3.4.08

Segurança aérea na América Latina é precária, afirma Iata

SÃO PAULO - A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), considera que as condições de segurança nas operações aéreas na América Latina são muito precárias e precisam urgentemente ser aprimoradas. Segundo a entidade, a média de acidentes na região tem melhorado nos últimos anos, mas ainda está acima do dobro da média mundial. Em 2005, a região registrava um acidente para cada 400 mil vôos. No ano passado, essa média caiu para um acidente a cada 600 mil operações.

Segundo a Iata, dois países da região, o Brasil e o Panamá, adotaram medidas significativas para melhorar a segurança em suas operações. Os governos desses países se comprometeram a incorporar a seus programas nacionais de segurança de vôo o padrão de Auditoria de Segurança Operacional da Iata (IOSA, na sigla em inglês). Ele é o padrão de gerenciamento de segurança adotado por empresas que realizam operações internacionais, mas não precisam ser seguidos por companhias regionais. Atualmente, 20 empresas aéreas da América Latina adotam o padrão IOSA, e outras 8 estão no processo de certificação.

Antes de Brasil e Panamá, o Chile, a Costa Rica e o México já haviam aceito incorporar o IOSA às regulamentações oficiais para o setor aéreo.

O IOSA é totalmente financiado pela Iata para nossos associados e é gratuito para ser usado por qualquer governo. Não há mais desculpas para qualquer um na indústria para não participar do programa IOSA, disse o executivo-chefe da Iata, Giovanni Bisignani. Ter apenas cinco países latino-americanos participando do IOSA não é suficiente. É crucial que mais países se juntem rapidamente em benefício de nossos associados e passageiros, afirmou.

Segundo a Iata, é preciso agir imediatamente na região para reverter uma perigosa tendência de adotar regulamentações de segurança divergentes em cada país na América Latina. Segundo a entidade, há mais de 250 pontos divergentes nas práticas da região em relação ao padrão da própria Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci).

Isso é inaceitável e precisa ser melhorado imediatamente. A cooperação e uma visão mais ampla, baseada em padrões globais, são necessárias para superar desafios únicos de infraestrutura e para atualizar a tecnologia ultrapassada e insuficiente de controle de tráfego aéreo (na região), disse Bisignani. A segurança não conhece fronteiras e as regulamentações de segurança devem uma vez mais ser convergentes, completou.

Fonte: Valor Econômico

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