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DECEA planeja implantar 61 novos Radares até 2016
13.5.09
Controle de tráfego vulnerável a hackers

25.3.09
Inscrições para controlador aéreo
23.8.08
Ponte Rio-SP tem falha de comunicação
Segundo relatório, controles das duas áreas não informam quando há mudança no plano de vôo após decolagem
A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) no sistema informatizado de controle do tráfego aéreo encontrou problemas na troca de informações entre os centros de controle de aproximação (APPs) do Rio e São Paulo, encarregados pelo monitoramento da ponte aérea mais movimentada do mundo. Por meio de entrevistas com controladores, observações in loco e fotos, os técnicos verificaram que, quando há mudança no plano de vôo após a decolagem, um centro não comunica a alteração ao vizinho.
“Com base em informações imprecisas, o controlador pode emitir uma instrução incorreta e colocar em risco a segurança das aeronaves”, adverte o relatório do TCU. “Esse problema se agrava já que, por acordo operacional, a transferência de aeronaves entre o APP-RJ e o APP-SP é automática, ou seja, quando a aeronave atinge o limite entre as duas áreas de controle terminal, é transferida sem que haja contato verbal entre os controladores.”
No item “efeitos reais e potenciais”, os auditores dizem que a falha aumenta o nível de stress dos controladores e compromete a segurança dos serviços prestados. Por fim, recomenda que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) promova alterações nos sistemas do Rio e de São Paulo. Procurada, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse que não se pronunciaria sobre os apontamentos dos auditores federais.
Um oficial envolvido no controle de tráfego aéreo ouvido pelo Estado disse que as afirmações feitas pelos auditores são equivocadas. O militar explicou que todas as alterações feitas por um dos centros de aproximação são automaticamente atualizadas pelo sistema. Assim que uma aeronave deixa uma área de monitoramento, o controlador que vai herdar aquele tráfego recebe uma tarjeta de papel com as informações básicas do plano de vôo, como altitude e velocidade. “Não há qualquer risco à segurança de vôo”, afirma o militar.
O relatório do TCU também reavivou um ponto controverso: a mudança automática do nível de vôo sem o consentimento do controlador. Embora exista há mais de uma década, o recurso foi colocado em xeque depois do acidente entre o jato Legacy e o Boeing da Gol. Controladores de plantão no dia da tragédia alegaram que demoraram para tentar se comunicar com o jato, que seguia na “contramão”, porque haviam sido induzidos a erro pelo sistema.
Os auditores do TCU dizem ter ouvido queixas de todos os controladores entrevistados. “Disseram que o ideal seria o sistema indicar que existe alteração de nível prevista no plano do vôo, alertar o controlador que a aeronave está voando em um nível diferente do previsto para aquele trecho e, se houver perda de contato radar, manter a última informação sobre o nível real da aeronave”, afirmam.
Ao TCU, os representantes do Decea disseram não concordar com a remoção do recurso. Alegaram que o sistema funciona dessa forma há anos e só depois do acidente é que houve contestação. O X-4000, derivação de um sistema desenvolvido na década de 80 por engenheiros franceses e brasileiros, está instalado nos Cindactas 1 (Brasília), 2 (Curitiba) e 3 (Recife).
Fonte: O Estado de SP
TCU aponta risco de panes em Cindactas
Relatório de auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado e divulgado na última quarta-feira constatou falhas e riscos graves no sistema de visualização do radar X-4000, utilizado em todos os cindactas do País. O relatório mostra falhas e sugestões, apontando o sistema de Manaus, o cindacta-4, como o mais problemático.
Na conclusão, o relatório aconselha a Aeronáutica, entre vários itens, que: estabeleça parâmetros objetivos para avaliação de tolerância a falhas, promova alterações no sistema X-4000, visando impossibilitar o travamento de consoles de visualização decorrentes de comandos inseridos pelos usuários, adquira as peças necessárias ao restabelecimento das consoles inoperantes, e promova alterações nos sistemas dos centros de controle de aproximação do Rio de Janeiro (APP-RJ) e de São Paulo (APP-SP), para que apresentem a informação correta quando houver alteração no plano de vôo após a decolagem.
Um trecho do relatório, de 83 páginas, diz: “Os controles de aproximação do Rio de Janeiro e de São Paulo, nos dias em que foram visitados pela equipe, possuíam algumas posições inoperantes. A situação do controle de aproximação de Manaus é, por sua vez, mais preocupante, pois há risco potencial do sistema parar de funcionar a qualquer momento devido à escassez no mercado de peças de reposição para seus computadores”.
Segundo uma fonte do cindacta-4, uma das falhas mais importantes detectadas pelo relatório foi o fato de que não há contrato de manutenção dos equipamentos de hardware do sistema. Os cuidados e substituições de equipamentos danificados são feitas por técnicos da própria Aeronáutica.
O relatório destaca que a falta de padronização dos equipamentos utilizados no sistema X-4000 dificulta e encarece a aquisição de peças de reposição. No controle de aproximação de Manaus, de acordo com os gestores e técnicos do sistema, os computadores têm mais de 10 anos de uso e não há peças de reposição no mercado.
Para o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção aos Vôos, Jorge Botelho, o relatório do TCU “lavou a alma” de sua categoria. “Agora, ninguém mais vai poder dizer que nós (controladores) estávamos mentindo e sabotando equipamentos”, afirmou Botelho.
Na avaliação dele, a recente liberação, pelo Congresso, de R$ 153 milhões para o Ministério da Defesa adequar o parque tecnológico e a capacidade de monitoramento do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Sisceab) é uma prova de que os problemas são mais graves do que parecem.
Fonte: Jornal do Comércio
3.8.08
Aeronáutica diz que problema na TAM contribuiu para atraso
A assessoria de comunicação da Aeronáutica informou neste domingo que um problema nos sistemas de check-in e de navegação aérea da TAM contribuiu para o índice de cerca de 30% de atrasos em vôos neste domingo. A companhia aérea nega a informação e afirma que os atrasos foram causados pelas condições metereológicas.
O Centro de Gerenciamento de Navegação, no Rio de Janeiro, que controla o tráfego em todo o País, constatou que resquícios da pane de ontem registrada nos aeroportos de São Paulo e condições metereológicas também contribuíram para a situação, mas em menor escala.
Ainda segundo a Aeronáutica, não houve problemas no tráfego aéreo hoje. Os pilotos que pediam para pousar e decolar receberam autorizações normalmente.
Fonte: JB Online
17.6.08
Tráfego aéreo: Má fluência em inglês causa 10 incidentes em 5 anos, diz FAB
Fonte: Folha de SP
16.6.08
Risco de acidente aéreo segue alto, diz relatório
De acordo com registros de ocorrências divulgados em reportagem do jornal Folha de S.Paulo deste domingo, nos últimos sete meses, houve pelo menos três ocasiões em que um choque entre duas aeronaves em vôo esteve muito próximo de ocorrer. Em 28 de novembro do ano passado, um avião da companhia Trip, que acabara de decolar de Cuiabá rumo a Rondonópolis (MT), quase se chocou com a aeronave prefixo PT-KDS, por problemas de comunicação.
Dois meses depois, um Boeing da Gol e um Airbus da TAM entraram em rota de colisão quando começaram a descer em São Paulo. De acordo com o informe de incidentes 02/2008, citado pela reportagem da Folha, ao atingirem o nível de vôo 365 (36.500 pés), o sistema anticolisão das aeronaves disparou, e por pouco não houve o choque. Em 20 de março, novo incidente: um Boeing-737 da Gol, que se aproximava de Belo Horizonte vindo de São Paulo, foi autorizado a iniciar a descida, "sem restrição", passando do nível 360 (36.000 pés) para o 200 (20.000 pés). Entre os dois níveis, porém, havia um outro 737 da Varig – de novo, o choque só não ocorreu graças ao sistema anticolisão do avião da Varig.
Radares – As causas relatadas pelos controladores para estes incidentes são muitas. Enquanto alguns responsabilizam os pilotos por supostamente não compreenderem as ordens passadas a eles, outros admitem que erraram, mas reclamam de alguns expedientes disciplinadores da Aeronáutica. Os controladores são unânimes apenas na hora de apontar falhas nos radares dos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo, os Cindactas.
Falam em zonas cegas – especialmente no centro de controle de Cuiabá – onde os aviões desaparecem dos radares e perdem a comunicação por rádio. No Cindacta-4 (Manaus), é comum o aparecimento nas telas dos radares dos chamados alvos falsos – quando surgem registros de aviões que não existem.
Inglês – De mesma gravidade é um fato relatado em reportagem do jornal O Globo deste domingo, que revela que um grande número de controladores não fala inglês, colocando em risco os passageiros de vôos internacionais que chegam ou saem do país. A falta de conhecimento do idioma levou a Aeronáutica a reconhecer, em documento oficial, que esse fator representa um perigo real de acidentes.
Em relatório apresentado à Organização Internacional de Aviação Civil, a FAB admite que um controlador pode precisar – e não conseguir –falar inglês com um mínimo de fluência. O problema foi responsável por uma série de incidentes entre 2003 e 2007, segundo o documento. Três deles quase resultaram em acidentes. O nível de risco está acima do limite tolerado pelos padrões internacionais.
Fonte: Veja
15.6.08
Relatório da FAB revela despreparo de controladores de vôo
Como este nível de risco está acima do limite tolerado pelos padrões internacionais, a FAB precisou elaborar e implementar um plano com "medidas de mitigação". Entre as medidas está a distribuição dos poucos profissionais fluentes, para assegurar que pelo menos uma pessoa fale inglês nas salas de controle.
O documento da FAB ao qual "O Globo" teve acesso informa que, entre 2003 e 2007, ocorreram dez incidentes (quase acidentes) aéreos em que o (mau) uso do idioma inglês foi um fator que contribuiu para o episódio. Desses, três foram críticos, ou seja, quase implicaram acidente aéreo. Eles ocorreram em 2005, 2006 e 2007 - antes e durante a crise no setor, quando ocorreram os dois acidentes aéreos mais graves da história do país.
A FAB classificou, no entanto, de remota a possibilidade de incidentes ocorrerem por conta de deficiência lingüística dos controladores. Um dos motivos seria o fato de o tráfego internacional representar apenas cerca de 7% do total no país. Mas, ao cruzar variáveis de freqüência dos incidentes com a gravidade dos casos, a FAB, seguindo parâmetros internacionais, teve que incluir o Brasil na categoria de "risco médio". Isso significa que são imprescindíveis medidas para reduzir ao mínimo as chances de ocorrer acidentes. Ainda mais levando-se em conta que o relatório só analisa os impactos da deficiência do inglês, e não outros fatores, como equipamentos, infra-estrutura de aeroportos e carga de trabalho dos controladores.
Fonte: O Globo
29.5.08
Cepta realiza encontro no Rio de Janeiro
Fonte: Jetsite
Estudo compara GRU a aeroportos de outros países
Fonte: Jetsite