Negociações estão em fase preliminar,
segundo fontes. Empresas negam
A Emirates, maior companhia aérea de Dubai,
está interessada em comprar a Eithad, de Abu Dhabi, vizinha pouco rentável, em
um movimento que criaria a maior empresa de transporte aéreo de passageiros do
mundo. As negociações ainda estão em estágio preliminar. As duas companhias, de
início, não comentaram, e depois negaram as conversas, confirmadas por fontes
que as acompanham de perto. A Eithad manteria seu braço de manutenção, segundo
essas fontes.
Se a transação se confirmar, a operação da
nova companhia aérea seria maior do que a da American Airlines, que tem um
valor de mercado de US$ 19,2 bilhões. Qualquer acordo exigiria a bênção dos
mais ricos xeques dos Emirados Árabes Unidos. Para Abu Dhabi, que tem 6% das
reservas globais de petróleo, o acordo avançaria na tentativa de o Emirado
reformar as entidades controladas pelo Estado, já que se adapta aos preços mais
baixos do petróleo. As companhias aéreas têm sido tradicionalmente rivais, com
seus hubs competindo para atrair os mesmos passageiros de transferência que
fazem viagens de longa distância entre a Ásia e o Ocidente.
A Etihad vem encolhendo suas operações após
o fracasso da chamada estratégia de aliança de ações, na qual investiu em
várias operadoras estrangeiras, geralmente em dificuldades, para ajudar a
alimentar o tráfego em Abu Dhabi. Uma delas, a Air Berlin Plc, entrou em
colapso no ano passado, enquanto a italiana Alitalia entrou com pedido de
concordata, fazendo com que o pacto se desmoronasse.
A empresa do Oriente Médio também viu seu
próprio negócio sob pressão, uma vez que uma queda no preço do petróleo levou a
uma queda nas viagens em economias baseadas na commodity. Isso contribuiu para
uma perda de US$ 1,52 bilhão em 2017, levando o déficit de dois anos na unidade
aérea para quase US$ 3,5 bilhões.
A Emirates também sofreu com a crise do
Golfo, mas se recuperou rapidamente mas se recuperou rapidamente com o aumento
do preço do petróleo - e economias locais -, com lucro líquido chegando a 4,11
bilhões de dirhans (US$ 1,12 bilhão) no ano encerrado em 31 de março. Na
Etihad, o executivo-chefe do grupo, Tony Douglas, que assumiu em janeiro, vem
abandonando rotas mais fracas e reduzindo a frota a fim de cortar custos e
aumentar as receitas e o fluxo de caixa, embora tenha dito em junho que as
medidas até agora são apenas para os primeiros passos.
A Emirates, que construiu a maior frota
mundial de aviões A380 da Airbus, complementadas por aviões Boeing 777,
menores, mas de fuselagem larga, já é muito maior do que a Etihad.
A formação de uma companhia aérea
incorporada superaria a atual indústria n ° 1 norte-americana, com base nos
números anuais mais recentes do tráfego da Associação Internacional de
Transporte Aéreo. Não está claro quanto mais as operações da Etihad podem ser
reduzidas. A Emirates já é a maior companhia aérea do mundo em rotas
internacionais e ocupa o quarto lugar geral, de acordo com a IATA, atrás das
três principais transportadoras dos EUA.
https://oglobo.globo.com/economia/emirates-planeja-comprar-eithad-criar-maior-companhia-aerea-do-mundo-23088388

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