Vice-governador e bancada ouvem da Infraero que licitação impede obra de começar este ano.
A ampliação do Aeroporto Internacional de Brasília, prevista entre as obras do Programa de Aceleração doCrescimento (PAC) do governo federal, demora ainda quatro anos para ser concluída.
A previsão da obra foianunciada ontem pelo residente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, em uma reunião com a bancada do DistritoFederal.Na semana passada os parlamentares se reuniram com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, quedescreveu as prioridades do governo do DF e as principais obras que seriam realizadas com o dinheiro doPAC.
Entre essas obras está a construção de mais uma área de embarque e desembarque de passageirosno Aeroporto Internacional de Brasília, a Satélite Sul, com um orçamento inicial de R$150 milhões. SegundoGaudenzi o valor atende só o início da obra, que certamente chegará a cifra de R$ 1 bilhão.- Mas não há com que se preocupar, pois, se a obra está no PAC, ela terá dinheiro - tranqüilizou Gaudenzi.Para o presidente da Infraero o maior problema do aeroporto da capital e sua má utilização.
SegundoGaudenzi o aeroporto fica completamente ocioso durante a maior parte do dia, ruas fica muito congestionadono início da manhã e no fim da tarde. O congestionamento, reforça o presidente da infraero, é resultado demá organização da malha aérea.As obras devem começar em 2009, depois da elaboração do projeto básico e do projeto executivo do SatéliteSul. No dia 28 de abril a Infraero deve divulgar o edital para a contratação da empresa que fará os doisprojetos, a elaboração dos projetos deve durar seis meses e só então a empresa que fará a obra serácontratada.
O prazo para a execução das "obras não agradou muito os deputados, que esperavam ver a obra doaeroporto pronta em menos tempo, mas o resultado da conversa agradou.- E muito melhor urna conversa realista que uma conversa que venda ilusões, mas nós gostaramos de ver asobras do aeroporto prontas com mais rapidez - declarou o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB).Projeto origlnalAlém da construção da Satélite Sul, que não existia no plano original do aeroporto como projeto executivo, aInfraero também quer concluir a obra do arquiteto Sérgio Parada.
O primeiro projeto do arquiteto previa umsegundo andar na atual área de embarque e desembarque do aeroporto. O segundo andar deve serconstruído após a conclusão da obra do Satélite Sul.O segundo andar dará mais espaço para os passageiros que aguardam embarque no aeroporto. A falta deespaço para os passageiros é a principal reclamação do vice-govemador do DF Paulo Octávio.
O vice, que também é secretário de Turismo, explicou que o aeroporto é muito mais atrativo para quem vaiaté lá passear do que para quem realmente vai viajar. A reclamação do governador ganhou coro entre osdeputados que solicitaram também pequenas obras na atual área de embarque e desembarque para dar maisconforto aos passageiros.Mais vôos InternacionaisCom a reforma do aeroporto o governo quer trazer mais voos internacionais para a capital e intensificar otrânsito de aviões.
O vice-govemador informou que até o fim do ano já pretende trazer para a capital maisdois vôos internacionais, um da TAM para Miam e outro da Varig ara Nova York, ambos nos Estados Unidos.A reforma também deve fazer o movimento do aeroporto saltar de aproximadamente 10 milhões depassageiros para 22 milhões anuais. Hoje o aeroporto é o quarto mais movimentado do país.
Fonte: Jornal do Brasil
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