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16.9.13

Rival da Embraer faz voo inaugural do novo jato CSeries

O novo CSeries tentará roubar mercado do Airbus A320, Boeing 737 e do Embraer E-195

A Bombardier realizou o primeiro voo do novo jato CSeries na manhã desta segunda-feira, o auge de um programa de desenvolvimento de US$ 3,4 bilhões que criou o primeiro avião de sua classe completamente novo em décadas. O CSeries, que a Bombardier afirma ser o avião comercial mais silencioso do mundo, marca a grande aposta da companhia canadense de quebrar o duopólio da Airbus e da Boeing no segmento.

Pintado nas cores azul e branco, o jato de testes CS100 decolou da fábrica da Bombardier em Mirabel, em Québec, às 10h54 (horário de Brasília) diante de uma plateia de formada por funcionários, imprensa e outros espectadores. O voo inaugural, que deveria ter ocorrido nove meses atrás, e mais recentemente havia sido atrasado por cerca de uma semana devido a condições climáticas adversas.

O CSeries, com 110 a 130 lugares, é a aposta da Bombardier para entrar no segmento ultra-competitivo de aeronaves maiores, tradicionalmente dominado pela Airbus e Boeing. Fabricantes de aviões na China, Rússia e no Brasil também estão de olho em um pedaço do mercado para aeronaves de corredor único com 100 a 200 lugares, que é avaliado em mais de US$ 2 trilhões nos próximos 20 anos.

Apesar da demanda crescente por novas frotas de aeronaves com consumo mais econômico de combustível, as vendas do CSeries estão em 177 unidades ante vendas combinadas de cerca de 3.800 aviões das últimas versões do Airbus A320 e do Boeing 737. Outro concorrente é o brasileiro Embraer E-195. A Bombardier não conseguiu anunciar nenhuma venda do CSeries durante a Paris Airshow neste ano. Algumas empresas esperam o primeiro voo da aeronave para ver se as promessas de tecnologia e eficiência serão confirmadas.

Investidores do setor aeroespacial dizem que meses de voo intensivo testarão as alegações da Bombardier de maior eficiência em combustível, baixos custos operacionais e nível baixo de ruído para o CSeries, que é fabricado com material compósito leve. O voo desta segunda-feira também é importante teste para o motor PurePower PW1500G desenvolvido pela Pratt & Whitney, da United Technologies.











Fonte: Reuters
Fotos: Terra. G1, Airliner.net

11.8.11

Bombardier abrirá um escritório de apoio regional no Brasil


O grupo aeronáutico canadense Bombardier anunciou, nesta quarta-feira, a criação "até o final do ano", no Brasil, de um escritório de apoio técnico para seus clientes executivos que realizam voos através da América Latina.

As novas instalações do gigante canadense, terceiro do mundo, atrás da Boeing e da Airbus mas à frente da brasileira Embraer, abrirão até o final deste ano em São Paulo, precisou o grupo.

A Bombardier na América Latina conta com 475 aparelhos para voos empresariais, entre eles 180 nos países ao sul do México, segundo o grupo canadense.
"Para ser competitivo em nível mundial, é preciso realizar um trabalho em escala local", declarou em comunicado Andy Nureddin, vice-presidente da divisão de serviços e apoio à clientela.

"Através do novo escritório de serviço regional, poderemos resolver mais rapidamente os problemas, atenuar riscos, além da dar ainda mais apoio a uma clientela em crescimento na região", acrescentou.

O anúncio acontece num momento em que o primeiro-ministro canadense Stephen Harper realiza uma turnê pela América do Sul, com o objetivo de incrementar o comércio bilateral com a região.

"Apesar de o Brasil ser o mais importante parceiro comercial do Canadá na América do Sul, as transações entre nossos países totalizaram apenas seis bilhões de dólares no ano passado", declarou Harper nesta quarta-feira, em São Paulo.

"Esforçando-nos para solucionar o que nos separa, vivemos um ciclo de boa vontade, de cooperação e de possibilidades econômicas", acrescentou, em referência ao conflito passado entre a Embraer e a Bombardier, que se acusavam mutualmente de receber subvenções públicas, em violação às regras do comércio international.

Fonte: AFP


Bombardier abrirá um escritório de apoio regional no Brasil

O grupo aeronáutico canadense Bombardier anunciou, nesta quarta-feira, a criação "até o final do ano", no Brasil, de um escritório de apoio técnico para seus clientes executivos que realizam voos através da América Latina.
As novas instalações do gigante canadense, terceiro do mundo, atrás da Boeing e da Airbus mas à frente da brasileira Embraer, abrirão até o final deste ano em São Paulo, precisou o grupo.

A Bombardier na América Latina conta com 475 aparelhos para voos empresariais, entre eles 180 nos países ao sul do México, segundo o grupo canadense.
"Para ser competitivo em nível mundial, é preciso realizar um trabalho em escala local", declarou em comunicado Andy Nureddin, vice-presidente da divisão de serviços e apoio à clientela.

"Através do novo escritório de serviço regional, poderemos resolver mais rapidamente os problemas, atenuar riscos, além da dar ainda mais apoio a uma clientela em crescimento na região", acrescentou.

O anúncio acontece num momento em que o primeiro-ministro canadense Stephen Harper realiza uma turnê pela América do Sul, com o objetivo de incrementar o comércio bilateral com a região.

"Apesar de o Brasil ser o mais importante parceiro comercial do Canadá na América do Sul, as transações entre nossos países totalizaram apenas seis bilhões de dólares no ano passado", declarou Harper nesta quarta-feira, em São Paulo.

"Esforçando-nos para solucionar o que nos separa, vivemos um ciclo de boa vontade, de cooperação e de possibilidades econômicas", acrescentou, em referência ao conflito passado entre a Embraer e a Bombardier, que se acusavam mutualmente de receber subvenções públicas, em violação às regras do comércio international.

Fonte: AFP

8.4.11

Montadora Mirabel da Bombardier prepara-se para a montagem final para o voo teste da aeronave CSeries

A Bombardier deu início aos trabalhos na montadora da aeronave em Mirabel, Quebec, para acomodar a montagem final do primeiro voo teste da aeronave CSeries. Esta é outra etapa do desenvolvimento em cinco fases na montadora de Mirabel que, no final, dobrará o tamanho do local para 860.000 pés quadrados (79.897 metros quadrados). A otimização do espaço e novos equipamentos na montadora de Mirabel, iniciados no mês passado, acomodarão a montagem final da primeira aeronave CSeries necessária para o voo teste e programa de certificação. A construção da Complete Integrated Aircraft Systems Test Area (CIASTA), a primeira área da montadora de Mirabel criada para o programa da aeronave CSeries, está dentro do prazo com a instalação de sistemas em andamento.

Além disso, os novos prédios do programa da aeronave CSeries terão uma área para satélite de fornecedor, áreas adjacentes de montagem estrutural final e linha de pulso, uma área de teste pré-voo, e um centro de entrega e administrativo.

As necessidades de produção, qualidade e ergonômicas estão direcionando a abordagem técnica da Bombardier na montagem final da aeronave CSeries. Embora menor que o jato regional CRJ1000 NextGen de 128 pés (39 metros) de comprimento, a maior aeronave atualmente produzida na montadora de Mirabel, a aeronave CSeries terá uma fuselagem de maior diâmetro, a asa será mais longa e a traseira será mais alta do que a aeronave CRJ1000 NextGen. A Bombardier empregará técnicas de montagem final diferentes das técnicas usadas nos jatos regionais. Por exemplo, dois pares de robôs serão usados para fazer orifícios, aplicar vedações e instalar prendedores para unir as partes principais da fuselagem da aeronave CSeries.

"A tecnologia avançada de robôs proporcionará a repetição previsível, aprimorar a qualidade e evitar problemas ergonômicos na linha de montagem", disse Francois Minville, Vice-Presidente, CSeries Manufacturing, Bombardier Commercial Aircraft. "A fuselagem da aeronave CSeries tem 12 pés (3,7 metros) de diâmetro e isso apresenta um desafio de montagem com nossos métodos convencionais. Os robôs podem trabalhar na parte de cima, lateral e inferior da aeronave sem nenhum limite".

Uma linha de produção móvel está sendo montada no St-Laurent Manufacturing Centre da Bombardier, onde os principais componentes da aeronave CSeries, como cockpit e fuselagem traseira, estão sendo fabricados, e uma linha de montagem final móvel está prevista para Mirabel. Comparada com outros setores, a manufatura de aeronaves tradicionalmente é de longos ciclos e baixo volume. A introdução de uma linha de montagem final móvel cria um ambiente dinâmico que melhora a eficácia da produção.

Para reduzir o tempo necessário para a montagem de uma aeronave maior e mais complexa, a Bombardier está introduzindo processos avançados para garantir o recebimento de peças de alta qualidade na montadora a tempo.

"Estamos aprimorando a nossa cultura de qualidade na Bombardier para dar suporte à produção da aeronave CSeries", disse o Sr. Minville. "Com o compartilhamento do conhecimento e das melhores práticas, estamos aprofundando a nossa experiência com programas de aeronaves que envolvem fornecimento de risco compartilhado e aperfeiçoando nossos processos".

Desde o desenvolvimento de jatos executivos Global Express de ultra-longo alcance em meados de 1990s, a Bombardier obteve uma vasta experiência com trabalho com parceiros internacionais e uma rede global de fornecedores para a fabricação de componentes para aeronaves de grande estrutura, como asa e fuselagem. Para ampliar esta experiência, foram introduzidos novos processos de advanced quality planning (AQP - Planejamento de Qualidade Avançada) e advanced logistics planning (ALP - Planejamento de Logística Avançada) para identificar áreas de risco em potencial na manufatura, integração de sistemas e logística da cadeia de suprimentos do programa da aeronave CSeries. O lançamento do AQP e ALP demonstram a dedicação da Bombardier para com as ferramentas de qualidade preventiva como Process Control Plans (Planos de Controle de Processo), Mitigation Approach Plans (Planos de Abordagem de Mitigação) e Failure Mode Effects Analysis (FMEAs - Análise dos Efeitos do Modo de Falha) comumente empregados nos setores de tecnologia, cuidado da saúde e automotivo.

As equipes da Bombardier deram início à metodologia de planejamento de logística de qualidade avançada para fornecedores do programa da aeronave CSeries em 2010, e o sistema já foi implementado em 26 fornecedores de classe um e 46 montadoras.

A aeronave CSeries, otimizada para o mercado de uma única fila para 100 a 149 passageiros, terá o custo operacional mais baixo da sua categoria, excepcional flexibilidade operacional, conforto da fuselagem grande e incomparável histórico ambiental. O objetivo da Bombardier é capturar até metade da demanda prevista para o mercado de 6.700 aeronaves do segmento de aeronaves comerciais de 100 a 149 passageiros. Este segmento terá um valor de $393 bilhões nos próximos 20 anos.

A Bombardier lançou 28 novos programas de aeronaves desde 1989, incluindo aeronaves executivas, comerciais e de missão especial. Com o contínuo investimento em excelência em engenharia e manufatura a empresa se posicionou como a terceira maior fabricante de aeronaves civis do mundo.

Fonte: Revista fator

28.12.10

Acordo limita subsídio a aviões

Brasil, Canadá, EUA e União Europeia definem novas regras para financiamento

Brasil, Canadá, Estados Unidos e União Europeia, que abrigam os maiores fabricantes de aviões do mundo, fecharam na semana passada um acordo para o financiamento público para a exportação de aeronaves. A partir de fevereiro, uma nova forma de cálculo vai reduzir o espaço para que governos ofereçam vantagens no crédito oficial. A medida vai elevar o juro dessas operações para nível próximo do cobrado no mercado.

Na Embraer, a notícia foi recebida com ressalva, pois encarece o financiamento usado por 55% dos clientes de 2010. Mas nem tudo é ruim para a companhia de São José dos Campos: a empresa passa a ter condições idênticas às gigantes Airbus e Boeing, o que, em última instância, pode facilitar eventual plano de lançamento de aviões maiores, como já fez a canadense Bombardier.

Em debate há mais de dois anos, o entendimento foi fechado em Paris com o apoio dos principais países que fabricam aviões comerciais. O acordo, que deve ser oficializado até 20 de janeiro, acaba com regra de 2007 que previa condições diferentes de crédito para aeronaves de grande porte - como as fabricados pela Airbus e Boeing - e regionais - da Bombardier e Embraer. Agora, o crédito para qualquer avião passa a ser feito da mesma forma com condições mais rígidas para o cálculo do juro e garantias. Ou seja, menos espaço para subsídios.

"O fato de termos regras iguais para todos é muito positivo. A ausência de uma regra desse tipo criava situação em que concorrentes poderiam oferecer condições cada vez mais favoráveis, em uma corrida não saudável. O acordo nos protege", diz Marcelo Della Nina, chefe da delegação do Ministério de Relações Exteriores que negociou o acordo.

O crédito oficial começou a causar polêmica especialmente após a crise de 2008, quando o financiamento privado secou. No esforço de tentar manter suas indústrias aquecidas, governos - em especial dos EUA e Europa - passaram a oferecer condições cada vez mais favoráveis para abocanhar clientes para empresas de seus países: a norte-americana Boeing e a europeia Airbus.

A situação gerava distorções. Como a linha só podia ser oferecida nas exportações, empresas que usam aviões fabricados em outros países - como a Ryanair, Emirates e Singapore Airlines - foram beneficiadas e eram contra mudanças. Já as sediadas nos mesmos países das fabricantes - como a American Airlines, British Airways, Delta e Lufthansa - foram prejudicadas e pediam fim do benefício. O segundo grupo venceu e, a partir de fevereiro, todos passarão a pagar mais.

No Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou a venda de 55% dos aviões da Embraer entregues em 2010. Antes de 2008, a fatia das vendas da Embraer com crédito estatal era zero, já que havia linhas privadas com condições mais atrativas.

"De uma forma geral, o acordo não é bom para a indústria porque o crédito, que é importantíssimo para a compra de um avião, ficará mais caro", diz o vice-presidente executivo de aviação comercial da Embraer, Paulo César de Souza e Silva.

No mercado aeronáutico, alguns analistas afirmam que o crédito público era um dos entraves para que a Embraer pudesse pensar mais seriamente em lançar nova família de jatos maiores, para concorrer com a Airbus e a Boeing. 

Fonte: Estadão

20.10.10

Bombardier amplia sua principal família Global com dois novos jatos: as aeronaves Global 7000 e Global 8000

Líder em aviação corporativa Bombardier Aerospace confirmou hoje o seu comando da categoria de grandes jatos executivos com o lançamento de dois novos jatos, as aeronaves Global 7000 e Global 8000. A principal família de aeronaves Global da Bombardier agora abrange a grande categoria de ultra-longa autonomia com quatro modelos de aeronaves, os jatos Global 5000, Global Express XRS, Global 7000 e Global 8000.


"A dedicação da Bombardier com a inovação, investimento constante em estratégia de desenvolvimento de produto e a sua força como líder do setor são fatores-chave para o nosso sucesso geral", disse Steve Ridolfi, Presidente da Bombardier Business Aircraft. "A plataforma de aeronaves Global conquistou instantaneamente reconhecimento mundial pelo seu design e performance ao ser lançada em 1996, e as aeronaves Global passaram a ser conhecidas como os jatos mais avançados da indústria. Com a ampliação desta grande família de aeronaves, mais uma vez oferecemos uma experiência de viagem a jato executivo incomparável e avançada".


"Estas novas aeronaves são exemplos sólidos do pensamento progressista e visionário da Bombardier. Os jatos Global 7000 e Global 8000 viabilizam que os nossos clientes cheguem a muito mais destinos com vôos diretos do que antes, oferecendo níveis sem precedentes de performance, flexibilidade e conforto", continuou o Sr. Ridolfi. "Nunca houve uma ocasião melhor para 'ser Global'."


Fonte: Revista Fator

9.8.10

Pluna receberá três aviões nos próximos meses e espera crescer 40% em 2011

A companhia aérea uruguaia Pluna confirmou para os próximos meses a chegada de três novos aviões Bombardier CRJ900 NextGen, informou o portal Observa.com.uy.

Os dois primeiros aviões serão recebidos em Setembro e o terceiro está previsto para Novembro, quando então a frota da companhia passará a ter 10 aviões do tipo (contando a aeronave arrendada à companhia argentina Aerovip).

Além dos novos aviões, com os quais espera obter um crescimento de 40% em 2011, a Pluna acrescentou que trabalha para expandir a sua malha internacional até o fim deste ano, incluindo três ou quatro destinos adicionais no Brasil.

Fonte: portal CR / Direto do Voo

27.7.10

FARNBOROUGH: Boeing, Airbus, Embraer , ATR e as fabricantes russas, vendem mais de 900 aviões

Boeing , Airbus e Embraer comemoram sucesso de vendas durante a FARNBOROUGH 2010

As duas grandes fabricantes de aviões puderam experimentar um grande incremento em vendas durante a feira. As vendas chegaram até agora a 420 aviões, permitindo ao CEO da Airbus, Tom Enders, informar que os pedidos feitos até agora este ano, chegam a 400 novos aviões.

A fabricante européia chegou à feira anunciando ter 255 pedidos no valor de $28 bilhões de dólares e a Boeing, por sua vez, anunciando 171 vendas em um valor um pouco acima de $ 20 bilhões.

Enders que tentou monimizar o sucesso da Airbus, frente á rival americana,disse que não havia uma corrida entre as empresas para obter mais pedidos sobre a outra, mas a Airbus acabou sendo mais bem sucedida que o esperado por ele. Ele reconheceu que a Airbus vendeu mais que o esperado.

Em função da grande recuperação do mercado, durante os últimos meses, Enders revelou que a meta de vendas da Airbus em 2010, foi aumentada de 250 a 300 unidades para 400. Ele revelou ainda que um aumento na cadência de produção de todas as famílias de aviões fabricados pela cia, será avaliado nos próximos meses.

Conforme o esperado, as empresas de leasing dominaram o fluxo de novos pedidos, confirmando a compra de mais de 200 aviões. Ficou evidenciada também a recuperação do mercado de aviões regionais. Entre os fabricantes de aviões turbohélices, a ATR predominou, vendendo 72 ATR 42/72s.

No mercado de jatos, a Embraer anunciou a venda de 181 E-Jets,incluindo-se ai as opçoes por 140 aeronaves, feitas pela Flybe. Do outro lado, a Bombardier, não emplacou a venda de nenhuma unidade de sua nova família de aviões CSeries.

A fabricante russa, Sukhoi, conseguiu vender 100 Superjets,enquanto que o novo jato russo MS-21, para rotas médias,emplacou mais de 130 unidades vendidas e a Antonov conseguiu vender 20 jatos regionais An-158s.

Fonte: Flight International / BGA

21.7.10

Boeing vê Bombardier como potencial concorrente

Os jatos CSeries da canadense Bombardier, que terão capacidade entre 100 e 149 passageiros, são um "potencial competidor" do modelo 737 da Boeing e podem influenciar a decisão de redesenhar ou não o modelo 737 da fabricante norte-americana.

O diretor-geral dos programas da Boeing Commercial Airplanes, Pat Shanahan, disse à Reuters na segunda-feira na Feira de Aeronáutica de Farnborough que o CSeries é um projeto "ambicioso".

"Certamente é um incentivo a mais para nós continuarmos a investir em novos produtos e nova tecnologia", afirmou. "Eles são um competidor em potencial", acrescentou Shanahan.

A Bombardier, maior fabricante mundial de aviões executivos, espera entrar no mercado de jatos de maior porte -hoje dominado por Boeing e Airbus- com suas aeronaves CSeries. A empresa canadense, historicamente rival da brasileira Embraer na produção de aeronaves comerciais regionais- tem encomendas garantidas para 90 aviões e mais 90 opções de compra.

Mas a Bombardier surpreendeu a feira de aviação na Inglaterra com apenas um pequeno pedido de jatos executivos da Qatar Airways anunciado até o momento. Especialistas em aviação esperavam ver mais encomendas.

O possível apelo do avião CSeries às companhias aéreas também pesará na decisão da Boeing de como atualizar seu modelo 737, afirmou Shanahan.

Executivos da Boeing disseram que a companhia deve decidir ainda este ano se a companhia projetará um 737 totalmente novo ou apenas colocará um novo motor no design antigo.

A Airbus, principal rival da Boeing, considera uma abordagem similar para modernizar o modelo A320. A troca de motores possibilitaria antecipar a chegada de aviões mais modernos ao mercado, em comparação com o desenvolvimento de uma aeronave totalmente diferente.

Shanahan afirmou que o maior desafio enfrentado pela Boeing atualmente é encontrar uma forma de aumentar a produção de aeronaves para atender as necessidades crescentes das companhias aéreas -em especial no Oriente Médio- sem sobrecarregar a cadeia de fornecedores.

Recentemente, a Boeing anunciou planos de aumentar a produção de seu modelo 737. Shanahan também observou uma forte demanda pelos aviões 787 e 777 da Boeing.

Fonte: O Globo