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25.9.13

Primeiro LAN BRASIL???


Foi fotografado nesta segunda-feira (23/09) no Aeroporto de Hamburg Finkenwerder, Alemanha (XFW) o Airbus A320-214 com prefixo de teste D-AXAI (cn 5801). A aeronave realizava um voo com a fuselagem em primer (sem pintura da companhia), a cauda nas cores da LAN, porém as naceles dos motores apresentam o nome "Brasil" com o mesmo estilo usado pela TAM. Conforme informações da Lista AeroHobby, este  Airbus tem reservada a matrícula chilena CC-BFR."



Fonte: Aeroentusiasta
Foto: XFW-SPOTTER © XFW 23/09/2013

13.4.13

TAM: PR-MYY SERÁ O PRIMEIRO A320 COM SHARKLETS




Foi visto na fábrica da Airbus em Toulouse-Blagnac, França (TLS) o primeiro Airbus A320-214 da TAM LINHAS AÉREAS equipado com "sharklets". O futuro PR-MYY (cn 5591) foi fotografado enquanto taxiava entre os hagares, ainda sem a pintura completa. 

Winglets e sharklets são dispositivos instalados nas pontas das asas, cujo objetivo principal é a redução do consumo de combustível, principalmente em voos de longa duração. Esta economia é obtida porque esses dispositivos diminuem sensivelmente o vortéx aerodinâmico produzido nas extremidades das asas. Este fluxo de ar "turbulento" gera um arrasto adicional, que por consequência eleva o consumo de combustível.  Estudos indicam uma redução de aproximadamente 3% no consumo de combustível em operações de longa distância.

O termo "winglet" foi patenteado pela empresa norte-americana API, desenvolvedora destes dispositivos. Ela fornece seus winglets para diversas empresas, inclusive a Boeing, que os incluiu em seus projetos há muitos anos. Tardiamente a Airbus desenvolveu o seu próprio dispositivo, batizando-os de "sharklets", que devido a extrema semelhança com o similar norte-americano, foi parar nos tribunais internacionais sob a alegação de cópia.

Apesar das pendências jurídicas, a Airbus está fabricando e entregando aeronaves equipadas "sharklets", cabendo ao A320 "Mike-Yankee-Yankee" da TAM estrear o dispositivo no Brasil.

Fonte: Aeroentusiasta

14.6.12

Star Alliance perde a TAM mas recebe Copa e Avianca no próximo dia 21


A TAM acaba de divulgar, em comunicado no site da Bovespa, o adiamento por dez dias do leilão de permuta de suas ações para a fusão com a chilena LAN. Com isso, a criação da Latam deve ocorrer oficialmente no dia 22 de junho, data em que a companhia brasileira também terá de deixar a aliança global Star Alliance para se unir à Oneworld, onde a LAN é membro.Por outro lado, Copa e Avianca devem ingressar na Star Alliance de maneira oficial no dia 21, selando as trocas de posições entre as companhias latino-americanas .

Segundo o comunicado divulgado há alguns minutos no site da Bovespa, o leilão será realizado no dia 22, a partir das 10 horas. Segundo as restrições impostas pelos governos do Brasil e do Chile para aprovar a fusão, as companhias não poderiam integrar duas alianças globais, como ocorre hoje. Apesar de não terem anunciado oficialmente ainda, é certo que o novo grupo permanecerá na Oneworld, conforme vontade da LAN.

Tanto é verdade que a Star Alliance já marcou a entrada de seus novos membros – a Avianca/Taca e a Copa – para o dia 21 de junho. De acordo com o governo do Chile, a Latam e a Avianca jamais poderão pertencer à mesma aliança global, como forma de incentivar a concorrência entre as mesmas. Dessa forma, a entrada da Avianca sacramenta a saída da TAM da maior aliança entre companhias aéreas do mundo.

Segundo a imprensa internacional, a entrada das novas companhias na Star Alliance será feita ao mesmo tempo, com eventos em Bogotá, sede do grupo Avianca/Taca e na Cidade do Panamá, hub da Copa. Vale destacar que a Avianca Brasil, apesar de ser do mesmo dono e ter o mesmo nome, não faz parte oficialmente do grupo e continuará fora da Star Alliance, já que seu programa de milhagem – o Amigo – infelizmente não é integrado ao LifeMiles.

Fonte: Portafolio/Melhores Destinos

14.5.12

TAM vira chilena em 15 de junho


Uma fonte fincada na sede da LAN, em Santiago, garante que a empresa  trabalha com a data do dia 15 de junho para abocanhar, enfim, a brasileira TAM.

O processo de fusão, iniciado em agosto de 2010, está em estágio final com a aprovação pelas autoridades de lá e de cá.

No dia 12 de junho, haverá, na Bolsa de Valores de São Paulo, o encerramento da troca de ações, com o cancelamento do registro da TAM como companhia aberta, para a nova LATAM, holding que administrará as duas empresas.

As marcas continuarão separadas e, até o fim do ano, a chilena deve repassar dois aviões de fuselagem larga para incrementar as rotas internacionais da TAM.

Fonte: Jornal do Brasil

7.5.12

Site recebe 2,5 mil reclamações de aeronautas em 2 anos, diz sindicato


Anac e Aeronáutica também recebem denúncias, mas não divulgam dados.
Funcionários da TAM criam blog anônimo; aérea diz estar aberta ao diálogo.

Pilotos e comissários fizeram 2.510 denúncias no Sindicato dos Aeronautas (Sna) desde a criação do canal para receber reclamações anônimas de violações praticadas por empresas da aviação civil, em fevereiro de 2010. Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e Aeronáutica também possuem formulários em seus sites para reclamações que afetem a segurança do sistema aéreo, mas não divulgaram a quantidade de denúncias recebidas

A principal reclamação da categoria é em relação à escala de voo, segundo o diretor de segurança de voo do sindicato, Carlos Camacho. "São alteradas muitas vezes pelas companhias sem aviso prévio. Essas mudanças provocam estresse e fadiga nos comissários e pilotos e podem gerar em riscos. Os funcionários das aéreas organizam sua vida conforme a escala. Hora de buscar as crianças na escola, médico, e outras atividades. Uma alteração repentina compromete todo um esquema previamente planejado e preocupação”, diz Camacho.

As denúncias recebidas pelo sindicato são repassadas à Anac. Procurada pelo G1, a agência não se pronunciou até a publicação desta reportagem. A Anac também recebe reclamações pelo telefone 0800 725 4445 ou nos postos de atendimento nos aeroportos de Brasília e Guarulhos. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também não divulgou dados sobre denúncias contra aéreas.

Supostos tripulantes da TAM criaram o blog “Aviador Anônimo”, em que pedem respostas da companhia sobre os problemas registrados. Criado em 24 de abril, o blog já teve mais de 94 mil acessos, segundo divulgado pelo site.

A maior reclamação é estresse a bordo. O grupo, que diz não ser “inimigo” da empresa, pede atenção do presidente da companhia para as situações de descaso dos agentes de aeroportos, falta de higiene a bordo, problemas com a escala de voos e qualidade dos hotéis em que as equipes são acomodadas.

O blog também questiona a jornada de trabalho, como o tempo de solo de até 4 horas e 30 minutos entre pernas (como são chamados voos de ida e volta), a redução de salários, com a retirada de um dia no repouso remunerado e diárias internacionais má ajustadas.

Um dos manifestantes convocou os colegas para uma operação-padrão, em que todas as regras devem ser cumpridas para que o voo seja realizado, comprometendo em atrasos e reclamações dos passageiros. A TAM informou em nota que “não há nenhuma operação-padrão ou algo semelhante em curso”.

Para a companhia, “o suposto movimento consta de um blog anônimo, aparentemente colocado no ar por alguns tripulantes, que contém acusações contra a empresa”. A TAM informou que normalmente não responde a “manifestações apócrifas”, mas enxergou a oportunidade de divulgar algumas iniciativas e benefícios oferecidos pela companhia ao seu grupo de voo e enviou uma carta ao blog, convidando ao diálogo pelos canais oficiais. Sobre as acusações feitas, a TAM reiterou "que elas não procedem”.

O G1 tentou contato com o blog por meio dos comentários, já que não há em-ail para contato. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Em 2010, um blog também anônimo foi criado funcionários da Gol durante uma falha no sistema que prejudicou pilotos e usuários. O blog era usado pelos tripulantes para reclamar de “escalas desumanas” - havia relatos de episódios em que estavam com olheiras e dormindo na cabine após voarem mais 100 horas por semana e repetirem voos por madrugadas seguidas. A companhia acabou revendo escalas e mudando regras internas de procedimentos

Fonte: G1

3.5.12

Pilotos da TAM protestam contra falta de segurança de voo


Funcionários criaram blog com série de reivindicações e prometem seguir estritamente os manuais – o que pode gerar atrasos em voos e prejuízos para a companhia. Manifestação deve seguir durante todo o mês Em protesto por melhores condições de trabalho e segurança de voo, pilotos e comissários da TAM iniciaram uma operação de “não-colaboração” à empresa.

Para chamar a atenção da companhia aérea, os funcionários criaram um blog chamado “Aviador Anônimo TAM”. Os manifestantes dizem que mais de 10.000 funcionários que trabalham na área de segurança de voo (entre pilotos, comissários e mecânicos) estão insatisfeitos com a companhia.

 “Não é prudente que uma empresa aérea mantenha justamente as pessoas mais envolvidas em segurança sob estresse”, diz um dos textos publicados.

Eles reclamam das escalas de trabalho, da falta de planejamento das jornadas, da redução dos salários e do péssimo trato da chefia com os subordinados.

 “O rigor na escala torna quase impossível nossa volta para casa”, disse um piloto ao site de VEJA.

 Os funcionários prometem seguir rigorosamente os manuais das aeronaves – o que pode ocasionar atrasos em voos e aumento de consumo de combustível. “Iremos emitir diretrizes aos tripulantes, que deverão ser seguidas durante o mês de maio. Serão coisas simples como fazer o procedimento completo, enfim, trabalhar em cima do que está escrito”, diz um dos textos publicados no site.

Em carta encaminhada ao presidente da TAM, Marco Bologna, em abril, os pilotos fazem um alerta: “Seremos como robôs, cumpriremos estritamente as normas escritas pela empresa e deixaremos que os outros departamentos façam o trabalho deles. Vai ser como cortar na carne, mas não vemos outra alternativa”.

Gastos 

 O objetivo do movimento é pressionar a companhia sem greves, mas de forma a causa possíveis prejuízos para a TAM.

Segundo um piloto, metade dos gastos da empresa é proveniente de combustível e as medidas adotas pelos aviadores podem pesar no bolso da TAM. A assessoria da companhia confirmou que o combustível é o principal custo operacional da empresa. "Se cada comandante deixar de economizar 100 quilos de combustível por etapa, com uma adesão de 50% dos pilotos, teríamos um aumento nas despesas na ordem de 5 milhões de reais ou mais, só em maio”, estima um comandante que preferiu não se identificar.

Nesta quarta-feira, o blog “Aviador Anônimo TAM” recebeu mais de cem comentários sobre o início da manifestação. “Basta seguir o que está escrito que iremos chamar a atenção. O consumo daqui a algum tempo vai aparecer, vamos causar estrago. Vai virar uma bola de neve: aeronautas regulamentados, voos atrasados, aí o bicho vai pegar.” Outro manifestante diz: “Minha parte estou fazendo. Limpeza só entra depois do desembarque encerrado, embarque só ocorre depois de a limpeza ter saído. Comissária não chegou? Problema da base. Contagem não bateu com a do despacho? Paciência, só fecho a porta quando bater. Fechar a porta com passageiros em pé? Não, não, não!”. Até o meio-dia desta quarta-feira, a companhia registrou atrasos em 17,8% dos voos – a média de atrasos de todas as empresas foi de 15,1%.

“O índice de atrasos de hoje é padrão para as companhias”, informou a assessoria da TAM ao site de VEJA. “Todos foram prejudicados pelo mau tempo, principalmente em Porto Alegre.”

Resposta

 A assessoria da TAM informou que a segurança é prioridade para a companhia: “Cumprimos rigorosamente toda a legislação do setor aéreo e os procedimentos de operação das aeronaves sugeridos pelos fabricantes”. A TAM nega que haja um “movimento” entre os funcionários da companhia, mas admite que o departamento de recursos humanos da empresa enviou uma carta ao blog em resposta aos “supostos” manifestantes. Diz uma parte do texto encaminhado pelo RH aos blogueiros: “Pertencemos a uma única empresa e esse espírito deve permanecer. Somente por meio do diálogo sincero e aberto entre nós é que poderemos encontrar, juntos, as respostas e soluções”.

Fonte: Veja / BGA

11.4.12

Governo e TAM vão formar mão de obra local para exportação


O Ceará poderá ser, em dois anos, um exportador de mão de obra técnica em manutenção de aeronaves - profissionais bastante disputados no mercado nacional. A TAM Aviação Executiva e o Governo do Estado vão qualificar, inicialmente, profissionais em Aracati, para trabalhar no Centro de Tecnologia, Manutenção e Comercialização de Aeronaves e Prestação de Serviços Aeronáuticos, a ser instalado no município. A formação, porém, não irá se restringir apenas à demanda da TAM de Aracati. O trabalho terá continuidade mesmo após preencher as vagas do local.

O hangar da companhia começa a ser construído nas próximas semanas no Aeroporto de Aracati. O memorando de entendimento sobre o centro de manutenção foi assinado ontem pelo governador Cid Gomes e pelo presidente da TAM Aviação Executiva, Fernando Pinho, no Palácio da Abolição.

No contrato consta o compromisso mútuo da capacitação de pessoal, predominantemente local. “O objetivo é desenvolver cursos profissionalizantes para a formação de mão de obra para mecânicos e eletrônicos da aviação. E por que não o Ceará exportar mão de obra para outros Estados?”, disse Pinho.

O contrato inclui ainda a cessão de espaço pelo governo de 10 mil m² por 10 anos, renováveis por mais 10, e incentivos equivalentes a 50% do valor de construção da base, orçada em R$ 26 milhões. Isso significa que o Estado vai pagar metade da construção, R$ 13 milhões.

O secretário do Turismo, Bismarck Maia, confirmou a intenção de oferecer cursos técnicos no ramo da aviação. “Em princípio, estão trazendo os técnicos, mas o grande benefício que o Estado vai ter é montar o curso na escola técnica que já tem em Aracati, com a disponibilidade de absorver os professores, de (a TAM) comprar os equipamentos. Ali vão poder formar pessoas que trabalhem Brasil afora”, reforçou.

A estimativa é de que o hangar esteja pronto em oito meses.

Referência no Nordeste

Com o centro de manutenção da TAM, o Ceará passa a ser a referência no segmento para Norte e Nordeste, regiões que contêm, juntas, 20% da frota da aviação executiva. Os proprietários dessas aeronaves, agora, terão a opção de se deslocarem a Aracati, ao invés de irem ao centro de manutenção em Jundiaí (interior de São Paulo) ou aos Estados Unidos (EUA), no centro da própria Cessna, fabricante de aeronaves parceira da empresa brasileira.

Fonte: do AVIAÇÃO.COM

4.4.12

Tam tem taxa recorde de 81,9% nos voos para o exterior em fevereiro


A Tam encerrou fevereiro com a maior taxa de ocupação internacional de sua história para o mês. Nos voos para o exterior operados por empresas aéreas brasileiras, a companhia registrou load factor de 81,9% e seguiu líder no segmento, com participação de 87,5% no período. Os números foram divulgados hoje (3/4) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e refletem a demanda aquecida por rotas internacionais no fim da alta temporada.

O índice recorde no mercado internacional é resultado de um aumento da demanda (RPK) acima do crescimento do número de assentos disponíveis por quilômetro voado (ASK). Na comparação com fevereiro do ano passado, a procura por voos da companhia ao exterior avançou 11,7%, enquanto a oferta foi incrementada em 5,3%. No mês, o yield (preço unitário pago por passageiro por quilômetro voado) internacional também avançou com relação a fevereiro do ano anterior.

Mercado doméstico- No mercado doméstico, a Tam também manteve a liderança, com market share de 39,1% em fevereiro. No mês, a taxa de ocupação dos voos chegou a 64,6%. O índice é resultado da combinação dos aumentos de 11,7% da demanda e de 8,7% da oferta nos voos domésticos da companhia, na comparação anual.

O desempenho da Tam no mercado nacional reflete o aumento do volume de passageiros viajando a lazer, muito influenciado pela realização do Carnaval em fevereiro (em 2011, ele havia sido celebrado em março). Além disso, foi alto o número de passageiros que viajaram com bilhetes-prêmio no segundo mês deste ano. Como reflexo, o mix de clientes resultou em um yield doméstico ligeiramente inferior ao registrado em fevereiro do ano passado. 

Fonte: Mercado e Eventos

28.3.12

Decisão chilena sobre fusão obriga futura Latam a deixar a Star Alliance


(obs.: Essa notícia é antiga - 22/09/2011 - mas até agora eu ainda não sabia qual seria a aliança "abandonada" pela LATAM)

767 da LAN com pintura Especial da Oneworld

A decisão do Tribunal de Defesa da Livre Concorrência do Chile (TDLC), que aprovou ontem a fusão entre a LAN e TAM, também deve ser o decreto de saída da companhia brasileira da Star Alliance – a maior aliança de empresas aéreas do mundo. Assim como a LAN, a Latam deverá ser filiada à Oneworld, a menor das três alianças globais.

Isso porque uma das medidas do tribunal chileno determina que a nova companhia aérea deixe uma das duas alianças globais. E mais, que não participe da mesma aliança em que estiver o grupo Avianca-Taca. Como os colombianos devem ingressar na Star Alliance em 2012, restaria à Latam a Oneworld ou uma improvável mudança para a Skyteam.

Liderada pela Lufthansa e pela United Airlines, a Star Alliance conta com 27 membros ativos e outros seis em processo de admissão – entre eles a Avianca-Taca e a Copa. Atende a 181 países e 1.160 aeroportos, com uma frota de 4.023 aeronaves.

Os números da Oneworld, liderada pela American Airlines e British Airways, são mais modestos: são 12 companhias filiadas (outras três já convidadas), que voam para 146 países e 872 aeroportos, com frota de 2.470 aviões.

De acordo com o tribunal chileno, a Latam – que será a maior companhia aérea da América Latina e uma das 10 maiores do mundo – terá um prazo de dois anos para efetivar a saída da aliança global a partir da data da consolidação da fusão. Interessante é que, a menos que a medida seja alterada, se a Avianca decidir no futuro sair da Star Alliance e ingressar na Oneworld obrigará a rival a fazer caminho inverso, já que, segundo a decisão, “em nenhum caso” a Latam poderá pertencer à mesma aliança da concorrente.

Como no mundo jurídico sempre há espaço à negociação, resta saber se os executivos da LAN e da TAM – que ainda não se pronunciaram sobre a questão das alianças – tentarão algum acordo para manter a nova companhia nas duas alianças ou simplesmente acatarão a medida e deixarão a Star Alliance.

Fonte: Melhores Destinos

27.2.12

Gol começa voos rumo aos Estados Unidos (Por Alexandre Sales Thamaro)




“Extra, extra! Gol começa vôos rumo aos Estados Unidos com latas de sardinha voadoras”

Desde que a rosa dos ventos da Varig se tornou laranja, começou o bolão do mercado em saber quando que a Gol iria querer voar para os Estados Unidos. E o título desse texto provavelmente ilustrará os vôos internacionais com o Padrão Gol de Voar.

No mês passado, surgiram boatos de que a Gol estaria preparando a volta da Varig para vôos internacionais, sendo que até o renomado jornal Brasil Econômico noticiou tal fato. Ainda de acordo com ele, a companhia se candidatou a comprar oito aeronaves Boeing 787, usando os slots de produção da Gulf Air, uma companhia asiática, que recentemente cancelou a encomenda.

Relembrando ainda mais os fatos: A Laranjinha resolveu comprar a Varig quando a recém vegetada Varig Log a colocou a venda, depois de ter organizado o hangar. Renovou totalmente sua frota e reiniciou os vôos internacionais de longo curso e lançou a classe Comfort, com aeronaves Boeing 767-300ER e um único 767-200ER, aeronaves das quais chegou a operar 10 exemplares simultaneamente. Veio a crise do petróleo e os vôos de longo curso passaram a ser operados por acordos de code-share da Gol, mas colocou aeronaves “Varig”, equipadas com duas classes de serviço (Econômica e Comfort) para operar os vôos internacionais entre a América Latina.

No fim de 2011, a Delta Airlines abocanhou uma participação acionária na Gol e duas aeronaves Boeing 767 oriundas da companhia da cauda laranja, em troca de US$ 100 milhões. Some a isso a compra da Webjet e perceba o tamanho da preocupação da Gol em relação à LATAM, que tem previsão de concluir essa fusão até o fim de 2012.

Agora o título não se refere aos fatos acima relacionados. Mas sim às três primeiras linhas desse artigo: Semana retrasada, foi publicada no Diário Oficial da União a tão sonhada autorização da Gol para voar rumo à terra do Tio Sam. O que confere com os rumores da volta da moderna Estrela Brasileira aos céus desse planeta.

Apenas se sabem que são 14 freqüências semanais autorizadas, mas nenhum destino ou horário de vôo foi informado. No meu ponto de vista, é impossível a companhia da rosa dos ventos laranja adquirir aeronaves confortáveis e competitivas para concorrer não só com as companhias estrangeiras, mas com a própria companhia da cauda vermelha. Não é segredo de ninguém que a Gol quer o produto mais barato possível, e não importa que seja velho. Conforme um dos meus primeiros artigos, a Laranja Dinâmica não iria ficar chupando o dedo enquanto a TAM voava atrás do sucesso. Especulou a compra da TAP e viu que o buraco seria mais embaixo, pois teria que concorrer com um mercado muito mais competitivo e a questão frota iria ser difícil de ser resolvida. Vale lembrar que a frota da companhia portuguesa é exclusivamente de origem Airbus.

Vamos remoer ainda mais a memória: Quando a compra da Varig foi divulgada, a Gol anunciou que provisoriamente operaria aeronaves Boeing 767-300ER e um 767-200ER, arrendados de várias origens, que juntamente com os Boeing 737NG, oriundos da Gol e outros próprios, iriam compor a frota da companhia. Mas conforme dito no começo, os vôos internacionais quase levaram a Gol à bancarrota, dando-lhe um tremendo prejuízo. Os 767 foram devolvidos e os 737 passaram a voar as rotas internacionais da Laranja.

E agora, a renovação da frota está indefinida, pois são apenas rumores essas notícias dos 787. Mas a Estrela Brasileira irá voltar, com certeza. Mas ninguém sabe quando.

Enquanto isso, no Chile...

A LATAM não irá receber a Varig/Gol de braços abertos, desejando sorte ou com um pagodinho regado com um bom churrasco gaúcho para homenagear a concorrente. Vai fazer exatamente o contrário, tentando exterminar a concorrente.

Tanto a LAN como a TAM são mais conhecidas internacionalmente que a Gol, mas não tão conhecidas como a Varig. Foi exatamente esse o maior motivo da compra da Varig. Quem não se lembra da enxurrada de notícias sobre quem iria arrematar o passe da companhia da cauda azul? TAM e LAN disputavam a empresa, mas a Gol teve um pouquinho mais de agilidade...

As duas companhias estão recebendo novos aviões todos os meses praticamente, e o que facilita é que a maioria dos aviões recebidos pela LAN são Boeing 767-300ER, novinhos em folha, que voam pelo planeta nas rotas da companhia da estrela azul. O que certamente irá acontecer será uma rede de promoções, para ver quem enche mais os aviões. Mas isso será difícil, pois se os Boeing 787 vierem para as terras brasileiras, a Gol com certeza irá investir no marketing de sua aeronave. O substituto irá concorrer com o substituído.

A TAM irá fazer seu dever de casa duas vezes, pois irá concorrer ainda mais no mercado doméstico e fechar o mercado internacional para si mesma, pois domina quase 90% desse. Mas terá preferência em fechar o internacional, pois ela pode ser líder, mas quem se orgulha e não age em nada, perde toda a liderança.

Conclusão

“A propaganda é a alma do negócio”. E disso, as três companhias entendem muito bem, pois sem elas, não sobrevivem. Já cansei de ver propagandas coladas nos encostos das poltronas ou nos vídeos exibidos nas aeronaves.

Um conselho para a Laranjinha: Se você não investir em aviões modernos, vai ser um tiro na barriga, pois avião novo se paga em relação a avião velho, tanto que os passageiros do Boeing 787 e do Airbus A380 declaram que se sentem mais seguros nesses modelos, e que evitam voar o 767, A300, A310, 757, mesmo que seja novo de fábrica. Avião novo e voado é melhor que avião antigo e pouco voado.

Outro conselho para a Gol: Proibido Boeing 737-800 de classe Sardinha e com escalas para abastecimento servindo barrinhas de cereal. Os passageiros adoram produtos BBB (Bom/ Bonito/Barato). E disso a Gol entende como cada centavo de seu suado lucro.

A LATAM irá queimar muita gordura para impedir esse avanço. E se a união faz a força, que acelerem logo essa fusão, pois é necessária.

Outra consideração importante: LATAM, por favor, faça muitas promoções, pois ainda pretendo viajar para o exterior de avião. E não só eu faço esse pedido, mas milhões de eventuais passageiros oriundos da Classe Média.

As armas e regras estão aí, mas ninguém deu o pontapé inicial para essa batalha. Mas das profundezas de minha alma que possui asas: Que as três sobrevivam e tenham sucesso.

Frase da Semana

“Esqueça tudo sobre o que você aprendeu sobre sustentação, gravidade, empuxo e arrasto ou qualquer outra matéria. O que faz um avião voar é o dinheiro”

Fonte: Canal Piloto - Por Alexandre Sales Thamaro

14.2.12

Prejuízo na TAM em 2011


A companhia aérea tam registrou prejuízo de R$ 335,1 milhões em todo o ano de 2011, sobre lucro de R$ 637,4 milhões em 2010, de acordo com divulgação desta segunda-feira (13). No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 95,5 milhões, queda sobre os R$ 150,1 milhões registrado no mesmo período de 2010.

“A forte apreciação do dólar durante o segundo semestre, que chegou a R$ 1,88 no final de 2011, causou o maior impacto na última linha do balanço”, diz a empresa, em comunicado.

Em 2011, na comparação com 2010, a TAM registrou elevação de 21,3% nos gastos com combustível e de 10,1% no volume consumido, diz comunicado. "Impactaram ainda o resultado final o aumento de 11,9% nos custos com tarifas de decolagem, pouso e navegação e de 15,8% com pessoal, em razão do crescimento de 5,6% do número de funcionários e do reajuste salarial de 8,75% aplicado a partir de dezembro de 2010", diz a companhia aérea.

A empresa encerrou 2011 com lucro operacional (Ebit) de R$ 997,1 milhões, estável em relação ao ano anterior, e margem de 7,5%. No quarto trimestre, o Ebit foi de R$ 297,9 milhões, crescimento de 36,5% na comparação com o mesmo período de 2010.

A receita bruta  em 2011 foi de R$ 13,5 bilhões, 15% maior que a de 2010. No último trimestre, a receita bruta chegou a R$ 3,7, alta de 12% em relação ao resultado registrado nos últimos três meses do ano anterior.

Passageiros

Em 2011, a TAM transportou mais de 37,7 milhões passageiros, superando em 9,1% o volume registrado no ano anterior.

Na operação doméstica, o avanço foi de 8,8% no número de clientes, para 31,9 milhões, e a taxa de ocupação ficou em 68,7%. Em rotas para o exterior, a companhia obteve aumento de 10,6% na quantidade de passageiros transportados, para 5,8 milhões, e encerrou o ano com taxa de ocupação (load factor) de 81,4%, o melhor de sua história.

Para este ano, no mercado doméstico, a companhia estima que volume de RPK (passageiro por quilômetro percorrido) deve avançar de 8% a 11%, enquanto o crescimento do ASK (assento disponível por quilômetro) da TAM deve ser entre zero e 2%. Nas rotas para o exterior, a oferta de assentos da empresa deve crescer entre 1% e 3%, estima.

O yield (preço unitário pago por passageiro por quilômetro voado) geral da TAM teve variação de 2,5% no ano passado. Somente no quarto trimestre, a recuperação foi de 8,9%.

LatamCom relação à fusão com a chilena LAN, a TAM disse que ambas as empresas já receberam todas as aprovações de órgãos de defesa da livre concorrência para a criação da Latam.

"Atualmente, as empresas prosseguem com os trabalhos técnicos e preparatórios de integração, com auxílio de consultorias internacionais. Enquanto isso, aguardam a decisão da Suprema Corte do Chile, que analisará os recursos apresentados pelas companhia contra três restrições impostas à criação da Latam pelo Tribunal de Livre Concorrência do Chile (TDLC)", diz comunicado.

Fonte: G1

1.2.12

Demanda em 2012 será menor que ano anterior, diz TAM


A demanda por voos domésticos no Brasil em 2012 deve mostrar desaceleração em relação ao ano passado, enquanto a oferta de assentos deve mostrar estabilidade, segundo estimativas da TAM divulgadas nesta terça-feira.

De acordo com a maior companhia aérea do Brasil e que em breve irá se fundir com a chilena LAN, a demanda geral por voos domésticos crescerá entre 8 e 11 por cento em 2012, contra acréscimo de 15,72 por cento registrados no ano passado, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

"Acreditamos em um mercado forte e crescente em 2012. Vamos direcionar nossos esforços para aumentar a rentabilidade da nossa companhia, continuando o movimento de recuperação de yield (preço unitário pago por passageiro por quilômetro voado) iniciado no segundo semestre do ano passado. Vamos manter um rígido controle de custos e ampliar receitas", afirmou, em comunicado, o presidente da TAM, Líbano Barroso.

A companhia aérea afirmou ainda que crescimento da sua oferta de assentos em 2012 deverá ser entre zero e 2 por cento nos voos domésticos, e entre 1 por cento e 3 por cento nas rotas para o exterior. No ano passado, a oferta de assentos da TAM cresceu 9,54 por cento ante 2010, enquanto em todo o sistema o avanço foi de 12,94 por cento.

"Não prevemos a abertura de novas rotas em 2012, porém trabalharemos para consolidar e incrementar a produtividade dos voos já existentes e para aumentar frequências para alguns destinos internacionais", disse a TAM.

A taxa de ocupação prevista para este ano no mercado doméstico é de entre 72 e 74 por cento, contra 68,76 por cento registrados no ano passado. Para o mercado internacional, onde a taxa de ocupação nos voos da TAM foi de 81,46 por cento, a estimativa para este ano também é maior: de 83 a 85 por cento.

Além disso, a TAM também revisou seu plano de frota para este ano, de 159 para 157 aviões no final de 2012, resultado da redução no número de aviões narrow body (de um corredor) de quatro para sete aeronaves.

"Mesmo assim, a frota doméstica será renovada em 10 por cento com a chegada de 13 novos Airbus da família A320, mantendo a baixa idade média das aeronaves. Para atender o segmento internacional, receberemos quatro Boeing 777 e continuaremos com um Airbus A330 que seria devolvido em 2012", ponderou a companhia.

As ações da TAM fecharam a sessão com queda de 0,21 por cento, a 37,38 reais, enquanto o Ibovespa avançou 0,48 por cento.

Fonte: Veja Abril

29.12.11

TAM recebe dois novos A320 equipados com OnAir e encerra o ano com 156 aeronaves


Aviões, que já vêm da fábrica com o sistema de conectividade a bordo instalado, serão utilizados na operação doméstica da companhia.

A TAM Linhas Aéreas acaba de incorporar à sua frota duas novas aeronaves A320, vindas diretamente da fábrica da Airbus em Hamburgo (Alemanha). Ambas estão configuradas com 174 assentos e eram as últimas unidades aguardadas pela companhia em 2011. Com a maior frota de aviões de passageiros da história da aviação brasileira, a TAM encerra o ano com 156 aeronaves.

As novas unidades da Airbus recebidas pela empresa neste mês serão alocadas na operação doméstica no início de 2012. Hoje, a frota da TAM tem idade média entre 6 e 7 anos, uma das mais novas do mundo. A previsão, de acordo com o plano da companhia, é chegar a 179 aeronaves até o fim de 2015.

Os dois novos A320 já vêm da fábrica equipados com o sistema OnAir de conectividade a bordo, baseado na tecnologia SwiftBroadband (SBB) da Inmarsat. Com ele, os passageiros podem usar seus telefones celulares para fazer ligações, enviar e receber mensagens ou dados, possibilitando o acesso à internet e às redes sociais em smartphones.

Após a incorporação, a TAM somará 31 aeronaves com os serviços OnAir. Nos próximos anos, 80 aviões da companhia serão equipados com o sistema, que será instalado na frota internacional a partir do segundo semestre de 2012. A decisão pela expansão foi anunciada em julho deste ano, depois de a companhia avaliar como bem-sucedida a experiência dos passageiros com a tecnologia a bordo.

Fonte: Aviação é aqui

16.12.11

Tam e Turkish assinam code-share para 2012


Começa a valer em 2012 o code-share entre a brasileira Tam e a companhia aérea turca Turkish Airlines. As empresas, ambas membros da Star Alliance, assinaram o acordo segundo o qual os clientes Tam podem comprar, diretamente com a aérea brasileira, bilhetes para Istambul, enquanto os passageiros da Turkish terão a sua disposição bilhetes para voos operados pela Tam com destino a São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Foz do Iguaçu e Buenos Aires. 

Os destinos estarão disponíveis para reserva e compra nos canais de vendas das empresas em 2012, logo após a aprovação do acordo pelas autoridades aeronáuticas de ambos os países. Atualmente, a Tam oferece 43 destinos no Brasil e 19 na América Latina, nos Estados Unidos e na Europa – além de outros 92 destinos internacionais por meio de acordos de code-share. Ao entrar em vigor, a nova parceria permitirá ao cliente da Tam viajar diretamente entre São Paulo e Istambul em voo operado pela Turkish. Além disso, será possível viajar via Londres de e para Istambul, a partir de São Paulo ou do Rio de Janeiro. 

Fonte: Panrotas

29.11.11

Tam retoma liderança no doméstico com 39,6%


A Tam retomou a liderança na participação dos voos domésticos no mês de outubro. A aérea obteve 39,6% do mercado, seguida pela Gol, com 37%. As demais empresas aumentaram sua fatia de participação para 23,3%. Os dados são da Anac.

Em outubro, a Azul obteve 9,1% de participação nos voos nacionais; seguido da Webjet com 5,8%, a Trip com 3,8% e Avianca com 3,7%. Se a participação da Webjet (5,8%) fosse somada à fatia da Gol, a empresa de Constantino Oliveira se manteria na liderança do mercado no mês passado.

No internacional, o Grupo Tam ficou com 87,9%, contra 10,7% da Gol/Varig, considerando o acumulado de janeiro a outubro de 2011.

DEMANDA
Em outubro, os desembarques domésticos nos primeiros dez meses do ano cresceram 17,4% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: Panrotas

23.11.11

TAM aumenta pontos exigidos para troca de passagens nas férias


A companhia aérea TAM aumentou os pontos necessários para troca de passagens do seu programa de milhagens, o TAM Fidelidade. As alterações, que entraram em vigor na segunda-feira, são, principalmente, para a alta temporada, que compreende o período de primeiro de dezembro a 14 de março e primeiro de junho a 15 de agosto.

Sofreram mudanças os voos com destinos para a América do Sul.Na alta temporada, para viajar com a TAM para países da América do Sul, o cliente deverá utilizar 20 mil pontos para passagens na classe econômica, 30 mil para a classe executiva e 40 mil para a primeira classe. 

Na baixa temporada, que compreende o período de 15 de março a 31 de maio e 16 de agosto a 30 de novembro, os resgates para voos com o mesmo destino e com sete dias antes da viagem foram ajustados para 15 mil pontos na classe econômica, 20 mil para a classe executiva e 30 mil para a primeira classe. Já se o resgate for feito com menos de sete dias antes do voo, os valores aumentam para 20 mil, 30 mil e 40 mil, respectivamente.

Fonte: Terra

17.11.11

Juntas, TAM e Gol perdem mais de R$ 1 bi com dólar


A volatilidade do dólar, que encerrou o terceiro trimestre cotado a R$ 1,85, teve forte impacto negativo para os resultados das duas maiores companhias aéreas brasileiras. TAM e Gol divulgaram, na semana passada, prejuízo líquido conjunto de R$ 1,1 bilhão de julho a setembro.

Desse total, são R$ 619,7 milhões da TAM e R$ 516,5 milhões da Gol. Na comparação anual, as duas empresas haviam apresentado lucros líquidos de R$ 733,5 milhões e R$ 110 milhões, respectivamente.

"Quando olhamos a operação, o resultado operacional foi bom. O impacto do dólar foi sobre o resultado financeiro, especialmente na dívida de longo prazo, basicamente com bancos e leasing [arrendamento de aviões]", afirmou o presidente da TAM, Líbano Barroso.

"No terceiro trimestre, devido à política tarifária aplicada pela indústria, verificamos que os clientes compraram com antecedência. Os reajustes de tarifa levam de 60 a 90 dias para terem efeito", disse o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior.

TAM e Gol mostraram resultados opostos no chamado "yield", um dos principais indicadores do setor. É o valor que cada passageiro paga por quilômetro transportado e que serve para as companhias aéreas corrigirem os preços das passagens

Na Gol, o yield recuou 7,6% na comparação de terceiros trimestres. Na TAM, esse indicador registrou expansão de 7%. Segundo Líbano, o yield do quarto trimestre tem chances de crescer entre 3% e 5%. Para o vice-presidente de finanças e relações com investidores da Gol, Leonardo Pereira, essa taxa deve avançar ao menos 1% entre outubro e novembro.

A valorização do dólar em relação ao real no terceiro trimestre também teve reflexo na dívida e na alavancagem de TAM e Gol. Juntas, as duas companhias encerraram o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 9,4 bilhões, sendo R$ 6,8 bilhões da TAM e R$ 2,6 bilhões da Gol.

Na divulgação dos resultados, a TAM deu prioridade à relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). A Gol, por sua vez incluiu o arrendamento de aeronaves.

No critério da TAM, a alavancagem ficou em 4,6 vezes e no da Gol, em 6,4 vezes. Segundo especialistas do setor, uma relação saudável para companhias aéreas oscila entre 3 e 5 vezes. "Se o dólar estivesse em R$ 1,75, essa relação cairia para 4,3 vezes", afirmou Líbano, da TAM. "Não estamos satisfeitos", afirmou Pereira, da Gol, acrescentando, porém, que a situação da empresa é confortável porque não há vencimento de dívida no curto prazo.

O crescimento da demanda por transporte aéreo teve impacto positivo para a receita líquida das duas empresas, no período avaliado. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o fluxo de passageiros acumula de janeiro a setembro crescimentos de 18,5% nos voos domésticos e de 13,8% nos internacionais.

As duas companhias somaram no terceiro trimestre receita líquida de R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 3,3 bilhões para a TAM e R$ 1,8 bilhão para a Gol. Na comparação com os mesmos períodos do ano passado, os crescimentos foram de 14,5% e de 3,1%, respectivamente.

Fonte: Valor Econômico

10.10.11

Começa a decolar a integração de TAM e Lan




Maurício Rolim Amaro, da família controladora da TAM, será o presidente do conselho de administração da Latam, formada pela companhia de aviação brasileira e a chilena Lan. 

A irmã, Maria Claudia Amaro, fica presidente do Conselho da TAM, Enrique Cueto, CEO da Lan, será o CEO da nova companhia, enquanto Ignacio Cueto, mantém-se presidente e responsável pela área operacional da Lan. 

Os quatro irmãos estiveram reunidos em SP, na quinta-feira passada, quando reafirmaram compromissos para a união e retomaram passos para a integração de TAM e Lan. 

"Estamos satisfeitos com a aprovação do Tribunal de Defesa da Livre Concorrência (TDLC) do Chile, mas conjuntamente contestamos na Suprema Corte uma restrição", diz Maurício Rolim Amaro. 

"A maioria das medidas afeta a operação no Chile e em nada a TAM. A Lan contesta todas." 

Entre as 11 condições impostas está a renúncia de quatro frequências da LAN para Lima (Peru) e de alguns direitos de pouso e decolagem. 

"Nossa queixa conjunta é específica quanto à necessidade de a Latam submeter ao tribunal o compartilhamento de voos com empresas que não sejam da mesma aliança", diz. 

As empresas sabiam que teriam de optar por uma associação: a Star Alliance, chefiada pela Lufthansa e pela United, à qual a TAM está ligada, ou a One World, liderada por British Airways, Iberia e American Airlines, e que tem a Lan entre seus associados. Mas, diz Amaro, ainda não se decidiram. 

"Não consideramos o tribunal um órgão operacional com condição de agir com rapidez. A Fiscalía chilena [autoridade antitruste], sim, tem experiência e capacidade de decisão." 

O TDLC aprovou a fusão em 21 de setembro deste ano. A criação da Latam, anunciada em 13 de agosto de 2010, começou um mês depois. Foi, porém, interrompida em janeiro, quando o órgão de defesa do consumidor pediu ao TDLC uma análise do impacto da Latam. 

"Esperamos que a Suprema Corte se pronuncie até janeiro e fazer a oferta pública em março." Nessa ocasião, a TAM, que é listada nas Bolsas de Valores de São Paulo e de Nova York, fechará seu capital.

SINERGIAS

TAM e LAN calculam em US$ 400 milhões as sinergias com a união, sem contar ganhos com o Programa Multiplus, de milhagens, diz Amaro. As medidas mitigatórias impostas representarão perda de US$ 10 milhões, segundo a companhia. 

A sede da Latam será no Chile, de acordo com Amaro. 

Serão criados comitês para compartilhar a gestão. Os principais serão o operacional e o de carga, com gestão compartilhada com representantes das duas empresas. 

No Brasil, a fusão teve parecer favorável da Secretaria de Acompanhamento Econômico e aguarda avaliação do Cade. "Estamos confiantes na aprovação do Cade ainda neste ano." 

As sinergias são muito grandes, com pouca sobreposição, acrescenta ele. 

A Lan voa mais para costa oeste dos EUA e Ásia, e a TAM, mais para Europa e costa leste dos EUA. 

"Detectamos oportunidades em 19 novas rotas." 

As duas companhias continuarão com operações independentes. 

Pintar o novo nome nos aviões custa caro, afirma o empresário. 

"União total, só no longo prazo."

Fonte: Folha

21.9.11


Gol e TAM lideram mercado aéreo doméstico em agosto, diz Anac

Dados da Agência de Aviação Civil (Anac) divulgados nesta terça-feira (20) mostram que as companhias aéreas Gol e TAM praticamente empataram na liderança do mercado doméstico de aviação civil em agosto.

De acordo com a Anac, a participação de mercado da Gol Linhas Aéreas em agosto foi de 38,84%, contra a de 38,37% do grupo TAM (que abrange as operações da TAM Linhas Aéreas e Pantanal Linhas Aéreas, adquirida pela TAM).

Em seguida aparece a Azul, com 9,27%, Webjet, com 5,74%, Avianca com 3,55% e Trip com 3,43%.

No acumulado do ano até agosto, entretanto, a TAM se mantém líder em participação de mercado, com 41,87% do total, enquanto a Gol ficou com 37,73%.

Em março deste ano, foi a primeira vez que a Gol superou a TAM na liderança do mercado doméstico.

Já a demanda por voos domésticos no Brasil aumentou 13,45% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2010, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (20) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 

Já a oferta de assentos cresceu 14,31% na mesma comparação.

Participação internacional

No mercado internacional, a liderança da TAM continua folgada. Ela é a única brasileira a fazer voos para fora da América do Sul e do Caribe. Em agosto, sua fatia chegou a 89,09%. A Gol teve 9,63%.

A Avianca alcançou 1,28%. As empresas aéreas estrangeiras não são consideradas.

Fonte: Globo

31.8.11

Quatro anos após acidente da TAM, Justiça nega fechar Congonhas


A Justiça Federal em São Paulo negou pedido do Ministério Público Federal (MPF) para suspender as atividades do aeroporto de Congonhas até que sejam esclarecidas as questões de segurança relativas ao acidente com o avião da TAM, em 2007, que não conseguiu parar durante a aterrissagem. A aeronave saiu da pista e colidiu com um prédio da empresa. No acidente, morreram 199 pessoas.

Logo após o pior acidente aéreo em território brasileiro, o MPF entrou com uma ação civil pública alegando que as condições precárias da pista, assim como a localização do aeroporto em área densamente habitada, tiveram influência na fatalidade e poderiam causar mais acidentes.

O pedido de paralisação já havia sido negado em caráter liminar em 2007. Na decisão final da primeira instância, o juiz Clécio Braschi entendeu que, em nenhum momento, os peritos criminais da Polícia Federal recomendaram a interdição do aeroporto, fizeram apenas recomendações de segurança que já são seguidas. O juiz também avaliou que o fato de o aeroporto estar situado em zona urbana não pode ser objeto de julgamento pelo Poder Judiciário.

O acidente

O voo JJ 3054 da TAM decolou do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, em direção a São Paulo no dia 17 de julho de 2007. O Airbus A320 pousou às 18h48 no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, mas não desacelerou durante o percurso da pista, atravessou a avenida Washington Luís e se chocou contra um depósito de cargas da própria companhia. Em seguida, a aeronave pegou fogo. Todas as 187 pessoas do avião e mais 12 que estavam em solo morreram. Foi o maior acidente aéreo da história do Brasil.

Chovia no dia do acidente em São Paulo e a pista, que havia passado por obras de recuperação, foi liberada sem a conclusão do grooving (ranhuras no asfalto que permitem o escoamento da água). A pista molhada foi apontada como uma das causas da tragédia. Mas, em outubro de 2009, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou, em relatório final, que uma falha dos pilotos é a hipótese "mais provável" para o acidente. O grupo de investigação, porém, não chegou a uma conclusão sobre um eventual erro de posicionamento das manetes, sistemas utilizados na frenagem do avião. Um dos fatores que podem ter levado o avião a não conseguir reduzir a velocidade é a posição em que uma das manetes foi encontrada após o acidente: para acelerar, e não frear.

Como fatores contribuintes para o acidente, a comissão enumerou ainda que o monitoramento do voo não foi adequado, a Agência Nacional de Avião Civil (Anac) não havia normatizado regras que impedissem o uso de reversos (freios aerodinâmicos) travados e a Airbus não colocava avisos sonoros para mostrar aos pilotos quando as manetes estavam em posições diferentes (uma para acelerar e outra para frear o avião). Após a tragédia, a TAM instalou um dispositivo que avisa os pilotos sobre a posição incorreta do equipamento.

Em novembro de 2008, a Polícia Civil de São Paulo indiciou dez pessoas pelo acidente, entre elas o ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Milton Sérgio Silveira Zuanazzi e a ex-diretora da agência Denise Maria Ayres Abreu. Dias depois, no entanto, a Justiça suspendeu os indiciamentos alegando que "a medida policial ter sido lançada por meio de rede jornalística representa, aos averiguados, eventual violação de seu direito individual".

Em janeiro de 2009, a Justiça Federal aceitou denúncia contra Denise Abreu por fraude processual. Segundo a denúncia, ela apresentou a uma desembargadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região uma norma da Anac que garantiria a segurança nas operações de pouso em Congonhas, proibindo pousos e decolagens apenas se a pista estivesse com lâmina d'água superior a 3 mm. No entanto, o documento era um estudo interno que não havia sido publicado no Diário Oficial da União, ou seja, sem poder de obrigatoriedade.

Fonte: Agência Brasil / Terra