7.5.08

Subcomissão cobra mais avanços no setor aéreo

A subcomissão permanente criada para analisar a crise do setor aéreo discutiu hoje os ajustes que estão sendo adotados em relação à melhoria da pontualidade e à segurança dos aeroportos com representantes de três órgãos do setor - Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Ministério da Defesa e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os convidados afirmaram que os ajustes adotados entre o final do ano passado até o momento resultaram em melhorias, mas integrantes da subcomissão cobraram a adoção de mais medidas. Para o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), os ajustes anunciados podem ser observados nos aeroportos.

Entretanto, ele ressaltou que as medidas ainda são tímidas. "Avançou, mas o avanço ainda é muito tímido. Até porque o sistema aéreo, a relação da Anac com a Infraero, do Ministério da Defesa com a Anac, são relações que estão passando por processo de transição, que já dura três anos. E agora me parece que o processo acelerou. Pelo menos alguém passou a enxergar de uma forma diferente. É preciso tomar uma providência", afirmou. Hugo Leal lembrou ainda que as empresas aéreas não estão sendo punidas como deveriam, e quem paga por isso é o usuário.O deputado Miguel Martini (PHS-MG) afirmou que e importante rediscutir a legislação do setor aeronáutico nas próximas reuniões da sobcomissão permanente. "São mudanças fundamentais. A relação entre as empresas e os usuários são deficientes. A relação do capital internacional de 20% é pouco. Podemos chegar aos 49%", disse.

O diretor de operações da Infraero, brigadeiro Nicácio Silva, destacou o maior controle, que permitiu a redução no índice de atraso e cancelamento de vôos em todas as empresas aéreas. A Infraero informou ainda que ampliou o número de controladores de vôo. O representante do Ministério da Defesa, Judimar das Chagas, lembrou a recém-criada secretaria de coordenação para os órgãos do setor aéreo.

Já o diretor de Serviços Aéreos da Anac, Marcelo Pacheco, destacou o ajuste da malha aérea. "A nova diretoria da Anac, que assumiu em novembro, ajustou a malha aérea que estava sendo adotada. Esse trabalho foi realizado no Brasil inteiro, mas principalmente em Congonhas", disse.

Fonte: Portal da Câmara

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