Empresa portuguesa pode encontrar parceiros para entrar na operação
A ANA - Aeroportos de Portugal está interessada em concorrer à privatização dos aeroportos brasileiros já em 2009. O DN sabe que o presidente do conselho de administração da companhia, António Guilhermino Rodrigues, pediu informação sobre o assunto em Abril passado, tendo manifestado o interesse de a ANA se candidatar à privatização da concessão dos aeroportos brasileiros, em parceria com várias empresas portuguesas.
O assunto foi acompanhado de perto pela Embaixada de Portugal no Brasil e deverá ser objecto de discussão nos bastidores da próxima cimeira entre os dois países. Em causa está o anúncio feito recentemente pelo Governo brasileiro, em especial pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que tem a tutela dos aeroportos, de vir a abrir o processo para a privatização de dois grandes aeroportos (e depois de um terceiro) já no primeiro trimestre de 2009. A escolha do Executivo do Presidente Lula da Silva recaiu nos aeroportos de Galeão (no Rio de Janeiro) e de Viracopos (Campinas, a menos de cem quilómetros de São Paulo), duas estruturas colossais que são também fundamentais para os interesses estratégicos brasileiros.
O terceiro aeroporto a privatizar será uma nova estrutura, no Estado de São Paulo, que será aberta aos privados desde o início do seu funcionamento. A acompanhar todo o processo de privatização destes três aeroportos vai estar o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), que tem de analisar as propostas concorrentes até ao fim do primeiro trimestre de 2009. Já em Outubro, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) tem de produzir um relatório preliminar sobre a matéria.
Ao mesmo tempo que o BNDES e a ANAC estudam e desenvolvem o tema, o Governo brasileiro não afasta a possibilidade de também abrir um concurso para a privatização da Infraero, a empresa que gere os aeroportos brasileiros - ou seja, uma congénere da ANA. Esta possibilidade é considerada menos atractiva porque a Infraero irá perder, depois da privatização de Galeão e Viracopos, dois dos seus maiores "activos" de exploração.
O DN contactou a administração da empresa, que confirmou assim a informação através de fonte oficial: "É verdade que pedimos informação e que a ANA está interessada em todos os bons negócios." Quanto aos futuros parceiros no projecto, a mesma fonte admitiu ser "muito cedo para saber como, com quem e de que forma".
Segundo fontes diplomáticas portuguesas conhecedoras do processo, "é muito possível que o modelo para a concessão dos aeroportos siga de perto o adoptado para as recentes concessões das rodovias brasileiras [auto-estradas]". Ganha quem oferecer "tarifas" mais baixas.
Fonte: DN Online (portugal)
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