Retirada de 450 famílias que ocupam área invadida na Vila Dique permitirá o início da ampliação da pista do Salgado Filho
A desocupação de parte de uma área invadida na Vila Dique, na Zona Norte, formalizada hoje pela prefeitura, é um marco histórico para Porto Alegre. A partir da remoção de 450 famílias, será possível começar a ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, que poderá receber aeronaves comerciais e de carga empregadas em voos transcontinentais.,
Concebido pela primeira vez em 1997, o plano de ampliação do Salgado Filho sucumbiu à burocracia durante mais de uma década. Sucessivas gestões, por equívoco ou incompetência, permitiram as ocupações irregulares e omitiram-se em retirar os invasores. Com moradores vizinhos à pista, era impossível a ampliação dos atuais 2.280 metros da pista do aeroporto para os recomendáveis 3.200 metros. Com a pista mais curta, torna-se inviável decolagem e aterrissagem de aeronaves de grande porte, gerando prejuízos econômicos e sociais para o Estado.
A faixa menor acarreta dissabores diários. E não só pelos gigantes que deixam o Rio Grande do Sul fora de suas escalas. Operações domésticas também têm perdas. Como a pista atual não comporta a instalação do ILS categoria 2 (Instrumental Landing System), que permite o funcionamento do aeroporto com pouca visibilidade, o equipamento, avaliado em R$ 5 milhões, permanece desativado. O Salgado Filho segue operando apenas com o ILS categoria 1 – incapaz de oferecer segurança em dias de neblina severa.
A liberação da área que permite a ampliação da pista é comemorada pelo superintendente da Infraero no Estado, Jorge Herdina. Ontem, ele definiu como “histórico” o momento:
– É um objetivo alcançado porque é uma atividade complexa o reassentamento destas famílias. Iremos nos colocar entre os principais aeroportos do país.
Para concluir as obras, porém, será necessário remover mais 1.042 famílias da Vila Dique e outras 1.113 residentes na Vila Nazaré, totalizando a retirada de cerca 9,1 mil pessoas.
É a maior remoção da história de Porto Alegre de um único lugar num período contínuo. As outras grandes remoções foram realizadas ao longo de várias períodos – diz o diretor do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), Humberto Goulart.
Em paralelo, o Estado, por meio da Secretaria de Habitação, negocia a saída de 157 famílias do bairro Floresta. Moradores de classe média, eles habitam áreas regulares. O longo caminho a ser percorrido não intimida Herdina a reafirmar uma meta:
– Pretendemos concluir as obras no primeiro semestre de 2013.
Fonte: Zero Hora
2 comentários:
O aroporto POA, salvou-se a tempo, agora vá ao de Macaé, um favelão no entorno da única pista, um descaso da INFRAERO, caso perdido, o GIG-Galeão, cercado de urubús, lixões, comunidades, um perigo a cada operação, os aeronautas bem sabem disto, rádios-piratas, armas de grosso calibre à espreita , eoutros tantos aeroportos em situação calamitosa, vejam GRU, verdadeiros bairros cercando as pistas, SBKP-Campinas, ídem ,as autoridades preferem calarem-se, administração sòmente de shopings,lojinhas, bitiques, bares, Operações????....que fique esquecida, fique na zona cinzenta do descaso.Que provem o contrário.
E por falar em INFRAERO, o presidente Murilo Barboza, criador e pai dos "puxadinhos" milionários nos aeroportos, aeroportos de "lata", superfaturados, vai sair e passar a viver num "puxadinho" ao lado do Gabinete do Ministro da Defesa Nelson Jobimn, o ministro "ranger camufado" ou um "boina-verde tupiniquim".A FIFA, através de sua autoridade máxima, tá no pé da INFRAERO, do Ministro, para as obras urgentes que se fazem necessárias, e se arrastam que nem jabutí, e dá-lhe superfaturamento da "nomenklatura" desta estatal imcompetente.ingsto
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