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27.3.13

Plano da Gol era acabar com Webjet em 2013



O fim das operações da Webjet estava nos planos da Gol para 2013. "Essa era a nossa previsão, mas antecipamos por conta do combustível", afirmou o vice-presidente financeiro da Gol, Edmar Lopes. 

A Webjet operava com jatos Boeing 737-300, que consomem cerca de 25% mais combustível do que os modelos mais modernos usados pela Gol, o 737-700 e o 737-800. 

A Gol encerrou as operações da Webjet em novembro, 16 meses depois de anunciar a aquisição da empresa. Foram demitidos 850 funcionários. 

O combustível representou cerca de 95% do prejuízo operacional ajustado da Gol em 2012, de R$ 708,9 milhões. As despesas com o combustível aumentaram em R$ 680 milhões, segundo a companhia. 

No ano, a Gol registrou prejuízo líquido de R$ 1,5 bilhão, o dobro do ano anterior. 

Nos dois últimos anos, o combustível subiu 18% ao ano. 

Dentre os outros motivos apresentados pela companhia para explicar o prejuízo está a desvalorização do real frente ao dólar em 17% no ano, o aumento acima de 30% nas tarifas aeroportuárias, além do baixo crescimento do PIB brasileiro.  

Fonte:diariodeguarapuava / Tripulantes News

11.12.12

Justiça anula demissão dos 850 funcionários da WebJet


Vara do Trabalho acata denúncia do Ministério Público de que a Gol descumpriu termo firmado com o Cade e não realizou negociação prévia com o sindicato.

A Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro declarou nesta sexta-feira a nulidade das 850 demissões de funcionários da WebJet anunciadas pela Gol Linhas Aéreas em 23 de novembro, além de determinar a imediata reintegração dos trabalhadores. 

A decisão foi dada em liminar assinada pelo juiz da 23ª Vara do Trabalho em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho no Rio (MPT-RJ). Na ação civil pública, o MPT-RJ demonstrou que a Gol não realizou negociação prévia com o sindicato da categoria, conforme determina o Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

A empresa também descumpriu termo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), na compra da WebJet. Segundo o órgão, a Gol assumiu no referido termo o compromisso de manter os empregos dos funcionários da WebJet.

 A empresa aérea deverá comprovar o cumprimento da liminar em audiência marcada para o próximo dia 18 sob pena de multa diária de 20 mil reais por trabalhador que não for reintegrado. No mérito da ação, o MPT pediu ainda que a Gol seja condenada ao pagamento de 5 milhões de reais como indenização por danos morais coletivos. 

 Papel social – Para a procuradora do Trabalho, Lúcia de Fátima dos Santos Gomes, autora da ação, "as empresas têm responsabilidade social e têm de começar a ter consciência do papel delas na sociedade". Ela destacou que as demissões coletivas são diferentes das individuais quanto à liberdade das empresas de dispensar trabalhadores. "No caso de coletividade, há limites." O Ministério Público Federal havia enviado um ofício à Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e à Gol Linhas Aéreas, em 28 de novembro, requisitando informações sobre o fim das operações da companhia aérea Webjet. 

No documento, o MPF pede uma série de informações sobre a utilização dos slots – autorizações de pouso e decolagem em aeroportos – operados pela Webjet, tanto na fase anterior à fusão quanto após a compra pela Gol, até o encerramento das atividades da empresa. O órgão já havia adiantado que iria investigar a operação. Procurada ,a Gol por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não vai se pronunciar sobre a decisão porque não recebeu nenhum comunicado oficial da Justiça.

Fonte: Estadão

27.12.11

Webjet inicia renovação da frota



A Webjet iniciou na última semana seus voos com o Boeing 737-800 Next Generation. O novo avião opera voos entre Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A chegada da aeronave marca o início da renovação da frota da companhia, que pretende fechar 2012 com nove aparelhos deste modelo e um aumento de 10% da capacidade de assentos oferecidos. 

Para o presidente da Webjet, Julio Perotti, a chegada dos novos aviões demonstra o compromisso da companhia em continuar a ser uma das mais eficientes do Brasil. “O 737-800 proporcionará aos nossos clientes ainda mais conforto, segurança e a garantia dos menores preços, já que é um dos equipamentos mais eficientes da indústria”, destaca. O executivo acredita que a novidade vai ajudar a Webjet a manter os preços mais baratos que os da concorrência e auxiliar na liderança da pontualidade, já que em novembro a empresa alcançou pelo nono mês consecutivo o primeiro lugar, de acordo com os dados publicados no site da Infraero. 




As passagens para voar no novo avião já estão sendo oferecidas e a companhia programou novos voos para Recife neste final de ano e início de 2012. De olho no aumento da demanda, as novas aeronaves que chegarão em janeiro e fevereiro farão rotas para o Nordeste e o Sul do país. 


A Webjet é a segunda companhia no país a ter em sua frota o 737-800 e tem planos para colocar um novo avião em operação a cada 45 dias, um total de oito novos aviões no ano. Em breve, todas as 18 capitais atendidas pela empresa receberão voos com as novas aeronaves. O 737-800 Next Generation é um dos aviões mais seguros e modernos do mercado e pode transportar até 184 passageiros; o modelo é conhecido pela estabilidade e economia, chegando a alcançar uma média de 850 Km/h de velocidade.


Fonte: Mercado e Eventos/FSG News

21.11.11

Gol e Webjet terão vendas conjuntas em dezembro


A Gol deve iniciar em dezembro o processo de venda compartilhada de passagens com a Webjet, disse ontem o presidente da companhia, Constantino de Oliveira Júnior. 'Estamos passando por integrações permitidas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)', declarou o executivo, após participar de painel em encontro do setor realizado pela Associação Latino-americana de Transporte Aéreo, no Rio.

A compra da Webjet pela Gol foi anunciada em julho. O processo, no entanto, ainda depende da aprovação do Cade. Enquanto a decisão não sai, o conselho determinou que a estrutura da Webjet seja preservada. O objetivo é que, caso o negócio seja barrado, a operação possa ser desfeita, sem prejuízo aos consumidores.

Também em dezembro, a Gol pretende racionalizar a malha das duas empresas. 'Faremos algumas mudanças na malha em dezembro para evitar a sobreposição de voos e aumentar o número de frequências em alguns destinos, permitindo que proporcionemos maior qualidade de serviço para o público', disse Constantino.

O executivo explicou que, quando as duas empresas tiverem voos partindo de um mesmo aeroporto em direção a uma mesma cidade, uma das frequências pode ser deslocada para outro destino.

Perguntado se a Gol analisa se associar a uma companhia estrangeira para contrabalançar o movimento da rival TAM, que está em processo de fusão com a companhia chilena LAN, Constantino destacou que a empresa que ele comanda está focada no mercado brasileiro e que, por enquanto, não há nada em vista nesse sentido.

Ponto de conexão. Também presente no encontro, o presidente da TAM, Líbano Barroso, afirmou que após a conclusão da operação com a LAN, as duas aéreas pretendem trabalhar com dois grandes hubs (pontos de conexão) para voos internacionais: um em Lima, no Peru, e outro no Norte ou no Nordeste do Brasil. A ideia é utilizar a capital peruana como uma base de acesso à Costa Oeste norte-americana e transformar o futuro hub brasileiro numa plataforma para movimentar passageiros para outras partes dos Estados Unidos, Europa e África.

'Hoje, um voo direto de São Paulo para Los Angeles ou para San Francisco não é viável, mas um voo que concentre passageiros em Lima e vá para a Costa Oeste é possível', disse Barroso. 'A mesma lógica vale para a Costa Leste da América do Sul, que seria o caso do Norte ou Nordeste do Brasil. De um hub logístico ali, você ficaria a seis horas tanto de Miami, quanto da Europa e África'.

Segundo Barroso, a TAM já estuda 'grandes cidades' nas duas regiões brasileiras para estruturar o futuro hub da Latam, empresa que deve ser formada com a fusão das duas aéreas, porém uma definição só deve ser sair ao longo de 2012. A expectativa das duas companhias é de que a operação de fusão deve estar concluída até o fim do primeiro trimestre do ano que vem.

Também até o primeiro trimestre de 2012 a Latam deve definir em qual aliança aérea ficará: a StarAlliance, da qual a TAM faz parte hoje, ou a OneWorld, da qual participa a LAN.

Fonte: MSN

27.10.11

Cade congela compra da Webjet pela Gol


O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) congelou nesta quarta-feira duas operações no setor de aviação e saúde: a compra da Webjet pela Gol e da rede de laboratórios Dasa pela Amil. Foram firmados acordos com as companhias nos quais elas se comprometem a manter as operações separadas até o julgamento definitivo da fusão.

No caso das empresas de aviação, as duas companhias terão que manter as rotas separadas. O conselho permitiu apenas que fossem feitas alterações em rotas que se sobrepunham, mas os horários não puderam ser mudados em mais de uma hora.

As duas companhias, porém, foram autorizadas a remanejar passageiros entre elas. Um passageiro que comprar uma passagem para voar pela Gol, por exemplo, poderá ser colocado em um avião da Webjet, e vice-versa.

LABORATÓRIOS

O Cade congelou também a compra dos laboratórios Dasa pela MD1, empresa controlada pela Amil, como antecipou reportagem da Folha publicada na edição de hoje.

O conselho proibiu ainda a participação dos acionistas da Amil na administração da Dasa. A Dasa tem uma das maiores redes de laboratórios do país e atua principalmente em São Paulo.

Fonte: Folha


24.10.11

Webjet vai receber Boeing 737NG em 2012


A  revelação é do diretor comercial e de marketing da Webjet, Fábio Mader. Segundo o executivo, a companhia vai iniciar o processo de renovação de frota já no primeiro trimestre de 2012. A partir desta data, a Webjet receberá um total de 9 jatos Boeing 737-800NG. Todas novas aeronave serão configuradas com 189 assentos em classe única. Mader observou no entanto, que todos os outros 24 jatos Boeing 737-300 que compõem a frota atualmente continuarão na empresa, "mas serão trocadas nos próximos dois ou três anos". A renovação de frota vai de encontro com o planejamento estratégico da GOL que anunciou a compra da Webjet em julho deste ano. 

Fonte: jetsite

6.10.11

Acordo entre Gol e Webjet com Cade é adiado


o acordo entre a Gol e a Webjet com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que deveria ser julgado hoje, acabou sendo adiado, ao contrário do que pretendia o relator do caso, conselheiro Ricardo Ruiz. As empresas e o órgão antitruste negociam o Acordo de Preservação de Reversibilidade da Operação (Apro), que prevê a continuidade do funcionamento das companhias aéreas separadamente até que o negócio seja aprovado ou vetado pela autarquia.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já aprovou a operação no último dia 20 com base no aspecto financeiro. Falta analisar a aquisição sob o ponto de vista técnico. Só então a Gol poderá colocar em prática ações como a extinção da marca Webjet e o uso dos slots (autorizações de voos nos aeroportos para cada empresa aérea) da companhia adquirida. O anúncio da compra da Webjet pela Gol foi feito no dia 8 de julho.

Fonte: Agencia Estado

14.7.11

Cade pode suspender compra da Webjet pela Gol

Segundo o jornal Valor Econômico, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça pretende suspender temporariamente a compra da Webjet pela Gol. O objetivo é manter as condições atuais de concorrência no setor.

Essa situação será mantida até que o Cade tenha condições de fazer uma avaliação dos efeitos da aquisição da Webjet sobre os consumidores, as outras companhias aéreas e o mercado de aviação, informa o diário.

Também segundo o Valor, até agora, Gol e Webjet não entregaram à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) os documentos necessários para a análise do negócio.

Fonte: Panrotas

12.7.11

Marca Webjet deverá desaparecer segundo Constantino Jr.

O presidente da Gol Linhas aéreas, Constantino de Oliveira Junior, afirmou nesta segunda-feira (11) que a marca Webjet deverá desaparecer no futuro, caso a compra da companhia pela Gol seja concretizada e aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“Deverá extinguir a marca Webjet, ficar com a marca Gol, e isso não implicaria aumento de custo por essa operação”, disse Oliveira Junior, em teleconferência para detalhar o negócio.

A ideia, segundo Constantino, é manter as duas marcas até que o negócio seja aprovado pelas autoridades e, a partir daí, iniciar o processo de integração das duas marcas. Segundo o executivo, tal integração seria possível porque as duas empresas atuam no segmento de baixa tarifa.

A estimativa da companhia é de que a integração gere sinergia de R$ 100 milhões em dois anos.

O acordo de compra da Webjet pela Gol foi anunciado na sexta-feira (8) e ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores para se tornar realidade. O valor do negócio é de cerca de R$ 311 milhões, dos quais cerca de R$ 96 milhões serão pagos aos atuais sócios.

Tarifas 

De acordo com a previsão de Constantino, a aquisição não deverá resultar em aumentos de tarifas para o consumidor. "Entendemos que com a compra da Webjet a Gol se fortalece, passa a ter condições de oferecer mais serviços, tornar o serviço mais atraente por um custo baixo para os nossos clientes", disse o executivo, que afirmou que o processo de consolidação do setor é uma "tendência mundial' e não traz prejuízos ao consumidor.

"É muito importante conseguir escala, se tornar menos suscetível ao preço do petróleo ou à oscilação da demanda. (...) No mundo desenvolvido existe a concentração e não significa que o consumidor seja prejudicado", avaliou.

Programas de milhagem

Além disso, o empresário afirmou que a companhia pretende integrar os clientes da Webjet ao programa de milhagem Smiles, da Gol. “Pretendemos ampliar o programa Smiles para os clientes da Webjet com as mesmas regras da Gol”, afirmou o executivo, que destacou que a definição das regras ainda depende de autorização do Cade.

Demissões

Constantino Oliveira Junior disse ainda que a empresa não prevê demissões em caso de concretização do negócio, porque a Webjet já tem um quadro de funcionários que ele definiu como "enxuto".

"Por ter um quadro tão enxuto não acredito que haja um processo de demissão, pelo contrário, a gente tem condições de à medida que renovar a frota e tornar mais o processo da Webjet mais produtivo nos permitirá provavelmente continuar o processo de contratação que já temos hoje", disse.

Fonte: G1/SP

10.7.11

"Fusão Gol Webjet" (pelo Blog Slot - JN)



Será que a Webjet vai mudar de cor?

por: Por Marcelo Ambrosio

"A anunciada compra da Webjet pela Gol reforça o argumento daquela parte do mercado que acredita que o Brasil terá um setor de aviação civil comercial forte se houver um duopólio - embora a Azul esteja aí para atrapalhar essa conta, e a Trip também, por sinal. Mas em termos de majors, a disputa no varejão do transporte deve se concentrar entre TAM e GOL. Mas acredito que essa fusão não trará muitas novidades para quem precisa voar como se imagina. Em primeiro lugar porque é uma soma onde 1+1 é sempre igual a 1,5. 

Assim, onde houver superposição de malhas, evidentemente uma opção será extinta- não se concebe em lugar algum que a mesma companhia, com duas bandeiras, concorra no mesmo horário. Pelo que sei, a Webjet tem muitos horários e voos no eixo Rio, SP, Brasília, Salvador: nesse caso, imagino, a vantagem da Gol pode ser mais opções no eixo onde tem um volume grande de demanda, nem sempre atendida a contento. Porém essa vantagem sempre será menor, para o passageiro, que a soma das frequências anteriores.

Outro ponto que considero relevante: equipamento e pessoal. No caso da Webjet, sei que a companhia mantinha uma política de preços melhor para o passageiro - era efetivamente baixo custo e baixa tarifa, ao contrário da Gol - em função, entre outras coisas, de um menor lastro financeiro associado à operação de suas aeronaves. Os 737 antigos usados pela verde limão provinham de leasing e possuiam, em tese, custos menores por já terem seu valor de produção amortizado - frota antiga tem essa conveniência para a empresa. Quem voou nesses aviões percebeu, por exemplo, que alguns dos letreiros e avisos internos ainda traziam linguagem impressa de outros países onde haviam voado. 

Com a união das empresas e dado o fato de que a política da GOL é de só usar aviões novos - não à toa tem pouco mais de 30% do capital em mãos de uma das maiores companhias do mundo no setor - é possível imaginar que essa frota mais caduca será devolvida, com o aproveitamento por parte da compradora apenas dos slots mais vantajosos. Possívelmente talvez se possa usar parte deles como backup da própria frota principal, em casos de emergência, evitando atrasos em cascata que costumam passar de um dia para o outro - cheguei a enfrentar isso algumas vezes com um voo que vinha de Brasília para o Rio no sábado pela manhã, cuja aeronave se deslocava a partir de Manaus - bastava o aeroporto lá estar fechado que o dominó começava a cair. 

Em períodos de maior demanda, a GOL costuma ter problemas com falta de tripulação por excesso de horas trabalhadas no mês e a aquisição da Webjet poderia ser uma saída para deslocar parte desse pessoal na cobertura dessas folgas. E melhor, poderia liberar parte do seu time para atendimento aos voos charter que a empresa tem para o Caribe - fonte de muitos dos problemas de saturação que enfrentou esse ano. "

Fonte: http://www.jblog.com.br/slot.php?itemid=27354

8.7.11

"GOL Comprando Webjet. Mais um Triste Retrocesso no Nosso Mercado. Eu Quero é Concorrência e Não Concentração!"

por Rodrigo Purisch (8 de Julho de 2011)

Nada contra a Gol especificamente e nada a favor da Webjet, mas ver a Gol e Webjet sobre o mesmo teto de um lado e do outro Tam e Trip leva por água a abaixo todo o processo de concorrência no mercado nacional.

A Gol comprou a Varig para retirar um concorrente do mercado. Negou, mas a marca Varig anda esquecida pela empresa esperando o consumidor saudosista esquecer também.

A Tam comprou a Pantanal falando em reforçar aviação regional e a Pantanal vai parar de voar regionalmente e é claro, a marca vai ser esquecida no futuro. O negócio valeu pelos slots a mais em Congonhas.

A Tam está em entendimento para compra de uma boa fatia da Trip. Uma cia aérea regional que tem boas opções de vôos e que ajuda contrabalançar a presença da Gol e Tam em alguns mercados e serve outros mercados esquecidos pelas duas poderosas. Será que a Trip no futuro vai seguir a mesma sina da Pantanal?

Gol compra uma cia aérea que hoje a enfrenta em preço e  que  assim ajuda a regular o mercado.  Sem ela, o controle do mercado é muito mais fácil pelas grandes.

A Azul, que já foi mais agressiva e também é candidata a ser adquirida no futuro (todas as cias nacionais estão à venda), sozinha não consegue fazer uma concorrência eficiente e deve estar se preparando para a ofensiva Tam/Trip no seu mercado.

A Avianca, por melhor que seja sua atual proposta, cresce lentamente tentando consolidar seu espaço e não tem poder de enfrentar as duas grandes.

No momento em que devemos reduzir a concentração de vôos nas mãos de poucos, criando um ambiente que permita a concorrência que gera melhor eficiência e regulação de preços, vemos o contrário ocorrer.

Já vimos o impacto nacional gerado no passado por problemas pontuais (proibição de vôos por manutenções vencidas ou greves de funcionários, por exemplo) nas operações da Gol e da Tam.  Já vimos como o Brasil sofreu com os problemas da Varig, antiga dona do pedaço. A concentração, no Brasil, demonstrou o quanto ela coloca o sistema em risco.

É claro que as operações das cias aéreas nacionais devem ser lucrativas e que talvez algumas delas estejam mais à venda do que outras porque tem tido dificuldade em realizar os lucros esperados, mas eu me nego a acreditar que o mercado de aviação no Brasil não seja lucrativo.

Se o capital nacional não tem expertise para gerenciar mais cias aéreas, chegou o momento de abrir esse mercado ao capital estrangeiro que traga idéias e propostas novas. Não perderemos a soberania dos ares por causa disso.

No caso Gol/Webjet não dá nem para justificar que vão aumentar o uso de produtos brasileiros, como está sendo justificada essa vergonhosa proposta de concentração no setor de supermercados,  já que nenhuma faz uso de jatos da Embraer…

A concentração hoje só favorece a poucos empresários e a políticos que mantém relações espúrias com eles. A nós consumidores resta apenas rezar para que o CADE analise a situação sem interferência econômica ou política.

Fonte: Aquela Passagem

1.7.11

Webjet estreia nova malha em agosto

A companhia aérea no frills Webjet revelou que vai implementar uma nova malha aérea em agosto próximo. A notícia foi adiantada pelo diretor de vendas e de marketing da empresa, Fábio Mader. As grandes novidades são a inclusão de Uberlândia e Goiânia na malha da companhia. Além disso, outras rotas já operadas pela companhia serão reforçadas com novas frequências. Todos os voos serão operados pela frota composta por 24 Boeing 737-300. Mader aproveitou a oportunidade para confirmar que a Webjet receberá entre quatro e seis novos B737-300 a partir de setembro. Os novos aviões serão utilizados, primordialmente, para reforçar a presença da empresa no Nordeste. 

Fonte : Jetsite

6.4.11

Webjet revisará três aeronaves por recomendação da Boeing

Empresa possui 24 aviões do modelo 737-300, o mesmo que sofreu pane da Southwest Airlines; três têm chassi convocado para "recall"

A Webjet atenderá a recomendação da Boeing e fará a revisão de três aeronaves de sua frota. Ao todo, a companhia possui 24 modelos Boeing 737-300, o mesmo que apresentou um defeito durante um voo da Southwest Airlines na última sexta-feira. A maioria das aeronaves não precisará ser revisada, pois não está na série que foi convocada para nova inspeção pela Boeing.

O procedimento é muito semelhante a um “recall” de veículos. A fabricante de aeronaves divulga o modelo e o número de série das aeronaves que terão que ser inspecionadas. Por isso, apenas três aeronaves da Webjet foi enquadrada pela Boeing no “recall”.

A companhia informou que as aeronaves já fazem inspeções regularmente, mas que farão uma nova revisão assim que a Boeing emitir as orientações para a realização do procedimento. Até lá, as aeronaves continuam em operação.
A falha

Durante voo da Southwest Airlines um buraco na fuselagem do aeronave forçou a companhia aérea a realizar um pouso de emergência nos Estados Unidos. Os passageiros ouviram um barulho e puderam ver o buraco no meio da cabine, de acordo com informações da Reuters.

Após o incidente, a Boeing recomendou a revisão de algumas unidades do mesmo modelo. O Boeing 737-300 começou a ser operado em 1984.

Fonte: IG

18.2.11

Webjet quer mais que dobrar a frota de aviões com captação em oferta

A Webjet Linhas Aéreas Econômicas pretende aumentar a frota, hoje de 23 aeronaves, para 58 aviões até 2015, com os recursos que serão captados na sua abertura de capital. Em 2011, a empresa acrescentará sete aviões. No ano que vem, serão mais oito aeronaves, até chegar em 2015 com a frota multiplicada.

A empresa apresentou ontem à CVM o prospecto preliminar da distribuição pública primária de certificados de depósitos de ações (units), dando início ao processo de oferta inicial de ações, conforme havia antecipado a reportagem do Valor. As units serão negociadas no Nível 2 da BM&Bovespa, que estabelece regras diferenciadas de governança corporativa. 

Com essa iniciativa, a Webjet antecipa em um ano seus planos de fazer abertura de capital e sai na frente da concorrente Azul na corrida para a estreia na bolsa. Segundo apurou o Valor, a Azul, do empresário David Neeleman, espera abrir o capital até o fim de 2011.

Com a oferta, a Webjet continuará a ser controlada pelo GJP, cujo acionista controlador é o empresário Guilherme Paulus, fundador da CVC, a maior rede de turismo do Brasil. Paulus vendeu cerca de 60% da operadora no início de 2010 para o fundo de private equity Carlyle, por R$ 700 milhões.

O prospecto informa que, hoje, a Webjet é a empresa aérea brasileira de menor custo e menor tarifa nos mercados em que atua, espelhando-se em modelos de negócios "low cost" (baixo custo) de companhias bem-sucedidas, como a irlandesa Rayanair. Com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Webjet registrou taxa de ocupação de 76% em 2010, ante a média de 69% no mercado brasileiro.

A oferta inicial de ações da Webjet ocorre depois da implementação de um agressivo processo de corte de custos e reposicionamento da malha aérea, com novos destinos de voos.

Na reestruturação, a receita líquida passou de R$ 472,7 milhões em 2009 para R$ 763,5 milhões em 2010, crescimento de 61,5%. No ano passado, o lucro líquido foi de R$ 21 milhões. Segundo apurou o Valor, foi o primeiro ano de resultado positivo desde a fundação, em 2004. Em 2008 e 2009, os prejuízos foram, respectivamente, de R$ 70 milhões e R$ 80,7 milhões.
O objetivo da empresa é crescer em cidades com alta demanda de passageiros, mas pouco atendidas pelos concorrentes.

Fonte: Estado de SP

17.2.11

Webjet prepara lançamento de ações

Companhia aérea, que enfrentou problemas de atrasos no fim de 2010, entrou com pedido de registro de companhia aberta

A Webjet, a companhia aérea que enfrentou inúmeros atrasos em voos no fim do ano passado, entrou nesta terça-feira com o pedido de registro de companhia aberta, uma fase precedente ao lançamento de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa).

A empresa é a quarta maior companhia aérea do País, com 5,5% do mercado em janeiro, atrás da TAM, Gol e Azul, esta última com planos também de abrir o capital e listar suas ações na Bolsa de Valores. Com a oferta de ações, a empresa pretende capitalizar-se e expandir sua frota de aviões, hoje de 20 aeronaves Boeing 737-300.

A Webjet foi comprada em maio de 2007 por Guilherme Paulus, fundador da operadora de turismo CVC, hoje nas mãos do fundo americano de investimentos em empresas Carlyle.

No fim do ano passado, mais da metade dos voos da Webjet sofreram atrasos em determinados dias de dezembro. A empresa alegou problemas meteorológicos.

Antes disso, em setembro, a empresa havia perdido pilotos e copilotos para outras companhias. Boa parte de seus voos também haviam sofrido atrasos. Na ocasião, a empresa atribuiu os problemas à alta demanda dos passageiros. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu suspender temporariamente a venda de passagens da companhia.

Fonte: IG

31.12.10

Webjet voltará a oferecer voos para Maceió (Al)

A partir de março de 2011 a Webjet faz uma mudança na sua malha aérea e volta a operar em Maceió, destino que desde 2009 não recebia voos da empresa, além de incluir operação em Goiânia, São José dos Campos e Uberlândia. A frequencia de Maceió terá como destino direto Brasília e Belo Horizonte.

As passagens só serão vendidas depois da autorização da Agência Nacional de Aviação Civil - Anac, que deve sair no final de janeiro de 2011.

Outros voos - Goiânia terá frequencias diretas para o Rio de Janeiro e Porto Alegre; Uberlândia terá voos diretos para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte; E São José dos Campos terá opções diretas para a capital fluminense e Brasília.

Fonte: Pan Rotas

28.12.10

Problemas na Webjet atingem 77,5% dos voos

Empresa alega dificuldades meteorológicas no Sul e Sudeste, passageiros falam em falta de tripulação; Anac diz que está acompanhando a situação

Atrasos e cancelamentos de voos da Webjet voltaram a causar tumulto ontem nos aeroportos do País. Às 19h, dos 120 voos programados pela empresa, 73 haviam atrasado mais de meia hora e 20, sido cancelados. No total, 77,5% das operações tiveram problemas. No domingo, a empresa que detém 5% do mercado doméstico já havia registrado 60% de atrasos nos voos e 15% de cancelamentos.

Em nota, a Webjet informou que problemas meteorológicos no Sul e Sudeste do País causaram os atrasos e cancelamentos. Segundo a companhia, o mau tempo teria fechado temporariamente os aeroportos de Ribeirão Preto, Foz do Iguaçu e Confins, forçando um remanejamento da malha aérea. Desses, porém, só Ribeirão ficou fechado cerca de 3h na manhã de ontem. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) afirma que Foz do Iguaçu e Confins permaneceram em operação durante todo o fim de semana e ontem. Confins operou por instrumentos no sábado e abaixo da capacidade mínima ontem, das 12h28 às 13h. Já Foz do Iguaçu operou por instrumentos em alguns momentos de sábado e domingo.

Tripulação. Nos balcões de check-in da Webjet, os atendentes tinham outra justificativa para os atrasos. "Falaram que era aquele velho problema de falta de tripulação", conta a funcionária pública Lúcia Mendes, de 53 anos, que tentava voltar ontem de Belo Horizonte para Brasília quando teve o voo cancelado. Na sexta-feira, indo passar o Natal com a família na capital mineira, Lúcia já havia enfrentado um atraso de 4 horas.

O bancário Cristian Mesquita, de 31 anos, também teve problema com a Webjet. O voo do dia 24 do Rio para Ribeirão Preto foi cancelado e ele só conseguiu embarcar no dia seguinte. "Minha ceia de Natal foi um bauru frio", conta. Ontem, no aeroporto de Ribeirão Preto, outra surpresa: o voo de volta ao Rio também havia sido cancelado. Cristian perdeu o dia de trabalho e só conseguiu viajar à noite.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que está acompanhando de perto a situação da Webjet e na alta temporada manterá um fiscal no centro de operações da empresa.

Segundo a Assessoria de Imprensa do órgão, o que o que pode estar acontecendo com a Webjet é um efeito cascata: com os atrasos , a tripulação não consegue chegar a tempo do próximo voo. 

Fonte: Estadão

13.12.10

Webjet terá 11 voos diretos para as principais capitais do país

A companhia aérea Webjet começa a operar nesta sexta-feira (10) em Ribeirão Preto com expectativa de transportar 80 mil passageiros por mês. A empresa vai operar 11 voos diretos e outros três com conexões para as principais capitais do país.

As cidades com voos a partir de Ribeirão Preto são Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Navegantes, Salvador, Brasília e Curitiba. A empresa opera aeronaves Boeing 737-300, com 148 assentos.

A companhia começa a operar na cidade com tarifas a partir de R$ 9. No entanto, existem condições para essas passagens a baixo custo. Serão até nove assentos por voo, e o preço será praticado do dia 10 de dezembro ao dia 31 de março de 2011, exceto nos dias 30 e 31 de dezembro, 2 e 3 de janeiro, e no período de 3 a 13 de março.

Segundo a Webjet, os novos voos atenderão uma demanda crescente em localidades importantes mas ainda pouco assistidas, sobretudo se levado em conta seu potencial econômico.

“A opção de viajar de avião, seja a passeio ou a negócios, faz cada vez mais parte do cotidiano das pessoas. A responsabilidade por essa realidade cabe, em grande parte, à prática de preços acessíveis e de condições de pagamentos facilitadas”, diz Fábio Godinho, presidente da Webjet.

A Webjet iniciou suas operações no ano de 2005 e hoje opera uma frota de 23 aeronaves. A empresa vai se juntar às outras companhias que operam no aeroporto Leite Lopes. Além da Webjet, operam no terminal as empresas Passaredo, Tam, Pantanal e Trip.

Até outubro, cerca de 550 mil passageiros utilizaram o aeroporto.

Fonte: Ribeirão Preto Online

5.11.10

Webjet começa a cobrar por lanche servido no avião

A companhia aérea Webjet começou hoje a cobrar pelos lanches servidos durante os voos, seguindo os passos da concorrente Gol. A medida busca equilibrar os custos operacionais da companhia para dar sustentação à estratégia de se consolidar como uma empresa de baixo custo.

Nas últimas semanas, a Webjet anunciou voos para Ribeirão Preto (SP), Navegantes (SC) e Foz do Iguaçu (PR) com tarifas a partir de R$ 29, abaixo do oferecido pelas principais concorrentes. Segundo o presidente da companhia, Fábio Godinho, para continuar com essa política de preços, a Webjet não pode abrir mão da cobrança pelas refeições servidas nas aeronaves.

"Não existe mágica, o serviço de bordo é subsidiado pelo preço da passagem. Se não está incluído, eu posso cobrar uma tarifa mais baixa", afirma. Ao contrário da Gol, a Webjet não oferecerá uma opção básica gratuita.

O passageiro que quiser fazer refeições durante os voos terá de desembolsar entre R$ 3 e R$ 12 e poderá escolher entre itens como sanduíches, sopa, cerveja, refrigerantes, sucos e bebidas quentes. O valor mais alto é referente aos "combos", que agregam um sanduíche ou biscoito, bebida e um chocolate.

Godinho acredita que os passageiros receberão bem a mudança. "Melhor do que receber um amendoim é poder ter uma refeição decente a bordo. É um modelo mais democrático, pois você paga pelo que consome", avalia. "A receptividade será favorável porque a cobrança é combinada com tarifas baixas. É claro que você cobrar uma tarifa alta e ainda cobrar o serviço de bordo não seria bem aceito", complementa.

No começo, o pagamento das refeições só poderá ser feito em dinheiro, mas, a partir do ano que vem, cartões também serão aceitos. O serviço de bordo da Webjet foi terceirizado para a LSG Sky Chef''s, subsidiária do grupo Lufthansa, do qual faz parte a companhia aérea alemã. As receitas serão divididas entre as duas empresas.

A Webjet alcançou, no início do mês, a marca de 9 milhões de pessoas transportados e espera a chegada de três novos Boeings 737-300, configurados para 148 passageiros, para suportar o aumento do número de passageiros.

Fonte: Agência Estado

22.9.10

Turistas estrangeiros não têm vez nos sites das empresas aéreas brasileiras

Teste mostra que, no país da Copa de 2014, páginas exigem CPF e até CEP

Para o americano Giso Broman, a fluência adquirida em mais de uma década estudando o português seria suficiente para conhecer o Brasil sem limitações. Com apenas 17 dias para viajar por aqui, resolveu planejar tudo antes. Passaria por São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. De Winsconsin, estado onde mora, tentou comprar as passagens de avião nos sites das companhias brasileiras. Foi aí que surgiu uma barreira maior do que a língua: não era possível comprar sem CPF.

Broman se deparou com o problema de todos os estrangeiros que tentam viajar pelo Brasil: as companhias aéreas do país que sediará a próxima Copa em 12 cidades, nas cinco regiões, não estão preparados para atender a essa demanda.

É a conclusão de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente (IBRC) a pedido do GLOBO. O levantamento avaliou as páginas de Gol, TAM, Azul, Avianca e Webjet, comparandoas com os sites das estrangeiras LAN Chile, American Airlines, Air Canada, Lufthansa, Air France e South African Airways.

O estudo procurou saber: se as páginas têm opção em inglês; se a navegabilidade é boa; quantos diques e campos de preenchimento são exigidos para comprar um bilhete; se os dados solicitados são adequados; e se há canais de atendimento disponíveis on-line.

De zero a 100, as companhias daqui obtiveram nota 61, na média, enquanto os estrangeiros alcançaram 86. De todas as companhias pesquisadas, a lanterna coube à Webjet (nota 29). Depois vem a Avianca (54). A Azul (71) ficou em nono. GOL (88) e TAM (83) foram bem avaliadas, mas ficaram atrás das companhias europeias e americanas. Além de exigir CPF, são diversas as dificuldades detectadas.

Alguns sites não têm opção em inglês; exigem muitos diques e campos de preenchimento; pedem dados inadequados para estrangeiros (como CEP); e às vezes só têm um e-mail para atender ao passageiro.

Identificamos um enorme gargalo no setor de turismo brasileiro, que reflete a falta de visão de negócio das empresas.

Imagine se a Copa fosse hoje! afirmou Alexandre Diogo, presidente do IBRC. O estrangeiro fica obrigado a comprar passagens em agências de viagem, que em geral oferecem preços maiores, ou a contar com a boa vontade de algum brasileiro disposto a fazer a compra.

Albergue chega a oferecer serviço para driblar barreira

Foi assim que Broman se virou. Um amigo brasileiro que conheceu em um site usou seu CPF para fazer a compra.

- O que eu faço em menos de meia hora nos sites americanos demorou dias nos do Brasil. Tanta burocracia não faz sentido reclama Broman, que tem 38 anos e enfrentou problema semelhante para comprar tíquetes de ônibus nos sites do país.

No albergue Copa Hostel, em Copacabana, o turista que quer comprar bilhetes brasileiros tem a opção de pagar 10% a mais para usar o cadastro dos funcionários do local.

O israelense Ilan Gurbitz, de 30 anos, viveu os dois lados da moeda. Como estrangeiro, não entende tanta burocracia para comprar passagens aéreas. Trabalhando no albergue Wave, também em Copacabana, acaba auxiliando os turistas hospedados:

- Depois de não conseguir, a maioria vai para as agências.

O diretor comercial da Avianca, Renato Pascowitch, admitiu que o site da companhia tem problemas de navegabilidade e disse que será melhorado em até um ano. Ressaltou, no entanto, que o site exige muitos dados para evitar as frequentes fraudes que costumavam acontecer.

A Webjet informou que está analisando detalhadamente seu site para fazer alterações. A Azul afirmou que, por ter foco no mercado doméstico, ter opção em inglês é um plano para o futuro e disse que trabalha em mudanças na página. A TAM disse que efetuará mudanças no site em dezembro.

A Gol informou que mantém dez páginas internacionais e que terá um novo portal.

Enquanto não há solução, turistas como a jornalista argentina Juliana Rodriguez, de 30 anos, continuarão desistindo das empresas brasileiras:

- Em maio, tentei ir para o Brasil pela Webjet e pela Azul, mas não deu. Paguei mais caro pelas Aerolíneas Argentinas. Já para ir do Rio para Salvador, não teve jeito. Tive de me virar e consegui pela Gol.

Fonte: O Globo