5.7.08

Embraer vende avião militar para a Índia

Serão três aeronaves Emb-145, que receberão radares de alerta

A aviação da Índia vai utilizar a versão militar do jato Emb-145, da Embraer, para receber o novo pacote de alerta avançado e controle do espaço, desenvolvido no Centro de Sistemas Aerotransportados, em Bangalore. O contrato cobre três aeronaves e tem valor estimado em US$ 180 milhões.

Na configuração adotada pela Força aérea Brasileira, a antena externa, com raio de alcance entre 360 km e 400 km, é a Eirieye, da sueca Erickson. O modelo indiano vai adotar equipamento de criação própria. Os jatos sairão da fábrica preparados para receber também subsistemas projetados na Índia.

Além dos aviões brasileiros, a força aérea do país comprou, e já está realizando o teste de recebimento, outros três aviões russos, de maior capacidade. São cargueiros Ilyushin-76, convertidos em unidades de vigilância de grande altitude com cobertura sobre 700 km².

Segundo Luis Aguiar, vice-presidente da Embraer para o Mercado de Defesa, "a primeira entrega está programada para 2011, e as demais ao longo dos 18 meses seguintes".

A Índia opera uma pequena frota de cinco modelos Legacy, quatro dos quais destinados ao transporte executivo de autoridades. O quinto foi configurado em São José dos Campos para a tarefa de observação de solo. É usado pela Força de Segurança de Fronteiras nas divisas a noroeste, com o Paquistão, e nordeste, por onde entram clandestinos que saem de Bangladesh.

A missão do Emb-145 de alerta avançado, rebatizado R-99A na FAB, é detectar, identificar e rastrear alvos - incluindo os que estiverem se deslocando a baixa altura. Integrado à rede de enlace de dados, fornece informações em tempo real e, em situação de combate, simultaneamente para centros de comando e também a esquadrões sob sua coordenação. Monitora caças, aeronaves de inteligência e de observação estratégica. Dez jatos dessa classe estão em uso. O Brasil mantém cinco, a Grécia importou quatro e o México, um. A segunda versão, a R-99B, um autêntico avião de espionagem, é exclusiva da FAB.

Na base aérea de Anápolis (GO), a força abriga o Esquadrão Guardião, responsável pelos cinco modelos A e três do tipo B, o que serve diretamente aos interesses ambientais e à vigilância da Amazônia. O principal componente embarcado é o radar de abertura sintética, que permite uma varredura de 57 mil km² sem revelar a presença do olho eletrônico.

Fonte: Estado de SP

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