O setor de aviação deverá crescer 20% nas próximas duas décadas na América Latina. Isso significa um aumento no período de 200 aeronaves e também da necessidade de contratar pessoas qualificadas para trabalhar nos novos aviões. Por isso, o Centro Educacional de Aviação do Brasil (CEAB) realiza amanhã, dia 9 de agosto, em São Paulo, o 5º workshop gratuito sobre a profissão de comissário de vôo e mercado de trabalho.
"Um avião de médio porte - como um 767- precisa de 40 a 60 comissários para funcionar e isso mostra que haverá 10 mil novos postos de trabalho na região no período", afirma o diretor-presidente do CEAB, Salmeron Pinto Cardoso Júnior. A intenção da instituição, portanto, é apresentar a aviação para jovens entre 18 e 30 anos e explicar os caminhos possíveis para ingressar nesse mercado. "As pessoas muitas vezes não sabem quem procurar e por onde seguir", argumenta. Entretanto, em sua opinião, as oportunidades de trabalho são ainda maiores do que era previsto. Primeiro por causa da estagnação da aviação em regiões como os Estados Unidos e a Europa, trazendo para a América Latina operações de companhias aéreas internacionais. Depois porque os países emergentes estão com as economias aquecidas, o que aumenta a demanda por aviões, por conta das viagens de turismo e também de negócios.
A criação de companhias exclusivamente locais, como a Azul - empresa do empresário norte-americano David Neeleman, que recebeu em junho deste ano a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (anac) de se constituir juridicamente -, também favorece tal crescimento. Cardoso Júnior cita ainda o exemplo da TAM, que atualmente possui frota de 100 aeronaves e já apresentou planos de adquirir mais 36. "Se uma delas já informou que terá quase 40 novos aviões, ao considerarmos todas as empresas de aviação em atividade, esse número passará de 200", defende o diretor-presidente do Centro Educacional.
Fonte: Valor Econômico
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