Texto de Marcelo Ambrósio do JB Online
"...Estou acompanhando atentamente os debates entre profissionais de aviação sobre o estranho acidente com o Boeing 747 da Qantas que seguia ontem de Hong Kong para Melbourne e perdeu um pedaço da fuselagem. A peça (fairing, segundo um gentil leitor) fina na junção da asa com o corpo da aeronave e, ao se desprender, deixou exposto um enorme buraco no compartimento de babagens. A descompressão violenta provocou o colapso do teto do compartimento de cargas e o afundamento do piso ao lado de uma das cadeiras da tripulação, bem junto à uma das portas laterais. Um susto em tanto.
A primeira análise que obtive apontava para a ruptura de rebites que prendem a peça, uma das que sofrem maior pressão aerodinâmica durante o vôo. Como se destacou seguindo justamente os pontos de conexão, a possibilidade poderia ser até viável. Hoje, no entanto, pilotos e outros profissionais, observando as imagens do acidente, levantam outras hipóteses que não estariam ligadas ao estado das chapas metálicas da estrutura (o mesmo gentil leitor me informou em um comentario anterior que o Jumbo tem 17 anos de idade e que havia ficado em terra por um tempo por problemas de corrosão). Um comandante afirma que, pelo formato do buraco apostaria no rompimento de um duto de ar comprimido, ou seja, uma explosão concentrada e de dentro para fora. O mesmo profissional acrescenta que naquele local ou perto dali há uma junção de diferentes seções do sistema. Uma falha em uma dessas conexões poderia levar a um estouro.
A segunda hipótese diz respeito a problemas em uma das garrafas de oxigênio do suprimento habitual da aeronave - e que não seriam as mesmas da tripulação. O piloto que lembra disso destaca que dentro do compartimento de carga dos 747 que conhecia o ponto de ruptura ficam dois depósitos, um principal e um secundário. O estouro estaria mais perto do depósito principal. Essa teoria, na verdade, pode ainda ser complementada pela da ruptura da tubulação de ar comprimido. Há, ainda, uma terceira avaliação, esta apontado para a possibilidade de a tampa do compartimento de bagagens não ter ficado completamente travada. O problema não apareceria para a cabine, mas estaria na fadiga das garras que fazem o trinco se manter travado, cuja checagem é feita através de uma tampa transparente, pouco antes do push back (desengate do finger)..."
Fonte: JB Online - SLOT
2 comentários:
Pelo que vi nas fotos , parece que um dos containers do porão dianteiro, estava solto e furou a parede pressurizada daquela area, a ruptura tem fatos de pontiaguada, em não de explosiva.
Sergio Leite
Olá Sergio,
Valeu pelo comentário...
Abrs
RAFAEL MATERA
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