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27.9.13

Boeing introduces suite of iPad apps for airplane maintenance crews

There is no shortage of stories detailing how the iPad is increasingly becoming a mainstay in the airline industry. Whether it's being used as a replacement for flight bags or provided to travelers for entertainment purposes, Apple's trusty tablet has certainly earned its fair share of frequent flier miles.

And now comes word that maintenance crews will be getting in on the iPad action as well.

Boeing on Tuesday announced the impending release of a new suite of iPad apps geared towards airplane maintenance.

The applications, which were developed in conjunction with several major airlines, will enable technicians on the ground to quickly access airplane manuals, part numbers and airplane maintenance history. The suite of iPad apps will also allow technicians to communicate with other maintenance staff employees at varying locations and, consequently, identify and fix problems much more quickly.

Boeing believes that this will ultimately lead to a decrease in the incidence of flight delays while also serving to lower operational costs.

Some of the maintenance apps touted by Boeing include:

- A Toolbox Mobile Library, which will provide technicians access to maintenance documents for instant reference and use, wherever and whenever needed.
- Hyperlinks between multiple manuals and airline-created content that will expedite access to critical documents so that users can easily search for documents and information about parts and fault histories.
- A Toolbox Mobile Parts app, which enables technicians to instantly retrieve information about part availability, including the airline's most current inventory information.
- Maintenance Turn Time, which gives technicians a secure connection to collaborate with their colleagues when troubleshooting a maintenance issue. A technician can take a photo of a damaged part, upload it for others to see and annotate and then share information about maintenance issues with their peers in real time. Maintenance Turn Time is available for the iPad, iPhone and a web browser.

The apps will reportedly be unveiled this week during AviationWeek's MRO Europe event.

Now given that a number of airlines quickly embraced the iPad as a replacement for in-flight manuals and navigation charts, it will be interesting to see how long before we begin seeing plane technicians walking around the runway with iPads in tow.


Fonte: http://www.tuaw.com/2013/09/25/boeing-introduces-suite-of-ipad-apps-for-airplane-maintenance-cr/

29.8.13

Boeing constrói primeira unidade do 787-9 Dreamliner


A Boeing finalizou a primeira unidade do 787-9 Dreamliner, novo avião da série 787, anunciou a companhia aérea nesse sábado. A aeronave foi retirada da fábrica de Everett, em Washington, e outras duas estão em fase de construção. Os primeiros voos de testes devem começar em breve.

Com seis metros a mais de comprimento que seu irmão 787-8, o 787-9 tem a capacidade de levar 400 passageiros e cumprir distâncias 555 quilômetros mais longas. Segundo o comunicado da Boeing, esse aumento da potência do avião não atrapalha a "performance ambiental" da série 787 de emissão 20% menor de gases poluentes.

Fonte: Terra

19.6.13

Boeing contra-ataca e lança a maior versão do 787 Dreamliner


A notícia veio após a rival Airbus realizar na semana passada o primeiro voo com o A350, rival do Dreamliner e que deve estar em operação até o final do ano que vem

A Boeing lançou a versão 787-10 de suas aeronaves Dreamliner durante o Paris Airshow, nesta terça-feira, com 102 pedidos firmes no valor de quase US$ 30 bilhões (cerca de R$ 60 bilhões) a preços de tabela. A notícia veio após a rival Airbus realizar na semana passada o primeiro voo com o A350, rival do Dreamliner e que deve estar em operação até o final do ano que vem.

A maior versão do Dreamliner transportará até 330 passageiros e poderá fazer viagens de até 12,9 mil km sem reabastecer. A expectativa da Boeing é que o 787-10 comece a ser montado em 2017 e tenha sua primeira entrega em 2018.

O lançamento muito aguardado da Boeing, com cinco companhias aéreas e empresas de leasing demonstrando um sinal de apoio para o 787, poucos meses após a primeira versão ter sido proibida de voar por problemas de bateria. Os compradores são a Air Lease com 30 aviões, a GE Capital Services com dez, British Airways com 12, Singapore Airlines com 30 e United Airlines, com 20.

O pedido da United inclui dez novos aviões e dez conversões do modelo 797-9, que deve realizar o primeiro voo no final deste ano. O avião será 25% mais eficiente para operar do que os atuais aviões comparáveis, afirmou o presidente-executivo de aviões comerciais da Boeing, Ray Conner.

O avião 787-8, lançado no final de 2011, ficou paralisado em todo o mundo em janeiro, depois que suas baterias de íon-lítio superaqueceram em dois jatos em aproximadamente uma semana.

Fonte: Terra

29.5.13

Viracopos recebe maior boeing do mundo em voo teste


O maior avião cargueiro do mundo em comprimento pousou pela primeira vez no Brasil no aeroporto Internacional de Viracopos, Campinas (SP). O pouso do Boeing 747-8F, que ocorreu às 13h35, é uma das etapas para que o terminal seja autorizado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a receber esse modelo de aeronave com frequência

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, recebeu nesta terça-feira o maior avião em circulação no mundo da Boeing: o 747-8F. É a primeira vez que a aeronave, com 76,3m de comprimento, pousa no Brasil. Foi um teste da companhia americana Atlas Air para homologação do terminal na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) receber o cargueiro comercialmente.

Os modelos 747-8 da Boeing dividem com o A-380 da Airbus o título de maiores aviões do mundo com versões também para passageiros. "Assim que tivermos a homologação, que esperamos para a próxima semana, vamos começar a voar toda terça-feira com o 747-8F por Viracopos", afirmou o diretor da Atlas Air para o Brasil, Luis Fernando Del Valle.

A empresa tem sete modelos do 747-8F, de uma frota de 48 aeronaves da Boeing. "Transportamos 20% mais carga com ele, com uma economia de 15% de combustível, com 20% menos barulho. Já operamos por Viracopos e temos demanda para operar com o 747-8F agora por Campinas e em outras localidades", diz Del Valle.

Além do aeroporto de Viracopos - maior terminal de cargas do País -, a Atlas solicitou à Anac liberação para usar o jumbo em Brasília, no Rio de Janeiro, em Cabo Frio, Curitiba, Natal e Petrolina.

Adequações

O voo teste é apenas uma das etapas para liberação dada pela Anac. Para receber o gigante Boeing 747-8F, Viracopos teve que passar por adequações. Foram removidos obstáculos laterais da pista, como pontos de sinalização e caixas de passagem, a pintura da pista de taxiamento teve que ser alargada.

Foram feitas também adequações de procedimentos de segurança e de operação. A aeronave, da categoria F, deve ter de uma extremidade a outra da asa entre 65m e 80m, com 68,5m de envergadura. Em comprimento, é o maior do mundo: mede 76,4m.

"Do ponto de vista do pavimento da pista e da área para estacionamento o aeroporto estava dentro dos padrões", explicou o diretor de Operações da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, Marcelo Mota.

Existem 41 aeronaves como essa voando pelo mundo - 35 cargueiros e 6 de passageiros, chamados de Intercontinental, com capacidade para até 550 passageiros. O modelo de carga tem capacidade para transportar 135 toneladas.

"É o modelo mais moderno voando no mundo. Ele tem as vantagens de transportar muito mais, gastando menos e com tecnologia sem igual", explica Evanicio Costa, representante da Boeing. O avião que fez o teste em Viracopos partiu de Miami e seguiria para Quito, no Equador, onde também faz um pouso teste.

A Anac aprovou o teste em Viracopos, mas exigiu que fosse feito com cargueiro vazio. "É um prejuízo alto para a empresa, mas temos interesse em liberar logo a operação com a aeronave", afirmou o diretor da Atlas Air.

O diretor-presidente da Aeroportos Brasil, Luiz Alberto Küster, afirmou que vai levar na terça-feira da próxima semana, dia 4, o relatório do pouso teste para a Anac. "Esperamos que a partir da próxima semana já seja liberada a operação de voos por Viracopos. Todos os ajustes foram efetuados e entendemos que o aeroporto está apto a receber o 747-800."

Fonte: http://www.radioclubenet.com/noticias/viracopos-recebe-maior-boeing-do-mundo-em-voo-teste-/

Apenas um pequeno comentário: O maior cargueiro do mundo é o Antonov 225 (http://en.wikipedia.org/wiki/Antonov_An-225_Mriya)... um pequeno "equívoco" do jornalista!!!   :)

17.4.13

Acidente com B767 na Espanha


ACIDENTE COM BOEING 767 NA ESPANHA DURANTE A DECOLAGEM

Um Boeing 767-200 da Aeromexico, matrícula XA-TOJ, realizando o voo AM-2, de Madrid,  (Espanha) para a Cidade do México (México), estava decolando da pista 36L de Madrid quando a cauda da aeronave entrou em contato com a superfície da pista deixando detritos para trás. 

A tripulação continuou a decolagem, nivelou-se e entrou em espera para queimar combustível, em seguida, retornou a Madri para uma aterrissagem segura cerca de 90 minutos após a partida. Dois tripulantes da cabine sofreram ferimentos, a aeronave sofreu danos substanciais.

Um AIRBUS A330 da Air Europa decolou após o Aeromexico e recebeu danos nos pneus e  engrenagem do trem de pouso do nari z referente aos escombros deixados pelo Boeing e precisou voltar, também.

O aeroporto informou que dois tripulantes de cabine receberam ferimentos no pescoço (principalmente contusões) de seus cintos de segurança como resultado de forças de impacto.

A companhia aérea confirmou a que aeronave sofreu uma tailstrike na decolagem e retornou a Madri para um pouso seguro. A segurança dos passageiros não estavam em risco, em qualquer momento. A companhia aérea está cooperando com as autoridades de investigação.

CIAIAC da Espanha está investigando o acidente e o incidente resultando danos nos pneus.

Fonte: AvHerald/foto/ControladoresAereos/ifr online

15.4.13

FAA orders inspection of Boeing 737 tail planes


The Federal Aviation Administration (FAA) has ordered an inspection of more than 1,000 U.S.-registered Boeing (BA.N) 737 jets to examine the tail planes for a potentially faulty part, which it said could cause pilots to lose control of the aircraft if it failed.

The airworthiness directive (AD) issued by the FAA calls on airlines and other operators to replace tail plane fixing pins with improved pins following concerns over how their protective surface coating was applied.

"We are issuing this AD to prevent premature failure of the attach pins, which could cause reduced structural integrity of the horizontal stabilizer to fuselage attachment, resulting in loss of control of the airplane," the FAA said in the directive issued on Monday.

The airworthiness directive was posted on the website of Federal Register (link.reuters.com/pyb47t) and was first reported by the Wall Street Journal late on Sunday.

The FAA said the inspection was "prompted by reports of an incorrect procedure used to apply the wear and corrosion protective surface coating to attach pins of the horizontal stabilizer rear spar."

FAA said its directive affects 1,050 aircraft flown by U.S. carriers and may cost up to $10.1 million across the fleet, or up to $9,627 per aircraft.

The directive applies to models including 737-600, 737-700, 737-700C, 737-800, 737-900, and 737-900ER series aircraft.

Boeing could not immediately be reached for comment by Reuters outside of regular U.S. business hours.

Fonte: reuters

28.3.13

Boeing 787 Dreamliner encara novo risco: limitação de alcance


Com a Boeing trabalhando para recuperar a permissão para seus 787 Dreamliner retomarem os voos, a companhia enfrenta o que poderia ser um custoso novo desafio: um banimento temporário das jornadas transoceânicas de longa distância para as quais a aeronave foi projetada.

Especialistas do setor de aviação e autoridades do governo dizem que a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) pode encurtar o tempo de voo permitido para o 787 em certas rotas ao aprovar um sistema de baterias redesenhado.

"Caso a FAA aprove (somente) a operação sobre terra, isso seria um golpe muito destrutivo ao programa do 787", disse Scott Hamilton, um analista de aviação na Leeham Co, em Seattle.

"É completamente dentro das expectativas que a FAA limite as extensões de operação para o 787", disse uma fonte reguladora do Japão à Reuters.

Um porta-voz da FAA disse ser muito cedo para discutir a aprovação de ETOPS já que o reparo da bateria da Boeing ainda está em testes.

Durante uma coletiva de imprensa recente no Japão, executivos da Boeing disseram não haver nenhuma conversação com reguladores a respeito de extensões de operação. Eles disseram que o plano de certificação proposto não previa mais limitações uma vez que o avião obtenha a permissão para retomar os voos.

Fonte: Reuters/Aviation News

22.3.13

Boeing anuncia a entrega do 7.500º jato 737 produzido



A fabricante americana Boeing entregou o 7.500° jato 737 a sair da linha de produção para a companhia aérea Malindo Air baseada na Malásia. A empresa é uma joint venture da Lion Air baseada em Jacarta, na Indonésia e da National Aerospace and Defence Industries com base na Malásia. A companhia vai utilizar o 737-900ER especial para lançar seu serviço de tarifas baixas. O modelo 737 é o jato comercial mais vendido de todos os tempos, com encomendas totais superiores a 10.500 aviões. Quase 85& da carteira da Boeing de mais de 3.100 737 NG será entregue já com o Sky Interior.

Fonte: Flap

Boeing prepara voo de teste do 787 no final desta semana


A Boeing deverá fazer dois voos de teste com as novas baterias do modelo Dreamliner 787 no final desta semana, segundo a Reuters, que cita fontes conhecedoras do processo. A Boeing não comentou.

 O avião da fabricante norte-americana tem sofrido problemas com as baterias, o que levou mesmo várias companhias aéreas a deixar este modelo em terra enquanto a questão não fosse resolvida.

Este será o primeiro voo de teste desde fevereiro e é mais um passo para que o avião possa voltar a voar dentro de semanas, em vez de meses, como tinha sido inicialmente avançado.

Em janeiro, as baterias do Dreamliner arderam em dois aviões e os reguladores, nomeadamente a FAA, decidiram que os aviões ficariam em terra. A 12 de março a FAA aprovou um plano para a Boeing testar as baterias redesenhadas. A fabricante norte-americana já fez saber que está a um terço do caminho para a conclusão dos testes e que espera concluí-los numa ou duas semanas.

Fonte: Boeing

18.3.13

Operações do 787 devem voltar em semanas, diz Boeing


O executivo-chefe da Boeing para aviões comerciais, Ray Conner, disse nesta sexta-feira que as operações comerciais do 787 Dreamliner podem ser retomadas em uma questão de semanas, não meses.

Os voos comerciais do 787 podem ser retomados “em semanas”, disse Ray Conner em uma coletiva de imprensa para explicar correções propostas pela Boeing para as baterias de seu 787 Dreamliner.

Mais cedo, a Boeing disse que as novas medidas de segurança para os sistemas de baterias em suas aeronaves 787 Dreamliner poderiam ser colocadas para implementação nas próximas semanas, aumentando a perspectiva de uma retomada a curto prazo dos voos com o jato Dreamliner.

Em relatório no qual estabelece as medidas que espera irão evitar o superaquecimento e possíveis incêndios nas baterias de íon-lítio do 787, a fabricante de aviões descreveu as alterações para serem instaladas nas baterias, suas unidades de carga e o método de instalação.

“Assim que nosso teste estiver completo e nós obtivermos as aprovações regulatórias, estaremos posicionados para ajudar nossos clientes a implementar estas mudanças e iniciar o processo de retorno dos voos do 787″, disse Conner. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Reuters

26.2.13

Líder da Boeing ataca a crise do 787 longe dos holofotes


Os jatos de última geração nos quais a Boeing Co. apostou seu futuro estavam em terra, com a TV mostrando imagens perturbadoras de passageiros deslizando pelas saídas de emergência, quando o diretor-presidente Jim McNerney enviou um pedido de desculpas manuscrito aos presidentes dos conselhos das companhias aéreas que operavam os 787 Dreamliners cujas baterias pegaram fogo.

Mais ou menos nessa  época, no mês passado, ele convenceu discretamente os diretores-presidentes da General Motors e da General Electric a emprestar à Boeing seus melhores especialistas em eletricidade e fez uma reunião discreta com o diretor da Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos, a FAA.

Com a célebre empresa enfrentando a maior crise do mandato de oito anos de McNerney, o executivo está apostando que é melhor ficar nos bastidores para tentar corrigir o problema do que aparecer sob a luz dos holofotes para tranquilizar o público.

"Preciso aparecer em público com absoluta confiança quando a Boeing propõe soluções para viabilizar essa tecnologia para o mundo", disse ele durante uma entrevista exclusiva ao The Wall Street Journal em seu escritório em Chicago. "E a única maneira que conheço é mergulhar fundo com as pessoas que realizam os trabalhos científicos e técnicos."

A Boeing apresentou à FAA na sexta-feira uma proposta de correções que considera suficientes para que os jatos sejam autorizados a voltar a voar. Mas a FAA afirmou que só autorizará o retorno do Dreamliner depois que as falhas na bateria sejam definitivamente corrigidas. Esta semana, a Boeing deve se reunir também com autoridades japonesas.

O que está em jogo não poderia ser mais importante. "Este avião é o nosso futuro, a curto e médio prazo, e representa a nossa reputação e a nossa marca", disse McNerney durante uma das duas entrevistas em que detalhou o que ele e seus executivos vêm fazendo desde o início da crise.

A Boeing continua a fabricar mensalmente cinco aviões 787, apesar de estar proibida de entregá-los e de receber o pagamento integral por qualquer um deles até que o Dreamliner — cujo preço de catálogo é cerca de US$ 200 milhões — receba nova certificação para voar. Em uma reunião recente na linha de montagem da empresa em Everett, no Estado de Washington, McNerney disse ao seu alto escalão: "Vamos ter um monte de 787s empilhados por aqui se não conseguirmos remediar a situação em breve".

Ao mesmo tempo, as aéreas que são clientes da Boeing, e foram obrigadas a cancelar centenas de voos, estão aumentando a pressão sobre o diretor-presidente para detalhar seus planos de trazer os Dreamliners de volta à ativa.

Os incidentes em que a bateria de íon de lítio superaqueceu e derreteu foram um desastre de relações públicas para a empresa. Dois aviões 787 começaram a soltar fumaça, e em um deles os passageiros escaparam por escorregadores de emergência depois de pousar no Japão. Autoridades de segurança aérea nos EUA e no Japão mostraram as baterias queimadas, e reguladores em todo o mundo proibiram a frota inteira de voar.

McNerney tem sido criticado por não informar melhor os investidores e o público sobre suas iniciativas para resolver o problema. "Quando se lança apenas um novo jato a cada dez anos, é preciso ter alguém diante do público que assuma o controle pessoalmente", disse o consultor de aviação Richard Aboulafia, vice-presidente do Teal Group.

O conselho da Boeing vem apoiando o executivo. "Jim está fazendo exatamente o que deveria fazer", disse o conselheiro principal, Kenneth Duberstein. "Ele está bem à frente, junto aos grupos mais importantes — os clientes, os reguladores, os funcionários e os fornecedores."

Quando McNerney, que antes fez carreira na GE e comandou a 3M, assumiu a Boeing, ela estava abalada por investigações de corrupção, perda de contratos de defesa, fraqueza na sua divisão de jatos comerciais e a demissão de dois diretores-presidentes consecutivos. Os contratos de defesa representavam 50% da receita. Para reforçar a divisão de aeronaves comerciais, McNerney estimulou o desenvolvimento do 787 Dreamliner. Projetado para ser um jato revolucionário, seria mais eficiente no consumo de combustível que os concorrentes, com uma fuselagem leve, feita de materiais compósitos, e um sistema elétrico com poderosas baterias de íon de lítio. Choveram encomendas e em 2012, pela primeira vez em dez anos, a Boeing superou a europeia Airbus como maior fabricante mundial de aeronaves em número de aviões encomendados e entregues.

Logo, o Dreamliner sofreu atrasos que a Boeing atribuiu a alterações de projeto e à terceirização da produção. No início de janeiro, 50 aviões tinham sido entregues.

"Eu estava começando a me sentir melhor", lembrou McNerney. "E então... bang!"

Em 7 de janeiro, disseram a McNerney para ligar a TV no seu escritório. Ele viu então um Dreamliner da Japan Airlines pousado no Aeroporto Logan, de Boston. Saía fumaça do compartimento de carga. Ele ligou para Ray Conner, chefe da divisão de aeronaves comerciais, e para o diretor de tecnologia John Tracy. Eles suspeitavam que houvesse "restos de objetos estranhos" nos painéis elétricos do 787, que já tinham passado por dois incidentes em voo, em dezembro.

O Conselho Nacional de Segurança no Transporte dos EUA enviou investigadores. No dia seguinte, engenheiros da Boeing viram que o incêndio tinha se limitado à bateria de íon de lítio. McNerney disse que ficou surpreso: "Nós tínhamos testado a bateria até não poder mais", disse.

Durante a semana seguinte, McNerney e sua equipe analisaram os testes anteriores com as baterias. Estas, cada uma com oito células, não mostraram nenhum problema durante mais de 2,2 milhões de horas/célula de funcionamento, tanto em terra como em 50.000 horas de voo. A equipe elaborou um plano para avaliar o sistema elétrico. McNerney marcou uma reunião particular para informar o chefe da FAA. Em separado, falou com membros do conselho e com clientes.

Em 15 de janeiro, o celular de McNerney começou a vibrar com uma série de mensagens: "Outro incêndio na bateria." "Fumaça na parte elétrica." "Avião desviado no Japão." Ele ligou para Conner e disse: "O problema da bateria não é mais um caso isolado."

Ele ficou dando telefonemas enquanto via o noticiário mostrando o Dreamliner da All Nippon Airways sendo evacuado.

No dia seguinte, McNerney entrou no escritório do diretor da FAA, Michael Huerta, sem ser notado pelos jornalistas. A reunião ganhou um tom soturno quando ficou claro que a FAA suspenderia os voos do 787.

No dia seguinte, em Chicago, Tracy, o diretor de tecnologia, disse a McNerney que "nada do que aconteceu representava um risco para o avião ou os passageiros", de acordo com ambos.

McNerney bateu a mão na mesa. "Será que você está entendendo o que significa tudo isto?", ele recorda ter dito. A questão não é apenas "a eletroquímica em uma bateria (...). Trata-se da segurança e da confiança nos nossos aviões e na nossa marca. E isso não pode acontecer de novo."

McNerney ligou para altos executivos da GE, GM e outras empresas para pedir ajuda de seus principais especialistas em baterias e eletricidade. "Queria ter certeza que os [maiores] peritos do mundo estariam focados no problema conosco, pois em última análise a credibilidade da nossa solução não depende apenas de nós", precisa também da aprovação deles, disse o executivo.

Na terceira semana da crise, McNerney foi para Seattle ver os progressos na divisão de aeronaves comerciais. Interrogou a equipe por três horas, pressionando-a a apresentar "altas probabilidades analíticas" sobre a causa provável e "múltiplas camadas de proteção" para o avião.

A Boeing começou a notificar oficialmente os clientes sobre atrasos nas entregas do Dreamliner no início do mês. Na semana passada, McNerney disse que a equipe estava segura de ter identificado "todas as causas prováveis". McNerney revisou os detalhes finais da bateria modificada e as novas salvaguardas que a Boeing propôs à FAA e está buscando permissão para realizar voos de teste para validar as alterações, com vistas à retomada dos voos regulares.

McNerney planeja ter equipes de reparos da Boeing prontas para ser despachadas pelo mundo afora para instalar as baterias modificadas e fazer outras mudanças — assim que a FAA der a autorização.



Fonte: Wallstreet Journal

22.2.13

Boeing encontra solução para baterias dos jatos 787



A Boeing descobriu uma forma de solucionar os problemas de bateria de seus jatos 787 Dreamliner, que envolve o aumento do espaço entre as células, de acordo com informações da Reuters. A ideia seria instalar placas de cerâmica entre cada célula da bateria e adicionar uma espécie de ventilador para a caixa de bateria.

Ainda de acordo com a Reuters, o chairman da Air India, Rohit Nandan, disse que a Boeing pretendem conseguir colocar o 787 Dreamliner em serviço novamente já em abril. "Eles disseram que esses aviões devem começar a voar novamente do início de abril. Eles podem não ter a certeza, mas estão esperançosos", disse.

Os voos com os 50 aviões 787 Dreamliner em serviço comercial foram cancelados em todo o mundo no mês passado, após uma série de incidentes relacionados com bateria, incluindo um incêndio a bordo de um avião estacionado nos Estados Unidos e um problema em voo em outro jato no Japão.

Fonte: Mercado & Eventos

Lufthansa vai comprar 108 aviões da Airbus e da Boeing por 9.000 milhões de euros

A companhia aérea alemã Lufthansa informou que vai investir na renovação da frota com a compra de 108 aviões da Airbus e da Boeing, por 9.000 milhões de euros.

Em comunicado, a Lufthansa indicou que a administração da empresa recomendou ao conselho de supervisão a aquisição de 108 aviões, oito para longo curso e 100 para voos de médio e curto curso, segundo noticia o “El País”.

Christoph Franz, conselheiro delegado da Lufthansa, afirmou que “os aviões e os produtos de última geração são um investimento claro na experiência do cliente, assim como na eficiência da frota”.

“A melhor eficiência no consumo e o nível reduzido de ruído dos aviões modernos contribuirão para a protecção do meio ambiente”, acrescentou Franz.

A Lufthansa teve no ano passado um lucro operacional de 524 milhões de euros e um lucro líquido de 990 milhões de euros pela venda de participações.

A entrega dos aviões vai começar em 2015 e acabará em 2025.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt

16.1.13

Boeing 787 faz pouso de emergência no Japão após problema técnico


Comandante observou um alerta de falha procedente de uma bateria.
Este é o sexto incidente com um Boeing 787 Dreamliner neste ano.


Um problema em uma bateria provocou nesta quarta-feira (16) um pouso de emergência de um Boeing 787 Dreamliner da All Nippon Airways (ANA) no Japão, informou a própria companhia aérea.

Este é o sexto incidente com um Boeing 787 Dreamliner em 2013. Cinco pessoas se feriram levemente na aterrisagem, de acordo com o ministro porta-voz japonês, Yoshihide Suga.

"Durante o voo, o comandante observou um alerta de falha procedente de uma bateria", revelou um porta-voz da ANA, acrescentando que a companhia decidiu deixar todos os seus Boeing 787 no chão enquanto investiga o incidente.


A Japan Airlines seguiu o mesmo caminho e suspendeu os voos com o Boeing 787 Dreamliner.

O problema ocorre após a Agência Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos anunciar, na sexta-feira (11) passada, o início de uma investigação profunda sobre a segurança do Boeing 787, em consequência de cinco incidentes em apenas uma semana.

A investigação abrangerá os "sistemas essenciais" do Boeing 787, incluindo "o desenho, a fabricação e a montagem", disse em um comunicado o departamento de Transportes dos Estados Unidos, do qual a FAA depende.


Companhia All Nippon Airways decidiu deixar no chão todos os Boeing 787 Dreamliner (Foto: AP Photo/Kyodo News)

Há oito dias, em Boston, um 787 da Japan Airlines (JAL) proveniente do Japão teve um princípio de incêndio em terra. No dia seguinte, outro voo da JAL que partia de Boston foi atrasado por um vazamento de combustível.


Na quarta-feira (10) passada, um voo da All Nippon Airways realizado por outro Boeing 787 foi cancelado no país asiático por causa de um problema nos freios.

Nesta sexta-feira, também no Japão, dois incidentes aconteceram a bordo de dois Boeing 787 da ANA: um voo foi cancelado por causa de uma rachadura no vidro da cabine e outro foi atrasado por causa do vazamento de óleo.

Fonte: G1

25.6.12

Boeing com tecnologia da Nasa vai de Londres a Sidney em 4 horas


Sucessor do Concorde promete ter ruído reduzido

Os construtores devem revelar os protótipos do "novo Concorde" em um show aéreo na cidade de Farnborough

A Boeing juntou-se à Nasa e à Gulfstream para construir o sucessor do Concorde: trata-se de um jato supersônico capaz de voar de Londres, na Inglaterra, até Sidney, na Austrália, em apenas quatro horas. Atualmente, os aviões de passageiros levam cerca de 21 horas para cumprir esse trajeto. As informações são do Daily Mail.

A aeronave deverá voar a uma velocidade de 2.500 milhas por hora (cerca de 4.000 km por hora). As três empresas acreditam que estão perto de reduzir o ruído sônico, que tanto incomodava nas antigas aeronaves supersônicas.

Os amantes da aviação já aguardam com grande expectativa as novas informações sobre o novo jato. Os construtores devem revelar os protótipos do "novo Concorde" em um show aéreo na cidade de Farnborough, na Inglaterra, já no próximo mês.

Materiais mais leves, motores mais avançados e fuselagens menores podem permitir que os novos jatos viagem até duas vezes mais rápido que o Concorde — que já era duas vezes mais veloz que as aeronaves comuns. 

Fonte: R7

22.6.12

Visitando a Boeing (do blog mauoscar.com)


(testo original: http://mauoscar.com/2012/06/07/boeing-a-maior-fabrica-de-avioes-do-mundo-seattle/)

Linha de produção do antigo 747-400 
®Divulgação Boeing
Durante nossa visita à Seattle, tivemos a oportunidade de realizar o sonho de qualquer viajante apaixonado por aviação. Realizar uma visita guiada a fábrica da Boeing e acompanhar de pertinho boa parte do processo de fabricação das aeronaves como o Boeing 747-8, 767, 777 e o moderníssimo 787 dreamliner.
Visita fábrica da Boeing
Embora a Boeing tenha sido fundada em Seattle em 1916 por William E. Boeing. Desde 2001 a empresa está oficialmente sediada em Chicago. Hoje, mesmo estando presente em diversos estados americanos e até mesmo em outros países do mundo, é no estado de Washington que a empresa mantém suas raízes e algumas de suas principais unidades.
Hangar de pintura na fábrica da Boeing
Como é o caso da Boeing Everett Factory. Localizada no município de Everett, uma cidade de pouco mais de 100.000 habitantes a cerca de 40 km ao norte do centro de Seattle.  Lá os amantes e curiosos da aviação podem participar de um interessantíssimo tour de 90 minutos de duração pelo interior da fábrica.
Vista aérea da fábrica da Boeing em Everett, WA
®Divulgação Boeing
Considerada a maior e mais importante fábrica do grupo Boeing, A Boeing Everett Factory ainda ostenta o título de maior edifício em capacidade de armazenagem do mundo. São mais de 13.3 milhões de metros cúbicos de área coberta. O que a título de comparação seria o suficiente para acomodar cerca de 14 Empire State Buildingsdeitados lado a lado sob o teto da fábrica.
Future of Flight, onde a visita a fábrica começa e termina
De tão grande que é, a fábrica chega a ser considerada uma cidade dentro de outra. E muitas vezes chega a ser chamada de “Boeing-City”, uma vez que a fábrica tem CEP, corpo de bombeiros, polícia, hospital e até mesmo subestações de luz e tratamento de aguas próprios.
Future of Flight
Bem isso não é por acaso, afinal de contas nesta gigantesca fábrica de aviões gigantes, mais de 30.000 pessoas se revezam em 3 turnos diários produzindo alguns dos maiores sucessos de venda da Boeing como é o caso do 747 que reinou absoluto como o maior avião comercial de passageiros do mundo por 37 anos seguidos até ser desbancado em 2007 pelo A-380 da Airbus. Ou mesmo o inovador 787 Dreamliner.
Future of Flight Aviation Center em Everett, WA
Bem mais indo ao que interessa: O tour de aproximadamente 90 minutos começa com a compra do ingresso.Recomenda-se comprar os tickets com antecedência na internet, principalmente entre os meses de Junho e Setembro. No final do Post mais informações sobre o tour:
Entrada do Future of flight Aviation Center & Boeing Tour
O tour começa no Future of Flight Aviation Center & Boeing Tour. Lá no horário marcado os participantes são conduzidos para um auditório, onde é passado um vídeo institucional da empresa de uns 10-15 minutos.
Entrada do tour pela fábrica da Boeing
Após o termino do tour é passado mais uma vez algumas instruções relativas a segurança e normas do tour entre elas a proibição total de câmeras, aparelhos celulares e eletrônicos no interior da fábrica. Você deve deixar tudo no carro ou num dos lockers pagos do Future of Flight Aviation Center. (Uma pena não poder fotografar o tour para colocar fotos minhas aqui no Blog, enfim normas são normas).
Hall para o Auditório da Boeing: Daqui para frente celulares e cameras são proibidos
Depois desta parte protocolar, o grupo todo embarca num ônibus (chinfrinzinho) e então seguimos em direção a fábrica. No caminho você meio que se sente praticamente numa pista de aeroporto, uma vez que muitos dos aviões que aguardam a pintura ou vôos de teste encontram-se estacionados no pátio que o ônibus passa.
Fábrica da Boeing em Everett vista do terraço do Future of Flight Aviation Center
No nosso tour a primeira parada foi justamente na linha de produção do 747 e foi justamente pelo tamanho da aeronave, e a impossibilidade de produzí-los na fábrica  de Seattle que a Boeing acabou sendo “obrigada” a construir no início da década de 70 o maior galpão industrial do mundo e desta forma passou a produzir estes verdadeiros gigantes em Everett.
Enorme Galpão da fábrica da Boeing em Everett, WA
Ao descermos do ônibus é que realmente temos a noção do tamanho da fábrica, adentramos por uma das entradas que conduzem a um dos túneis subterrâneos que passam por debaixo da fábrica e onde todo sistema elétrico, hidráulico, comunicações e afins passa. Pasmem são mais de 3,7 kilometros de túneis subterrâneos, que chegam a ser utilizados para corrida por alguns funcionários para exercício físico. Depois de caminharmos por uns 15 minutos através de um destes túneis, subimos através de um elevador industrial até um mirante acima da linha de montagem do 747-8.
Linha de produção do antigo 747-400
®Divulgação Boeing
Este é sem dúvida um daqueles momentos mais impressionantes, afinal de contas não é todo dia que se visita uma fábrica de aviões, quero dizer a maior fábrica de aviões do mundo. Lá em cima a guia do nosso grupo passou então explica o processo de montagem das aeronaves, cada uma das estações por onde o avião passa e ainda fala sobre uma série de curiosidades sobre esta família de aviões que tem entre alguns membros célebres o Air Force One, o Avião que era utilizado para o transporte dos ônibus espaciais do programa espacial americano, entre outros.
Turbina de avião no Future of Flight antes do tour começar
No dia de nossa visita, estava sendo construído 1457o Boeing 747 com o prefixo B-LJH que quando pronto, irá para Hong Kong fazer parte da frota da Cathay Pacific Airways. Isso é uma das coisa legais da fabrica. Todos os aviões são devidamente identificados e mostram qual a Cia. Aérea que o encomendou e quantos deles já foram produzidos para a mesma. Os únicos que não são identificados são aqueles comprados para uso particular, neste caso segundo nosso guia são simplesmente identificados como VIP e nem mesmo os funcionários da linha sabem seu destino final.
747-8 Freighter da Cathay Pacific pronto para entrega em Everett, WA
Bem o 747, pode ter sido destronado pelo A380 da Airbus, mas não perde a majestade e seu mais novo modelo,o Boeing 747-8 é o maior, mais eficiente, silencioso e econômico de todos os 747 já produzidos até hoje. A companhia aérea que resolver encomendar um 747-8 terá que esperar até o início de 2015 para receber seu avião. A Lufthansa por sinal acabou de encomendar mais 15 aeronaves para incluir em sua frota.
Aviões no pátio da fábrica da Boeing entre eles um 747-8 da Lufthansa
Depois disso voltamos até o ônibus e seguimos com ele até o segundo ponto de parada em nosso tour pela fábrica da Boeing. Seguimos por outro túnel subterrâneo até a linha de montagem do 777. Pois é para ir de um ponto a outro na fábrica tem que se usar um meio de transporte. Não é a toa que a fábrica dispõem de mais de 1300 bicicletas para a mobilidade dos funcionários dentro da planta.
Mirante para a Linha de Produção do Boeing 777
® Divulgação Boeing
Outra curiosidade interessante é que a fábrica não possui sistema de aquecimento ou ar condicionado, e mesmo assim a temperatura no interior da mesma oscila apenas em cerca de 5-8o C. No verão as gigantescas portas dos galpões são abertas e no inverno as mais de 1 milhão de lâmpadas e os mais de 30.000 funcionários geram calor suficiente para aquecer a fábrica.
Aeronaves praticamente prontas para entrega
Em Everett,  a Boeing produz 4 diferentes variações de 777, as quais acomodam de de 181 a 375 passageiros. Dentre os aviões que já voamos até hoje, um vôo da KLM entre Amsterdã e Cingapura, foi sem dúvida um dos melhores e mais confortáveis de todos os tempos. Falando em Cingapura, este é o avião 777-300ER que aSingapore Airlines atualmente utiliza na sua rota São Paulo – Barcelona – Cingapura.
Réplica em miniatura do 777 da Singapore Airlines
No dia de nossa visita o 777 de número 1023 estava sendo construído para a Korean Airlines prefixo HL8250, já em fase final de montagem. No início da linha de montagem, o 1024o 777 produzido em Everett começava a ganhar forma para integrar a moderna frota Emirates sob o prefixo A6 EGT.
Time Lapse Produzindo o Boeing 777 em Everett, WA
Para encerrarmos a visita com chave de ouro, seguimos por alguns poucos metros até a linha de montagem do novíssimo 787 Dreamliner, cuja linha de montagem corre praticamente paralela a linha do 777.
Linha de produção do 787 Dreamliner em Everett
® Divulgação LAN
O Boeing 787 Dreamliner é o mais recente projeto aeronáutico da Boeing. Foi apresentado à imprensa em julho de 2007, doze anos depois do 777. O primeiro avião da família 787 Dreamliner foi entregue a ANA – All Nippon Airways em 28 de setembro de 2011, que comprou de uma só vez 50 unidades.
Linha de Montagem do 787 Dreamliner produzindo o 1 787 da LAN
® Divulgação LAN
No dia de seu lançamento, mais de 670 unidades já haviam sido encomendadas por 48 companhias aéreas internacionais, fazendo dele o maior sucesso comercial da indústria aeronáutica mundial em todos os tempos. Hoje a fila de compradores tem quase 900 pedidos.. Tanto que se encomendado hoje, a Boeing não conseguirá entregar, no atual ritmo de produção, a aeronave antes de 2018, o que tem feito algumas companhias desistirem do negócio.
Grupo de visitantes observando a linha de montagem dos aviões
@ Divulgação Boeing
Agora você deve estar se perguntando: O que fez do 787 Dremliner avião o maior sucesso de vendas da história recente da aviação? Bem basta olhar para a aeronave para perceber.. Com um design inovador que vai desde as asas, passando pelas turbinas, aliado ao uso de materiais compostos como a fibra de carbono que deixaram o avião muito mais leve conseguiu-se diminuir em cerca de 20% o consumo de combustível e reduzindo-se o ruído dos motores em até 40%.
787 da ANA visito na fábrica da Boeing em Everett
Bem se fosse só isso, mas não, o avião por dentro tem uma série de adaptações que prometem deixar a viagem do passageiro mais agradável, mesmo para quem como nós que quase sempre voa de Fish Class.
Publico observa a movimentação na linha de produção do 787
As mudanças pensadas para o conforto do passageiro vão desde o tamanho das janelas (65% maior que o padrão atual e que não terá mais aquelas “cortinas de PVC”, e sim um sistema que permite que o vidro fique escuro ao toque de um simples botão.), sistema avançado de entreteimento a bordo, alguns cm a mais de espaço nas poltronas, bagageiro para bagagens de mão cerca de 30% maior e sistemas de iluminação, pressurização e umidificadores inteligentes, especialmente projetados para o conforto e bem estar dos passageiros.
Primeiro 787 da LAN sendo montado em Everett
® Divulgação LAN
Sinceramente falando, só por olhar pela janela que podemos testar durante a visita a fabrica, já digo que não vejo a hora de voar num desses. O Boeing 787 Dreamliner tem capacidade de transportar de 200 a 350 passageiros, dependendo do modelo e da configuração do interior da aeronave. No dia de nossa visita haviam 3 aviões na linha de montagem dois deles da All Nippon Airways e um da LAN Chile.
Primeiro 787 da LAN sendo montado em Everett
® Divulgação LAN
Por sinal este da LAN Chile é o segundo construído para a empresa que tem outros 24 encomendados. Sendo que esta aeronave que vimos em construção era a única aeronave sendo construída naquele dia que não terá como destino final uma cia. asiática. (Coisa para se pensar…O foco do mundo está de fato se movendo para o oriente. E não é por acaso que as cias. aéreas daquela lado do mundo dominam as premiações de melhores do setor, entre outras coisas… )
Primeiro avião 787 Dreamliner da LAN Chile pronto durante nossa visita a Boeing
Para encerrar a visita embarcamos novamente no nosso ônibus e, ainda passamos ao lado do galpão onde as aeronaves recebem os últimos retoques na pintura antes de estarem prontas para serem abastecidas pela primeira vez e realizar o primeiro vôo de teste. Do lado de fora mais de 85% das aeronaves também eram destinadas a cias asiáticas e oriente médio.
Boeing 747-8 aguardando pintura na fabrica de Everett, WA
No caminho de volta ao ponto onde o tour começa, a guia ainda dá uma série de informações relativas as aeronaves, que vão desde o preço básico de cada modelo, passando pela autonomia de vôo de cada modelo, tempo médio de expera, forma de pagamento, itens mais caros para a montagem de um avião e muitas outras coisas interessantes. Detalhe.. Todos os preços informados não incluem os motores nem o acabamento interno. Pois estes são de “responsabilidade” do comprador.
Praticamente todos os aviões desta foto são para companhias asiáticas
O tour encerra com o desembarque de todos os visitantes na porta da lojinha do Future of Flight Aviation Center. Como qualquer atração americana existem milhares de opções de souvenirs para comprar. Para quem curte aviões e viajar neles esta lojinha é um paraíso :D
Lojinha de souvenirs da fábrica da Boeing
Apesar de não ter fotografado o passeio, o tour foi muito interessante e educativo. Apesar de visitarmos apenas 3 das 4 linhas de produção, visitamos as das aeronaves digamos mais “interessantes”. Mas o mais legal de tudo é pensar que foi provavelmente alí onde todos os Boeings que já voamos mundo afora provavelmente nasceram, quero dizer foram produzidos.
Future of Flight Aviation Center: O local onde a visita começa e termina

Endereço:

8415 Paine Field Blvd,
Mukilteo – Everett, WA

Informações Úteis:

O Future of Flight Aviation Center abre diariamente  das 08:30 até as 17:30 fechando apenas no Thanksgiving, Natal e Ano Novo.
O tour pela fábrica acontece de hora em hora, sendo que o primeiro deles é oferecido as 09:00 e o último as 15:00. Durante alta temporada Junho-Setembro tours adicionais podem ser oferecidos de acordo com a demanda. Mas recomenda-se comprar o ingresso com antecedência para evitar aborrecimentos.
O valor dos ingressos varia de acordo com a época do ano e idade do visitante.. Para maiores informações acesse este link.
O tour tem uma duração aproximada de 90 minutos, nos quais existem uma série de restrições e limitadores, como o uso de câmeras fotográficas, filmadoras e aparelhos celulares terminantemente proibidos durante os tours.
Lembrando que crianças devem ter pelo menos 122 cm de altura para poder visitar a fábrica. Para quem não quiser deixar os pertences dentro do carro, existem lockers cujo aluguel custa de 1-2USD para deixar seus pertences antes de iniciar a visita na fábrica.

(testo original: http://mauoscar.com/2012/06/07/boeing-a-maior-fabrica-de-avioes-do-mundo-seattle/)