18.4.08

Anac proíbe pilotos e co-pilotos de recepcionarem passageiros no 'tapete vermelho' das companhias

SÃO PAULO - Uma resolução publicada nesta quinta-feira pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) põe fim a uma polêmica acirrada entre aeronautas, entidades ligadas à segurança aérea e as companhias de aviação, principalmente a TAM. A Anac proibiu definitivamente que o piloto e co-piloto recepcionem os passageiros no chamado "tapete vermelho" do embarque das aeronaves.

De acordo com entidades como ABRAPAVAA (Associação Brasileira de Parentes e Amigos das Vítimas de Acidentes Aéreos), AFAVITAM (Associação dos Familiares e Amigos das Vitimas do Vôo JJ 3054) e Sindicato Nacional dos Aeronautas, fazer com que o piloto e o co-piloto deixem a cabine para dar boas-vindas aos passageiros no período em que eles deveriam estar cuidando dos preparativos da viagem diminui a segurança do vôo.

A decisão da Anac, tomada na reunião de diretoria realizada na segunda-feira, foi publicada na página 37 da Seção 1 do "Diário Oficial da União" de quinta-feira. Trata-se da resolução de número 24, assinada no dia 16 de abril, pela diretora-presidente da Anac, Solange Paiva Vieira.

Confira o que diz o texto:

"A diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no uso da competência que lhe conferem o inciso VIII do art. 7º e o inciso I do art. 101, ambos do Regimento Interno, aprovado pela Resolução nº 1, de 18 de abril de 2006, tendo em vista o disposto no inciso X do art. 8º da Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005, e considerando a decisão prolatada na Reunião de Diretoria de 14 de abril de 2008, resolve:
Art. 1° Fica proibido o afastamento dos tripulantes técnicos da cabine de comando para recepção de passageiros durante a preparação
da aeronave para o vôo.
"Art. 2° Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação."

Fonte: Jornal Extra

Um comentário:

F Otero disse...

Parabéns à Dra. Solange. Ela certamente tem a aprovação da esmagadora maioria dos aeronautas brasileiros (e também da maioria dos usuários - ou "clientes", como querem algumas companhias - com algum conhecimento aeronáutico). Finalmente alguém com bom senso. A presidente da ANAC subiu muito no nosso conceito. Quem diria, foi preciso uma mulher(de pulso!)para acabar com esse absurdo. Essas "caipirices aéreas" - principalmente num momento em que se preconiza a otimização de cada aspecto operacional - não têm o menor fundamento. Conquanto seja normal que as empresas tentem cativar o público-alvo com jogadas comerciais,essas jamais podem vir em detrimento da segurança de vôo. Assim como comissário de bordo não é garçom, piloto não é recepcionista. Cada um tem que ater-se à função - de segurança - que a legislação lhe atribui. Espera-se agora que as empresas cumpram estritamente o que determinou a autoridade .