
Em 2008, a TAP transportou um número recorde de cerca de 8,7 milhões de passageiros (quase um milhão e 12,3% mais que em 2007), registando um crescimento generalizado em todos os mercados onde opera, porém o preço do combustível e o agudizar da crise internacional afectaram negativamente as contas da TAP em 2008, com o resultado consolidado do grupo a registar perdas de 285 milhões de euros no exercício de 2008.
A TAP encerrou o ano de 2008 com um prejuízo de 285 milhões de euros, anunciou o presidente-executivo da companhia aérea, Fernando Pinto, em conferência de imprensa. Os resultados de 2008 do grupo TAP incluem pela primeira vez a consolidação dos resultados da empresa de assistência em terra aos aviões (‘handling’), Groundforce, e da empresa de manutenção e engenharia da TAP no Brasil (ex-VEM).
Durante a conferência de imprensa, o administrador financeiro da TAP, Michael Conolly, explicou que a Groundforce registou um prejuízo de 36 milhões de euros em 2008, enquanto a empresa de manutenção e engenharia do Brasil encerrou o ano com uma perda de 29 milhões de euros. A Portugália - PGA, companhia aérea detida a 100 por cento pela TAP, registou prejuízos de quatro milhões de euros em 2008. A estes prejuízos acrescem perdas de 12 milhões de euros em amortizações. De acordo com Michael Conolly, o factor que mais contribuiu para os prejuízos de 285 milhões de euros registados em 2008 foi o aumento do preço dos combustíveis. Em 2008, a factura dos combustíveis da TAP aumentou 67 por cento, passando de 421 para 703 milhões de euros.
De acordo com os resultados consolidados divulgados em conferência da imprensa nas intalações da empresa, o bom desempenho da TAP, SA (companhia de aviação) foi insuficiente para compensar os efeitos do preço dos combustíveis e da consolidação dos prejuízos da Groundforce e da VEM (Manutenção e Engenharia Brasil). Segundo o presidente-executivo da TAP, Fernando Pinto, a compra da brasileira VEM - Varig Engenharia e Manutenção, tratou-se de um investimento que orgulhará o grupo. “Não tenho dúvidas que será um dos investimentos de que nos vamos orgulhar no futuro a compra da VEM será um dos investimentos de que o grupo TAP se irá orgulhar no futuro”. Fernando Pinto considerou que a compra da VEM “foi uma oportunidade única”.
“Sabíamos que não era um investimento fácil e nunca imaginamos ter ganhos a curto prazo”, acrescentou o presidente-executivo da TAP. Em Novembro de 2005, a TAP adquiriu a VEM, antiga subsidiária da Varig, por 24 milhões de dólares, na sequência do processo de reestruturação da companhia brasileira. Fernando Pinto salientou que as duas bases de manutenção da VEM, que abrangem uma área total de 390 mil metros quadrados, são uma oportunidade para a TAP expandir o seu negócio de manutenção, uma vez que os 70 mil metros quadrados de que dispõe no aeroporto de Lisboa não lhe permitem crescer. “Não temos condições de crescer no actual aeroporto de Lisboa”, afirmou o presidente-executivo da TAP, referindo que em 2008 a companhia aérea recusou fazer trabalhos de manutenção a “mais de 70 aviões de terceiros porque não tinha espaço”.
A VEM, que emprega cerca de três mil trabalhadores e tem como principais clientes a companhia brasileira Gol, a Força Aérea Brasileira e a Oceanair Linhas Aéreas, encerrou o ano de 2008 com prejuízos de 29 milhões de euros.
Administração pretende continuar
O presidente-executivo da TAP, Fernando Pinto, afirmou ainda que pretende continuar na liderança da companhia aérea se for convidado para desempenhar o cargo e garantiu que não estão previstos despedimentos para este ano. “Pretendo continuar como presidente-executivo da TAP. Sendo convidado, em princípio, devo aceitar”, afirmou Fernando Pinto durante a conferência de imprensa. Fernando Pinto não fez mais comentários sobre o tema, afirmando que a decisão será tomada na assembleia-geral da companhia aérea, agendada para Maio. O mandato de Fernando Pinto como presidente-executivo da TAP terminou em Dezembro de 2008.
Durante a conferência de imprensa, em que TAP confirmou que registou um prejuízo de 285 milhões de euros em 2008, o presidente-executivo da transportadora afirmou que a empresa não prevê despedimentos este ano. “Não estão previstos despedimentos”, afirmou Fernando Pinto, salientando que a companhia aérea está a “preservar a empresa para um momento de retoma”.
Governo confia na administração
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, manifestou a confiança do Governo na administração de Fernando Pinto na TAP, apesar de reconhecer que os 285 milhões de euros de prejuízos registados pela empresa em 2008 são “muito negativos”. “O Governo está contente com a actual administração. Não está contente com os resultados, mas não foi culpa da actual administração”, sublinhou o governante, que remeteu as culpas dos prejuízos para os aumentos dos preços dos combustíveis e para a crise económica global.
A transportadora aérea nacional pretende aumentar a sua frota em 2009, apesar da actual quebra na procura, encarando esta medida como uma opção estratégica de longo prazo, que conta com o apoio de Mário Lino.
A TAP Portugal é a companhia aérea Portuguesa líder de mercado. A Rede da TAP cobre actualmente 59 destinos em 26 países a nível mundial. Operando em média mais de 1.850 voos por semana, a TAP dispõe de uma moderna frota de 53 aviões de fabrico Airbus, aos quais acrescem mais 16 aviões ao serviço da PGA, adquirida em 2007, totalizando assim uma frota global de 69 aeronaves.
Fonte: mundoportugues.org
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