15.4.08

Delta e Northwest formarão a maior Cia. Aérea do Mundo

NOVA YORK - As norte-americanas Delta Air Lines e Northwest Airlines concordaram na noite de segunda-feira unir suas operações por mais de US$ 3 bi, criando assim a maior empresa aérea do mundo, com receita combinada de cerca de US$ 35 bilhões. As duas companhias já vinham negociando a fusão há alguns meses e concordaram fechar a transação com uma troca de ações.
Pelo acordo, a Delta vai oferecer 1,25 ação própria por uma ação da Northwest, o que significa um prêmio aos acionistas da Northwest de 16,8% com base nos preços de fechamento de ontem. A nova empresa manterá o nome Delta, será sediada em Atlanta e terá valor de mercado de cerca de US$ 17,7 bilhões, segundo as duas aéreas. O executivo-chefe da Delta, Richard Anderson, manterá o mesmo cargo na nova companhia.

A transação deve gerar mais de US$ 1 bilhão em receita anual e complementaridade de custos, com uma utilização mais eficiente de aeronaves, um sistema de rotas mais compreensivo e diversificado e de redução de custos com redução de pessoal e melhoras na eficiência operacional, afirmaram em nota as duas empresas. Elas ainda avaliam em menos de US$ 1 bilhão os custos não-recorrentes com a integração.

Numa indústria em que as companhias aéreas dos EUA cortaram mais de 150 mil empregos e que perderam mais de US$ 29 bilhões desde 2001, a combinação da Delta com a Northwest cria uma empresa com um modelo de negócio mais sustentável e que é mais capaz de enfrentar a volatilidade dos preços dos combustíveis do que seriam sozinhas, disseram as companhias.
O alto custo dos combustíveis, afirmam, erodiu significativamente os benefícios financeiros da reestruturação de ambas obtidos durante os processos de proteção judicial dos quais elas saíram no último ano.

Os acionistas das duas empresas ainda devem aprovar o negócio, que também precisará da autorização das agências reguladoras do país. Segundo a Delta e a Northwest, a análise dessas agências antitruste deve terminar ainda neste ano.

Com uma frota total combinada de mais de 800 aeronaves e 75 mil empregados em todo o mundo, as duas terão uma rede de 390 destinos em 67 países. As companhias afirmaram que não têm a intenção de fechar hubs (centros de distribuição de vôos) e que querem melhorar o acesso internacional para beneficiar pequenas comunidades.

Um dos pontos-chave que permitiu que a transação ocorresse foi um acordo fechado com os pilotos da Delta. A extensão, como pediam, de seu acordo coletivo para até 2012 garantiu o apoio à fusão. O sindicato que representa os pilotos vai receber uma participação de 3,5% na nova companhia caso o negócio seja concluído com sucesso.

Fonte: O Globo

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