África, o continente que durante a era
colonial tinha o seu desenvolvimento dependente da disputa e interesses
económicos das potências coloniais.
Dados da Organização das Nações Unidas
(ONU) de 1954 e 1956, mostram que o continente africano tinha como percentagens
da produção mundial de minerais e do sector agrícola, excluindo a antiga União
das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), os seguintes:
Durante a década dos anos setenta, depois
de uma época de independência da maioria dos países, o continente africano teve
o seu maior crescimento. O seu Produto Interno Bruto (PIB) era de 5,7 por cento
em média, por ano, diminuindo para valores negativos, a partir de 1980, e
recuperado em 1989 para um crescimento médio do PIB de 2,00 por cento.
Actualmente, as projecções de crescimento
económico de África são maiores, mas ainda mantém-se muito lento ao desejado.
África tem cerca de 60 por cento de terras aráveis não utilizadas, que lhe
alavancaria para diversificar a sua economia e tornar-se o celeiro do mundo.
Presentemente, o continente continua a ter
desenvolvimento muito moroso, tanto é que uma boa parte dos países ainda não
alteram sequer, de forma significativa, o seu quadro legal, o sistema de
administração, as estradas, os caminhos-de-ferro, os aeroportos, as companhias
aéreas, bem como os modelos de comunicação concebidos para atender as
necessidades das ex-potências colonizadoras.
Consequentemente, o transporte aéreo e o
comércio também são direccionados maioritariamente para a Europa, devido as
ex-ligações coloniais e afinidades familiares e culturais. Apesar do tráfego
aéreo internacional gerado a partir de África ter crescido 9,8 por cento, as
companhias europeias continuam a deter a maior quota em relação às companhias
africanas.
http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/privatizacao_da_industria_de_aviacao_em_africa

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