29.12.10

Cabral volta a defender privatização do Aeroporto Tom Jobim

O governador Sérgio Cabral voltou a defender hoje a privatização do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Cabral classificou o problema do aeroporto como uma pedra no sapato da preparação da cidade para receber a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. A preocupação foi manifestada pelo governador após participar, no Hotel Sofitel, em Copacabana, da abertura de reunião entre membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) e representantes dos três níveis de governo e do Comitê Organizador Rio 2016, envolvidos na preparação da cidade para os Jogos.

- O aeroporto está muito longe do ideal para a dimensão que o Rio está reconquistando e a dimensão que o Estado do Rio terá nos próximos anos - enfatizou. Cabral lembrou que a precariedade do aeroporto contrasta com o desenvolvimento econômico e social do estado como um todo, graças ao calendário de eventos programado e a um grande número de investimentos e negócios previstos para os próximos anos. Ele citou a produção petrolífera, a indústria naval, a implantação de uma terceira planta de energia nuclear, em Angra dos Reis, o Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj), os investimentos do Grupo EBX no Norte Fluminense e a ampliação da rede hoteleira na cidade, além da política de pacificação, que incentiva a atração de turistas e empresas cada vez mais para o Rio, como exemplos desse desenvolvimento prejudicado pelas deficiências aeroportuárias da cidade.
- O aeroporto que temos está muito longe disso - frisou.

O governador acredita que a presidente Dilma Rousseff deve adotar medidas efetivas para melhorar a situação não apenas do Aeroporto Internacional do Rio, mas de outros terminais do país. Segundo ele, São Paulo necessita de um novo aeroporto internacional porque o de Guarulhos, em São Paulo, não comporta mais toda a demanda de passageiros. O governador acredita que a concessão à iniciativa privada poderia ser adotada como solução, como ocorre em outras partes do mundo, com resultados satisfatórios.

- O que é estratégico para o país é a agência de regulação, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Os aeroportos, como vejo no mundo inteiro, são shoppings de serviço. E isso é uma atividade que pode ser muito bem realizada pelo setor privado. O Brasil concedeu rodovias e foi um grande avanço, assim como no setor de telefonia. Tenho visto na França, Estados Unidos, China, Japão, Cingapura companhias de capital aberto, empresas privadas que exploram comercialmente o aeroporto, oferecendo conforto. O governo controla, regula e ainda recebe recursos pagos por essas concessionárias. O governo brasileiro não deveria colocar recursos em aeroportos se há recursos privados no próprio país e no mundo desejosos de explorar a concessão de aeroportos brasileiros - argumentou.

Fonte: Diario do Vale

Um comentário:

Anônimo disse...

Deixa ver se entendí, quer dizer que Aeroportos são shopings???...Devem ser lojinhas, butiques,cafés,restaurantes, manicures,cabelereiros???....E o sistema Operacional, as pistas, o Controle, os ILS/VOR/ALS, balizamentos, manutenção,vistorias, segurança no entorno., onde fica, quem opera, que qualificação posuem estes funcionários????.....Nos respondam, sempre soube que primeiro vio o Avião,depois os aeródromos, A Segurançaéo fator principal em Aviação, vide os desastres com helicópteros e aeronaves de pequeno porte, como creceram no Brasil,pessoal,despreparado, só voam em céu de brigadeiro, em formação , se perdem nas camdas, não voam IFR, se desorientam, assim é com a administração de aeroportos,que não deveria dar enfase à comércio, e sim à OPERAÇÕES/SEGURANÇA/MANUTENÇÃO/TREINAMENTO/, Shoping´S???? estão de brincadeira. Cuidado gente, voar na Bananalândia, se tornou, perigoso!!.