Na terra de Santos-Dumont... Número vai quase dobrar em relação às atuais 10 cidades com voos regulares. Investimento total é de R$ 56 milhões
Minas Gerais vai ganhar mais oito aeroportos com capacidade para operar com aviação regular até o fim deste ano. As cidades de Capelinha, Curvelo, Divinópolis, Guaxupé, Lavras, Ouro Fino, Passos e Piumhi estão com seus aeroportos com obras em fase final de melhoria de infraestrutura, em investimento total de R$ 56 milhões do Programa Aeroportuário de Minas Gerais (ProAero), da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas. A partir de agosto as obras já começam a ser entregues. Do total de 853 municípios do estado, apenas 10 (incluindo Belo Horizonte) operam atualmente com aviação regular. A falta de infraestrutura em muitas cidades limita o lançamento de rotas pelas companhias aéreas regionais que operam na capital, a Trip e a Air Minas Linhas Aéreas.
Apesar dos investimentos, a Região Noroeste de Minas ainda vai ficar sem atendimento da aviação regular. O gerente do ProAero, Marco Migliorini, explica que a meta do Proero é capacitar 30 aeroportos em Minas para a aviação regional até 2011. “Temos uma malha de 151 aeroportos de pequeno e grande porte no estado. Estamos fazendo um planejamento anual para detectar as regiões com maior potencial para os investimentos. A avaliação envolve estratégia técnica e desenvolvimento econômico das cidades”, afirma. Segundo Migliorini, o objetivo do programa não é apenas o atendimento à aviação regular, pois há a necessidade de prestação de serviço local. “É preciso ter um aeroporto em funcionamento para casos de urgência”, diz.
A primeira obra a ser entregue é a do aeroporto de Curvelo, na Região Central. O empreendimento está em fase final de acabamento do terminal de passageiros, com previsão de entrega no próximo mês. A administração das unidades vai ser feita em parceria com as prefeituras ou com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
O presidente da Air Minas Linhas Aéreas, Urubatan Helou, afirma que alguns destinos no estado, como as cidades de Pouso Alegre, Teófilo Otoni e Poços de Caldas, não são atendidas pelos voos da empresa por falta de infraestrutura dos aeroportos. “São regiões importantes. Se tivessem empreendimentos capacitados, iríamos para lá no dia seguinte”, afirma. A Air Minas opera hoje em Minas em Belo Horizonte, Ipatinga, Uberaba e Uberlândia. Em setembro, inaugura um voo para Montes Claros. Várias rotas são feitas com ligação para o estado de São Paulo. A empresa começou a voar no Aeroporto da Pampulha há três anos, com rotas de Belo Horizonte para Divinópolis e Varginha. “Deixamos de fazer a rota de Divinópolis em função do baixo fluxo. Mas se o aeroporto for reestruturado, pode ser que a demanda aumente”, observa Helou.
Assim como ocorreu com as companhias aéreas que operam voos internacionais e interestaduais, as empresas regionais sofreram queda de demanda com a crise econômica global. Na Air Minas, a taxa de ocupação atual está em 58%. “É muito baixa”, observa Helou. O presidente da Trip Linhas Aéreas, José Mario Caprioli, ressalta, no entanto, que as empresas aéreas regionais foram menos atingidas pela crise financeira. A empresa prevê faturamento de R$ 520 milhões neste ano, contra R$ 320 milhões em 2008. A Trip acabou de lançar quatro novas rotas em Belo Horizonte, que vão ligar a capital às cidades do Rio de Janeiro, (Santos Dumont), Goiânia (GO), Cuiabá (MT) e Ji-Paraná (RO). A partir de Cuiabá, serão feitas conexões imediatas com Manaus, com toda a região Centro-oeste e com o oeste do Paraná, com saídas por Confins.
No aeroporto da Pampulha, a empresa já opera nos dez destinos que têm aviação regular em Minas: Belo Horizonte, Araxá, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Montes Claros, Patos de Minas, Uberaba, Uberlândia e São João del-Rei. Segundo Caprioli, os voos com distâncias menores vão ser operados pelo aeroporto da Pampulha e quando o destino depender de mais de uma conexão, via Confins.
O crescimento dos voos regionais enfrenta outra barreira: os preços. De Belo Horizonte para Ipatinga ou Governador Valadares, por exemplo, a tarifa muitas vezes sais mais cara do que para outras capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo. “Esses voos não têm concorrência, por isso não há muitas promoções”, afirma José Carlos Vieira, diretor regional e vice-presidente regional da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav).Grande parte do usuário da aviação regional (cerca de 75% do tráfego) viaja a negócios.
INVESTIMENTOS EM CADA CIDADE
. CAPELINHA - R$ 12 milhões
As obras estão em fase de terraplenagem e início de pavimentação. A pista será ampliada, com implantação da sinalização luminosa, construção da seção contra incêndio e cercamento. A previsão de término é em novembro.
. CURVELO - R$ 5,6 milhões
Obra em fase de implantação da sinalização luminosa, construção do terminal de passageiros, seção contra-incêndio e cercamento. O aeroporto é a principal base do Programa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Previncêndio), responsável pelas ações de prevenção, controle e combate aos incêndios florestais em Minas Gerais. A obra deve ser entregue em agosto deste ano.
. DIVINÓPOLIS - R$ 11,5 milhões
Obra em fase de pavimentação e sinalização luminosa. Vai ter ainda a construção da seção contra-incêndio e cercamento. A previsão de término é para outubro.
. GUAXUPÉ - R$ 3,5 milhões
Serão implantados sinalização luminosa, construção do terminal de passageiros, seção contraincêndio, revitalização do pavimento existente e cercamento. A previsão de entrega é em outubro deste ano.
. LAVRAS - R$ 10,3 milhões
Vai contar com terminal de passageiros, aumento do suporte do pavimento, implantação da sinalização luminosa, de seção contraincêndio e cercamento. A previsão de conclusão é em outubro.
. PASSOS - R$ 6,1 milhões
Aeroporto em fase de pavimentação, sinalização luminosa e construção da seção contra incêndio, com previsão de entrega em outubro.
. OURO FINO - R$ 2,2 milhões
O aeroporto passou por melhoramentos com revitalização do pavimento e construção de pista de táxi e pátio de aeronaves.
. PIUMHI - R$ 6,7 milhões
A obra está em fase de pavimentação, da construção do terminal de passageiros e cercamento. Será implantada sinalização luminosa e construção da área contra incêndios e do cercamento. A previsão é de término em novembro deste ano.
Fonte: Estado de Minas
Um comentário:
Pelo visto mesmo com todos os melhoramentos previstos, os aviadores terão de aproximarem em condiçães visuais pois em nemhuma localidade esta previsto um VOR ou sequer um arcáico NDB!!
Ipatinga necessita de um ILS, assim creio que o custo da operação nesta localidade seria menor, uma vez que arremeter e alternar no local é coisa muito comum, sem falar nas intermináveis esperas para melhoria das condições meteorológicas acarretando muitas vezes em cancelamentos. A falta de infraestrutura é que sai caro ao passageiro, pois sem ela fica difícil de haver alguma concorrência em Ipatinga.
Cmte. Flavio F. Lobanowsky
Postar um comentário