7.5.09

Meta é abertura de capital da empresa

As demissões de apadrinhados políticos da Infraero têm o objetivo de fortalecer a empresa no mercado para que ela possa ter capital aberto - a estatal não será privatizada pelo governo petista. Porém, não deverá permanecer com todos os 67 aeroportos que administra hoje, pois há consenso de que é preciso aumentar a eficiência da estrutura aeroportuária do país.

Segundo fontes ligadas às discussões sobre o assunto, a Infraero deverá perder os aeroportos Tom Jobim (Galeão, no Rio) e de Viracopos (Campinas), que serão repassados à iniciativa privada. A decisão de incluir os dois aeroportos no plano de desestatização será tomada pelo presidente Lula por meio de decreto, e os estudos que vão nessa direção já estão adiantados. A Infraero não seria esvaziada no novo modelo, ficando com aeroportos importantes, como Brasília, Santos Dumont, Congonhas e Guarulhos.

- São perfeitamente factíveis a abertura de capital da Infraero e a concessão de alguns aeroportos à iniciativa privada - disse um técnico envolvido nas discussões.

Ele afirmou, porém, que, para ter capital aberto, a Infraero terá de passar por um pesado processo de reestruturação. A avaliação é que não vale a pena seguir os moldes tradicio$de empresas com ações na bolsa de valores e, para isso, o governo vai trabalhar para incluir a estatal no Novo Mercado - modelo que tem regras rígidas de governança, transparência e obrigações com todos os acionistas, inclusive os minoritários.

Os estudos para abrir o capital da empresa estão sendo tocados pelo BNDES. Ao mes$tempo, um grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Defesa, com a participação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Casa Civil, está finalizando as novas diretrizes do modelo de concessão dos aeroportos. Leia mais em O Globo

Fonte: O Globo (Blog do Noblat)

Um comentário:

Carlos Guapindaia disse...

Não existe nenhum estudo sério e bem fundamentado que recomende a concessão de aeroportos brasileiros à iniciativa privada até porque a INFRAERO, que administra 67 Aeroportos e 80 sítios de Navegação Aérea, dá conta do recado. O que existe é um lobby muito forte de Empresas Estatais Estrangeiras, interessadas em assumir a operação dos Aeroportos do Galeão no Rio e de Viracopos em São Paulo, finaco os investimentos de infraestrutura por conta da União