7.7.08

Funcionários da Infraero entram em greve no dia 15

Os funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) decidiram entrar em greve a partir do dia 15 de julho. A decisão sobre a paralisação ocorreu na última sexta-feira, com a adesão dos funcionários que trabalham na sede da Infraero, em Brasília. Os servidores dos demais aeroportos do País votaram pela greve em assembléias que vêm ocorrendo desde o dia 2.

Os aeroportuários são responsáveis por serviços como operação de equipamentos de raio-X nos aeroportos, pela fiscalização de bagagens no embarque e desembarque, pelo controle do movimento de aeronaves na pista e pela liberação e manobra de cargas. A categoria não aceita a retirada de benefícios que teria sido sugerida pela empresa na renovação do acordo coletivo.
Entre os benefícios que serão retirados, de acordo com o Sindicato Nacional de Aeroportuários (Sina), está o pagamento de promoções e do bônus de Natal aos funcionários. Segundo o sindicato, uma das sugestões apresentadas pela Infraero foi diminuir o percentual pago pela hora-extra.

De acordo com o presidente do Sina, Francisco Luiz Xavier de Lemos, a proposta de reajuste de 5,04% é insuficiente para a categoria. Os aeroportuários querem um reajuste de 6%, mais o acréscimo de 5,32%, percentual referente ao crescimento do setor aéreo.

O presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, divulgou nota na sexta-feira (4) afirmando que a Infraero encontra-se ainda em fase de negociações. "Sobre as assembléias que acontecem em diversos aeroportos administrados pela Infraero nesta semana, o presidente da estatal, Sergio Gaudenzi, informa que tais manifestações são previstas em momentos em que são realizadas negociações com o Sindicado da Empresa".

Na nota, Gaudenzi argumenta que as negociações estão em andamento e o canal entre a empresa e o sindicato continua aberto para as tratativas. A Infraero informa ainda que a operação dos aeroportos continua normal, mesmo porque há sempre uma equipe de contingência que atua em momentos de possíveis anormalidades.

Fonte: Gazeta Mercantil

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