20.9.17

Lei altera exercício da profissão de tripulante de aeronave

Piloto, comissário de voo e mecânico, denominados aeronautas, terão novas regras jurídicas a seguir com a Lei 13.475, publicada em 29 de agosto último e que entra em vigor no dia 27 de novembro próximo.

A nova lei vai impactar quase 37 mil profissionais da área, conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 2015. Uma das inovações jurídicas trata da criação de gerenciamento de risco de fadiga desses profissionais. Reduz em cinco horas a escala mensal de trabalho para aviões a jato (de 85 para 80) e turboélice (de 90 para 85). Já as escalas de aviões convencionais (100 horas) e helicópteros (90 horas) foram mantidas.

"Com isso, pilotos e comissários poderão trabalhar em melhores condições e, consequentemente, garantir voos mais seguros para todos", explica o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Rodrigo Spader.

A norma inova nas questões de contratos de trabalhos, escalas de serviço, acomodações para descanso a bordo de aeronaves, folgas periódicas, remuneração, alimentação, assistência médica, férias e limites tanto para voos e pousos quanto para a jornada de trabalho.

Estabelece que o exercício das profissões é privativo de brasileiros natos ou naturalizados. E as empresas brasileiras em prestação de serviço aéreo internacional poderão utilizar comissários de voo estrangeiros, desde que o número não exceda a um terço dos comissários a bordo da mesma aeronave.

Tripulantes de aviões agrícolas foram dispensados de cumprir algumas medidas. Neste caso, segundo a lei, poderão ter os limites de jornada de trabalho e horas de voo, estabelecidos em convenção ou acordo coletivo de trabalho, desde que não ultrapassem os parâmetros de segurança de voo determinados na regulamentação da autoridade de aviação civil brasileira.

Outra alteração relacionada à aviação agrícola estabelece que os tripulantes desta atividade poderão ter a parcela variável de seu salário calculada em área produzida ou aplicada e não em horas de voo.

Fonte: https://www.portogente.com.br/turismo/96940-nova-lei-altera-o-exercicio-da-profissao-de-tripulante-de-aeronave

Aeroportos: criticidade máxima e proteção à vida

Especialista fala sobre a importância da infraestrutura, do data center e da digitalização de processos em aeroportos

Recente relatório da Vertiv identificou que o transporte público, especificamente o transporte aéreo e ferroviário, é o segundo negócio mais crítico do mundo. Isso foi apontado em um relatório global que analisa e classifica as indústrias baseado em sua criticidade. Distribuidoras de energia são classificadas em primeiro, em grande parte porque tantas indústrias dependem de energia confiável. Na verdade, muitas das sete maiores indústrias demonstram depender significativamente umas das outras.

Hoje, vamos olhar mais de perto a indústria da aviação e o que a faz tão crítica.

Durante os últimos 20 anos, toda a indústria da aviação foi rápida em adotar sistemas de TI como o pilar de suas operações e caminhou com a digitalização (controles digitais em vez de circuitos analógicos ou de relês) de toda a infraestrutura física. Isso foi necessário para lidar com o crescimento exponencial no número de viagens aéreas.

A digitalização dos processos substituiu um sistema simples que poderia ser gerenciado via acionamento manual por um sistema muito mais inteligente e complexo, com maiores capacidades. Esse novo modelo demanda, na hora de ser reinicializado, uma gigantesca quantidade de recursos e pessoas.

Então, o que torna os aeroportos tão complexos?
A maioria dos grandes aeroportos tem pelo menos um data center, diversos centros de operações e incontáveis racks de rede distribuídos. Ainda assim, a quantidade total de equipamento de TI em produção (servidores, armazenamento, roteadores) não é tão grande. O ponto crítico está na natureza da infraestrutura física e na interconexão com os sistemas de TI.

Sistemas que não pertencem ao data center como o de balanças (medir e rastrear o peso dos aviões), sistemas de radares e de aviônica, guardiões visuais das pistas (visibilidade em neblina), iluminação da pista, luzes de aproximação, sistemas de pouso etc, são todos digitais. Eles têm pouca ou nenhuma bateria para funcionarem quando acontece a falta de energia, são dependentes dos sistemas de eletricidade (sistemas mecânicos, da rede cabeada e da rede sem fio), e são distribuídos por quilômetros e não por metros.

Para colocar isso em perspectiva, quando olhamos para alguns dos maiores data centers do mundo, eles cobrem milhares de metros quadrados ou mais. Isso é impressionante quando se fala de construções (edifícios).

Mas o quadro muda de figura quando se pensa, por exemplo, que um aeroporto de médio porte regional pode facilmente cobrir mais que 10 quilômetros quadrados. Entre os maiores aeroportos do mundo, destaca-se o King Fahd International Airport, na Arábia Saudita, que cobre quase 1,2 mil quilômetros quadrados.

Fica claro, portanto, que aeroportos são um data center amplamente distribuído composto de centenas de sistemas interconectados e de milhares de dispositivos de internet das coisas (IoT).

É um ambiente que rivaliza com qualquer data center em termos de complexidade.

Redundância

Diferentemente de muitos data centers, aeroportos não são operados em modo ativo-ativo, redundante. Nem são eles capazes de fornecer um fluxo de dados como as estruturas de nuvem ou hiperescala.

Pelo contrário, quando os aeroportos começam a experimentar problemas técnicos, todo o sistema de aviação começa a sofrer impacto com atrasos de voos e cancelamentos. Construir um aeroporto inteligente requer planejamento cuidadoso, redundância interna e digitalização de toda a infraestrutura.

Felizmente, a indústria da aviação valoriza tempo em atividade, disponibilidade e resiliência das operações tanto quanto valoriza a segurança de uma vida.

*Jack Pouchet é vice-presidente do desenvolvimento de mercado da Vertiv

Fonte: https://itforum365.com.br/gestao/aeroportos-criticidade-maxima-e-protecao-vida

Trem que liga Aeroporto de Guarulhos à estação da Luz, em SP, tem data de entrega definida

A linha vai oferecer três tipos diferentes de viagem aos usuários, anunciou o Governo de São Paulo nesta quarta-feira (20).

http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/6966925/trem-que-liga-aeroporto-guarulhos-estacao-luz-tem-data-entrega


Inscrições abertas do Curso para Elaboração dos Planos e Programas em aeroportos

A Secretaria Nacional de Aviação, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação (MTPA), abriu na última terça-feira (13/9), as inscrições para a segunda turma de 2017 do Curso para Elaboração de Planos e Programas PSA, PCINC E PLEM e CEPP. Os interessados terão até o dia 6 de outubro para se candidatarem às 30 vagas. Serão 40 horas-aula, na modalidade presencial no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O pré-requisito para participar do curso é ter sido aprovado no Curso Intermediário para Gestores de Aeroportos Regionais (CInGAR). As aulas fazem parte do Programa de Treinamento para Profissionais de Aeroportos Regionais (TREINAR) e será ministrado entre os dias 4 e 8 de dezembro de 2017. 

O CEPP visa capacitar os gestores aeroportuários na elaboração dos planos e programas de gestão e respostas às emergências em aeroportos regionais que inclui: o Programa de Segurança Aeroportuária (PSA), o Plano Contra Incêndio (PCINC) e Plano de Emergência Aeroportuária (PLEM), de acordo com as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

TREINAR: O Programa oferece cursos formação e capacitação para trabalhadores envolvidos na gestão e operação de aeroportos públicos regionais. Os cursos são destinados a diversas áreas do conhecimento relacionadas à aviação civil. Somente os responsáveis pelos aeroportos regionais, que estão sob gerencia dos estados e municípios, poderão inscrever os candidatos para o curso do TREINAR.

Para realizar as inscrições dos profissionais, o aeródromo também precisa estar cadastrado no Programa. Caso ainda não possua cadastro clique aqui.

SERVIÇO
Curso para elaboração de Planos e Programas: PSA, PCINC e PLEM (CEPP) – 002/2017

*-O pré-requisito para participar do curso é ter sido aprovado no Curso Intermediário para Gestores de Aeroportos Regionais (CInGAR).

Inscrições: de 19/09 a 06/10/2017
Nº de vagas: até 30 alunos
Modalidade: Presencial
Duração: 40 h/a
Período do curso: 04 a 08/10/2017
Localidade: Aeroporto de São Paulo/Congonhas – Deputado Freitas Nobre
Informações pelo e-mail: capacitacao@aviacao.gov.br

Fonte: Assessoria de Imprensa

Anac aprova redução temporária na outorga paga pela concessionária do aeroporto de Guarulhos


GRU Airport antecipará R$ 319,6 milhões em outorga e pagará uma parcela menor ao governo em 2018.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou nesta terça-feira (19) a reprogramação do pagamento da outorga do aeroporto de Guarulhos, que é administrado pela GRU Airport. A outorga é o pagamento que uma concessionária faz ao governo ao longo do período da concessão.

A alteração do cronograma de pagamento da outorga foi possível com a edição da medida provisória 779, publicada em junho deste ano.

Hoje, o contrato prevê o pagamento de R$ 1,094 bilhão por ano. Com a mudança, a GRU antecipará o pagamento de R$ 319,6 milhões da outorga até o dia 20 de dezembro, além de quitar a parcela de R$ 883,6 milhões que deveria ter sido paga em julho de 2017.

  • Em 2018, a concessionária pagará R$ 171,3 milhões;
  • De 2019 a 2031, R$ 810,6 milhões por ano;
  • Ainda em 2031, a concessionária paga uma parcela extra de R$ 355,8 milhões;
  • Já em 2032, a outorga será de R$ 1,215 bilhão.


A reprogramação de Guarulhos foi mais suave se comparada à aprovada pela Anac em agosto para o aeroporto do Galeão. A mudança incluía a antecipação do pagamento de R$ 1,9 bilhão, além do pagamento de parcela vencida no valor de R$ 971 milhões.

Com a mudança, o aeroporto não terá que pagar outorga nos anos de 2019, 2020, 2021 e 2022.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/anac-aprova-mudanca-em-pagamento-de-outorga-pela-concessionaria-do-aeroporto-de-guarulhos.ghtml

Anac aprova venda da participação da Odebrecht no Galeão para empresa chinesa

A diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou nesta terça-feira a venda da participação da Odebrecht no Galeão para a empresa chinesa Hainan HNA Infrastructure. De acordo com a Anac, a concessionária comprovou todos os requisitos como qualificação jurídica, fiscal e econômica, além do compromisso do novo sócio em cumprir todas as cláusulas do contrato.

A operação contou com o aval do governo federal na busca de alternativa para manter a concessão nas mãos da RioGaleão e permitiu a reprogramação da outorga devida à União pela exploração do aeroporto. Com o aval da Anac, a Odebrecht Transport deixa a sociedade e a empresa chinesa fica com 51% das ações.

Os outros 49% são da Excelente B.V. uma empresa do grupo Changi Airports, responsável pela operação do aeroporto de Singapura. Para ter validade, a concessionária terá que assinar termo aditivo ao contrato de concessão.

Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/anac-aprova-venda-da-participacao-da-odebrecht-no-galeao-para-empresa-chinesa-21843911

Ryanair oferece 12 mil euros a comandantes para voarem nas folgas


Nos últimos dias no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, o balcão da Ryanair foi o local mais procurado pelos passageiros que contavam usar as ligações da empresa e que foram surpreendidos com o cancelamento de voos
PUB

Empresa enviou documento a tripulantes pedindo para não gozarem férias. Para minimizar impacte de cancelamentos de voos

A Ryanair está a oferecer aos comandantes e aos copilotos prémios de 12 mil e 6 mil euros, respetivamente, para trabalharem nos dias de folga e de férias a que têm direito até ao final de outubro. Com esta decisão, comunicada num memorando interno a que o DN teve acesso, a empresa tenta minimizar o impacto que a falta de pessoal está a provocar na sua operação: até final de outubro vão ser cancelados dois mil voos, 173 deles com partida ou chegada a Portugal.

As dificuldades da empresa de aviação low cost irlandesa começaram a 10 deste mês quando foram cancelados 80 voos - incluindo um em Portugal quando os passageiros já estavam na porta de embarque, segundo soube o DN.

A explicação oficial para esta situação é a de que houve um erro na distribuição das férias dos pilotos - normalmente nas companhias aéreas esse período é marcado para depois da época alta de verão - e o presidente-executivo, Michael O"Leary, já pediu desculpa aos passageiros, garantindo que apenas 2% de todos os voos da companhia seriam afetados [a companhia efetua 2500 voos diários]. Comprometeu-se ainda a pagar indemnizações às pessoas afetadas - as quais devem reclamar junto da empresa uma compensação monetária e a colocação em outro voo - que podem chegar a um total de 20 milhões de euros.

http://www.dn.pt/sociedade/interior/ryanair-oferece-12-mil-euros-a-comandantes-para-voarem-nas-folgas-8783374.html

PR-SDQ: MAIS UM 737-300 PARA A SIDERAL


Chegou ao Brasil no final da noite desta terça-feira (19/SET) o 14º jato da SIDERAL AIR CARGO, o Boeing 737-300SF (cn 24022), futuro PR-SDQ. Ostentando a pintura básica da companhia espanhola SwiftAir (ex. EC-LAC), sem os títulos e matrícula norte-americana N492SC, o jato finalizou o voo de translado desde a Ilha do Sal/Cabo verde (SID) até o Rio de Janeiro/RJ (GIG), com escala técnia em Cayena/Guyana Francesa (CAY).

A foto acima é um registro histórico, de autoria do nosso amigo e colaborador Patrick Krug, e mostra o N107KH (futuro EC-LAC) allinhando na pista 11 de Porto Alegre (POA) em 19/MAR/2009. Neste dia ele realizou um voo de experiências após check para redelivery na então VEM - Varig Engenharia e Manutenção (atual TAP M&E). Esta aeronave operou na finada Kitty Hawk Cargo (KHA) e chegou na capital gaúcha em JAN/2008, quando o proprietário (GECAS) encaminhou sete Boeings 737-300SF após o fechamento da companhia norte-americana. 

Vida operacional do futuro PR-SDQ (cn 24022):

01/1989 TEA (OO-LTC)
12/1990 TEA Italy (I-TEAE)
08/1996 B&BAM (N798BB)
02/1997 EasyJet (G-EZYD)
07/2005 Kitty Hawk (N107KH) - Converted to freighter
04/2009 Swiftair (EC-LAC)
08/2016  GECAS (N497CS) - estocado
09/2017 Sideral Air Cargo (*PR-SDQ)

Fonte: http://www.aeroentusiasta.com.br/posts/620

19.9.17

Déficit de R$ 24,2 milhões tirou Aeroporto da Pampulha de privatização

Para especialista, governo teve medo de não aparecer ninguém interessado no aeroporto

Não é segredo que o governo federal está liquidando muitos ativos para arrecadar dinheiro e cobrir o déficit fiscal. No dia 23 de agosto, anunciou o leilão de 14 aeroportos, além da venda da participação em mais quatro, incluindo Confins. A expectativa era a de que o terminal da Pampulha estivesse nesse pacote, mas ele não entrou. O Ministério dos Transportes ainda não explicou o motivo. Mas as estatísticas podem dar uma ideia de porque que ele ficou de fora. Desde que os voos de grande porte foram transferidos para Confins, em 2005, o volume total de passageiros transportados ao ano despencou de 1,28 milhão para 300 mil. Isso é menos de 15% da capacidade atual. De lá para cá, o terminal saiu de uma receita superavitária de R$ 3,1 milhões para um déficit de R$ 24,35 milhões por ano.

O professor de análise de projetos de investimento da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBS), Diego de Magalhães Ozorio, afirma que, ao que tudo indica, Pampulha não entrou porque o governo teve medo de não aparecer interessados. “Se isso acontecesse, seria uma derrota moral”, afirma Ozorio.

O professor afirma que as atuais as condições de mercado – com menos demanda área –, somada às condições econômicas e políticas, não tornam Pampulha favorável no momento. “É um terminal com vocação para aviação regional, mas isso também depende de liberações, que o Ministério dos Transportes não quer dar, para voos de grande porte”, ressalta. Neste ano, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) tentou retomar esses voos, mas o ministério barrou, alegando que Confins já é suficiente para a demanda da capital mineira.

http://www.otempo.com.br/capa/economia/d%C3%A9ficit-de-r-24-2-milh%C3%B5es-tirou-aeroporto-da-pampulha-de-privatiza%C3%A7%C3%A3o-1.1517813








Aposentadoria chegando...

 

United Airlines aposentará o 747 no dia 7 de novembro - http://www.aeroflap.com.br/united-airlines-marca-o-dia-que-aposentara-o-boeing-747-da-sua-frota


KLM aposentará o Fokker 70 no dia 28 de outubro - https://airway.uol.com.br/klm-aposentara-seus-ultimos-fokker-em-outubro

FROTA AÉREA DA CHINA GANHA 51 AVIÕES E CHEGA A 3,1 MIL

As aéreas chinesas apresentaram 51 novas aeronaves para o mês de agosto, com unidades que vão de Boeing 737-800 a jatos Embraer E195. De acordo com a Companhia de Análise da Aviação Civil da China, a frota doméstica agora conta com pouco mais de 3,1 mil aviões.

Ao todo, foram adicionados 26 novos Boeing 737-800, sete Airbus A321, sete A320 e um A319. A marca Embraer, por sua vez, entregou três A330, um 787-9 e um 777-300, além de uma aeronave de cada dos seguintes modelos: E195, E190, 757-200, 737-900ER, 737-300.

Dentre as aéreas, a China Eastern Airlines foi quem mais recebeu aviões, com oito novos no total, seguida de China Southern Airlines (6), Air China e Hainan Airlines (4), além da Xiamen Airlines (3). 

fonte: PANROTAS 

TERMINAIS BRASILEIROS MOVIMENTAM 98,8 MILHÕES DE PASSAGEIROS NO PRIMEIRO SEMESTRE

A movimentação total de passageiros nos aeroportos brasileiros apresentou crescimento de 2,12% no mês de junho de 2017, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado representa aproximadamente 15,7 milhões de viajantes. Este é o quarto mês consecutivo de alta no setor. No acumulado do primeiro semestre deste ano, os terminais brasileiros movimentaram 98,8 milhões de passageiros, 0,33% inferior a 2016. Segundo o relatório mensal da Secretaria Nacional de Aviação Civil – Conjuntura do Setor Aéreo – em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o mercado doméstico teve um aumento da demanda de 1,86%, relativa à movimentação de passageiros pagantes.

 O resultado é fruto da oferta de assentos que reduziu 1,04% e o crescimento da demanda de 1,59%. As rotas internacionais também tiveram resultado positivo no mês de junho. O número de passageiros pagantes transportados foi de 1,6 milhão, alta de 3,12%. No comparativo dos dez aeroportos mais movimentados em 2016, oito deles obtiveram variação positiva na movimentação de passageiros, com destaque para Recife/PE, 10,29%, e Confins/MG, 7,47%. Brasília/DF e Galeão/RJ registraram 9,08% e 1,06%, respectivamente. A ponte área Rio/São Paulo registrou aumento no comparativo entre os meses de junho de 2017 e 2016. O sentido Congonhas/SP para Santos Dumont/RJ teve alta de 6,31% enquanto Santos Dumont para Congonhas foi de 7,03%. Já as rotas Congonhas para Porto Alegre/RS e Congonhas para Brasília/DF tiveram quedas de 2,43% e 1,71%, respectivamente. Mais informações no portal www.aviacao.gov.br. 

Fonte: Flap

18.9.17

Concessões devolvidas têm disputa de R$ 4,7 bi

Concessionárias de Viracopos e da BR-040 pedem indenização pelos investimentos feitos, mas há dúvidas de como isso será feito

Com um aeroporto e um trecho rodoviário em processo de devolução depois do fracasso das respectivas concessões, o governo corre para resolver como receber de volta os empreendimentos e o que fazer até que um novo concessionário seja escolhido. A maior dificuldade é definir como será feita a indenização dos R$ 4,78 bilhões investidos nesses dois negócios: R$ 3 bilhões no aeroporto de Viracopos e R$ 1,78 bilhão na BR-040 entre Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG).

Esses valores podem ser considerados pelo menos de duas formas: pelo que foi efetivamente gasto ou pelo valor econômico da melhoria. Para estabelecer qual a melhor metodologia, o governo contratou a consultoria KPMG, que deverá apresentar uma conclusão até o fim do ano. Ela deverá embasar as normas a serem adotadas.

“A lei diz que a metodologia de cálculo da indenização virá de ato da autoridade competente que, no caso, é cada agência reguladora”, explicou a advogada Letícia Queiroz, do escritório Queiroz Maluf, uma especialista em concessões.

A discussão mais difícil promete ser a do aeroporto, onde há um investimento a ser indenizado, ao menos em parte, com as taxas de outorga (uma espécie de aluguel) que o concessionário deve ao governo. A expectativa é que a União adote uma posição dura na negociação, por causa das dificuldades no campo fiscal.

Já o caso da rodovia é aparentemente mais simples. Isso porque a indenização, uma vez definido seu valor, deverá integrar a taxa de outorga a ser paga pelo novo concessionário, segundo informou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos. Diferentemente dos aeroportos, as rodovias do Programa de Investimentos em Logística não pagam taxas de outorga ao governo federal.

Outro desafio é decidir a ordem com que credores serão pagos. Conforme mostrou o no início de agosto, só em Viracopos os bancos possuem créditos superiores a R$ 2,5 bilhões. O governo prepara um decreto para regular os processos de devolução, mas a tendência é que a norma fique fora dessa discussão. Ele só deverá assegurar que o primeiro acerto de contas será com a União.

Viracopos e o trecho de 936,8 km da BR-040 foram entregues para exploração pela iniciativa privada dentro do PIL, lançado em 2012 pela ex-presidente Dilma Rousseff. São todas concessões planejadas num momento de otimismo, que se viram profundamente desequilibradas quando veio a recessão. Como agravante, a operação Lava Jato pegou em cheio as grandes construtoras, que foram as principais vencedoras dos leilões. Hoje, as concessões do PIL são um estoque de problemas que o governo vem tentando contornar de diversas formas.

‘Operação padrão’. A possibilidade de devolver uma concessão para depois relicitá-la nasceu da constatação de que muitas concessões do PIL não se sustentariam. O governo quis criar uma fórmula pela qual os serviços aos usuários não seriam interrompidos, mas entrariam numa espécie de “operação padrão”, de menor custo para a concessionária, até que haja um novo leilão. É uma situação diferente da caducidade, decretada na BR-153 em Goiás e Tocantins. Nesse caso, o trecho foi reassumido pelo governo federal.

O formato da “operação padrão” em Viracopos e na BR-040 vai ser definido por meio de um aditivo ao contrato original de concessão.

Esses aditivos também precisam ser formulados. No caso da rodovia, a concessionária Via 040 deverá ser liberada de fazer as obras de duplicação. O contrato previa que seriam construídos 557 km, dos quais 73 km foram feitos até agora. Com isso, informa a empresa, o número de acidentes já recuou 32%.

Durante a operação padrão, que deverá durar cerca de dois anos, a concessionária “continuará operando normalmente, prestando serviços tais como a conservação, sinalização, manutenção do pavimento, inspeção 24 horas e socorro médico e mecânico, além da disponibilização de 21 postos de atendimento ao usuário”, informou. Segundo o diretor-geral da ANTT, as tarifas de pedágio serão reduzidas uma vez que elas pressupõe a realização das obras de duplicação.

A Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) informou que continuará operando o terminal. Mas ainda falta definir, por exemplo, quais as condições mínimas dessa prestação de serviços e quais investimentos serão suspensos no processo. Também está em aberto a previsão do pagamento das indenizações devidas à concessionária pelo novo contratado.

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,concessoes-devolvidas-tem-disputa-de-r-4-7-bi,70002003876

A330neo já está com os motores!!!


https://airway.uol.com.br/airbus-prepara-primeiro-voo-do-a330neo/

http://www.aeroflap.com.br/primeiro-airbus-a330neo-ja-esta-equipado-com-os-novos-motores-da-rolls-royce/

Juazeiro vai gerar impulso regional

A concessão do Aeroporto de Juazeiro do Norte/Orlando Bezerra de Menezes à iniciativa privada deve impulsionar a aviação regional no Ceará, segundo o assessor de Infraestrutura Aeroportuária do Departamento Estadual de Rodovias (DER), coronel Paulo Edson. "Os aeroportos quando são concessionados têm condições de aplicar recursos e ter resultados mais rápidos. Eu acredito que isso será vantajoso para a aviação regional no Estado", disse.

No dia 1º de setembro, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil publicou, no Diário Oficial da União, edital de chamamento público de projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos que subsidiem a modelagem das concessões para expansão, exploração e manutenção dos aeroportos a serem concedidos, entre eles o de Juazeiro do Norte.

Conforme o edital, o terminal cearense está incluído no lote de seis aeroportos do Nordeste - que inclui os equipamentos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa e Campina Grande (PB). O edital ainda inclui a concessão de outros três lotes de aeroportos: um com o terminal de Congonhas (SP), outro com os de Vitória (ES) e de Macaé (RJ) e um terceiro com cinco equipamentos de Mato Grosso (Cuiabá, Alta Floresta, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis).

Aniversário

O Aeroporto de Juazeiro do Norte completa 63 anos na próxima sexta-feira (15). Com capacidade para atender 800 mil passageiros por ano, o terminal é um dos maiores e mais movimentados no interior nordestino, se destacando pelo turismo religioso. Durante todo o ano, fieis do padre Cícero Romão Batista procedentes de diversos pontos do País desembarcam no aeroporto para as romarias. Atualmente, o aeroporto conta com voos para Petrolina e Recife (PE), Campinas e Guarulhos (SP), Fortaleza (CE) e Brasília (DF). No total, são 18 operações diárias. No ano passado, mais de 534 mil passageiros passaram pelo terminal.

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios/juazeiro-vai-gerar-impulso-regional-1.1819980

“Céus abertos” não é consenso entre aéreas brasileiras

A implementação plena do acordo de céus abertos -- por meio do qual a abertura ou encerramento de novas rotas entre Brasil e Estados Unidos passam a ser livres sem limites de voos -- não é consenso entre as companhias aéreas brasileiras. Gol e Latam Brasil, líder e vice-líder do setor na aviação doméstica e internacional, são favoráveis, enquanto Azul e Avianca defendem que outros temas da aviação nacional, como tributação, por exemplo, sejam resolvidas antes da flexibilização. A política continua sendo um tema delicado na relação entre os dois países e poderá estar em pauta no primeiro encontro entre os presidentes Michel Temer e Donald Trump amanhã à noite.

Para a Azul, as companhias aéreas brasileiras atuam em um ambiente de mercado desfavorável em relação às companhias americanas. Embora a empresa -- terceira maior do país em demanda -- tenha no quadro de acionista uma aérea dos Estados Unidos, a United que detém 4% do capital, a empresa fundada por David Neeleman defende que o custo operacional no Brasil é maior, por causa de impostos e regulação trabalhista.

Além disso, sustenta, as aéreas brasileiras têm menor escala que as empresas americanas, que podem operar com margens de lucro menores pois têm maior volume de transporte de passageiros.

Já a Latam Airlines Brasil defende a importância de que o Acordo de Céus Abertos entre o Brasil e os Estados seja aprovado pelo Congresso Nacional, porque entende que a regra promoverá o desenvolvimento do setor aéreo nacional, além de gerar crescimento econômico e estimular avanços sociais no nosso País.

"Sem a ratificação formal do Acordo, o Brasil se encontra em posição de desvantagem em relação a outros países sul-americanos que já têm instituída a política de Céus Abertos com os Estados Unidos, pois oferece menor número de viagens aos Estados Unidos", diz a Latam, que teve essa semana a aprovação pelo Cade de um acordo operacional comercial com a American Airlines, por meio da qual as duas poderão compartilhar passageiros nas rotas entre os dois países, dividindo despesas e receitas.

Entre os benefícios esperados da implementação de Céus Abertos entre Brasil e Estados Unidos, a Latam cita a ampliação de oferta de voos, aumento dos serviços e novos mercado atendidos por serviços aéreos, expansão e fortalecimento do transporte de carga, aumento de empregos e contribuição para o crescimento do país, com desdobramentos e ramificações dos benefícios para outros setores da economia e da sociedade. "Os Céus Abertos também facilitam o comércio e permitem atrair novas empresas e investimentos, incentivando o aumento da produtividade do país, com consequente aumento de renda da população e elevação de divisas e de níveis de arrecadação fiscal", diz a Latam.

A Gol também é a favor da ratificação do acordo de céus abertos, que foi objeto da reunião de consulta entre Brasil e Estados Unidos, em 2011. "A posição da Gol segue seu conceito de liberalização das regras do transporte aéreo, que inclui liberdade tarifária, direito de cobrança de itens auxiliares, entre outros. A política de céus abertos não compreende o direito de cabotagem, que é totalmente vedado, de acordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica, ressalta a Gol. Por conta de não haver consenso entre as associadas sobre esse tema, a Associação Brasileira das Empresa (Abear) não tem posição fechada sobre o assunto.

http://www.valor.com.br/empresas/5122242/ceus-abertos-nao-e-consenso-entre-aereas-brasileiras

Leilão do aeroporto de Congonhas provoca disputa no governo

Enquanto área econômica corre para leiloar aeroporto, Infraero, contrária à venda, busca concessionário para operar megaloja no local

Ao mesmo tempo que o governo corre para leiloar o aeroporto de Congonhas ainda em 2018, a Infraero está concluindo a seleção de um concessionário para operar por 25 anos uma megaloja na área do aeroporto. A estatal pretende oferecer outros espaços comerciais em breve, como parte de um programa de expansão do aeroporto chamado Inova Congonhas, cujo lançamento está previsto para novembro.

Esse movimento, aparentemente contraditório com os planos da concessão, tem provocado desconforto nos bastidores do governo. Na área econômica, há preocupação com o impacto que esses contratos podem ter nos lances a serem oferecidos no leilão de concessão do aeroporto. 

O governo conta com Congonhas para arrecadar no mínimo R$ 6 bilhões no ano que vem. A Infraero é claramente contra a concessão do terminal paulista e, segundo fontes, estaria operando esses contratos para atrapalhar o processo.

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,congonhas-provoca-disputa-no-governo,70002001498