Mostrando postagens com marcador DECEA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DECEA. Mostrar todas as postagens

18.4.13

DECEA tem novo Diretor


O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) tem novo Diretor. O Tenente-Brigadeiro do Ar Rafael Rodrigues Filho substitui o Tenente-Brigadeiro do Ar Marco Aurélio Gonçalves Mendes no comando da organização. O primeiro vem de uma carreira de longa experiência no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro com três anos na Vice-Direção do próprio DECEA. O segundo se despede do cargo para assumir o Estado-Maior da Aeronáutica. A solenidade de passagem de Direção ocorreu nesta terça-feira (16/04) no pátio anexo ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

"O DECEA é um constante desafio. Como nós trabalhamos com tecnologia de ponta, nós estamos sempre em constantes modificações, constantes atualizações, em constante trabalho", afirmou o Tenente-Brigadeiro Rodrigues Filho. Há 59 dias do início da Copa das Confederações, o novo Diretor afirma que os grandes eventos devem ser bem gerenciados por conta da modernização de sistemas e capacitação de pessoal. "O DECEA vem se preparando já há mais de quatro anos para fazer um excelente trabalho", assegura.

Despedindo-se do cargo, o Tenente-Brigadeiro Mendes ressaltou os miliares e civis que hoje trabalham nas diversas funções ligadas ao controle do espaço aéreo. "O desafio foi algo que eu poderia dizer ser espetacular, extraordinário. Sinto-me muito privilegiado pela oportunidade de ter tido a companhia de excelentes profissionais e de ter aprendido muito", garantiu.

Presente na solenidade militar, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, ressaltou a importância de projetos desenvolvidos, como a implantação do software Sagitário, que modernizou as estações de trabalho dos controladores de voo. O Comandante da Aeronáutica também lembrou que o Brasil faz parte da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) desde a sua fundação, em 1944. "Hoje, comemoramos acima de tudo a perenidade desse legado para o bem estar de toda a sociedade brasileira", afirmou.

Entrevista

Até a semana passada à frente do Terceiro Comando Aéreo Regional (COMAR III), o Tenente-Brigadeiro Rodrigues Filho já foi chefe da delegação do Brasil na Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e Presidente da Comissão de Estudos Relativos à Navegação Aérea Internacional, além de já ter sido Comandante do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I) e ter assumido outras funções ao longo de 42 anos de serviço. A Agência Força Aérea conversou com o novo diretor logo após a cerimônia de posse, realizada no Rio de Janeiro. Leia a primeira entrevista do Tenente-Brigadeiro Rafael Rodrigues Filho:

.

Como o senhor avalia a proximidade dos grandes eventos?

Ten Brig Ar Rodrigues Filho: Eu acho que a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude vão ser bons desafios, mas o grande desafio está por vir, que é a Copa do Mundo de 2014. O DECEA vem se preparando já há mais de quatro anos para fazer um excelente trabalho.

Quais os desafios do dia a dia da ogranização?

Ten Brig Ar Rodrigues Filho: Já há a implantação do Sistema Sagitário, há a consolidação do projeto Sírius [implantação de uma nova filosofia de controle do espaço aéreo, com uso de satélites] dar continuidade a todo esse trabalho de desenvolvimento que não para nunca. Como nós trabalhamos com tecnologia de ponta, nós estamos sempre em constantes modificações, constantes atualizações, em constante trabalho.

Depois de anos trabalhando na área, como o senhor se sente assumindo a direção do DECEA?

Ten Brig Ar Rodrigues Filho: É um coroamento. Eu me sinto honrado e espero também fazer um excelente trabalho mantendo a conformidade que o DECEA vem alcançando em todos estes anos.

Fonte: CECOMSAER (http://www.decea.gov.br/2013/04/17/modernizacao-de-sistemas-e-capacitacao-vao-garantir-eficiencia-na-copa/)

4.10.12

Aviação ganhará nova tecnologia para megaeventos


O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão que controla os serviços de navegação aérea no Brasil, está atualizando a tecnologia para a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos em 2016. A melhoria mais recente realizada pelo departamento é a implantação da solução D-Volmet, que usa o Aircomevamet, da Sita.

A ferramenta fornece, em tempo real, informações metereológicas para as aeronaves durante os voos. A solução estará disponível nesta quarta-feira (dia 3).

“Ao fornecer dados metereológicos por meio de uma tecnologia de alta qualidade, de confiança e, acima de tudo, em tempo real, podemos ajudar as companhias aéreas e os pilotos a reduzir significativamente esses atrasos”, explicou o diretor geral do Decea, brigadeiro Mendes.

Fonte: panrotas

7.9.11

Raio de abrangência do aeroporto pode ser reduzido a 5 km


Aeronáutica estuda proposta para diminuir zona de abrangência do aeroporto Pinto Martins e, com isso, liberar maiores áreas de Fortaleza para construção de edifícios com alturas maiores que as hoje permitidas

A Aeronáutica acenou com a possibilidade de reduzir o raio de exigência do aeroporto de 45 km para 5 km. A afirmação é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon), Roberto Sérgio Oliveira Ferreira. 

Segundo ele, a possibilidade de mudança foi anunciada durante a reunião dos empreiteiros cearenses e Prefeitura de Fortaleza com os representantes da Aeronáutica (Comar 2 e Departamento de Controle do Espaço Aéreo - Decea), ocorrida no dia 24 de agosto, na Federação das Indústrias do Ceará.

Segundo Ferreira, a própria portaria da Aeronáutica (a 256) já prevê situação na qual se encontra o território de Fortaleza, no seu artigo 94, que diz:

“Se a solicitação de uma implantação não atender aos requisitos técnicos estabelecidos, nesta Portaria e nas demais normas vigentes, e o Poder Municipal/Estadual manifestar-se, oficialmente, pelo interesse público na referida implantação, o Decea informará as restrições necessárias às operações do aeródromo, para garantir a segurança da navegação aérea; e se, ainda assim, for ratificado pelo Poder Municipal/Estadual o interesse publico no empreendimento, o Comandante da Aeronáutica poderá emitir portaria, autorizando a implantação, e o Decea emitirá a documentação necessária a mitigação dos efeitos adversos e a manutenção do nível de segurança operacional.”

Para o presidente do Sinduscon, este artigo afasta a possibilidade, anunciada, de limitar as operações do aeroporto Pinto Martins para grandes aeronaves e abre uma janela para o impasse em que se encontra construtoras, Prefeitura e Aeronáutica.

“O Decea ficou de analisar nossa proposta e enviar para o Comar que dará seu parecer em conjunto com o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito.” 

Ferreira acha que o que falta, neste momento, é pressão política e técnica. Por isso, defende a entrada do governador Cid Gomes nestas negociações. “Precisamos da ajuda do governador porque a questão aparenta ser mais política do que só técnica”, diz.

Cautela

No bairro engenheiro Luciano Cavalcante o Plano Diretor de Fortaleza libera a região para que se construa no gabarito máximo. No entanto, a Portaria da Aeronáutica determina como sendo altura máxima na região 48 metros. 

“Conversei com um comandante de aeronave e ele me disse que os aviões passam, naquele ponto, a 300 metros de altura o que não representa risco algum às aeronaves”, afirma Roberto Sérgio Ferreira, acreditando que haja excesso de cautela por parte da Aeronáutica. “Eles só veem a segurança”.

Fonte: O Povo Online

14.4.11

Infraero e Decea discutem melhorias no GIG e em GRU

A Infraero e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) se reuniram hoje para discutir a elevação do Sistema de Instrumentos de Pouso (ILS) dos aeroportos internacionais do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Guarulhos, em São Paulo. O ILS é um sistema que auxilia as aeronaves durante o pouso. A informação é da Infraero.

Com a elevação do ILS, o sistema permitirá o direcionamento de aviões mesmo em alturas inferiores a 30 metros e contato visual com a pista a partir de 200 metros. Hoje, a orientação em altura mínima, para ambos os aeroportos, é de 30 metros.

Em Guarulhos, o novo ILS deverá entrar em operação ate o final deste ano. No entanto, no Galeão a estimativa é de que os requisitos da Anac para a passagem de categoria sejam atendidos até o fim de 2013.

“O ganho de segurança e operacionalidade em Guarulhos e Galeão será notável. Além da possibilidade de operações de pouso e decolagem em situações meteorológicas mais restritas, as movimentações poderão ser feitas de forma mais precisa”, afirmou o superintendente de Navegação Aérea da Infraero, Will Furtado.

Fonte: Panrotas

19.3.11

Barreiras podem deixar Aeroporto da Pampulha sem voos regulares

O aeroporto da Pampulha corre o risco de deixar de operar voos de aviação regular. O alerta foi reforçado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado à Aeronáutica, em carta enviada à Prefeitura de Belo Horizonte, ao governo de Minas e à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). No documento, o Decea informou que até 15 de março de 2012 o aeroporto da Pampulha terá de retirar os obstáculos da vizinhança que impedem que seja feita a operação das aeronaves por aproximação e por instrumentos – quando a visibilidade está ruim – tecnologia que permite ao avião pousar sem as condições ideais de visualização da pista.

O Decea listou 43 obstáculos que impedem a operação das aeronaves por instrumentos na Pampulha, segundo as novas regras da Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci). Fazem parte dos obstáculos duas igrejas, nove casas, a barragem, um conjunto de prédios, cinco galpões, nove árvores, três postes, entre outros. “O aeroporto da Pampulha localiza-se em uma área de grande densidade populacional, o que limita suas possibilidades de desenvolvimento e implementação de melhorias, seja para a operação de aeronaves como para a expansão de pátios de estacionamento de aeronaves, terminal de carga e passageiros”, afirma o tenente c oronel Ricardo Elias Cosendey, chefe da subdivisão de planejamento do subdepartamento de operações do Decea.

As regras da Oaci determinam que todos os aeroportos que operarem por regras de voo por instrumentos devem estar livres de obstáculos que interferem na fase de voo da aeronave. Ou seja, se nada for feito no período de um ano, o aeroporto da Pampulha vai ficar desautorizado a operar por instrumentos, só podendo funcionar em condições visuais, quando o céu estiver azul, com boa visibilidade. A legislação brasileira estabelece que os aeroportos sem autorização para operar por instrumentos não podem receber voos de aviação regular, só os de aviação geral.

O tenente Cosendey ressalta que a posição geográfica do aeroporto da Pampulha traz dificuldades de operação tanto por instrumento como visuais. “Por estar localizado numa depressão, com várias elevações naturais ao seu arredor, traz uma grande dificuldade de elaboração de procedimentos para pouso e decolagem por instrumentos e à própria operação de aeronaves, mesmo com condições de voo visuais”, afirma Cosendey. A operação de aeroportos em áreas urbanas é um dos principais problemas do setor hoje. O Decea vai tentar regularizar a situação não só de Pampulha, mas de diversos aeroportos que estão em situação semelhante no país.

Reunião

A Infraero informou que vai se reunir com representantes do Decea até a próxima semana para tratar da questão dos obstáculos do aeroporto da Pampulha. Em um segundo momento, a empresa pretende se reunir com representantes da Prefeitura de Belo Horizonte para aplicar as exigências da nova legislação. Por sua vez, o vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto Carvalho, disse que “a Infraero e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estão conscientes dos problemas da Pampulha e estão dispostas a trabalhar jun to à prefeitura e ao governo para buscar uma solução”. Para ele, “se a pista puder ser ampliada para o local das casas da aeronáutica, parte desses obstáculos estariam superados.”

No início do mês, Carvalho reuniu-se com representantes da Infraero e da Anac para tratar da revitalização do aeroporto. Na reunião, foi discutida a transferência de alguns voos do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, para a Pampulha. O foco seriam rotas de Belo Horizonte para São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Ontem, o novo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas), Roberto Fagundes, também defendeu o reaproveitamento do aeroporto da Pampulha, ampliando sua capacidade de passageiros de 700 mil ao ano para 1,5 milhão ao ano.

Fonte: Estado de Minas


5.12.10

"FAB não aceitaria retirada do controle de tráfego aéreo militar"

Brigadeiro da reserva concorda com criação de secretaria para aviação civil, mas sem alterar militarização do controle aéreo

O brigadeiro da reserva e ex-presidente da Infraero, José Carlos Pereira, disse ao iG que a Aeronáutica não concordaria com a criação de um sistema de controle de tráfego aéreo formado somente por civis. De acordo com ele, a criação de uma secretaria com status de ministério para a área, como quer a presidente eleita Dilma Roussef, seria positiva, mas haver controle somente civil para os vôos regulares é algo “que nem se deve cogitar”.

“A Aeronáutica ri para essa história de tirar a aviação civil da Defesa. É bom para todos. O que é impensável é o controle aéreo global sair do comando militar”, disse.

Segundo o brigadeiro, a criação de um sistema de controle de tráfego aéreo para a aviação civil, sem a presença militar, seria extremamente caro e na prática duplicaria os mecanismos de controle, uma vez que a Aeronáutica deve manter a defesa do espaço aéreo independentemente dos vôos comerciais.

“Ter somente controladores civis nos aeroportos, como é hoje em Garulhos, não tem problema. O que tem de ficar com comando militar é o controle do espaço aéreo, quem controla um avião entre dois aeroportos tem que ser militar, pois é o controle global. Quem faz isso lida também com aviões de traficantes, contrabandistas. Por isso precisa ser algo militar em contato com a Polícia Federal”, comentou.

A criação de um sistema de controle de tráfico desmilitarizado não está clara na proposta da presidente eleita. Por enquanto sabe-se da retirada da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) do bojo da Defesa, além da estatal que administra os aeroportos, a Infraero - que deve ter seu capital aberto.

“A abertura do capital da Infraero é algo muito positivo e deve melhorar a qualidade dos serviços, pois haverá cobrança dos investidores. O que não se pode fazer é vender aeroportos inteiros, que bem administrados são fonte de renda”, disse Pereira.

No processo de migração dos órgãos de controle de avião civil que estão ligados à Defesa para uma secretaria, Pereira observa que um técnico deveria ser escolhido para comandar a nova pasta. "Quanto mais a Aeronáutica se afastar da aviação civil, melhor. O que precisa é colocar um técnico na nova secretaria, assim pode gerar resultados positivos”, pontuou.

Fonte: IG

23.11.10

Anac detalha plano de contingência para aeroportos no fim de ano

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a Infraero e as principais empresas aéreas brasileiras definiram hoje o planejamento para evitar gargalos nos aeroportos do país durante as festas de fim de ano. A Infraero estima em 20% o crescimento na movimentação de passageiros durante a alta temporada, estimulada pela demanda de fim de ano.

Entre as principais medidas tomadas estão a obrigação de que as empresas mantenham uma aeronave de reserva; a proibição do overbooking; a obrigação do endosso de passagens; a ocupação de todas as posições de chek-in nos horários de pico entre 17 de dezembro e 3 de janeiro; a antecipação da manutenção dos aviões; e a apresentação dos planos de contingência pelas companhias.

A Anac confirmou que apenas a Trip ainda não enviou o plano de contingência para o fim do ano. Representantes de todas as empresas garantiram medidas para evitar problemas nos feriados de fim de ano.

"Tomamos medidas para lidar com o fim do ano, quando tem um aumento da ocupação das aeronaves para 90% a 95% da capacidade. Temos que estar atentos", disse a presidente da Anac, Solange Vieira.

As companhias aéreas que participaram da reunião na sede da Anac no Rio de Janeiro apresentaram números para comprovar o trabalho para evitar falhas nas operações aeroportuárias. O presidente da TAM, Líbano Barroso, revelou que a companhia contratou mais 1.300 tripulantes e 700 funcionários de terra, além de designar cinco aeronaves para reserva entre 1º de dezembro e 31 de janeiro.

"Teremos ainda a disponibilidade de aviões que atuam em voos internacionais e que, durante o dia, ficam em Guarulhos ou no Galeão", revelou Barroso, que estima uma ocupação entre 70% e 75% nos voos domésticos e entre 75% e 85% nos voos internacionais no fim do ano.

O presidente da Webjet, Fábio Godinho, explicou que a companhia terá duas aeronaves de reservas e apenas uma em manutenção durante o fim do ano. Além disso, foram contratados 180 tripulantes, um crescimento de 35% em relação aos 487 existentes até então. "Estimamos um aumento de 40% no número de passageiros em relação a dezembro do ano passado, com mais de 80% de taxa de ocupação", destacou Godinho.

Alberto Fajerman, diretor de relações institucionais da Gol, disse que serão quatro aviões de reserva em dezembro e janeiro e ressaltou a contratação de 500 tripulantes. O executivo estima um crescimento de 15% a 17% no número de passageiros em dezembro, fechando o ano com o avanço total de 17% a 18% sobre 2009.

"Tentaremos fazer com que os passageiros usem o máximo da tecnologia que oferecemos para o embarque", frisou Fajerman, citando o check-in automático, que tira os passageiros das filas de embarque.

Fajerman também explicou que a Gol também se beneficia da troca dos 737-700, com 144 lugares, que somam 50 unidades na frota da empresa, pelos 737-800, com 187 lugares, para transportar mais passageiros em um mesmo voo.

Miguel Dau, vice-presidente operacional da Azul, revelou que a ocupação média da empresa em 2010 está entre 82% e 85% da capacidade das aeronaves e deve saltar para entre 92% e 95% no período de festas de fim de ano.

"Temos uma aeronave de reserva, já que a nossa frota não é tão enorme para justificar dois aviões de reserva", disse Dau, acrescentando que a empresa deverá ter 21 aeronaves a mais no ano que vem, fechando 2011 com 48 aviões e revelando preocupação apenas com a questão meteorológica no fim do ano.

A Trip contratou mais 100 pessoas para o período do fim do ano, equivalente a 5% do total da equipe. O diretor de relações institucionais da empresa, Victor Rafael Celestino, frisou que "as operações vão correr sem problemas" e estimou entre 120 mil e 130 mil o número de passageiros que serão transportados pela companhia no fim do ano, um crescimento entre 15% e 20% na comparação com o fim do ano passado.

Já o presidente da Avianca, José Efromovich, afirmou que foram contratadas 100 pessoas e ressaltou que não haverá dificuldade para lidar com o crescimento de 30% no número de passageiros transportados este ano, uma vez que o avanço na demanda foi consequência do aumento equivalente da oferta de assentos.

Fonte: O Globo

2.9.10

DECEA e órgão da Comissão Européia firmam parceria estratégica

Uma visita do DECEA a órgãos gestores do gerenciamento do tráfego aéreo europeu, na semana passada, consolidou um importante canal de cooperação estratégica para o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

Composta pelo Vice-Diretor do DECEA, Major-Brigadeiro-do-Ar Rafael Rodrigues Filho, e pelo Chefe do Subdepartamento de Operações, Brigadeiro-do-Ar Luiz Cláudio Ribeiro da Silva, a delegação do Departamento esteve em Bruxelas, capital da Bélgica, de 23 a 25 de agosto, a convite do SESAR Joint Undertaken (SJU).

O órgão, fundado pela Comissão Européia (EC) e pelo Eurocontrol, é o braço da EC responsável pelos projetos de modernização e pelas ações de unificação do gerenciamento do tráfego aéreo europeu como, por exemplo, o chamado projeto Single European Sky.

Durante a estada na Bélgica, a delegação do DECEA também visitou a Comissão Européia e a sede do Eurocontrol, quando os Brigadeiros foram recebidos pelo Diretor-Geral da instituição, David McMilan.

O convite do SJU feito à organização brasileira é resultado do encontro realizado entre o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Ramon Borges Cardoso, o Diretor de Transporte Aéreo da Comunidade Européia, Daniel Calleja, e o Diretor Executivo do SJU, Patrick Ky, em maio deste ano, no Brasil. Na ocasião, o Brigadeiro e os demais diretores já afirmavam o interesse do estabelecimento de um grupo de trabalho para analisar concretamente os campos de interesses mútuos das organizações.

Durante a visita, as autoridades do DECEA e do SJU tiveram a oportunidade de trocar informações relativas a seus planejamentos e programas de gerenciamento de tráfego aéreo, além do estabelecimento de um “modus operandi” da parceria “DECEA-SESAR Joint Undertaken”.

Desse modo, assuntos relativos a projetos como o OPTIMI (Oceanic Positioning Tracking) – que atua na monitoração do posicionamento de aeronaves em voos sobre o oceano – e o AIRE (Atlantic Interoperability Initiative to Reduce Emissions) – cujo trabalho se assenta na redução de emissões de combustível – serão aprofundados por instâncias operacionais de ambos os órgãos. Enquanto isso, outra reunião entre os parceiros já está marcada para junho do ano que vem, no Brasil.

A iniciativa sela o início de um trabalho conjunto em que questões relacionadas à redução do impacto ambiental das aeronaves, ao aprimoramento da performance dos voos, à melhoria da segurança operacional e à otimização das rotas sobre o Oceano Atlântico ganham destaque. Uma parceria que intercambia programas e estratégias em nome de um transporte aéreo permanentemente eficaz, seguro e afinado às necessidades ambientais.

Fonte: DECEA

24.12.09

Controle aéreo entra em nova era

O controle de aproximação de voos do aeroporto Salgado Filho deu um salto no tempo. Os controladores deixam de receber as informações por uma tela monocromática na tonalidade verde e passam a ver as informações sobre os aviões em uma tela multicolorida.

Além dos dados na forma de cor, o sistema modernizado exige menos operações do controlador, deixando o profissional com mais tempo para ficar de olho na subida e descida das aeronaves no aeroporto de Porto Alegre, Base Aérea de Canoas e no terminal de Caxias do Sul. O resultado é aumento de segurança em todo o processo.

No caso do Salgado Filho, o Centro de Controle de Aproximação (APP) entra em contato com o avião cerca de 15 minutos antes do pouso e o acompanha até 10 minutos após a decolagem.

A melhoria veio com a adoção de um software nacional desenvolvido pela Atech. O programa de modernização em implantação pela Força Aérea deve ser concluído no fim de 2010. Dos 29 APP no país, cerca de metade já foi modernizado.

Fonte: Zero Hora

12.8.09

DECEA planeja implantar 61 novos Radares até 2016

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), como Órgão Central do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), sob a coordenação do Comando da Aeronáutica, planeja implantar em sua rede de detecção, tratamento e visualização de dados, 61 novos Radares no período de 2010 a 2016 em atendimento ao Conceito Operacional de Gerenciamento de Tráfego Aéreo, documento que traduz a Concepção Brasileira para a continuidade da implantação do Conceito Operacional ATM Global (Air Traffic Management) da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

O planejamento estará dependente da aprovação do orçamento para o DECEA a cada período e a consequente liberação dos recursos.

As implantações planejadas são as seguintes :

12 Radares primários bidimensionais de longo alcance (rota);
02 Radares primários bidimensionais de curto alcance (terminal);
14 Radares primários tridimensionais fixos;
03 Radares secundários transportáveis; e
30 Radares secundários fixos.

Fonte: DECEA / Aeroblog

13.5.09

Controle de tráfego vulnerável a hackers

O alerta é de um estudo do departamento de Transportes dos EUA. Nos aeroportos do país os sistemas de controle de tráfego aéreo continuam vulneráveis à ação de hackers em diversos níveis. Assim, uma ação como a do filme “Duro de Matar 2”, quando criminosos alteram a leitura do radar e indicam a uma aeronave em procedimento de pouso uma distância em relação ao solo menor que a real, causando um acidente, pode soar menos ficcional.

Hackers oficiais descobriram nada menos que 763 pontos de vulnerabilidade de alto risco em 70 softwares aplicados em funções importantes, como na distribuição de frequências de rádio para pilotos e controladores ao público. É engraçado ler isso sob esse aspecto, porque conheço aficcionados por aviação que acompanham, pela internet, os diálogos de aproximação e pouso no Santos Dumont. Eu mesmo tinha entre os meus favoritos um site que mostrava, em tempo real, todos os pousos e decolagens no JFK. Detalhe: passando o mouse sobre o alvo na tela, eu sabia o número do vôo, a companhia e o equipamento. Depois de alguns meses, o site não pode mais ser acessado, mas ficou claro que aquilo só estava ali porque alguém emulava um software oficial.

As vulnerabilidades estavam nos bancos da Federal Aviation Administration (FAA), como o Sistema Nacional de Gerenciamento de Tráfego e o Controle de Tráfego Aéreo da torre do aeroporto de Albuquerque, Texas. O pior ataque ocorreu em agosto de 2008, quando computadores da FAA no Alaska foram invadidos. Os hackers exploraram as conexões do sistema, roubaram senhas de administradores e, diz-se, teriam chegado a controlar o tráfego numa área no Oeste do Pacífico, o que a FAA nega. Pela escala adotada, esse é o risco maior. Imaginem se isso acontecesse nos fixos de espera e nas aproximações sobre Nova York, um dos espaços aéreos mais saturados do mundo – graças aos três aeroportos, JFK - na tela esse parecia uma colméia de abelhas – La Guardia e Newark.

Além dos pontos de alto risco, os técnicos encontraram 504 focos de médio risco e 2.590 de vulnerabilidades de baixo risco, como o uso de senhas facilmente decodificáveis e arquivos com dados importantes pouco protegidos. Um ataque desse nível ocorreu em fevereiro desse ano, quando o site usado por funcionários de todos os escalões do governo americano (GovTrip), foi infectado com um malware, um programa para capturar dados pessoais. O site foi tirado do ar e passou um bom tempo desativado.

O relatório fala em sérios riscos às operações. A FAA usa softwares desenvolvidos para uso comercial de forma a distribuir informação na rede, mas os técnicos consideraram que o ambiente não conta com dispositivos suficientemente eficientes. Apenas 11 de centenas de centros de controle de tráfego aéreo em todo o país contam com um detetor virtual, conhecido como IDS.

O assunto é delicado. No ano passado 800 incidentes associados a ataques de hackers foram relatados à FAA no seu braço de controle de tráfego, a Air Traffic Association. Esse grupo é responsável por orientar 50 mil operações de aeronaves por dia sobre o território americano. Dos 800, 150 representaram ataques diretos nos quais os invasores, segundo a ATO, tomaram o controle de algum computador. Um dos arquivos mais visados é o da própria FAA, onde estão históricos administrativos, números de Seguro Social – o que demonstra que quem ataca está atrás do dinheiro dos 48 mil funcionários. Noutros casos, o ataque se dá apenas para desativar equipamentos, como uma demonstração de poder junto a outros hackers.

Combater as vulnerabilidades é parte de um esforço que custará aos EUA US$ 20 bilhões nos próximos 20 anos. Essa montanha de dinheiro indica a prioridade dada à elaboração de uma arquitetura única de segurança no sistema que seja eficaz. Just in case, seria interessante saber o que o Departamento de Controle do Tráfego Aéreo (Decea) tem em projetos similares por aqui.

Fonte: do JB Online :: JBlog Slot

25.3.09

Inscrições para controlador aéreo

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) recebe, até 7 de abril, as adesões dos interessados nos 148 postos do Grupo Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Dacta). As oportunidades do concurso estão distribuídas em cinco estados: Rio de Janeiro (58), São Paulo (São Paulo — 17 — e São José dos Campos —11), Amazonas (18), Paraná (13), Pernambuco (12), e no Distrito Federal (19). A remuneração inicial chega a R$ 5.629,42.

O órgão, ligado à Aeronáutica, é responsável pela navegação aérea, telecomunicações aeronáuticas e tecnologia da informação. Podem concorrer profissionais graduados nas áreas de administração, análise de sistemas, ciências contábeis e econômicas, engenharia (cartográfica, elétrica, mecânica e metalúrgica), estatística, jurídica, tradução e intérprete e letras— habilitação inglês, entre outras.

Os candidatos a uma das seis vagas para técnico de informações aeronáutica devem ter completado o nível médio. E os interessados nos postos de técnico em eletrônica e telecomunicação (quatro vagas) ou programação operacional (sete) precisam comprovar formação técnica em eletrotécnica e tecnologia da informação, respectivamente. Quem for aprovado e nomeado receberá R$ 3.682,02.

O formulário de adesão está no www.cesgranrio.org.br e a participação custa R$ 60 e R$ 80, de acordo com o cargo escolhido. As provas estão marcadas para 17 de maio na capital dos estados que oferecem vagas e em Brasília.

Vagas: 148 para os níveis médio e superior

Salários: R$ 3.682,02 e R$ 5.629,42

Inscrições: até 7 de abril

Taxas: R$ 60 e R$ 80

Provas: 17 de maio

Informações: www.cesgranrio.org.br

23.8.08

Ponte Rio-SP tem falha de comunicação

Segundo relatório, controles das duas áreas não informam quando há mudança no plano de vôo após decolagem

A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) no sistema informatizado de controle do tráfego aéreo encontrou problemas na troca de informações entre os centros de controle de aproximação (APPs) do Rio e São Paulo, encarregados pelo monitoramento da ponte aérea mais movimentada do mundo. Por meio de entrevistas com controladores, observações in loco e fotos, os técnicos verificaram que, quando há mudança no plano de vôo após a decolagem, um centro não comunica a alteração ao vizinho.

“Com base em informações imprecisas, o controlador pode emitir uma instrução incorreta e colocar em risco a segurança das aeronaves”, adverte o relatório do TCU. “Esse problema se agrava já que, por acordo operacional, a transferência de aeronaves entre o APP-RJ e o APP-SP é automática, ou seja, quando a aeronave atinge o limite entre as duas áreas de controle terminal, é transferida sem que haja contato verbal entre os controladores.”

No item “efeitos reais e potenciais”, os auditores dizem que a falha aumenta o nível de stress dos controladores e compromete a segurança dos serviços prestados. Por fim, recomenda que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) promova alterações nos sistemas do Rio e de São Paulo. Procurada, a Força Aérea Brasileira (FAB) disse que não se pronunciaria sobre os apontamentos dos auditores federais.

Um oficial envolvido no controle de tráfego aéreo ouvido pelo Estado disse que as afirmações feitas pelos auditores são equivocadas. O militar explicou que todas as alterações feitas por um dos centros de aproximação são automaticamente atualizadas pelo sistema. Assim que uma aeronave deixa uma área de monitoramento, o controlador que vai herdar aquele tráfego recebe uma tarjeta de papel com as informações básicas do plano de vôo, como altitude e velocidade. “Não há qualquer risco à segurança de vôo”, afirma o militar.

O relatório do TCU também reavivou um ponto controverso: a mudança automática do nível de vôo sem o consentimento do controlador. Embora exista há mais de uma década, o recurso foi colocado em xeque depois do acidente entre o jato Legacy e o Boeing da Gol. Controladores de plantão no dia da tragédia alegaram que demoraram para tentar se comunicar com o jato, que seguia na “contramão”, porque haviam sido induzidos a erro pelo sistema.

Os auditores do TCU dizem ter ouvido queixas de todos os controladores entrevistados. “Disseram que o ideal seria o sistema indicar que existe alteração de nível prevista no plano do vôo, alertar o controlador que a aeronave está voando em um nível diferente do previsto para aquele trecho e, se houver perda de contato radar, manter a última informação sobre o nível real da aeronave”, afirmam.

Ao TCU, os representantes do Decea disseram não concordar com a remoção do recurso. Alegaram que o sistema funciona dessa forma há anos e só depois do acidente é que houve contestação. O X-4000, derivação de um sistema desenvolvido na década de 80 por engenheiros franceses e brasileiros, está instalado nos Cindactas 1 (Brasília), 2 (Curitiba) e 3 (Recife).

Fonte: O Estado de SP

TCU aponta risco de panes em Cindactas

Relatório de auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado e divulgado na última quarta-feira constatou falhas e riscos graves no sistema de visualização do radar X-4000, utilizado em todos os cindactas do País. O relatório mostra falhas e sugestões, apontando o sistema de Manaus, o cindacta-4, como o mais problemático.

Na conclusão, o relatório aconselha a Aeronáutica, entre vários itens, que: estabeleça parâmetros objetivos para avaliação de tolerância a falhas, promova alterações no sistema X-4000, visando impossibilitar o travamento de consoles de visualização decorrentes de comandos inseridos pelos usuários, adquira as peças necessárias ao restabelecimento das consoles inoperantes, e promova alterações nos sistemas dos centros de controle de aproximação do Rio de Janeiro (APP-RJ) e de São Paulo (APP-SP), para que apresentem a informação correta quando houver alteração no plano de vôo após a decolagem.

Um trecho do relatório, de 83 páginas, diz: “Os controles de aproximação do Rio de Janeiro e de São Paulo, nos dias em que foram visitados pela equipe, possuíam algumas posições inoperantes. A situação do controle de aproximação de Manaus é, por sua vez, mais preocupante, pois há risco potencial do sistema parar de funcionar a qualquer momento devido à escassez no mercado de peças de reposição para seus computadores”.

Segundo uma fonte do cindacta-4, uma das falhas mais importantes detectadas pelo relatório foi o fato de que não há contrato de manutenção dos equipamentos de hardware do sistema. Os cuidados e substituições de equipamentos danificados são feitas por técnicos da própria Aeronáutica.

O relatório destaca que a falta de padronização dos equipamentos utilizados no sistema X-4000 dificulta e encarece a aquisição de peças de reposição. No controle de aproximação de Manaus, de acordo com os gestores e técnicos do sistema, os computadores têm mais de 10 anos de uso e não há peças de reposição no mercado.

Para o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Proteção aos Vôos, Jorge Botelho, o relatório do TCU “lavou a alma” de sua categoria. “Agora, ninguém mais vai poder dizer que nós (controladores) estávamos mentindo e sabotando equipamentos”, afirmou Botelho.

Na avaliação dele, a recente liberação, pelo Congresso, de R$ 153 milhões para o Ministério da Defesa adequar o parque tecnológico e a capacidade de monitoramento do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Sisceab) é uma prova de que os problemas são mais graves do que parecem.

Fonte: Jornal do Comércio

3.8.08

Aeronáutica diz que problema na TAM contribuiu para atraso

A assessoria de comunicação da Aeronáutica informou neste domingo que um problema nos sistemas de check-in e de navegação aérea da TAM contribuiu para o índice de cerca de 30% de atrasos em vôos neste domingo. A companhia aérea nega a informação e afirma que os atrasos foram causados pelas condições metereológicas.

O Centro de Gerenciamento de Navegação, no Rio de Janeiro, que controla o tráfego em todo o País, constatou que resquícios da pane de ontem registrada nos aeroportos de São Paulo e condições metereológicas também contribuíram para a situação, mas em menor escala.

Ainda segundo a Aeronáutica, não houve problemas no tráfego aéreo hoje. Os pilotos que pediam para pousar e decolar receberam autorizações normalmente.

Fonte: JB Online

17.6.08

Tráfego aéreo: Má fluência em inglês causa 10 incidentes em 5 anos, diz FAB

O Brasil registrou dez incidentes de tráfego aéreo de 2003 a 2007 em razão de falhas de comunicação em inglês entre pilotos e controladores de vôos -apenas 350 dos 3.052 que atuam no país e realizam provas atingiram o nível de fluência na língua exigida pela Oaci (Organização de Aviação Civil Internacional), segundo a FAB (Força Aérea Brasileira).Para o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso, a ocorrência de um incidente a cada seis meses, em média, mostra que o risco de acidentes é baixo. "Esse risco é ínfimo. Provavelmente, não irão acontecer [acidentes]. A nossa situação é de completa segurança." Dos incidentes, três foram considerados graves.Um acordo com a Oaci previa que todos os países tinham de aperfeiçoar até 2007 o treinamento em inglês de controladores e pilotos. Dos 190 países, apenas 52 cumpriram o prazo, segundo Cardoso. O Brasil e outros países pediram prorrogação do prazo e terão de cumprir a meta até 2011.

Fonte: Folha de SP

16.6.08

Risco de acidente aéreo segue alto, diz relatório

Quase um ano depois do maior desastre da história da aviação brasileira, documentos confidenciais da Aeronáutica revelados neste domingo mostram que o controle de tráfego aéreo do país segue colocando os passageiros em risco. Relatórios de incidentes e outros documentos oficiais expõem situações semelhantes àquelas que levaram o sistema de transporte aéreo brasileiro ao caos entre 2006 e 2007: controladores despreparados, equipamentos defeituosos, irresponsabilidade generalizada.

De acordo com registros de ocorrências divulgados em reportagem do jornal Folha de S.Paulo deste domingo, nos últimos sete meses, houve pelo menos três ocasiões em que um choque entre duas aeronaves em vôo esteve muito próximo de ocorrer. Em 28 de novembro do ano passado, um avião da companhia Trip, que acabara de decolar de Cuiabá rumo a Rondonópolis (MT), quase se chocou com a aeronave prefixo PT-KDS, por problemas de comunicação.

Dois meses depois, um Boeing da Gol e um Airbus da TAM entraram em rota de colisão quando começaram a descer em São Paulo. De acordo com o informe de incidentes 02/2008, citado pela reportagem da Folha, ao atingirem o nível de vôo 365 (36.500 pés), o sistema anticolisão das aeronaves disparou, e por pouco não houve o choque. Em 20 de março, novo incidente: um Boeing-737 da Gol, que se aproximava de Belo Horizonte vindo de São Paulo, foi autorizado a iniciar a descida, "sem restrição", passando do nível 360 (36.000 pés) para o 200 (20.000 pés). Entre os dois níveis, porém, havia um outro 737 da Varig – de novo, o choque só não ocorreu graças ao sistema anticolisão do avião da Varig.

Radares – As causas relatadas pelos controladores para estes incidentes são muitas. Enquanto alguns responsabilizam os pilotos por supostamente não compreenderem as ordens passadas a eles, outros admitem que erraram, mas reclamam de alguns expedientes disciplinadores da Aeronáutica. Os controladores são unânimes apenas na hora de apontar falhas nos radares dos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo, os Cindactas.

Falam em zonas cegas – especialmente no centro de controle de Cuiabá – onde os aviões desaparecem dos radares e perdem a comunicação por rádio. No Cindacta-4 (Manaus), é comum o aparecimento nas telas dos radares dos chamados alvos falsos – quando surgem registros de aviões que não existem.

Inglês – De mesma gravidade é um fato relatado em reportagem do jornal O Globo deste domingo, que revela que um grande número de controladores não fala inglês, colocando em risco os passageiros de vôos internacionais que chegam ou saem do país. A falta de conhecimento do idioma levou a Aeronáutica a reconhecer, em documento oficial, que esse fator representa um perigo real de acidentes.

Em relatório apresentado à Organização Internacional de Aviação Civil, a FAB admite que um controlador pode precisar – e não conseguir –falar inglês com um mínimo de fluência. O problema foi responsável por uma série de incidentes entre 2003 e 2007, segundo o documento. Três deles quase resultaram em acidentes. O nível de risco está acima do limite tolerado pelos padrões internacionais.

Fonte: Veja

15.6.08

Relatório da FAB revela despreparo de controladores de vôo

BRASÍLIA - A falta de conhecimento de inglês no controle de tráfego aéreo brasileiro levou a Aeronáutica a reconhecer, em documento oficial, que esse fator representa um perigo real de acidentes. Reportagem de Leila Suwwan, publicada na edição deste domingo do jornal "O Globo", mostra que o diagnóstico, apresentado à Organização Internacional de Aviação Civil (Oaci), revela que é possível esperar que o controlador precise, e não consiga, falar inglês com um mínimo de fluência - e isso pode acarretar um incidente classificado como "de severidade maior".
Como este nível de risco está acima do limite tolerado pelos padrões internacionais, a FAB precisou elaborar e implementar um plano com "medidas de mitigação". Entre as medidas está a distribuição dos poucos profissionais fluentes, para assegurar que pelo menos uma pessoa fale inglês nas salas de controle.
O documento da FAB ao qual "O Globo" teve acesso informa que, entre 2003 e 2007, ocorreram dez incidentes (quase acidentes) aéreos em que o (mau) uso do idioma inglês foi um fator que contribuiu para o episódio. Desses, três foram críticos, ou seja, quase implicaram acidente aéreo. Eles ocorreram em 2005, 2006 e 2007 - antes e durante a crise no setor, quando ocorreram os dois acidentes aéreos mais graves da história do país.

A FAB classificou, no entanto, de remota a possibilidade de incidentes ocorrerem por conta de deficiência lingüística dos controladores. Um dos motivos seria o fato de o tráfego internacional representar apenas cerca de 7% do total no país. Mas, ao cruzar variáveis de freqüência dos incidentes com a gravidade dos casos, a FAB, seguindo parâmetros internacionais, teve que incluir o Brasil na categoria de "risco médio". Isso significa que são imprescindíveis medidas para reduzir ao mínimo as chances de ocorrer acidentes. Ainda mais levando-se em conta que o relatório só analisa os impactos da deficiência do inglês, e não outros fatores, como equipamentos, infra-estrutura de aeroportos e carga de trabalho dos controladores.

Fonte: O Globo

29.5.08

Cepta realiza encontro no Rio de Janeiro

O Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo (Cepta), realizou ontem, dia 27, na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Rio de Janeiro, o segundo encontro de estudos estratégicos sob o tema "O presente e o futuro do transporte aéreo e do turismo do Brasil". Ao todo foram realizados quatro painéis: Negócios em Transporte e Turismo; Transporte e Turismo para Copa de 2014; Financiamento e Seguros no Transporte Aéreo; e finalmente, O futuro do transporte aéreo no Brasil.O último painel foi o mais esperado e contou com a participação do vice-presidente da Gol, Tarcísio Gargioni, do Diretor de Marketing da Azul, Gianfranco Beting, além de Ramon Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), Alexandre Barros, diretor da Anac, e Nelson Shinzato, diretor de Planejamento de Malha e Frota da Tam. Cada um procurou mostrar um pouco da visão de futuro para o mercado da aviação civil brasileira

Fonte: Jetsite

Estudo compara GRU a aeroportos de outros países

O Major Brigadeiro-do-Ar Ramon Borges Cardoso, diretor geral do Decea, apresentou um estudo comparativo de capacidade de movimento de aviões nos aeroportos de São Paulo, Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha. O objetivo da pesquisa foi avaliar a eficiência dos aeroportos brasileiros e verificar as alterações operacionais ou investimentos que podem ser feitos para aumentar a produtividade. Segundo o levantamento, o Brasil possui apenas uma pista maior que a da média dos outros países pesquisados, em Guarulhos. Entre os dados apresentados o estudo indica, por exemplo, que enquanto Guarulhos tem 61 posições no pátio e 49 movimentos/hora, o aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, possui 388 posições e 101 movimentos de aeronaves por hora. "O que demonstra como o Brasil tem muito que investir para atender a sua crescente demanda e para ter uma estrutura parecida com a dos EUA e a da Europa", avalia. Cardoso disse que o País, apesar de ter uma quantidade razoável de equipamentos para controle do espaço aéreo, estes não são suficientes para cobrir todo o território. "As capacidades dos aeroportos e de controle aéreo estão abaixo da demanda e de outros países", finaliza.

Fonte: Jetsite