Quase sete mil dos cerca de 40 mil trabalhadores da companhia de aviação inglesa British Airways aceitaram a proposta feita pela administração de trabalhar um determinado período de tempo - no prazo máximo de um mês - sem dele receberem vencimento imediato.
A percentagem de adesão voluntária conseguida, que não chega a 20 por cento, foi considerada pelo presidente executivo da empresa, Willie Walsh, como uma "fantástica primeira resposta", e que demonstra "claramente a diferença que um indivíduo pode fazer".
A diferença invocada por Walsh pode ser medida em números, e eles foram avançados do último comunicado de imprensa que pode ser lido na página da companhia aérea: foram 6940 os empregados que responderam afirmativamente ao e-mail que lhes foi enviado há pouco mais de uma semana. E essa resposta positiva irá permitir à empresa poupar, no imediato, cerca de dez milhões de libras (11,7 milhões de euros).
Estes funcionários aceitaram tirar licenças sem vencimento, abdicaram de horas de trabalho ou voluntariaram-se mesmo para trabalho não pago - o vencimento correspondente ser-lhes-á creditado num período de entre três e seis meses.
Walsh fala numa primeira resposta, porque os trabalhadores terão oportunidade de aderir a este programa de contenção de custos numa nova fase de adesões voluntárias que será aberta até ao fim do ano. As opções que estarão em cima da mesa continuam a passar pela aceitação de trabalhar entre uma e quatro semanas de licença sem vencimento, ou de trabalho com vencimento diferido, para o prazo de três a seis meses. As propostas incluem ainda a possibilidade de trocar trabalhos de part-time, ou mesmo, os mais longos, por licenças sem vencimento.
O presidente executivo da empresa diz que está em curso uma "luta pela sobrevivência", e uma batalha que tem de ser travada para recuperar dos resultados negros com que a empresa terminou o ano fiscal a 31 de Março e que foram os piores desde há 22 anos (ver caixa).
Willie Walsh quis ser o primeiro a dar o exemplo e anunciou, na altura em que enviou um e-mail a todos os funcionários a desafiá-los a aceitar o convite de trabalhar sem receber, que iria prescindir do seu salário de Julho, de 61 mil libras (72 mil euros).
Também há cerca de uma semana, a British Airways anunciou ter chegado a acordo com 3235 pilotos da companhia aérea, a vigorar por três anos, que aceitaram receber acções da empresa no valor de 13 milhões de libras (15,3 milhões de euros) em troca de uma menor remuneração. A redução salarial - que ronda, em média, os 2,61 por cento - vai permitir poupar cerca de 30 milhões de libras. O presidente da Associação de Pilotos da British Airways, Jim McAuslan, afirmou-se satisfeito com o acordo e relembrou que sempre disseram "que os trabalhadores vão partilhar os sacrifícios se depois partilharem os ganhos".
Fonte: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1388793&idCanal=57
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