Parece mentira, mas não é. Esta semana, a Air New Zealand lançou uma campanha publicitária completamente inusitada, mas que ilustra a criatividade das agências na busca por novos nichos onde enfiar comerciais. Na verdade, a proposta em si é que é a peça. A empresa está à procura de 50 voluntários para estrelarem, com os próprios corpos, a nova campanha institucional a respeito da estréia de um sistema de check in diferenciado. O detalhe: todos deverão ser obrigatoriamente carecas. Os anúncios, como se pode ver nessa simulação engraçada feita por um site neozelandês, serão exibidos nos chamados cranial billboards.
Além de exibirem as peças durante os vôos, os selecionados receberão uma quantia em dinheiro, em torno de US$ 670 por um período determinado de aluguel da careca. O primeiro apelo foi justamente destinado aos viajantes frequentes, para garantir maior audiência. Melhor ainda do que a proposta foi a justificativa apresentada pelo diretor de marketing da empresa: Segundo Steve Bayliss, essa nova fronteira da propaganda foi criada justamente para realçar aquilo que o novo sistema de check in que está sendo implantado quer evitar: que você fique um tempão na fila aguardando a sua vez de pegar o cartão de embarque e despachar a mala. Assim, se ficar olhando para a careca do sujeito à sua frente, vai descobrir que há uma opção mais rápida e trocar de companhia.
O processo de escolha será nos moldes daqueles nos quais modelos são selecionados. A empresa vai começá-los no dia 17, em Auckland, mas serão feitos testes com quem se inscrever em outras cidades também. A questão interessante é que o regulamento da campanha não limita o acesso ao cranial billboard apenas aos carecas naturais.
O candidato com cabelo vai entrar na máquina zero na hora, de forma a exibir um couro cabeludo o mais branco possível. Os aprovados terão a tatuagem da campanha feita em seguida, com uma tinta especial que resiste por até duas semanas, tempo do contrato inicial, que poderá ser renovado. Além do alerta sobre as vantagens do check in automatizado, a Air New Zealand também imprimirá nas carecas o site da empresa, onde estarão mais informações sobre a promoção. Enquanto a seleção corre, os candidatos ganham churrasco grátis, refrigerantes e até um show.
Fico imaginando se não valeria a pena aproveitar a idéia por aqui também. Além de usar a careca, que dá trabalho, você poderia ser contratado para exibir anúncios nas roupas enquanto mofa naquele check in de Congonhas às cinco da tarde: “Tá com pressa? De ônibus você já estaria no Rio”. Ou ainda “Não almoçou? Na nossa companhia o amendoim é de primeira”. Isso se estamos pensando na publicidade móvel fora das aeronaves.
Brincadeiras à parte, a idéia dos neozelandeses abre espaço para um monte de exercícios para quem gosta de procurar novos caminhos. Dentro do avião, por exemplo, já nos deparamos com a propaganda colada no encosto da poltrona à frente – ou seja, a leitura é obrigatória. Mas ninguém pensou em colar no teto para a hora que reclinamos o banco.
Outra sugestão é o banheiro. Nunca vi propaganda ali. Poderiam usar a tampa do vaso para vender principalmente produtos contra mau cheiro, desodorantes, etc. Já a tampa interna dos lockers (os porta-bagagens) também seria valiosa para medicamentos para equimoses e galos na cabeça. E aquele corredor junto da porta do banheiro poderia receber anúncios de classificados, já que quem fica em pé ali na fila, aflito esperando a vez, em geral precisa se distrair por um bom tempo.
Fonte: JB Online - SLOT
Nenhum comentário:
Postar um comentário