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4.9.13

STF MANDA GOL RESERVAR 2 ASSENTOS POR VOO PARA DEFICIENTES DE BAIXA RENDA

A companhia aérea Gol deve reservar, no mínimo, dois assentos em todos os seus voos nacionais para deficientes de baixa renda. A decisão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi mantida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa. 

Em nota, a Gol afirmou que "cumpre a determinação judicial". Têm direito ao benefício pessoas com deficiência física, mental, auditiva, visual ou renal crônica, e com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo. É preciso fazer um cadastro no Ministério dos Transportes.

Tudo começou quando o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra a União Federal e a Gol para assegurar aos deficientes comprovadamente carentes o direito ao passe livre e gratuito, em todos os voos realizados pela companhia dentro do território nacional.

Em seu recurso ao STF, a empresa pediu para a decisão ser suspensa.

Os motivos alegados foram: 1) que a União excluiu o transporte aéreo dos benefícios da lei que concede passe livre às pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual (Lei 8.899/1994); 2) que é inconstitucional a criação de benefício de seguridade social sem prévia fonte de custeio (artigo 195, parágrafo 7º, da Constituição Federal ); 3) que, se for compelida a respeitar o benefício, a empresa vai transferir para os demais consumidores o respectivo ônus financeiro; 4) que o benefício frustra a expectativa da empresa quanto à lucratividade dessa modalidade de transporte; 5) que a medida provocará desequilíbrio artificial das condições de concorrência, pois apenas ela estaria sujeita à decisão.

O pedido de suspensão da decisão foi encaminhado anteriormente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que decidiu não ter competência para julgar o caso e encaminhou-o à Suprema Corte.
O presidente do STF negou o pedido, e afirmou que cabia a empresa "ir além de ilações ou de conjecturas, com o objetivo de demonstrar que os efeitos da decisão impugnada superam a simples redução da perspectiva dos resultados financeiros da pessoa jurídica".

Também segundo ele, "o hipotético transporte gratuito de até dois passageiros a cada voo não tem intensidade suficiente para retirar completamente o interesse na exploração econômica dos serviços de transporte aéreo de passageiros".

Fonte: UOL

15.4.13

Gol irá pagar bônus para pilotos que economizarem combustível



A Gol traçou uma estratégia para tentar reduzir o prejuízo de R$ 1,5 bilhão registrado no ano passado. Segundo o jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira, a companhia aérea irá pagar um bônus salarial para pilotos e comissários de bordo que economizarem combustível nos voos. Para a Gol, as metas de economia não pões em risco a segurança, afirma Adalberto Bogsan, vice-presidente técnico da empresa. A companhia afirmou que, entre economia e segurança, a prioridade será sempre a segurança.

De acordo com a publicação, entre os especialistas não há consenso sobre a medida, já que ela poderia abrir um precedente que poderia levar um piloto a tomar decisões baseadas não apenas na segurança, como também no que iria ganhar caso conseguisse poupar combustível. Porém, para a Gol, a iniciativa só saiu do papel pois houve estudo de que a medida não causava riscos aos passageiros. Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que não há riscos se todos os procedimentos de segurança forem seguidos.

Fonte: Terra

27.3.13

Plano da Gol era acabar com Webjet em 2013



O fim das operações da Webjet estava nos planos da Gol para 2013. "Essa era a nossa previsão, mas antecipamos por conta do combustível", afirmou o vice-presidente financeiro da Gol, Edmar Lopes. 

A Webjet operava com jatos Boeing 737-300, que consomem cerca de 25% mais combustível do que os modelos mais modernos usados pela Gol, o 737-700 e o 737-800. 

A Gol encerrou as operações da Webjet em novembro, 16 meses depois de anunciar a aquisição da empresa. Foram demitidos 850 funcionários. 

O combustível representou cerca de 95% do prejuízo operacional ajustado da Gol em 2012, de R$ 708,9 milhões. As despesas com o combustível aumentaram em R$ 680 milhões, segundo a companhia. 

No ano, a Gol registrou prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão, o dobro do ano anterior. 

Nos dois últimos anos, o combustível subiu 18% ao ano. 

Dentre os outros motivos apresentados pela companhia para explicar o prejuízo está a desvalorização do real frente ao dólar em 17% no ano, o aumento acima de 30% nas tarifas aeroportuárias, além do baixo crescimento do PIB brasileiro.  

Fonte:diariodeguarapuava / Tripulantes News

Só a água será gratuita nos voos da Gol


Medida valerá para voos nacionais e visa reduzir gasto e elevar receita; prejuízo dobra em 2012, para R$ 1,5 bilhão. Até maio o serviço de bordo gratuito estará extinto, segundo comunicado distribuído a pilotos e comissários

A fim de reduzir custo e obter mais receita, a Gol acabará até maio com o serviço de bordo gratuito em todos os seus voos domésticos. De graça, só um copo de água será oferecido -ainda assim, a quem pedir.

A medida é tomada no momento em que a Gol anuncia prejuízo de R$ 1,5 bilhão no ano passado, o dobro das perdas registradas em 2011.

No quarto trimestre de 2012, a empresa registrou perdas de R$ 447,1 milhões em meio à alta nos custos de combustível e a gastos adicionais com o fim da Webjet.

O resultado negativo anunciado ontem ocorreu apesar do avanço de 7,5% nas receitas no ano passado, para mais de R$ 8 bilhões.

A informação sobre o fim do serviço de bordo gratuito está em comunicado distribuído a pilotos e comissários, a que a Folha teve acesso.

Os voos nacionais correspondem a 95% da operação da companhia, que é a única a oferecer venda a bordo no Brasil. O processo começou em 2009 e hoje abrange metade dos voos nacionais. Na TAM, na Avianca e na Azul, o serviço é grátis.

Desde segunda-feira, o cardápio pago foi estendido para os voos da ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont. Isso significa que, neles, a opção grátis se restringe a água.

Até a semana passada, os passageiros da ponte aérea recebiam, de graça, amendoim, suco e refrigerante.

Também anteontem a Gol estreou quatro novos kits de cardápio: café da manhã e lanche nas versões "saudável" e "tradicional". Cada kit custa R$ 10 e só é aceito pagamento em dinheiro.

Um café da manhã saudável, por exemplo, traz suco de caixinha, queijo processado light, pãozinho, barra de cereal e geleia light. Não há sanduíches entre as opções.

Por enquanto, cada voo terá apenas 26 kits -para uma média de 150 passageiros.

No mundo, a venda a bordo é prática comum; companhias de baixo custo, como Ryanair e Easyjet, foram as precursoras do modelo.

Nos últimos anos, mesmo as companhias aéreas que oferecem serviço gratuito passaram a reduzi-lo.

"Acreditar no sucesso deste serviço é o início de tudo. Tenham certeza de que estamos disponibilizando um produto de qualidade. Sejam multiplicadores dessa ideia", disse a Gol no texto destinado aos funcionários.

O combustível, que subiu 18% anuais em dois anos, é um dos motivos para o prejuízo. Outros fatores citados pela Gol são a alta do dólar e o aumento acima de 30% nas tarifas aeroportuárias.

Fonte: Folha

17.9.12

US Airways tenta barrar Gol nos EUA


A US Airways tenta atrapalhar os planos da Gol de renovar a sua autorização para fazer voos charter (fretados) para os Estados Unidos, num desdobramento de uma disputa sua com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Infraero sobre o direito de usar o aeroporto de Guarulhos. 

Recentemente, a Gol pediu ao Departamento de Transportes (DOT) dos Estados Unidos a prorrogação por um ano de sua autorização para fazer voos charter. 

Numa carta entregue às autoridades americanas, a US Airways diz ter objeções ao pedido da Gol. 

 A companhia americana reclama que tenta, há dois anos, ter acesso a sete slots (direitos de pouso e decolagem) no aeroporto paulista de Guarulhos (Cumbica). Para ela, o DOT não deveria renovar a autorização para voos charter da Gol enquanto as autoridades brasileiras não resolverem o assunto. 

 A Infraero informou que, em meados de junho, foi oferecido à US Airways o horário de pouso e decolagem compreendido entre 11h30 e 13h25, mas a companhia não aceitou.

 A ANAC acrescentou que o horário solicitado pela US Airways é "bastante disputado e estava indisponível". A US Airways quer usar os sete slots em Guarulhos para inaugurar um voo diário entre São Paulo e Charlotte, na costa leste dos EUA. Para os americanos, o mercado aéreo brasileiro é um dos mais promissores do mundo.

 Projeções da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) preveem um crescimento anual de 6,2% no número de passageiros entre Brasil e Estados Unidos até 2031. As chances de sucesso da US Airways em bloquear o pedido da Gol são pequenas. 

Em junho, a empresa americana apresentou objeção semelhante à renovação de autorização da TAM, que acabou sendo ignorada pelo DOT. Na maior parte das vezes, o DOT aprova de forma praticamente automática as autorizações para a realização de voos charter das companhias brasileiras. 

Os voos entre o Brasil e os EUA são regulamentados por um acordo de transporte aéreo de 1989, atualizado em 2011. Nele, está definido que charters de aéreas brasileiras dependem da autorização do DOT. Em 9 de agosto, a Gol entregou carta ao DOT pedindo a prorrogação de sua autorização para fazer voos charter aos Estados Unidos. Como é de praxe nessas situações, o DOT colocou o pedido sob consulta pública para ouvir eventuais interessados. O único a se manifestar foi a US Airways. "A US Airways tem objeções ao pedido da Gol", afirma a carta da empresa. 

A US Airways diz que, em abril de 2011, chegou a um acordo com a Infraero que estabelecia que ela teria acesso aos slots em fins de 2012. Um ano depois, porém, a Infraero teria afirmado à US Airways que, devido à concessão do aeroporto, a entrega dos slots não poderia ser feita no prazo estipulado. 

 A Infraero negou que tenha fechado qualquer acordo com a US Airways. Também enfatizou que não afirmou à companhia que a entrega dos slots tinha relação com o novo operador de Cumbica. Para a US Airways, se o DOT renovar a autorização dos voos charter para a Gol, haverá um desequilíbrio competitivo entre as companhias brasileiras e americanas nos voos entre os dois países. Dados da ANAC, no entanto, mostram que as empresas aéreas americanas operam 175 voos semanais regulares para o Brasil. A TAM, única companhia que opera voos regulares aos EUA, voa 76 vezes por semana para o mercado americano. 

 A Gol contestou junto ao DOT as objeções da US Airways, alegando não ter nenhuma responsabilidade pelo atraso na concessão dos slots. A Gol também cita o precedente criado pelo DOT, que rejeitou alegações semelhantes feitas pela US Airways em um pleito semelhante feito pela TAM. "Não temos declaração adicional além das objeções que fizemos", afirmou Davien Anderson, um assessor de imprensa da US Airways. "Mas estamos muito animados em começar o serviço entre Charlotte e São Paulo. Hoje há questões que nos impedem de prestar esse serviço, mas temos a expectativa de conectar clientes entre o Brasil e os Estados Unidos com voos adicionais." 

Fonte: Valor Econômico

5.9.12

Alto endividamento da GOL levanta apostas em venda de ativos


O endividamento de US$ 1,6 bilhão da GOL Linhas Aéreas Inteligentes SA, o maior entre as grandes empresas aéreas do mundo em relação ao lucro, tem esquentado apostas de que a empresa venderá ativos para levantar recursos ou se juntará a outra companhia aérea.

A dívida líquida equivalia a 25 vezes o Ebitda da GOL nos 12 meses encerrados em 30 de junho, a maior entre as 31 empresas do setor aéreo com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão, segundo dados compilados pela Bloomberg. Na Latam Airlines Group SA, a relação é de 3,4 vezes, na United Continental Holdings Inc., 1,3 vez, e na Ryanair Holdings Plc, 0,2 vez, a menos endividada do mundo.

A GOL nomeou um novo presidente, reduziu postos de trabalho e eliminou voos depois de registrar prejuízo líquido em quatro dos últimos cinco trimestres e de perder participação de mercado para a TAM, hoje operada pela Latam Airlines. A GOL prepara a oferta pública inicial de ações da Smiles, que administra seu programa de milhagem, no segundo semestre de 2013, disse uma pessoa familiarizada com a transação à Bloomberg em 15 de agosto.

“Eu não gostaria de estar na pele deles”, disse Eric Conrads, que ajuda a administrar US$ 1 bilhão em ações na ING Groep NV, em entrevista por telefone de Nova York. “Eles podem até elevar os preços das passagens, mas não são os líderes de mercado e isso significa que terão de sacrificar mais market share. Eles não estão em posição de sacrificar participação de mercado neste momento.”

A GOL subiu 1,4 por cento, para R$ 9,70, em 31 de agosto, reduzindo sua queda acumulada no ano para 22 por cento, comparada ao ganho de 0,5 por cento do Ibovespa.

Fonte: Exame

30.5.12

Novas demissões vão acontecer ainda essa semana na Gol


A Gol informou que o programa de licença não remunerada e as demissões voluntarias que foram encerrados em Abril/2012 “atendeu parcialmente” às expectativas da companhia, e por isso estão programadas mais demissões para essa semana, alem das demissões já realizadas em Março e Abril de 2012.

Segundo fontes da cia, a meta da companhia era apenas conceder licenças não remuneradas, para não chegar ao ponto de realizar demissões, porem já sabemos que houveram sim, diversas demissões durante o mês de março e abril entre eles diversos comandantes, copilotos e comissários inclusive a turma 114 de comissarios inteira, por serem a turma mais nova, talvez tentando seguindo a hierarquia.

Mais infelizmente nesta mesma turma haviam tripulantes que eram velhos de casa e foram também migrados para o voo e não poderiam ter sido demitidos, mais foram e apos uma terrível guerra juntamente com o sindicato os 11 tripulantes conseguiram que a GOL os recontratassem e já estarão na escala de voo a partir do dia 01/06/2012 (Parabéns a eles). 

Em nota, os representantes dos aeronautas disseram que a Gol esta pronta para anunciar mais demissões ainda nessa ultima semana de Maio.

Por sua vez alguns tripulantes já nos contaram que receberam emails da chefia de comissários da Gol no decorrer do dia de ontem (28/05/2012) solicitando o comparecimento urgente na empresa, e inclusive já foram retirados da escala de voo.

Os tripulantes convocados foram das turmas 108, 109, 110, 111, 112 e a turma 114 que já havia sido dispensada em 01/04/2012 por se tratar da turma mais nova na cia. 

A turma 113 que era migração interna, possivelmente deveram escapar das demissões já que eram funcionários mais antigos na empresa e só foram migrados para o voo.

Ai nos queríamos saber e a segurança do voo como fica ? Porque com essa redução os tripulantes que ficarem, sempre estarão sobrecarregados, estressados e cansados, prejudicando o voo, alem de já ter um tripulante a menos na equipe.

Nossa equipe está buscando mais informações.

Fonte: RHAirlines/Tripulantes News

28.5.12

Gol é condenada a pagar R$ 100 mil a família de vítima do acidente com jato Legacy


O desastre que ocorreu em 2006 matou 154 pessoas DO R7 

A 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios condenou a empresa aérea Gol a pagar indenização de R$ 100 mil à família de uma das vítimas do acidente aéreo com um avião da companhia em setembro de 2006, matando 154 pessoas. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (23) no Diário da Justiça. 

O voo 1907 da Gol, que faria o trajeto Manaus/Brasília, foi atingido por um jato Legacy, pilotado por dois americanos, que vinha em sentido contrário a 36 mil pés de altitude, provocando a morte de todos os passageiros e tripulantes do voo. 

Na sentença, o desembargador afirmou que apesar da empresa aérea ter adotado providências para "ao menos diminuir a dor e o sofrimento dos parentes das vítimas", é cabível a indenização por se tratar de responsabilidade civil objetiva, mesmo a empresa não tendo praticado ou se omitido da prática de qualquer ato que pudesse evitar o acidente. 

A reportagem do R7 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Gol, mas ainda não recebeu retorno.

Fonte: R7

16.5.12

Delta não vai aumentar participação na Gol, diz CEO


Durante apresentação à imprensa mundial realizada há pouco, o CEO da Delta, Richard Anderson, afirmou que não pretende aumentar a participação acionária da aérea americana na Gol, e chegar assim aos 20% permitidos pela legislação brasileira. “Não sei de onde veio esta informação”, disse, acrescentando que está satisfeito tanto com a atual parceria com a Gol, quanto com a Aeromexico, fatores que “fortalecem a presença da Delta na América Latina e os planos de crescer na região”. 

Anderson enalteceu o trabalho desenvolvido por Constantino Oliveira, presidente e fundador da Gol. “Ele fez um trabalho fantástico com a criação da empresa. Provavelmente a Gol é o case mais marcante de sucesso na aviação, pois o que a companhia conseguiu fazer em dez anos, poucas conseguiram no mundo. Este é só o começo de uma relação com a Gol. Queremos fortalecê-la ainda mais e crescer com ela assim como crescemos com nossos parceiros ao redor do mundo”, disse Anderson, referindo-se a empresas como Air France, KLM e Alitalia. “O objetivo é crescer com as parcerias.” 

Perguntado por um jornalista inglês sobre um possível interesse na American Airlines, o CEO da Delta preferiu não comentar o assunto, pois a companhia está “em uma política de discrição sobre a consolidação áerea nos Estados Unidos”. 

Logo mais à tarde, Anderson tem encontro com um board de clientes da companhia, do qual fazem parte, entre os brasileiros, Cássio Oliveira, da Rextur, André Carvalhal, da CWT, e Juarez Neto, da Ancoradouro. 

Fonte: Panrotas

14.5.12

Gol quer economia até no gelo a bordo


Voos na ponte aérea com 1 minuto a menos e economia de 1% de combustível. Turbinas desenvolvidas em parceria com a fabricante para queimar menos 2% de querosene de aviação. Criação de novas bases de tripulantes para gastar menos com estadias. Estudo de todos os componentes de um avião, como assentos mais leves e até o peso ideal do saco de gelo. Esses são alguns dos esforços da Gol Linhas Aéreas para aumentar a rentabilidade de sua operação.

A estratégia de redução de custos, presente no dia a dia das empresas aéreas, ganhou ainda mais relevância na Gol. Isso aconteceu após ela ter registrado o segundo maior prejuízo de sua história, de R$ 751 milhões em 2011. No primeiro trimestre deste ano, nova perda, de R$ 41, 4 milhões.

Em frente a esse cenário, a Gol está se adequando a um novo tamanho. A empresa já teve de dispensar 300 tripulantes de janeiro a março, após reduzir em cerca de 10% sua malha de voos domésticos. A companhia também divulgou que vai reduzir sua frota em relação ao patamar de 2011, quando encerrou o ano com 150 aviões. Até 2013, serão menos 14 aeronaves, incluindo a Webjet, adquirida em julho do ano passado. Em 2012, a Gol deve permanecer com o mesmo patamar de participação de mercado, de 34%. A empresa vai reduzir em até 2% sua oferta.

Em 90 dias, todos os 31 pares de voos diários da ponte aérea da Gol, considerando-se ida e volta, ou um a cada 30 minutos, serão operados por meio de um novo sistema de aproximação no Aeroporto Santos Dumont. A novidade reduz em 1 minuto o tempo de viagem e economiza 1% de combustível. "Pode não parecer, mas 1% é uma grande parcela de economia, que nos dá um diferencial competitivo", afirma o diretor de operações da Gol, Pedro Rodrigo Scorza,.

De acordo com ele, essa economia será possível por meio da utilização de uma tecnologia de GPS nas aeronaves, homologada recentemente pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a navegação baseada em performance. Essa nova tecnologia, com performance dos cálculos de rotas melhorada, permite ao piloto o traçado de trilhas mais estreitas e precisas, otimizando o espaço aéreo. O avião pode passar com mais segurança e exatidão entre os morros do Rio de Janeiro, cortando caminho.

Além disso, quando os aviões estão se aproximando do Santos Dumont, voam mais baixo. Segundo Scorza, é nesse momento que os pilotos acionam a marcha lenta, que economiza mais combustível. E essa tecnologia permite que os aviões permaneçam mais tempo com os motores nessas condições.

O prazo de 90 dias para a Gol operar todos os voos da ponte aérea com a nova tecnologia também será o tempo necessário para comandantes e copilotos estarem habilitados a pousar no Santos Dumont com essa nova aproximação. Voos vindos de outras cidades também serão beneficiados.

São 120 comandantes e 120 copilotos especializados em pousar ou decolar do Santos Dumont. A rota para o aeroporto carioca requer um treinamento especial. E os pilotos que vão operar nesse novo sistema de aproximação também precisam de uma espécie de carteira de habilitação específica.

A Gol criou duas novas bases de tripulantes, além de São Paulo. Em março foi criada a base do Rio de Janeiro. Em abril, foi a vez de Porto Alegre. Isso foi feito para acomodar os tripulantes que moram em outras cidades, pois a Gol tinha de pagar hospedagem para eles, além de outros custos fixos. "Mais de 50% de nossa tripulação mora fora de São Paulo", diz Scorza.

Nos próximos seis meses, os resultados da criação dessas bases serão estudados. Dependendo do nível de economia, a Gol poderá abrir uma quarta base. Fontes do setor dizem que a TAM também esta abrindo novas bases, mas a companhia não se pronunciou.

Fonte: Valor Econômico



9.5.12

GOL é a primeira companhia brasileira a implantar o sistema RNP AR- Aproach , novo procedimento de aproximação e pouso guiado por satélite


Nesse último final de semana ocorreu um grande marco para a aviação comercial brasileira. Em uma parceria com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), nos tornamos a primeira companhia a fazer parte da implantação de um sistema inovador de aproximação e pouso, que garante maior segurança e precisão na descida.

Isso porque essa tecnologia é baseada na orientação de satélites que permitem ao comandante uma aterrissagem perfeita, mesmo em condições consideradas de baixa visibilidade.  O procedimento RNP AR – Aproach (em português, Performance de Navegação Requerida com Autorização) evita que  os aviões desviem suas rotas, atrasem ou até mesmo que voos sejam cancelados por questões meteorológicas.

A partir de julho, começaremos a operar regularmente sob os procedimentos RNP AR em voos da ponte aérea. A apresentação do sistema foi feita pelos comandantes Corano e Joffre, a bordo de um Boeing 737-800 da GOL, no aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro. O resultado foi um sucesso!

Fonte: Blog Voegol

7.5.12

Gol já tem data para operação de primeiro voo charter para Miami


Diferentemente do que se especulava no mercado, a empresa não vai usar aviões pintados com a marca Varig

O vice-presidente técnico da Gol, Adalberto Bogsan, anunciou que o primeiro voo da companhia para Miami vai decolar no dia 2 de julho. A ideia de voar regularmente para os Estados Unidos, porém, vai ficar um pouco mais para a frente.

A empresa decidiu iniciar a operação com voos charter (fretados). “Vamos fazer estudos de viabilidade dessa rota através do charter. Se ela justificar a operação, vamos transformá-la em regular”, explicou Bogsan.

Diferentemente do que se especulava no mercado, a empresa não vai usar aviões pintados com a marca Varig, adquirida em 2007, na rota.

Fonte: Correio 24h

4.5.12

Gol é autorizada a cortar 1 dos 4 comissários de 30% de seus aviões


Mudança ocorre após testes e não há risco aos passageiros, diz empresa.
Anac confirma homologação para operação; sindicato critica medida.

A Gol foi autorizada a usar três comissários, em vez dos quatro habituais, em voos com aeronaves do modelo Boeing 737-700, que correspondem a cerca de um terço da frota atual (43 aeronaves) e com os quais a empresa realiza a maioria de seus voos nacionais. A medida já foi adotada em um voo recente, segundo relato feito por um leitor do G1 e confirmado pela Gol.

Segundo a companhia aérea, a redução do número de comissários foi autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) após a realização de testes de segurança. Até 2010, o número de comissários necessários a bordo no Brasil levava em conta o número de saídas de emergência da aeronave, mas a norma foi modificada e, desde então, para que a empresa seja certificada a operar com menor número de comissários, a Anac exige testes de evacuação.

A agência informou que a demonstração de evacuação de emergência foi realizada pela Gol em 31 de outubro de 2011 e que, após análises internas, a companhia foi autorizada a utilizar três comissários no Boeing 737-700. A data da homologação não foi divulgada.

A empresa diz que tomou a medida como forma de cortar gastos e que já havia informado, em 2011, que ela estava em estudo. Em nota enviada ao G1, a Gol informa que "vem estudando alternativas que visem a sustentabilidade de suas operações. Dentre as medidas tomadas, a companhia já recebeu homologação da Agência Nacional de Aviação Civil para operar com três comissários em suas aeronaves Boeing 737-700, que correspondem a cerca de 30% de sua frota, considerando a frota da Gol e Webjet combinadas".

Desde o início do ano, após a divulgação de balanço financeiro no qual apresentou prejuízo de cerca de R$ 700 milhões em 2011, a empresa divulgou cortes na tripulação e no número de voos para reduzir os custos. Em 12 de abril, a companhia suspendeu o serviço de bordo e o cliente tem de pagar por sanduíches, snacks ou bebidas quentes, cervejas, refrigerantes e sucos, entre outros. A água será dada ao cliente, segundo a Gol, caso ele peça.

Na nota enviada ao G1 sobre o corte de comissários a bordo, a Gol diz que, para colocar em vigor a medida, "é necessário treinar sua tripulação nos procedimentos do novo formato" e que "esta já é uma prática adotada internacionalmente e é realizada de modo a garantir os altos níveis de segurança de seus clientes e colaboradores, item prioritário de sua política de gestão".

Sindicato critica

"As empresas estão diminuindo cada vez o número de tripulantes. Comissário não é um mero bandejeiro, uma garçonete. É um profissional treinado para garantir a segurança de voo", critica Carlos Camacho, diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

"Se ocorrer um acidente, um incêndio, qualquer coisa a bordo e for necesário uma evacuação, é preciso um profissional qualificado, um comissário que conheça o ambiente e saiba coordenar isso mesmo sob condições adversas, como fumaça ou fogo. Só um comissário sabe a localização das saídas de emergência e de extintores, os procedimentos para retirada de crianças e idosos e o que precisa realmente ser feito. Não é possível delegar uma função destas a um passageiro", acrescenta ele.

"Em uma possível evacuação, uma das portas ou saída de emergência poderá contar com apenas um tripulante e haverá riscos. Em uma simulação é tudo combinado. Você usa seus melhores profissionais, treinados, para que a evacuação dê certo. Em um acidente, não tem jogo combinado. Nada acontece como esperado", critica Camacho.

Apesar de ter o aval para reduzir o número de tripulantes a bordo, o Gol ressalta que o procedimento ainda não entrou em operação. "É necessário treinar sua tripulação nos procedimentos do novo formato", informou em nota a Gol.

A reportagem recebeu via VC no G1 o relato de uma ocorrência em um voo recente em que apenas três comissários estavam presentes e foi solicitado a um passageiro que, se necessário, atuasse na remoção do restante a bordo. A Gol confirmou que o fato ocorreu, mas disse que a companhia não divulgou quando foi e nem qual o percurso afetado. Explicou que o caso foi fora do planejado porque um tripulante teve problemas de saúde e como já havia a autorização, o corte na tripulação foi realizado.

A companhia ressaltou que é um procedimento mundial a orientação de passageiros que estejam sentados na saída de emergência para que saibam operar em uma possível evacuação e que, por isso, as poltronas não são utilizadas por idosos ou crianças.

Após a divulgação do déficit no ano passado, o presidente da empresa, Constantino de Oliveira Junior, anunciou que estão sendo eliminados entre 80 e 100 voos diários (essa revisão da malha teve início em março e deve ser concluída em abril). O número equivale a 8% dos voos diários totais da Gol e da WebJet.

Fonte: g1

27.4.12

GOL sobe na Bolsa com rumores do aumento de participação da Delta



Embora tenha negado o aumento de participação que estaria sendo negociado com a americana Delta Air Lines, a GOL teve um dia de alta na bolsa.  Com 3% de participação e US$ 100 milhões aplicados, a Delta já é sócia da companhia brasileira desde o ano passado, e não é de agora que surgem rumores sobre o aumento do investimento. 

As ações da Gol subiram 4%, para R$ 10,17, a sétima maior alta entre os papéis do Ibovespa, que encerrou em alta de 0,7 por cento. Antes , o papel da  companhia chegou a subir 4,9%.

A Gol somou prejuízo de 751,5 milhões de reais no ano passado e para reverter a situação, está com  um plano agressivo de cortes de gastos, o que inclui a demissão de funcionários e incentivo para desligamento voluntário.

Fonte: Brasilturis

20.4.12

O que a Gol deveria aprender com a Delta Air Lines, sua sócia


Depois de investir 100 milhões de dólares na companhia, a Delta ganhou um assento no conselho e uma participação de 3% no negócio. Seus clientes passaram a contar com a possibilidade de realizar conexões a partir de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Porto Alegre para 43 destinos no Brasil. A Gol também deverá usufruir da malha da Delta quando começar a voar para os Estados Unidos. Ainda sem prazo para virar realidade, a investida já ganhou o aval da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no fim de fevereiro.

É certo que a busca por sinergias operacionais, compartilhamento de milhagens e melhoria na distribuição do tráfego é comum às companhias. Mas os resultados apresentados por elas têm divergido diametralmente desde então. De janeiro até agora, a Delta acumula alta de 30,1% na bolsa de Nova York. As ações da Gol, por sua vez, despencam 15,5% por aqui.

Nesta semana, os papéis da empresa até ensaiaram uma recuperação depois de divulgados rumores sobre uma possível desoneração da folha de pagamento para o setor aéreo, acompanhada de redução de ICMS para o combustível de aviação. Mas o governo negou a intenção de colocar o pacote de bondades de pé, jogando para baixo o ânimo que embalou momentaneamente a empresa.

Veja por que, em meio a tormenta, a Gol anda mais para Webjet do que para Delta Air Lines.

O peso de uma aquisição

Segundo Ray Naild, analista de companhias aéreas do banco de investimento Maxim Group, as fusões e aquisições na área costumam envolver uma boa dose de complicações. Em entrevista ao The Wall Street Journal ele afirmou que a Delta teria sido a única representante do setor nos Estados Unidos a contornar com destreza os problemas decorrentes da união de frotas, sistemas e culturas diferentes.

E as compras não foram poucas. Ao longo dos anos, a companhia absorveu a Northeast Airlines, a Western Airlines, a divisão latina da Pan Am Atlantic e a Northwest Airlines. Com a última operação, ocorrida em 2008, a Delta ganhou o posto de segunda maior companhia aérea do país, transportando anualmente cerca de 160 milhões de passageiros.

Para Naidl, uma grande vantagem da Delta frente às concorrentes seria o fato da maioria de seus funcionários não ser sindicalizada. Em última instância, isso acabaria facilitando a integração entre os times. De qualquer forma, lidar com os empregados não parece ser o calcanhar de Aquiles da empresa. Em 1982, inclusive, os funcionários se uniram para dar à companhia seu primeiro Boing 767, batizado de "The Spirit of Delta". O gesto aconteceu em meio a uma crise econômica, responsável por fazer a Delta reportar prejuízo depois de 35 anos no azul.

Esqueletos no armário

No caso da Gol, os problemas com aquisições remontam à compra da Varig, em 2007. De olho na força da marca, no programa de fidelidade Smiles e nos horários de pouso e decolagem que seriam incorporados em Congonhas, a Gol desembolsou 275 milhões de dólares pela empresa.

Algum tempo depois de fechado o negócio, o próprio Constantino Júnior, presidente da Gol, admitiu que não contava com a bagunça que encontrou nos processos da Varig: a companhia sequer unificava seus contratos com fornecedores. O acidente com aeronave da TAM em Congonhas em 2007 também acarretou a diminuição de operações do aeroporto - e acabou minando o potencial de ganho da Gol nesse sentido.

Mauro Martins, especialista em aviação, sustenta que a centralização dos voos em um lugar rentável não deixa de ser um grande trunfo. "A Delta tem um hub muito grande em Atlanta, então ela acaba reduzindo custos e ganhando escala ao direcionar todos os passageiros inicialmente para lá", afirma. 

Com a aquisição da Webjet, feita no ano passado, a Gol mirou novamente o ganho de slots (autorizações de pouso e decolagens) em Congonhas. Nesta quarta, as duas companhias levaram 70 slots dos 119 distribuídos pela Anac para operações de fim de semana no aeroporto. No total, são 227 "janelas" disponíveis para sábado e domingo.

Mas a compra da companhia também teve seu lado amargo. Embora o negócio ainda dependa da aprovação do Cade, o impacto da aquisição já mexeu com os resultados da empresa, que foi a terceira companhia brasileira a perder mais dinheiro em 2011. Além da incorporação das dívidas que superam 200 milhões de reais, a Gol teve que aumentar as reservas para lidar com gastos de manutenção e devolução de aeronaves da Webjet.

Tesoura nos gastos

A valorização do real, que afetou o preço do querosene, e a multa por rescisão de contratos com fornecedores também ajudaram a Gol a perder 710,4 milhões de reais em 2011, ante lucro de 214,2 milhões em 2010. Para reverter o resultado, a empresa mexeu no alto escalão, extinguindo uma vice-presidência e quatro cargos de diretoria. Até agora, mais de 200 tripulantes e pilotos foram desligados e 80 dos 900 voos diários da companhia foram cortados.

Mas é provável que a mudança que mais impacte o consumidor seja o sumiço do lanchinho grátis em 250 voos. Os amendoins, biscoitos e batatinhas foram suspensos no começo do mês nas viagens com duração superior a uma hora e meia. Nestes casos, o passageiro precisará colocar a mão no bolso se quiser enganar o estômago.

"A Gol está replicando o modelo da Webjet para garantir um lucro marginal", diz Mauro Martins. Para ele, as margens no setor aéreo são tradicionalmente apertadas. Mas enquanto nos Estados Unidos as aéreas contam com uma demanda mais previsível, por aqui as empresas encaram o desafio de atender a uma base crescente de clientes lidando, adicionalmente, com o desafio de proteger o capital das variações do dólar e com as consequências da falta de infraestrutura no país.

"Se você vai pousar e não há espaço no aeroporto, os minutos a mais que o avião fica em órbita já podem matar a lucratividade do voo", diz. Enquanto a Gol parece incorporar de vez o espírito de baixo custo e baixa tarifa para atravessar seu calvário, a Delta se permite ser mais generosa com seus passageiros. Além de ofertar guloseimas e bebidas não-alcóolicas em todos os voos domésticos, a companhia oferece dezenas de opções no seu menu pago para viagens mais longas. O último balanço anual da companhia dá embasamento para a empresa apostar nos mimos. Em 2011, a Delta lucrou 854 milhões de dólares, um avanço de 44% em relação ao ano anterior.

Fonte: Exame

16.3.12

Crise na Gol chega aos Pilotos e Comissários


Empresa espera adesão de 220 a programa de licença não remunerada de um ano

Depois de cortar empregos na equipe de solo e até na diretoria em 2011, os pilotos são os próximos alvos da Gol. A empresa abriu no dia 6 de março um programa de licença não remunerada de um ano para pilotos e comissários. A intenção da empresa é evitar demissões, que podem ocorrer se não houver adesão ao programa, diz o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Gerson Fochesatto.

A Gol disse, em comunicado, que "não há reestruturação em curso", mas confirmou a existência de um programa de licenças sem vencimentos. "O programa de licença existe, principalmente, para compensar os períodos de baixa demanda. Ele garante a manutenção do quadro de tripulantes da companhia", afirmou

Segundo o sindicato, a meta da Gol é conseguir a adesão de 120 pilotos ao programa de licenças e mais 100 comissários. Ao todo, a Gol tem 1.800 comandantes e copilotos.

Os funcionários que optarem pelo programa entrarão de licença em 1º de abril e não poderão voltar ao trabalho antes de um ano, de acordo com documento enviado aos funcionários ao qual o Estado teve acesso e que informa as regras do programa. Os funcionários também não receberão benefícios sociais e não terão estabilidade no retorno, segundo o documento.

"O sindicato não apoia a licença não remunerada. É um processo que a empresa abre para evitar demissões. Se não houver adesão, é claro que ela vai demitir", diz Fochesatto.

Custo. As companhias aéreas costumam poupar os pilotos dos planos de demissão. Eles são profissionais caros - a estimativa do sindicato do setor é que o treinamento de cada comandante custe cerca de US$ 50 mil às empresas. As companhias levam cerca de seis meses para treinar um piloto e colocá-lo em atividade em voos regulares.

Pela lei, cada piloto pode voar 85 horas mensais. Mas as companhias costumam manter uma quadro com capacidade maior para assumir os novos aviões assim que eles chegarem. "A decisão de dispensar pilotos mostra que a empresa pisou no freio e não vai voltar a crescer tão cedo", disse um consultor do setor, que não quis se identificar.

A Gol anunciou em fevereiro um plano conservador de expansão da oferta em 2012, entre zero e 2%. Em entrevista em janeiro, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, admitiu que a companhia poderia repassar aeronaves novas que seriam entregues à Gol para renovar a frota da Webjet, formada por aeronaves mais antigas.

Setor. A Gol não está sozinha. A TAM também reduziu seu plano de frota para 2012. Com a oferta mais conservadora, as companhias tentam encher os aviões, pressionando as tarifas.

Mas, além de segurar a expansão da frota, a Gol também admite reduzir frequências neste ano. Em comunicado enviado aos funcionários no último dia 6, obtido pelo Estado, a Gol diz que está "reavaliando a malha aérea e reduzindo os voos com baixo rendimento". Em comunicado, a empresa diz que reduziu sua malha de 940 para 920 voos diários por questões sazonais.

"As companhias aéreas contrataram pilotos para acompanhar um crescimento no setor que não aconteceu. E agora está sobrando piloto", diz Fochesatto.

As empresas aéreas brasileiras perderam dinheiro em 2011. A Gol ainda não divulgou o balanço financeiro do ano, mas registrou prejuízo líquido de R$ 516,5 milhões no terceiro trimestre de 2011. As perdas da TAM somaram R$ 335 milhões.

Fonte: O Estado de S.Paulo

14.3.12

Gol solicita à Anac operação de voos regulares para os EUA


A Gol Linhas Aéreas enviou solicitação formal à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar voos regulares entre o Brasil e Estados Unidos com escala na Venezuela, informou a companhia aérea em comunicado ao mercado na noite desta terça-feira (13).

Caso aprovado, o novo voo será operado aos domingos, segundas, quartas, quintas e sexta-feiras, com saída do aeroporto de Guarulhos (SP) com destino a Miami (EUA e escala em Caracas (Venezuela).

"A decisão apoia-se no resultado de estudos de viabilidade realizados internamente e segue em linha com o modelo de negócios da empresa, baseado na utilização de uma frota padronizada em aeronaves Boeing 737 Next Generation", disse a empresa, em nota.

Fonte: G1

27.2.12

Gol começa voos rumo aos Estados Unidos (Por Alexandre Sales Thamaro)




“Extra, extra! Gol começa vôos rumo aos Estados Unidos com latas de sardinha voadoras”

Desde que a rosa dos ventos da Varig se tornou laranja, começou o bolão do mercado em saber quando que a Gol iria querer voar para os Estados Unidos. E o título desse texto provavelmente ilustrará os vôos internacionais com o Padrão Gol de Voar.

No mês passado, surgiram boatos de que a Gol estaria preparando a volta da Varig para vôos internacionais, sendo que até o renomado jornal Brasil Econômico noticiou tal fato. Ainda de acordo com ele, a companhia se candidatou a comprar oito aeronaves Boeing 787, usando os slots de produção da Gulf Air, uma companhia asiática, que recentemente cancelou a encomenda.

Relembrando ainda mais os fatos: A Laranjinha resolveu comprar a Varig quando a recém vegetada Varig Log a colocou a venda, depois de ter organizado o hangar. Renovou totalmente sua frota e reiniciou os vôos internacionais de longo curso e lançou a classe Comfort, com aeronaves Boeing 767-300ER e um único 767-200ER, aeronaves das quais chegou a operar 10 exemplares simultaneamente. Veio a crise do petróleo e os vôos de longo curso passaram a ser operados por acordos de code-share da Gol, mas colocou aeronaves “Varig”, equipadas com duas classes de serviço (Econômica e Comfort) para operar os vôos internacionais entre a América Latina.

No fim de 2011, a Delta Airlines abocanhou uma participação acionária na Gol e duas aeronaves Boeing 767 oriundas da companhia da cauda laranja, em troca de US$ 100 milhões. Some a isso a compra da Webjet e perceba o tamanho da preocupação da Gol em relação à LATAM, que tem previsão de concluir essa fusão até o fim de 2012.

Agora o título não se refere aos fatos acima relacionados. Mas sim às três primeiras linhas desse artigo: Semana retrasada, foi publicada no Diário Oficial da União a tão sonhada autorização da Gol para voar rumo à terra do Tio Sam. O que confere com os rumores da volta da moderna Estrela Brasileira aos céus desse planeta.

Apenas se sabem que são 14 freqüências semanais autorizadas, mas nenhum destino ou horário de vôo foi informado. No meu ponto de vista, é impossível a companhia da rosa dos ventos laranja adquirir aeronaves confortáveis e competitivas para concorrer não só com as companhias estrangeiras, mas com a própria companhia da cauda vermelha. Não é segredo de ninguém que a Gol quer o produto mais barato possível, e não importa que seja velho. Conforme um dos meus primeiros artigos, a Laranja Dinâmica não iria ficar chupando o dedo enquanto a TAM voava atrás do sucesso. Especulou a compra da TAP e viu que o buraco seria mais embaixo, pois teria que concorrer com um mercado muito mais competitivo e a questão frota iria ser difícil de ser resolvida. Vale lembrar que a frota da companhia portuguesa é exclusivamente de origem Airbus.

Vamos remoer ainda mais a memória: Quando a compra da Varig foi divulgada, a Gol anunciou que provisoriamente operaria aeronaves Boeing 767-300ER e um 767-200ER, arrendados de várias origens, que juntamente com os Boeing 737NG, oriundos da Gol e outros próprios, iriam compor a frota da companhia. Mas conforme dito no começo, os vôos internacionais quase levaram a Gol à bancarrota, dando-lhe um tremendo prejuízo. Os 767 foram devolvidos e os 737 passaram a voar as rotas internacionais da Laranja.

E agora, a renovação da frota está indefinida, pois são apenas rumores essas notícias dos 787. Mas a Estrela Brasileira irá voltar, com certeza. Mas ninguém sabe quando.

Enquanto isso, no Chile...

A LATAM não irá receber a Varig/Gol de braços abertos, desejando sorte ou com um pagodinho regado com um bom churrasco gaúcho para homenagear a concorrente. Vai fazer exatamente o contrário, tentando exterminar a concorrente.

Tanto a LAN como a TAM são mais conhecidas internacionalmente que a Gol, mas não tão conhecidas como a Varig. Foi exatamente esse o maior motivo da compra da Varig. Quem não se lembra da enxurrada de notícias sobre quem iria arrematar o passe da companhia da cauda azul? TAM e LAN disputavam a empresa, mas a Gol teve um pouquinho mais de agilidade...

As duas companhias estão recebendo novos aviões todos os meses praticamente, e o que facilita é que a maioria dos aviões recebidos pela LAN são Boeing 767-300ER, novinhos em folha, que voam pelo planeta nas rotas da companhia da estrela azul. O que certamente irá acontecer será uma rede de promoções, para ver quem enche mais os aviões. Mas isso será difícil, pois se os Boeing 787 vierem para as terras brasileiras, a Gol com certeza irá investir no marketing de sua aeronave. O substituto irá concorrer com o substituído.

A TAM irá fazer seu dever de casa duas vezes, pois irá concorrer ainda mais no mercado doméstico e fechar o mercado internacional para si mesma, pois domina quase 90% desse. Mas terá preferência em fechar o internacional, pois ela pode ser líder, mas quem se orgulha e não age em nada, perde toda a liderança.

Conclusão

“A propaganda é a alma do negócio”. E disso, as três companhias entendem muito bem, pois sem elas, não sobrevivem. Já cansei de ver propagandas coladas nos encostos das poltronas ou nos vídeos exibidos nas aeronaves.

Um conselho para a Laranjinha: Se você não investir em aviões modernos, vai ser um tiro na barriga, pois avião novo se paga em relação a avião velho, tanto que os passageiros do Boeing 787 e do Airbus A380 declaram que se sentem mais seguros nesses modelos, e que evitam voar o 767, A300, A310, 757, mesmo que seja novo de fábrica. Avião novo e voado é melhor que avião antigo e pouco voado.

Outro conselho para a Gol: Proibido Boeing 737-800 de classe Sardinha e com escalas para abastecimento servindo barrinhas de cereal. Os passageiros adoram produtos BBB (Bom/ Bonito/Barato). E disso a Gol entende como cada centavo de seu suado lucro.

A LATAM irá queimar muita gordura para impedir esse avanço. E se a união faz a força, que acelerem logo essa fusão, pois é necessária.

Outra consideração importante: LATAM, por favor, faça muitas promoções, pois ainda pretendo viajar para o exterior de avião. E não só eu faço esse pedido, mas milhões de eventuais passageiros oriundos da Classe Média.

As armas e regras estão aí, mas ninguém deu o pontapé inicial para essa batalha. Mas das profundezas de minha alma que possui asas: Que as três sobrevivam e tenham sucesso.

Frase da Semana

“Esqueça tudo sobre o que você aprendeu sobre sustentação, gravidade, empuxo e arrasto ou qualquer outra matéria. O que faz um avião voar é o dinheiro”

Fonte: Canal Piloto - Por Alexandre Sales Thamaro

24.2.12

Fim da Parceria Smiles da Gol e Aadvantage da American: Dia 12 de Agosto de 2012


Enquanto a Gol não anuncia, a American já está anunciando o fim da parceria do seu programa de milhagem Aadvantage com o Smiles da Gol. Ela vai até o dia 12 de agosto de 2012.

Assim, se você pretende emitir alguma passagem na American usando milhas Smiles ou na Gol usando milhas Aadvantage, você tem até o dia 12 de agosto para emiti-la. A partir do dia 13 de agosto, não será mais possível emitir passagens ou acumular milhas em vôos envolvendo essa parceria.

Essa é uma grande perda para o Smiles, apesar de já estar prevista com a compra pela Delta de uma participação na Gol. A American mesmo vivendo problemas finaceiros ainda tem um grande número de vôos ligando o Brasil aos EUA e Caribe. Mesmo que a Gol passe a operar vôos usando estrutura própria ou emprestada/favorecida pela Delta e se juntarmos o que a Delta oferece hoje, o somatório não chegaria nem perto do que a American oferta no momento.

Fonte: Aquela Passagem