São José dos Campos (SP) e Paris, 9 de Junho de 2008 - A direção da Embraer confirmou na última sexta-feira que o avião cargueiro C-390 será desenvolvido a partir do segundo semestre deste ano. Esse aparelho de carga é negociado com a Força aérea Brasileira (FAB) e também pode abastecer os mercados civil e militares da América do Norte e Latina. Inclusive o correio brasileiro teria interesse. No começo da semana passada, o presidente da Embraer, Frederico Curado, dizia não ter data para o início do projeto, já que discutia tecnicamente com a FAB detalhes do pré-projeto. Entretanto, a plataforma também é interessante para exportação.
O anúncio foi feito em Paris, onde a empresa também confirmou a venda de uma unidade do Supertucano para treinamento de pilotos para a EP Aviation, dos Estados Unidos. Como se trata de um assunto de estratégia militar, a informação só foi liberada após acordo entre os governos brasileiro e norte-americano. O aparelho, que no Brasil e Colômbia é utilizado numa versão armada, será usado pela EP Aviation apenas para treinamento de militares e não será introduzida nas ações militares desenvolvidas pelos Estados Unidos..
A Embraer ainda registrou mais dois pedidos firmes para seus recém-lançados jatos executivos, o Legacy 450 e Legacy 500. Atualmente são mais de 110 cartas de intenção de compra acumuladas nos últimos 15 dias, desde o evento da Ebace, na Suíça. A empresa não informou quantas vendas já foram efetivadas dos novos aparelhos.
Luxo em alta
Aviões executivos de luxo são o item mais quente no mercado de aviação mundial, num momento em que clientes endinheirados abandonam companhias aéreas tradicionais. Com isso, vendas de mais de US$ 200 bilhões na aviação executiva são esperadas para a próxima década, informou a Embraer. O boom na demanda por jatos executivos pequenos mostra pouco sinal de enfraquecimento, apesar da redução no ritmo econômico nos Estados Unidos, sustenta a empresa brasileira. "Não estamos vendo uma queda nos negócios hoje por causa da economia", disse Colin Stevens, vice-presidente de marketing e vendas da Embraer para Europa, Oriente Médio e África, a jornalistas. "Na Rússia e nos mercados emergentes estamos vendo os negócios aumentarem." Os clientes incluem não somente abastados comprados do Oriente Médio e da Rússia, mas também companhias que querem evitar os custos e obstáculos envolvidos em conexões e atrasos em aeroportos congestionados.
Conforme a situação nos aeroportos piora, a demanda por transporte desembaraçado aumenta, incentivando o valor de revenda de jatos executivos. "Os clientes reconhecem que isso é um bem que se aprecia e estão vendo isso como um investimento também", disse Stevens. A Embraer tem investido pesadamente em aviões executivos desde 2002, em uma tentativa de diversificar sua base de receitas.
Fonte: Gazeta Mercantil
4 comentários:
Acredito que o certo é "será desenvolvido" e não devolvido.
No mais, parabéns pelas matérias!
Com certeza é "...desenvolvido...", quem publicou a matéria digitou errado, mas valeu pela dica...
Obrigado pelos elogios ao blog.
Um grande abraço...
RAFAEL MATERA
Rafael,
estou procurando um site que informe qual o tipo de aeronave pode pousar em pistas de determinado comprimento. Por exemplo, na matéria sobre o aeroporto de Guarajá, eu vi pelo Google Earth que ela tem por volta de 1.300m, e fiquei curioso para saber qual aeronaves poderiam usar este aeroporto.
Agradeço a atenção,
Werner
Olá Werner,
Mais uma vez obrigado pela visita no Blog.
A sua pergunta sobre utilização de pistas de pouso e decolagem é super bacana.
Eu poderia falar mais de uma hora sobre esse assunto, mas vou tentar simplificar para a resposta ficar pequena.
Não existe uma relação direta entre comprimento de pista e tipos de aeronaves que ali operam.
O comprimento necessário para a operação de um avião é uma relação entre peso da aeronave (1), gradiente da pista (2), altitude do local (3), ventos (4) e temperatura local (5).
1) PESO: Quanto maior o peso de uma aeronave, ela precisa de mais pista para pousar e decolar.
Exemplo hipotético.: Um Boeing 737 precisa de aprox. 3.000m de pista para decolar utilizando o seu peso máximo de decolagem (todos os passageiros, o porão lotado de carga e toda a capacidade de combustível).
Mas se vc reduz algum desses intens o avião opera em pistas menores, no Aeroporto Santos-Dumont é possível decolar com um 737 com menos de 1.400m de pista.
2) GRADIENTE DA PISTA
Uma pista plana (aonde as duas cabeceiras estão na mesma altitude relativa em relação ao nível do mar) é diferente de uma pista inclinada. Dependendo desta inclinação a operação da aeronave pode ser prejudicada.
3) ALTITUDE
Quanto mais alto, maior a necessidade de pista. Devido a composição do ar....maior altitude ele é mais rarefeito.
4) VENTOS
Dependendo da direção do vento o mesmo pode atrapalhar ou ajudar as operacões.
5) TEMPERATURA
Quanto mais quante, maior a necessidade de pista tb.
Outros fatores tb podem ser considerados, como por exemplo:
- Tipo do avião: 737-300 é diferente de um 737-900
- Motores: diferença entre fabricantes GE. PW ou RR.
- Atrito da pista
- Tipo de revestimento da pista....
Para fazer esses cálculo de pista os fabricantes disponibilizam na Internet o AIPORT PLANNING MANUAL de cada aeronave.
Ufaaa..... espero que eu possa ter te ajudado.
Um abraço
RAFAEL MATERA
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