travel/article/small-airline-seats-flyersrights-takes-faa-federal-court/).


Fonte: https://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/aviacao/2016/11/eua-organizacao-processa-faa-por-assentos-pequenos_141437.html

7.11.16

ANAC promove a 1ª Jornada Safety - Aeroportos

(retransmitindo)



"Convidamos Vossa Senhoria para participar da 1ª Jornada Safety – Aeroportos que acontecerá nos dias 29/11, 30/11 e 1 de dezembro, na sede da ANAC em Brasília.

A Jornada Safety – Aeroportos é uma iniciativa da Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária destinada à troca de experiências e informações sobre assuntos relacionados à segurança operacional entre a ANAC, gestores aeroportuários e setores da indústria.

Cada dia de evento será destinada a um público-alvo diferenciado, com temas específicos para os gestores das áreas, conforme quadro abaixo:

Dia 29/11

Público-Alvo: Responsáveis pela gestão do aeródromo (Aeroportos Classes I e II e Aeroportos em fase inicial de certificação)
Tema Principal: Certificação de Aeroportos 

30/11 

Público-Alvo: Gestor responsável por Operações (Classes III e IV)
Tema Principal: Operações Aeroportuárias 

01/12 

Público-Alvo: Gestor responsável pelo Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (Aeroportos participantes do projeto IDSO )
Tema Principal: Indicadores e Metas de Segurança Operacional 

O evento será realizado no auditório do edifício-sede da ANAC, em Brasília (DF), das 9 às 18 horas.

As inscrições são gratuitas e estarão disponíveis em breve no Portal de Capacitação da ANAC. (https://sistemas.anac.gov.br/capacitacao/)

Outras informações podem ser obtidas por meio do endereço de correio eletrônico fomento.sia@anac.gov.br.

Reserve a data na sua agenda e participe!"

1ª Jornada SAFETY - Aeroportos
Data: dias 29 e 30 de novembro e 1 de dezembro de 2016.
Horário: das 9 às 18 horas.
Local: auditório do edifício-sede da ANAC, em Brasília – Endereço: Setor Comercial Sul, Quadra 9, Lote C - Ed. Parque Cidade Corporate, Torre A, 1º andar.

As dezenas de empregados que moram no estacionamento do aeroporto de Los Angeles


"Adoraria ter uma cama e um chuveiro no escritório." Quem nunca pensou isso após sair tarde do trabalho e lembrar que precisa voltar cedo no dia seguinte?

Ter um sofá-cama nas redações, por exemplo, não seria nada mal durante a intensa cobertura das eleições americanas, brincam alguns jornalistas.

Mas o que para a maioria das pessoas não passa de uma piada ou desabafo se tornou realidade para mais de 100 empregados do Aeroporto Internacional de Los Angeles, o terceiro mais movimentado dos Estados Unidos.

Cansados das intermináveis viagens de ida e volta para o trabalho ou oprimidos pelo alto preço dos aluguéis na Califórnia, eles decidiram morar no estacionamento do aeroporto. E as autoridades aeroportuárias permitiram.

Moradores pagam menos de US$ 100 de aluguel por mês por vaga no aeroporto

Casas sobre rodas

Quem entra nesta área do aeroporto se depara com um acampamento repleto de trailers e motorhomes - tipo de comunidade comum em bairros menos favorecidos de cidades americanas ou áreas turísticas.

Este lugar chama a atenção, no entanto, pela particularidade de seus moradores: todos trabalham em algum setor da indústria de aviação. Há pilotos, copilotos, comissários de bordo, mecânicos, funcionários de empresas de carga e do próprio aeroporto.

 Mais de 100 pessoas vivem atualmente nos motorhomes

O barulho dos aviões que sobrevoam a poucos metros as casas sobre rodas também é um diferencial. Mas os moradores da comunidade parecem estar acostumados.

"Este é o preço de ser um piloto hoje", disse Todd, um profissional de 45 anos que guia aviões da companhia Alaska Airlines, à BBC.

Ele ganha cerca de US$ 70 mil (R$ 226 mil) por ano e vive em um trailer de 1973, que era de seu pai. Sua mulher e o filho de 7 anos do casal moram em Fresno, cidade localizada a cerca de quatro horas de carro de Los Angeles.

"Queria ser piloto por toda minha vida. Pode ser horrível, mas eu tenho que sustentar minha família - e eu adoro pilotar", explica.

A paisagem pode ser um pouco deprimente: o conjunto de trailers e motorhomes brancos e beges sobre o asfalto, situado a poucos metros da pista de pouso e decolagem, definitivamente não é um exemplo de beleza urbana.

 Maioria dos moradores desta comunidade de "casas sobre rodas" são homens sozinhos, mas também há algumas mulheres e casais

As janelas dos automóveis precisam ser cobertas com papel opaco para que seus moradores consigam dormir durante o dia. Eles praticam exercícios em um ginásio próximo e usam o chuveiro de lá para economizar água.

Todd pelo menos tem uma família para visitar com certa frequência e compensar os momentos de solidão. Outros, não.

"A indústria da aviação tem uma alta taxa de divórcio. Estamos sempre viajando, sempre fora de casa", diz um homem que prefere não ser identificado.

Ele acrescenta, no entanto, que é fascinado por esse estilo de vida. Há quase 11 anos ele vive assim.

Tudo começou há mais de uma década, por iniciativa de empregados da indústria de aviação

Mais de 10 anos de existência

Uma década se passou desde que as autoridades aeroportuárias decidiram formalizar o acampamento, que surgiu por iniciativa de alguns trabalhadores.

Atingidos pela crise econômica de 2008 e pelo declínio da aviação comercial, eles se deram conta que não valia a pena ir e voltar para casa todos os dias, uma vez que algumas moradias estão a centenas de quilômetros de Los Angeles.

Neste contexto, começaram a surgir grupos de trailers espalhados pelos diversos estacionamentos do aeroporto, até que as autoridades resolveram reunir todos os motorhomes no estacionamento B.

Aeroporto Internacional de Los Angeles é o terceiro mais movimentado dos Estados Unidos

Os moradores se orgulham da organização: aspirantes a vizinhos têm que aplicar para uma vaga, apresentar seus antecedentes e seguir um rigoroso código de conduta em termos de higiene e barulho.

Não esquecendo, é claro, da exigência principal: trabalhar em uma companhia aérea ou no aeroporto.

Possível despejo - O futuro da comunidade, no entanto, ainda é incerto.

A empresa que administra o aeroporto, a Los Angeles World Airports, não parece confortável com a existência dessa estrutura e considera despejá-los.

Os moradores, que pagam menos de US$ 100 (R$ 323) por mês para ocupar o espaço, não se afetam.

Eles sabem que se trata de um estilo de vida temporário e estão dispostos a aproveitá-lo enquanto durar.

Fonte: BBC

GRU e GIG selecionados para programa de "preclearence" de voos americanos


GUARULHOS E GALEÃO SELECIONADOS PARA REALIZAR IMIGRAÇÃO NO EMBARQUE DOS VOOS PARA OS ESTADOS UNIDOS!

A Agência Reuters informou que o Departamento de Segurança Nacional (Homeland Security) do governo norte-americano selecionou 11 novos aeroportos em nove países para possível expansão do programa que permite que os passageiros façam a imigração para os Estados Unidos antes mesmo de embarcar no voo, no aeroporto de origem. Entre eles, felizmente, os aeroportos de Guarulhos e Galeão, no Brasil.

A proposta é ajudar a reduzir o atraso dos voos e facilitar a vida dos passageiros que têm conexão nos Estados Unidos, que muitas vezes enfrentam longas filas para a imigração no momento do desembarque. Fazendo os procedimentos imigratórios no Brasil, os passageiros desembarcariam nos Estados Unidos como se estivessem em voos domésticos, sem precisar enfrentar filas.

"Quando embarquei de Toronto para os Estados Unidos eu fiz a imigração em território canadense e o processo fez muita diferença. Você desembarca rapidamente e sem preocupação."

No entanto, não há um prazo definido para que a medida seja implantada. É necessário um acordo entre o governo dos dois países para que isso se torne realidade. Mas o primeiro passo foi dado!

No total, apenas 6 países em todo o mundo contam com o US Preclearance.
Os novos aeroportos selecionados junto com os brasileiros foram: Buenos Aires, Bogota, Cidade do México, Milão, Roma, Edimburgo, Osaka, St. Maarten e Islândia.

Fonte: http://www.melhoresdestinos.com.br/imigracao-brasil-estados-unidos.html

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EUA autorizam Galeão e Guarulhos a ter triagem americana de imigração e alfândega

Os aeroportos do Galeão e de Guarulhos acabam de ser escolhidos pelo Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos para receberem o US Preclearance, programa que permitirá agentes americanos de imigração e alfândega fazerem a triagem de passageiros destinados aos Estados Unidos antes do embarque, ainda no Brasil.

A medida agilizará o desembarque nos Estados Unidos, já que os passageiros que chegarem lá passarão a ser considerados passageiros domésticos.

O departamento americano anunciou hoje nove países que passarão a ter o serviço. Atualmente, apenas seis têm o US Preclearance.

Agora, um acordo entre os governos dos EUA e do Brasil é necessário para que a iniciativa saia do papel.

Fonte: Domingos Peixoto | Agência O Globo

4.11.16

Maior avião do mundo vai pousar pela 1ª vez no Aeroporto de Viracopos

Antonov An-225 Mriya tem 84 m de comprimento e pesa 175 toneladas.

 Passagem do AN-225 em Guarulhos

O maior avião do mundo, o Antonov An-225 Mriya, vai pousar pela primeira vez no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na segunda-feira (14). A aeronave mede 84 metros de comprimento, tem 88 metros de envergadura (distância entre a ponta das asas) e pesa 175 toneladas sem carga e combustível.

Com seis turbinas, o An-225 pode carregar até 250 toneladas no compartimento de cargas. Além disso, pode transportar itens na parte externa e superior da fuselagem. Ele é o único exemplar deste porte em atividade no mundo.

A concessionária Brasil Viracopos, que administra o aeroporto, informou que o avião, que vem do Chile, fará uma escala em Campinas para pegar uma peça que servirá de suporte para o transformador que ele carregará em Guarulhos (SP).

Depois, o cargueiro retornará novamente para Santiago, no Chile, com a encomenda. A concessionária destacou ainda que não será reservado espaço especial para o público acompanhar a chegada da aeronave.

Mesmo assim, grupos combinam nas redes sociais os melhores locais para observação do avião. Em um deles, mais de mil pessoas confirmaram que irão ver a aeronove de perto em Campinas.

O An-225 também atraiu os olhares este ano na cidade australiana de Perth, onde 20 mil pessoas pararam para acompanhar o pouso do cargueiro e o trânsito perto do aeroporto ficou congestionado.

Ônibus espacial 

Segundo o professor do departamento de engenharia aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), James Waterhouse, o avião tem um porte monumental porque foi projetado para transportar o Buran, que era o ônibus espacial soviético.

"Baseado no Antonov 124, que era um avião enorme, fabricado em série, eles desenvolveram uma versão maior ainda. Aumentaram as asas, fuselagem, colocaram uma cauda especial e colocaram o Buran em cima [...] Eles utilizaram seis motores e aí ficou um avião simplesmente descomunal", explica.


O Antonov An-225 fez seu primeiro voo em 1988, mas os planos de construir outras unidades foram cancelados com o fim da União Soviética e o colapso do programa espacial Buran. "Com o colapso, esse avião ficou parado e depois, eles fizeram manutenção e começaram a utilizar para carga, porque existe uma demanda por um avião de carga no mundo que possa levar coisas extremamente grandes e pesadas e que nenhum outro conseguiria levar", destaca o professor.

Para que é usado o Antonov 225, o maior avião do mundo?

Waterhouse afirma ainda que aparições dele no Brasil não são comuns. "Esse avião tem uma colocação única no mundo. Ele tem uma agenda lotada, com vários meses ou até anos de antecedência para fazer esse tipo de serviço. De vez em quando, em raras vezes, ele aparece no Brasil trazendo uma carga ou outra como o que vai acontecer", explica.

A primeira vez que ele veio ao país foi em 2010 para trazer equipamentos para a Petrobras. A aterrisagem ocorreu em Guarulhos.

Novo avião

Segundo o professor, recentemente, foi anunciado pelo fabricante que um segundo avião desse porte seria finalizado. A aeronave estava parada desde o fim da União Soviética.

"Tinha um segundo avião desse, que começou a ser feito na época da União Soviética e nunca foi finalizado. Agora, eles anunciaram que vão acabar o avião, porque eles precisam, esse avião já tá ficando muito velho, é dos anos 80 e não existe substituto no mundo", conclui.

Fonte: G1
http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/11/maior-aviao-do-mundo-vai-pousar-pela-1-vez-no-aeroporto-de-viracopos.html