14.9.08

TAM aciona as turbinas e anunciará em alguns dias aliança com a Star Alliance


 

Há um ano, a empresa aérea sofria com a imagem arranhada, prejuízos financeiros e perda de clientes. Hoje, contabiliza lucros, atinge participação recorde de mercado e investe como nunca. O que há por trás dessa virada espetacular?

Em reportagem especial da revista Isto É Dinheiro, o Comandante e Presidente da TAM Linhas Aéreas fala mais sobre sua gestão e como reverteu o clima numa empresa sem motivação. Confira a entrevista abaixo:
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Há pouco mais de um ano, a TAM vivia o pior momento de sua história. Hoje, a situação é inversa. Como isso foi possível?
Assumi a empresa em setembro e vi funcionários extremamente desmotivados, uma coisa muito triste. Sem motivação, não se faz empresa nenhuma, quanto mais numa companhia aérea. Era preciso reconquistar nosso pessoal. Para isso, nada melhor do que falar numa linguagem que eles entendessem. Institui reuniões semanais com todos os setores, fui transparente na exposição de meus propósitos, mudei o plano de carreiras. As pessoas precisavam recuperar a alegria de trabalhar na 
TAM.

TAM sempre foi uma empresa voltada para o cliente, mas nos últimos anos havia perdido essa característica. Por quê?
Na aviação, tudo é muito rápido. A cada cinco anos, o mercado aéreo muda completamente. Até outro dia mesmo, só se falava em companhias de baixo custo, mas isso já passou, ficou para trás. Naquele período, perdemos um pouco de nossa identidade. Mas agora recuperamos o nosso estilo.

Qual é a sua avaliação do trabalho realizado pelo presidente anterior?
O (Marco Antonio) Bologna é um sujeito brilhante. Pegou a 
TAM literalmente quebrada e deixou dinheiro em caixa. Se não fosse o Bologna, a empresa não teria o sucesso que alcançou hoje.

O que mudou na gestão da companhia?
Passamos a olhar a empresa holisticamente. Um erro que talvez se cometeu foi não ter percebido que uma empresa área deixou de ser há muito tempo um business de aviação. Poucas empresas no mundo tiveram essa visão. Companhia área é uma aglutinação de diversos negócios e é preciso administrá-la a partir disso.

Como a TAM detecta oportunidades?
Ficamos de olho num concorrente que deixou uma linha, vamos atrás de parcerias que ninguém no mercado viu. Eu só não gosto de academicismos. Não podemos ficar reféns de planos de ação, de estratégias que às vezes demoram demais para sair e atrasam a nossa vida. As grandes oportunidades estão no seu ímpeto pessoal, no seu feeling. O executivo precisar decidir, ser rápido numa escolha. Não decidir é a pior coisa.

TAM foi beneficiada pelos problemas da Gol. Agora, surge uma nova rival, a Azul, que começa a voar no fim do ano.
Concorrência é importante pelo efeito motivador. Mas não estamos preocupados.

É verdade que o sr. costuma ir para o balcão trabalhar no check-in?
Sim, faço isso nos feriados. É uma maneira de dar o exemplo aos funcionários. Falo para eles que precisamos sempre ter um sorriso no rosto. Isso faz toda a diferença.
 
Confira aqui a reportagem completa.
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Fonte: Isto É Dinheiro  

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