24.7.09

Respício fala na CNC sobre tendências na aviação

Brigadeiro Mauro Gandra, ex-diretor do DAC, ex-ministro da Aeronáutica e hoje consultor de aviação, o presidente da PANROTAS, Guilhermo Alcorta, membro do Conselho de Turismo da CNC, o professor e palestrante Respício do Espírito Santo, o presidente do CTur da CNC, Oswaldo Trigueiros Jr., e o vice-presidente, Eraldo Cruz

O presidente do Instituto Cepta, de estudos e análises da aviação, professor Respício do Espírito Santo, foi o palestrante de hoje na reunião do Conselho de Turismo da CNC, no Rio de Janeiro. Espírito Santo falou sobre "Fatos, mitos e tendências na aviação civil mundial e os reflexos no Brasil" e procurou fazer uma palestra mais provocativa, com muitas perguntas e poucas respostas exatamente para estimular o debate. "Não podemos ficar só buscando respostas. Acredito que boas perguntas levam a boas respostas", disse.

Segundo o professor, a aviação civil é muito mais que apenas a aviação regular. Para ele, se o setor como um todo - nas diversas variáveis da atividade - não está saudável, ele não contribui da melhor forma para a sociedade e para a economia. "Estamos passando por uma fase de incertezas. Por isso temos que dar condições para o setor ser mais eficiente e servir melhor à economia e à sociedade", avalia. Para ele, para que isso acontecesse a sociedade deveria ter maior participação na regulamentação e na tomada de decisões no setor.

"Hoje a estrutura da aviação civil tem o governo no controle, ligado diretamente à infraestrutura e aos provedores de serviços aéreos. Mas além da política, a economia, a tecnologia, a cultura, o meio ambiente e a saúde influenciam na aviação", explicou.

"A Anac considera as companhias aéreas inimigas e não trabalha a favor do desenvolvimento do setor como um todo. A agência só olha para o benefício do consumidor, mas esquece que os prestadores de serviços devem estar saudáveis para contribuir para o desenvolvimento econômico e social do País"., acrescentou.

Alguns pontos que avalia como tendências nos próximos cinco anos: abertura do setor para o aporte de capital estrangeiro; concessão aeroportuária à iniciativa privada; manutenção da Infraero como peça para a manutenção da própria concorrência; consolidação do mercado, com fusões e aquisições; adoção da política de céus abertos; centralização nas/das operações da Anac; e mais complexidade para os negócios das agências de viagens.

E como perspectivas, Respício acredita em grandes alterações na regulamentação do setor; um "sobe e desce" das empresas aéreas com uma possível falência; no mercado doméstico, uma melhor semelhança operacional das companhias brasileiras com as congêneres estrangeiras; uma adminstração aeroportuária mais pró-ativa; um maior volume de investimento em tecnologia; e a operação do trem de alta velocidade que deverá mudar a concorrência no setor aéreo.

Fonte: Panrotas

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