27.6.08

Por um Tom Jobim decente

Que sejam atendidos os enfáticos clamores do governador Sérgio Cabral de assumir a gestão do aeroporto Internacional Tom Jobim. Mais do que retórica, a gestão de Cabral evidencia o descaso com que um dos principais terminais aéreos do país vem sendo tratado. A inércia da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), como tem ressaltado o governador, é inadmissível e não tolera mais espera.

É nítida a falta de investimentos no segundo mais movimentado aeroporto do país em vôos internacionais. A galeria de falhas parece vasta: banheiros velhos, com estruturas quebradas e a parte hidráulica exposta são parte do desprazer de quem por ali passa. Acabamentos mal feitos e falta de manutenção marcam todo o antigo Galeão.

A sensação é de que o aeroporto fora inaugurado em 1952 e desde então tem sido deixado às moscas. A administração da Infraero confirma a habilidade da empresa em construir shopping centers mas não em cuidar de um aeroporto de tamanha importância para a cidade e o país, cujo movimento cresceu 7% em maio deste ano, quando comparado ao ano passado. Na última década, o remodelamento dos aeroportos brasileiros privilegiou a expansão da área para a construção de lojas e restaurantes.

As declarações de Sérgio Cabral ecoam o clamor de quem utiliza o aeroporto. É preciso solução. E o governador está coberto de razão quando diz que "não dá mais para esperar o lenga-lenga da Infraero". Concessões acontecem em vários aeroportos no mundo e podem ser a saída ao Tom Jobim. Duas empresas apresentaram interesse na parceria.

A falta de clareza da Infraero na condução das reformas no aeroporto demanda mudança. Como lembraram integrantes da bancada federal do Rio, como o deputado Otavio Leite (PSDB), os R$ 40 milhões aprovados no Orçamento de 2008 para obras no aeroporto – previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – não foram usados. "Ninguém do governo disse qual é o projeto, se vai ser privatizado, terá capital aberto ou continuará estatal", afirmou o parlamentar. Enquanto isso, a porta de entrada para a Copa de 2014 continua degradada.

Convém lembrar que o Tom Jobim responde por 35% do turismo brasileiro. Nele, o movimento de passageiros tem crescido continuamente. De 144.907 passageiros em maio de 2007, foram 155.100 no mesmo período deste ano. De janeiro a maio foram 4.773.593 embarques e desembarques, contra 3.945.884 no período do ano passado.

O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, estará hoje em audiência pública com a bancada fluminense para falar sobre o assunto. Mudanças são imprescindíveis. Que recebam a devida atenção.

Fonte: JB

4 comentários:

Artsy Now! disse...

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Abraço,

Priscila

Anônimo disse...

Enquanto eles estão pensando em construir um novo aeroporto em São Paulo , como também reformaram o de Guarulhos e mordenizaram o de Congonhas! O do Rio nem sequer mexem há anos devido tanta burocracia . Acho que os de São Paulo rola mais desvio de verbas.Que VERGONHA !

Rafael Matera disse...

Olá Priscila, obrigado pela indicação do site...muito bacana (sinhar ainda é de graça!!!).
Um abraço

RAFAEL MATERA

Rafael Matera disse...

Essa questão de obras em SP e RJ é um problema sério na administração da INFRAERO. Enquanto não houver competição entre os aeroportos, vai continuar essa pouca de vergonha de investir dinheiro aonde se está afim, e não onde está precisando.

Obrigado pelo comentário

RAFAEL MATERA