25.11.09

Lufthansa terá novos aviões Airbus, mas Brasil ainda não deve receber aeronaves


Apesar dos destinos entre o país e a Europa serem apropriados para o novo modelo, infraestrutura dos aeroportos ainda não comporta os aviões

A Lufthansa se prepara para receber 15 novos aviões Airbus A380 até 2015. O modelo, com capacidade para transportar 550 passageiros, será o maior da frota da aérea alemã. As rotas para os aviões ainda não estão completamente definidas, mas já há 20 destinos potenciais em estudo, a maior parte partindo da Ásia e da América do Norte.

Os novos modelos não devem cobrir rotas brasileiras tão cedo. “O aeroporto de Guarulhos ainda não está preparado para receber um avião deste porte. Seriam necessárias mudanças na infraestrutura e o aeroporto só estaria pronto para receber este Airbus em três ou quatro anos”, disse Peter Köser, diretor-geral da Lufthansa para aeroportos na América Latina, em coletiva à imprensa.

Quem também criticou a infraestrutura aeroportuária no Brasil foi Peter Fellinger, que se prepara para deixar o cargo de diretor da Lufthansa para América Latina e Caribe. “A Copa de 2014 e as Olimpíadas em 2016 são anúncios que me assustam um pouco. Qualquer melhoria de estrutura para estes eventos já deveria ter ao menos começado a ser feita”, diz.

Mas apesar dos investimentos necessários para os aeroportos brasileiros receberem o modelo Airbus A380 da Lufthansa, a companhia aérea acredita que o Brasil seria um destino interessante para operações da aeronave. “A distância entre Brasil e Europa é longa e a demanda é boa. É uma rota que suportaria bem este avião”, diz Jens Bischof, vice-presidente da Lufthansa para as Américas.

Parceria com a TAM

A partir do ano que vem, a TAM vira membro efetivo da Star Alliance, que reúne companhias aéreas do mundo inteiro para facilitar parcerias e compartilhamento de voos. A empresa foi convidada a entrar no grupo no final de 2008, mas o processo de integração só será completado em abril de 2010.

A Lufthansa já anunciou que, quando isto acontecer, vai ter destinos e rotas em parceria com a empresa aérea brasileira. “Ainda é muito difícil precisar quais e quantos destinos serão compartilhados entre as duas companhias. Isto só deve ser anunciado quando a TAM entrar efetivamente na aliança, no início do ano que vem”, diz Jens Bischof, vice-presidente da Lufthansa para as Américas.

Qualquer acordo além de parcerias para voos está descartado. “Eu vejo o Brasil como o país de maior potencial de crescimento para a empresa na América Latina, porém, só em termos de números de destinos cobertos, e não em investimentos em infraestrutura”, explicou Bischof ao comentar uma possível fusão com a empresa.

Mudanças na diretoria

A Lufthansa também anunciou algumas mudanças na diretoria. A partir de dezembro, Peter Felling deixa o cargo de diretor-geral para a América Latina e Caribe, que ocupava há cinco anos, para assumir a vice-presidência de vendas da Saudi Arabian Airlines.

Aqui no Brasil, a Lufthansa recebe a executiva búlgara Albena Janssen, que após dez anos na empresa, vem para o país como diretora de vendas em marketing. Ela entrou na Lufthansa em 1998 e, antes de vir para o Brasil, ocupou o cargo de gerente para tarifas do Oriente Médio, África e América Latina.

Fonte: Época

Site da Azul chegou a ter mais visitas que o da TAM em novembro

O aumento de acessos do site da Azul mostra o quão acirrada está a disputa com as líderes TAM e Gol, segundo estudo do Serasa Experian

A concorrência do setor aéreo chegou à internet. Estudo da Serasa Experian Hitwise com 90 mil intenautas mostra que o site da Azul Linhas Aéreas chegou a ultrapassar o da TAM em número de visitas, ficando atrás somente do da Gol durante a segunda semana de novembro.

A vice-liderança da Azul, no entanto, durou apenas uma semana e foi explicada pela Serasa por uma campanha de marketing mais agressiva da empresa nesse período.

Na semana passada, o ranking dos acessos a sites de empresas aéreas ficou assim: Gol, (42,96% das visitas), TAM, (32,46%), Azul (12,64%), Webjet (5,22%), Trip (3,76%) e OceanAir (2,97%).

Há uma grande diferença entre a quantidade de visitas a um site e sua participação nas vendas. Segundo os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de outubro, a TAM. segue na liderança do mercado brasileiro de aviação, com 44,6% dos voos domésticos. A empresa é seguida por Gol, (41,7%), Webjet (4,47%), Azul (4,45%) e OceanAir (2,28%).

Fonte: Exame

João Pessoa vai receber voos fretados da Holanda em 2010

A cidade de João Pessoa vai ter, a partir de abril de 2010, voos charter diretos da Holanda.

A confirmação da operação comercial foi firmada na última quinta-feira durante uma reunião na Capital com as participações de representantes da Prefeitura de João Pessoa por sua Secretaria de Turismo, Empresa Paraibana de Turismo, empresa aérea Fly Brasil e empresários do trade turístico paraibano.

As negociações para a comercialização de pacotes com o destino João Pessoa para turistas da Europa teve início há aproximadamente dois anos quando técnicos da Setur participaram pela primeira vez da feira Vakantiebeurs, que acontece todos os anos em Utrecht, na Holanda.

O secretário de turismo da Capital, Elzário Pereira Júnior, revelou que os contatos feitos com os empresários, e a apresentação das potencialidades e atrativos de João Pessoa, foram essenciais para despertar o interesse da Fly Brasil para comercializar mais essa operação. "Isto é fruto da participação da Capital em outros países, em feiras, encontros e seminários. João Pessoa é um destino fantástico para o público europeu, mas os empresários precisavam saber disso, e a Setur tem esse compromisso de apresentar a cidade para atrair mais visitantes", explicou.

Em 2007, Elzário Pereira Junior esteve na quele país onde fez os primeiros contatos. "Percebemos o interesse no destino João Pessoa, continuamos mantendo contato e mostrando o potencial da cidade. Agora recebemos essa boa notícia", comemorou.

O secretário de Turismo esteve reunido com o superintendente da Infraero na Paraíba, Uziel Vieira, para saber os detalhes da vinda do voo da Fly. Segundo o superintendente serão feitos alguns ajustes no aeroporto Castro Pinto para receber os turistas europeus. "Apesar do aeroporto ser internacional, só recebemos voos nacionais, por isso será necessário fazer pequenas modificações, mas nada que atrapalhe a chegada do voo", revelou Uziel. A expectativa do superintendente da Infraero é que na data prevista para a chegada da aeronave, certamente tudo estará de acordo com as exigências para este tipo de voo.

A operação está prevista para ter inicio em abril do próximo ano, com embarque semanal a partir da cidade de Amsterdã em uma aeronave com capacidade para 272 passageiros. Os turistas passarão no mínimo sete dias e sete noites em João Pessoa. Os diretores da Fly Brasil, Ad Van der Molen e Edwin Svikerbuik, estiveram pessoalmente na reunião na sede da PBTur para solicitar o apoio do poder público no projeto de expansão de comercialização de roteiros da empresa.

Entre outras coisas, Van der Molen pediu o empenho na divulgação do destino para o público alvo da empresa, que são os europeus e a elaboração de roteiros temáticos pelo trade local que sejam direcionados aos turistas daquele país. A Fly Brasil já opera um roteiro rodoviário de Natal a Recife que inclui uma passagem em João Pessoa. A partir de abril, a Capital paraibana passa a ser um dos destinos dos voos chaters da companhia.

Fonte: BGA

Fôlego para a JAL

A Japan Airlines assegurou um empréstimo do Banco de Desenvolvimento do Japão no valor de 755 milhões de euros que lhe permitirá continuar a operar.

Imersa numa crise sem precedentes, companhia áerea nipônica estava pendente há semanas de receber um novo empréstimo daquele banco, o seu maior credor, tendo o Governo dado finalmente autorização.

A JAL registou perdas de 977 milhões euros no primeiro semestre do ano fiscal, prevendo despedir até 2015 cerca de 13.000 dos seus 489.000 empregados.

Fonte: Opção Turismo / Aeroblog

24.11.09

ABETAR coloca em análise a ‘Nova Aviação Regional’

"A Nova Aviação regional Brasileira" é o tema em pauta nos dias 23 e 24, no Congresso da ABETAR 2009, em Brasilia, na sede da CNT (Confederação Nacional do Transporte), em Brasília, a partir das 16h. Competitividade, infraestrutura aeroportuária, conjuntura econômica, bioquerosene, internacionalização de aeroportos, fundo de aval, e outros assuntos estarão na pauta do encontro, que reúne especialistas e lideranças do setor. A abertura oficial será ás 14h30.

No final da tarde, às 17h30, o "Proteção Ambiental e Combustíveis Alternativos, um tema atual e importante tanto para a gestão das empresas aéreas, quanto para o meio ambiente. Caberá ao professor Dr. Rubens Maciel Filho, coordenador de estudos para a produção de um novo bioquerosene, apresentar a viabilidade deste novo combustível.

O debate contará também com o diretor de Estratégias e Tecnologias para o Meio Ambiente da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), Guilherme de Almeida Freire; do engenheiro Roel Collier, diretor geral da Amyris Pesquisa e Desenvolvimento de Bicombustíveis e do gerente geral da IATA Brasil (Associação Internacional de Transporte Aéreo), Filipe Pereira dos Reis.

O painel será moderado por Paulo Roberto de Carvalho Machado, especialista em Sistemas de Combustíveis de Aeronaves, referência técnica em bicombustíveis da DCA-BR, (Organização Brasileira para o Desenvolvimento de Certificação Aérea).

A programação completa do Congresso está em www.abetar.com.br/congresso

Fonte: Brasilturis

Lufthansa reduzirá distância entre assentos

O membro da mesa diretora da Lufthansa, Christoph Franz, disse que com o intuito de diminuir custos e aumentar a lucratividade, a empresa pretende reduzir a distância (pitch) entre os assentos dos aviões que realizam voos intra-europeus a partir do próximo ano, o que lhe permitirá aumentar o número de fileiras nas aeronaves, transportando mais passageiros, informou a agência ABTN.

Para permitir que a mudança ocorra sem que os passageiros sintam que seu conforto foi restringido, os aviões irão receber novos assentos que terão os bolsões realocados em posição um pouco superior, liberando espaço para as pernas. Além disso, a empresa também irá harmonizar os níveis de serviço de bordo que, atualmente, variam dependendo do voo, o que também contribuirá na redução de custos.

Entretanto, a Lufthansa frisou em comunicado que não está se tornando uma empresa de baixo custo, e que continuará oferecendo serviços diferenciados, sendo tais atitudes medidas que têm por objetivo controlar sua estrutura de custos e permitir a operação de forma sustentável.

Fonte: Portal CR / Aeroblog

Air France inicia operação do Airbus A380-800

Um Airbus A380 da Air France decolou nesta sexta-feira do aeroporto parisiense de Roissy com destino a Nova York com mais de 500 passageiros a bordo, marcando o início da utilização comercial do avião gigante por uma companhia europeia.

Além da espectativa de amantes da aviação, há também uma forte espectatíva por parte da empresa quanto a possibilidade de transportar uma quantidade maior de passageiros em rotas já saturadas, sem a necessidade de novos voos regulares.

Fonte: Daniduarte

Primeiro A380 para charter vai transportar 840 PASSAGEIROS

Restrito até agora a operações comerciais em vôos regulares por três companhias internacionais, o Airbus A380 terá sua primeira encomenda para a versão charter. O maior avião comercial do mundo também vai integrar a frota da Air Austral, uma empresa sediada na ilha da Reunião, no Oceano Índico, que tem vôos para Paris e pretende expandir para outros destinos. A companhia opera atualmente com Boeing 777-300 com capacidade para 442 passageiros em classe única.
Embora projetado desde o lançamento do A380, há cinco anos, nenhuma encomenda ainda havia se concretizado para a versão “charter” do avião, com 840 passageiros e que reduz para menos de dois litros a cada cem km s o consumo de combustível por passageiro a bordo. A versão mais corrente do A380, com três classes, pode transportar 525 passageiros, a maior capacidade da aviação comercial.
A encomenda da Air Austral junto ao consórcio Airbus deverá ser entregue até o final do próximo ano.
Fonte: Brasilturis

23.11.09

KLM realiza 1º voo europeu com bioquerosene

A companhia aérea KLM realiza hoje o primeiro voo europeu com bioquerosene, levando a bordo um grupo de passageiros seleccionado, informou ontem a KLM em comunicado.

«A KLM Royal Dutch Airlines é a primeira companhia aérea do mundo a fazer uma demonstração de voo com bioquerosene levando a bordo um grupo de passageiros seleccionado. Este será também o primeiríssimo voo realizado com bioquerosene na Europa», avançou a companhia.

O voo será operado num avião Boeing 747, sendo que um dos motores do aparelho vai funcionar com uma mistura de combustível feita com 50% de biocombustível sustentável e 50% de querosene tradicional.

Este é um passo importante no caminho para a aviação totalmente sustentável” afirmou Peter Hartman, presidente e CEO da KLM, avançando que a companhia «uniu forças com os seus parceiros de modo a estimular vigorosamente o desenvolvimento futuro de combustíveis alternativos». I.M.

Fonte: Turisver

Sistema de controle aéreo sem radar é testado nos EUA

Tecnologia poderia ter evitado o acidente da Gol, diz diretor do MIT.

Ela permite que a aeronave emita sinal indicando sua localização exata.

Um sistema de monitoramento de aviões que não usa radar está sendo testado pela primeira vez nos Estados Unidos, abrindo caminho para a implementação de um controle de tráfego aéreo mais moderno, barato e seguro. A tecnologia usa informações de satélite e está sendo aplicada no estado do Colorado. Ela permite que os controladores e os próprios pilotos saibam a localização exata de todas as aeronaves dentro da mesma região.

Em entrevista ao G1, o diretor do Centro Internacional de Transporte Aéreo do MIT (Massachusetts Institute of Technology), John Hansman, explicou o funcionamento deste novo sistema. Segundo ele, esta ferramenta vai tornar voos mais seguros, e poderia ter evitado o acidente com o Boeing 737 da Gol, que matou 154 pessoas em 2006, ao cair no Mato Grosso após um choque com um jato Legacy durante o voo.

"Este sistema poderia ter evitado o acidente. Em primeiro lugar, os controladores aéreos teriam um conhecimento melhor das posições dos aviões e, em segundo, os próprios aviões poderiam ver suas posições, e saber que havia uma aproximação evitando o choque", explicou.

O novo sistema deve ser implementado em todas as regiões dos Estados Unidos até 2020. Ele funciona através da emissão de sinais das aeronaves, que são medidos por sensores espalhados em terras e em outros aviões, sendo determinada a localização exata delas, explicou. "Os aviões sabem onde eles estão através de informações de seus próprios sistemas de navegação, como o GPS. Com este novo sistema, eles enviam uma mensagem para todos que estão dentro de um raio específico, informando esta posição. E qualquer avião que esteja próximo desta aeronave pode saber a posição dele em relação à sua, numa tela dentro da cabine de comando", disse.

Vista da pista do aeroporto desde a torre de controle, na Argentina (Foto: AFP)
Além disso, completou, desde o chão, o controle de tráfego aéreo pode trabalhar usando um rádio normal, que é mais simples e barato, que decodifica a informação em um display semelhante ao de radar. “Do ponto de vista do controle aéreo, esta tecnologia é a próxima geração do monitoramento, que é como se mede a localização das aeronaves.”
Monitoramento

Desde os anos 1950, o radar é a base dos sistemas de controle aéreo usados no mundo, servindo para evitar colisões e ordenar o tráfego de aeronaves. Apesar de choques entre aeronaves serem raros, a autoridade norte-americana de aviação alega que o radar tem limitações técnicas que levam a atrasos nos voos em todo o país. Os sistemas com base em informações enviadas por satélites podem oferecer informações mais exatas e corrigir este problema, permitindo um intervalo menor entre pousos em um mesmo aeroporto.

Além de ser mais exato, o sistema em teste atualmente tem um custo muito mais baixo de que o da construção de radares, que são caros e dificilmente podem ser construídos por toda a parte. Segundo uma reportagem publicada no jornal "USA Today", o sistema em teste em todo o estado do Colorado custou o mesmo que a contrução de apenas um radar em aeroporto.


“É um sistema que pode ajudar muito países grandes como o Brasil, que tem um território tão grande. É difícil ter radares em todos os lugares do país, mas com este sistema se torna muito barato, usando apenas equipamentos de rádio mais simples, ter as mesmas informações que se conseguiria com radares”, disse Hansman. Segundo ele, em alguns anos o Brasil também poderá começar a testar o novo sistema, que pode logo se espalhar pelo país.
Sem panaceia

O professor do MIT explicou, entretanto, que este sistema não vai corrigir todos os problemas da aviação no mundo, mas apenas tornar mais fácil o monitoramento, permitindo saber a localização exata dos aviões a cada momento. Segundo ele, esta tecnologia não faria diferença se estivesse em funcionamento na época em que o voo AF 447 caiu no Oceano Atlântico enquanto ia do Rio de Janeiro para Paris.

“No caso do acidente da Air France, seria impossível saber onde o avião desapareceu. O problema é que rádios convencionais não vão tão longe, e quando se está a algumas centenas de milhas no oceano, não se tem comunicação direta. Rádio normal só segue em linha reta e por conta da curvatura da terra, quando se passa de uma certa distância, seria preciso olhar através do chão para encontrar a aeronave, como as onda de rádio não passam pela terra, é impossível.”

O especialista em aviação explicou que o novo sistema de monitoramento de tráfego aéreo é uma das principais tecnologias em desenvolvimento na atualidade. Segundo ele, também está sendo trabalhado um sistema comunicação automática de dados entre o avião e os controladores. “Temos uma versão crua disso em alguns aviões, mas precisamos atualizar isso, que na verdade é um sistema de troca de emails entre a aeronave e o controle em terra, permitindo que o controle crítico seja feito em formato de dados”, disse.

Analisando a dificuldade em determinar as causas do acidente da Air France por conta de não terem sido encontradas as caixas pretas da aeronave, Hansman alegou que não é necessário elaborar nenhum sistema novo para armazenamento de informações de segurança de voo, pois o que existe já costuma funcionar bem.

“O acidente da Air France foi um caso muito específico. Em 99,9% dos casos é possível recuperar as caixas pretas após o acidente ou descobrir de outra forma as causas do acidente, então não sei se faz sentido mudar totalmente o sistema de registro de informações de vôos por causa desse caso isolado.”

Fonte: G1

Tarifa média em outubro é a menor desde 2002

A Agência Nacional de Aviação Civil informa que a tarifa média cobrada pelas companhias aéreas nacionais em 67 rotas domésticas em outubro de 2009 foi de R$ 312,20, a mais baixa para meses de outubro desde 2002, com valores atualizados pela inflação (IPCA). Os dados fazem parte do Relatório Yield Tarifa, divulgado mensalmente pela agência, e consideram apenas as tarifas públicas – aquelas pagas pelos passageiros ou empresas na compra pela Internet, agências de viagens ou balcão das companhias. No acumulado de janeiro a outubro de 2009, a tarifa média está 27,2% abaixo do valor registrado durante todo o ano de 2008

Fonte: http://www.diariodoturismo.com.br

Aviação não está preparada para classes C e D, diz OceanAir

O diretor Comercial da OceanAir e Avianca, Renato Pascowitch, demonstrou preocupação em relação ao crescimento das classes C e D na aviação comercial. Para ele, as companhias aéreas precisam aprender a lidar com este público, pois, segundo o dirigente, representa a maior fatia no crescimento dentro da aviação.

Se baseando em uma pesquisa do Ministério do Turismo que apontou um crescimento de mais de 20% na presença deste público nos últimos anos, Pascowitch falou que este problema envolve toda cadeia do turismo.

"Não é um problema nosso ou de uma outra empresa, mas de toda a cadeia responsável pela aviação. Este público não está acostumado a viajar de avião e com o crescimento da economia e com facilidades de pagamento, eles estão se programando para ir de avião e não mais de carro ou ônibus. Cabe a nós nos adequarmos a este público, a OceanAir está fazendo a parte dela, mas é preciso que todos façam a sua", aconselhou.

Pascowitch comandou a palestra Segmentação Turística – Identificando Produto e Demanda para Ampliar seu Negócio, realizada no último dia do Festival do Turismo de Gramado. No final ele falou das expectativas de crescimento da aviação no Brasil, que deve chegar aos 15%, três vezes mais que o aumento esperado do PIB do país: "É uma tendência que tem sido notada há cinco anos. A aviação cresce sempre o dobro ou triplo do PIB", disse lembrando que a exceção foi ano passado, devido à crise.

Fonte: Mercado e Eventos