O conflito entre as duas concorrentes transatlânticas remonta a 6 de Outubro de 2004, altura em que a Airbus contestou a atribuição de subvenções públicas dos Estados Unidos à Boeing, no valor de 24 mil milhões de dólares (18,5 mil milhões de euros).
A fabricante europeia fez as contas das perdas por aquilo que diz ser concorrência desleal e, a menos de uma semana de a Organização Mundial do Comércio (OMC) tomar a decisão final sobre o caso, diz esperar que a organização internacional demonstre “claramente” que as ajudas acordadas “tiveram um efeito bem mais significativo em termos de distorção de concorrência” do que “qualquer outra ajuda acordada à Airbus”, defendeu a porta-voz da fabricante, Maggie Bergsma, citada hoje pela agência AFP.
De parte a parte, os últimos seis anos foram marcados por acusações de financiamento ilegal, sendo que um relatório preliminar da OMC, de Setembro passado, deu razão à queixa da União Europeia e da Airbus, considerando as ajudas norte americanas ilegais.
Três meses antes, a organização tinha igualmente condenado incentivos europeus à Airbus, sobre os quais a concorrente norte-americana se tinha queixado em resposta à concorrente no mesmo dia, mas não deu total razão aos Estados Unidos.
Em causa está, agora, a confirmação da ilegalidade de subvenções da agência espacial norte-americana (NASA) – em 12 mil milhões de dólares –, do ministério norte-americano da Defesa – em 11 mil milhões de dólares –, de ajudas dos estados de Washington e Kansas, e de apoios às exportações – em 2,2 mil milhões.
À parte do caso Airbus-Boeing, outros países financiam a sua indústria aeronáutica através de fundos públicos, como são o caso da Rússia, China Brasil, Japão e Canadá.
Fonte: Economia.pt
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