Um dia após a pane que afetou a visualização dos radares de São Paulo, a Infraero (estatal que administra os aeroportos do país) registrou atrasos em 38,6% dos vôos programados entre as 0h e 9h de ontem.
A contabilidade da estatal – feita a partir de informações das próprias empresas aéreas – indica que dos 543 vôos programados entre as 0h e 11h de ontem, 210 sofreram ou sofrem no horário informado, algum tipo de atraso. Outros 19 vôos (3,5%) foram cancelados.
A situação – acima do normal para o final de semana – também pode ser reflexo de uma frente fria e a neblina que atingiu boa parte do Sudeste do país ontem.
Pela manhã, elas fizeram com que os três dos principais terminais do país, como Congonhas (Zona Sul de SP), Guarulhos (Grande São Paulo) e Tom Jobim (Rio), operassem por instrumentos.
Por volta das 12h, apenas Guarulhos operava somente por instrumentos. A neblina que atingia os demais já não prejudicava mais a visualização das aeronaves.
Em Guarulhos, dos 90 vôos programados, 36 (42,3%) sofreram atrasos e uma foi cancelada. Dos 43 vôos que deveriam sair, ontem, do Aeroporto de Congonhas, 14 (32,6%) sofreram atrasos e outros quatro (9,3%) foram cancelados.
O Aeroporto Tom Jobim registrou, no período, 14 atrasos de um total de 64 vôos programados (21,9% do total) e outras cinco partidas foram canceladas (7,8%).
A pane que afetou a visualização das aeronaves nos radares dos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Campo de Marte (Zona Norte de SP) e Viracopos (Campinas), foi provocada pela interrupção no fornecimento de energia elétrica ao Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo. Durante ao menos duas horas foi priorizado o pouso das aeronaves que estavam próximas desses terminais.
Fonte: JB Online
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