13.5.09

Iberia perde 96 milhões de euros

O grupo aéreo espanhol Iberia perdeu 96 milhões de euros no primeiro trimestre, período de baixa actividade na aviação no Hemisfério Norte e que este ano teve a desvantagem face a 2008 de não incluir a Páscoa, quando há um ano quase atingira o break-even (-0,4 milhões).

A companhia, que a nível de EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e provisões) passou de 7,2 milhões positivos no primeiro trimestre de 2008 para uma perda de 124 milhões este ano, diz que o desempenho é “consequência principalmente do profundo impacto que a crise económica está a ter no sector do transporte aéreo”

As receitas de exploração diminuíram 15,6%, para 1.098,1 milhões de euros, que a companhia justifica com a fraca procura de transporte aéreo em especial no mercado espanhol, mas também na maioria dos mercados internacionais, e pressão sobre os preços.

A queda das receitas, no entanto, foi amortecida por uma redução dos custos de exploração em 6,3%, para 1.245,3 milhões de euros, com as descidas mais fortes a virem da factura de combustíveis, que baixou 11,7%, para 289 milhões, dos gastos comerciais (onde se inclui a remuneração às agências de viagens, com –18%, para 44,8 milhões, pessoal, em 3,8%, para 326,7 milhões, alugueres de frota, em 7,6%, para 95,2 milhões, serviços de tráfego, em 5,2%, para 99,6 milhões, e taxas de navegação aérea, em 7,8%, para 16,3 milhões.

A redução da procura em 9,5% foi maior que a redução da oferta em 6,1% o que levou a uma queda na taxa de ocupação em 2,9 pontos percentuais para 76,5%.
A Iberia diz ainda que os resultados do trimestre sofreram também o impacto negativo das greves dos pilotos e dos fortes nevões, mas que mantém uma posição patrimonial sólida, com 2.252,3 milhões de euros em investimentos financeiros a curto prazo e em dinheiro no final de Março.

A direcção da Iberia admite no comunicado em que faz o balanço do primeiro trimestre que é “improvável ter resultados positivos no exercício de 2009” caso se mantenham as actuais circunstâncias “extremamente difíceis” ao longo do ano, mas não aprofunda previsões, alegando “visibilidade reduzida”, tendo em conta as incertezas quanto ao ambiente macroeconómico e variáveis fundamentais como o preço do combustível e o câmbio do dólar.

Fonte: Presstur

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