27.11.08

Simpósio discute futuro do transporte aéreo no país

O transporte aéreo é uma atividade de amplitude internacional e fundamental para o desenvolvimento econômico do país. Regulação, infra-estrutura, operação e negócios correlatos e complementares dão uma complexidade razoável ao setor. O “VII Sitraer – Simpósio de Transporte Aéreo”, que iniciou na manhã de ontem (quarta-feira) e termina nesta sexta-feira, no Hotel Othon Palace, tem como objetivo discutir as oportunidades e desafios que a aviação brasileira terá no futuro.

O simpósio reunirá estudiosos da área de transporte aéreo e representantes da Infraero e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que discutirão temas como a infra-estrutura aeronáutica e aeroportuária, planejamento aeroviário, empresas aéreas e economia do transporte aéreo. Segundo Horário Forjaz, vice-presidente da Embraer, o transporte aéreo é importante para um país das dimensões do Brasil, e a sociedade precisa dar mais atenção ao setor.

O secretário de Transportes explicou a estratégia do governo para aprimorar a infra-estrutura da malha aérea e destacou as melhorias realizadas desde o início do governo Sérgio Cabral.

- Na visão do governo, o Rio de Janeiro possui a melhor infra-estrutura aérea do país com os aeroportos que constituem a rede do Estado. Em apenas dois anos 12 novos vôos internacionais começaram a operar no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Nossa estratégia é fortalecer a malha aérea do estado para atrair cada vez mais novos vôos internacionais, incluindo os de carga, para o Rio. Por isso, precisamos que as empresas entendam a importância de se instalarem no Galeão, para que não haja um esvaziamento do terminal – explica Julio Lopes, que elogiou a iniciativa da Coppe/UFRJ em realizar o evento.

- Este é o melhor espaço para discutir os assuntos relacionados ao transporte aéreo, pois temos diversos especialistas na área. Acredito que novas soluções surgirão destas discussões – comenta.

Para o diretor do Coppe/UFRJ, Luis Pinguelli, o país superou os problemas causados pelo caos aéreo e pelos graves acidentes ocorridos em Manaus e São Paulo, mas novos obstáculos surgiram no cenário mundial.

- A crise econômica mundial trará conseqüências para o país e devemos ficar atentos. Precisamos nos preocupar com a saúde do sistema de transporte aéreo. O Brasil não pode perder sua posição de presença internacional – frisou Pinguelli.

Fonte: JB Online

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