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20.4.12

Aeroporto de Congonhas terá mais 119 pousos e decolagens nos fins de semana


O Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, terá mais 119 pousos e decolagens nos fins de semana. Isso significará um aumento de 15% no número de operações do terminal, que atualmente já conta com 765 pousos e decolagens nos dois dias. Aos sábados, as operações passarão de 371 para 429 no horário das 6h às 22h30. Já aos domingos, o total de pousos e decolagens subirá de 394 para 455.

Esse acréscimo está dentro do número de slots (horários de pousos e decolagens) permitido em Congonhas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas até hoje as companhias aéreas não tinham tido interesse em utilizá-los. A Anac planejava ontem redistribuir quase o dobro deles - 227 slots (125 no sábado e 102 no domingo). No entanto, só houve interesse para 119.

Além de aumento na oferta de voos, vizinhos já temem o crescimento dos transtornos. 'Obviamente vão se multiplicar. Imagina ter no fim de semana barulho igual ao de segunda a sexta? É insuportável', diz o presidente da Associação de Moradores do Entorno do Aeroporto, Edwaldo Sarmento. Segundo ele, a intenção é pressionar para que a Justiça restrinja o horário de operação do aeroporto. O caso está na 3.ª Vara de Fazenda Pública - a intenção é retardar em uma hora a abertura do terminal, das 6h para as 7h. 'Não temos como contestar o número de slots porque a legislação permite esse aumento. O que podemos é fazer pressão para que aprovem medidas mitigadoras.'

Seis empresas terão mais voos nos fins de semana - a Webjet ficou com 38 slots, a Gol com 32, a Passaredo com 16, a TAM com 15, a Avianca com 14 e a NHT com 4. Até 18 de maio, a Anac deverá divulgar o resultado da habilitação das empresas participantes - após esse processo, as companhias poderão solicitar os novos horários de transportes.

De acordo com a legislação atual, em Congonhas, cada intervalo de uma hora pode ter no máximo 30 movimentos (pousos e decolagens), o que resulta em 496 slots por dia. Os slots de segunda a sexta-feira já estão todos esgotados.

Fonte: MSN

16.3.12

Novas companhias poderão operar em Congonhas

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizará uma redistribuição de slots (autorizações para pouso ou decolagem) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Conforme edital publicado no Diário Oficial da União de hoje, a agência decidiu realizar a redistribuição de slots, que ocorrerá por meio de sorteio, marcado para 18 de abril. A Anac somente divulgará o quadro de slots disponíveis, dentro dessa redistribuição, no dia 30 de março.

O processo de redistribuição dos slots, oficialmente denominado "3º Procedimento Administrativo de Alocação de Horários de Chegadas e Partidas de Aeronaves em Linhas Aéreas Domésticas de Transporte Regular de Passageiros no Aeroporto de Congonhas em São Paulo", tem por objetivo permitir a entrada de novas companhias aéreas. Para isso, serão remanejados horários de voos que não estão sendo devidamente utilizados.

No dia 18 de abril, data marcada para a redistribuição dos slots, a Anac fará uma lista, por meio de sorteio, que definirá a ordem de classificação de cada empresa participante. Depois de formada a lista, a empresa que ficar na primeira posição no sorteio terá o direito de ser a primeira a escolher um dos slots disponíveis. Na sequência, o segundo colocado poderá escolher um novo slot, entre os que sobraram, e assim sucessivamente, em um sistema de rodízio até o fim das posições oferecidas.

Conforme estabelece regra da Anac, cada slot precisa apresentar no mínimo 80% de regularidade mensal, em uma média de 90 dias. Se os cancelamentos superarem a marca de 20% dos voos agendados, o slot deve ser devolvido, permitindo que outra empresa interessada o utilize. Segundo a agência, a regra sobre a redistribuição de slots vale para todos os aeroportos que tenham atingido o limite de capacidade, o que ocorre com Congonhas de segunda-feira à sexta-feira.

Fonte: DGABC

31.8.11

Quatro anos após acidente da TAM, Justiça nega fechar Congonhas


A Justiça Federal em São Paulo negou pedido do Ministério Público Federal (MPF) para suspender as atividades do aeroporto de Congonhas até que sejam esclarecidas as questões de segurança relativas ao acidente com o avião da TAM, em 2007, que não conseguiu parar durante a aterrissagem. A aeronave saiu da pista e colidiu com um prédio da empresa. No acidente, morreram 199 pessoas.

Logo após o pior acidente aéreo em território brasileiro, o MPF entrou com uma ação civil pública alegando que as condições precárias da pista, assim como a localização do aeroporto em área densamente habitada, tiveram influência na fatalidade e poderiam causar mais acidentes.

O pedido de paralisação já havia sido negado em caráter liminar em 2007. Na decisão final da primeira instância, o juiz Clécio Braschi entendeu que, em nenhum momento, os peritos criminais da Polícia Federal recomendaram a interdição do aeroporto, fizeram apenas recomendações de segurança que já são seguidas. O juiz também avaliou que o fato de o aeroporto estar situado em zona urbana não pode ser objeto de julgamento pelo Poder Judiciário.

O acidente

O voo JJ 3054 da TAM decolou do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, em direção a São Paulo no dia 17 de julho de 2007. O Airbus A320 pousou às 18h48 no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, mas não desacelerou durante o percurso da pista, atravessou a avenida Washington Luís e se chocou contra um depósito de cargas da própria companhia. Em seguida, a aeronave pegou fogo. Todas as 187 pessoas do avião e mais 12 que estavam em solo morreram. Foi o maior acidente aéreo da história do Brasil.

Chovia no dia do acidente em São Paulo e a pista, que havia passado por obras de recuperação, foi liberada sem a conclusão do grooving (ranhuras no asfalto que permitem o escoamento da água). A pista molhada foi apontada como uma das causas da tragédia. Mas, em outubro de 2009, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou, em relatório final, que uma falha dos pilotos é a hipótese "mais provável" para o acidente. O grupo de investigação, porém, não chegou a uma conclusão sobre um eventual erro de posicionamento das manetes, sistemas utilizados na frenagem do avião. Um dos fatores que podem ter levado o avião a não conseguir reduzir a velocidade é a posição em que uma das manetes foi encontrada após o acidente: para acelerar, e não frear.

Como fatores contribuintes para o acidente, a comissão enumerou ainda que o monitoramento do voo não foi adequado, a Agência Nacional de Avião Civil (Anac) não havia normatizado regras que impedissem o uso de reversos (freios aerodinâmicos) travados e a Airbus não colocava avisos sonoros para mostrar aos pilotos quando as manetes estavam em posições diferentes (uma para acelerar e outra para frear o avião). Após a tragédia, a TAM instalou um dispositivo que avisa os pilotos sobre a posição incorreta do equipamento.

Em novembro de 2008, a Polícia Civil de São Paulo indiciou dez pessoas pelo acidente, entre elas o ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Milton Sérgio Silveira Zuanazzi e a ex-diretora da agência Denise Maria Ayres Abreu. Dias depois, no entanto, a Justiça suspendeu os indiciamentos alegando que "a medida policial ter sido lançada por meio de rede jornalística representa, aos averiguados, eventual violação de seu direito individual".

Em janeiro de 2009, a Justiça Federal aceitou denúncia contra Denise Abreu por fraude processual. Segundo a denúncia, ela apresentou a uma desembargadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região uma norma da Anac que garantiria a segurança nas operações de pouso em Congonhas, proibindo pousos e decolagens apenas se a pista estivesse com lâmina d'água superior a 3 mm. No entanto, o documento era um estudo interno que não havia sido publicado no Diário Oficial da União, ou seja, sem poder de obrigatoriedade.

Fonte: Agência Brasil / Terra

14.4.11

Aeroporto de Congonhas completa 75 anos de funcionamento

O Aeroporto de São Paulo/Congonhas completa neste mês 75 anos de atividades. Segundo maior aeroporto em movimentação de passageiros (atrás apenas de Guarulhos), Congonhas cresceu juntamente com a cidade de São Paulo. 

Nesse ínterim, recebeu uma série de investimentos que o fizeram acompanhar o crescimento de uma demanda em constante expansão. Atualmente, a Infraero está empenhada na construção da nova torre de controle orçada em R$ 14,8 milhões. Com 40 metros de altura, a nova torre garantirá aos controladores de voo maior visibilidade do sistema de pistas e pátio, conferindo maior segurança às operações de pouso e decolagem. 

A obra tem conclusão prevista ainda para o primeiro semestre de 2011. O aeroporto possui duas pistas para pousos e decolagens, com movimentação diária de 43 mil passageiros e capacidade anual para 17,1 milhões. O terminal de passageiros possui 81 balcões de check-in, 10 elevadores, oito escadas rolantes, cinco esteiras de restituição de bagagens, além de 65 opções de lojas e serviços. Os usuários contam ainda com um edifício garagem com mais de três mil vagas para estacionamento de veículos.

Fonte: Revista Flap

2.2.11

Retirada de aviões estacionados em aeroportos deve começar em março

O Ministério da Defesa, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) firmam hoje, em São Paulo, acordo de cooperação para o desenvolvimento do programa Espaço Livre Aeroporto. Será às 11h no Aeroporto de Congonhas.

Desenvolvido pela Corregedoria Nacional de Justiça, o programa tem como objetivo retirar 119 aeronaves que estão sob custódia do Poder Judiciário – por questões de falência, recuperação judicial ou apreensão por crime –, estacionadas nos aeroportos brasileiros. Os trabalhos de desmonte e remoção dos aviões devem começar em março.  

Também firmam o acordo o Tribunal de Contas da União, o comando da Aeronáutica, Tribunal de Justiça de São Paulo, o Conselho Nacional do Ministério Público e a Agência Nacional de Aviação Civil.

Fonte: JB

26.6.10

Avião da TAM faz 'manobra evasiva' para evitar choque com outra aeronave próximo a Congonhas, SP

Um avião da TAM que seguia de Brasília para São Paulo teve de fazer uma 'manobra evasiva' próximo ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na noite desta quinta-feira. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da companhia aérea informou que o procedimento aconteceu após "os equipamentos de bordo terem detectado a presença de outra aeronave na mesma rota".

De acordo com a TAM, o comandante do voo JJ 3717 seguiu os procedimentos de segurança para fazer a manobra e informou os 171 passageiros a bordo do ocorrido. A aeronave, segundo a companhia, pousou normalmente no aeroporto paulistano, às 18h52m.

A assessoria de imprensa da Infraero em Congonhas confirmou o pouso em condições normais da aeronave.

Fonte: O Globo

Nota Oficial (DECEA): ocorrência com aeronave da TAM

O Comando da Aeronáutica informa que já iniciou a investigação, a partir das gravações radar e das comunicações, para apurar os fatores contribuintes da ocorrência com a aeronave da TAM, voo JJ3717, Brasília/São Paulo, nesta quinta-feira, 24 de junho, por volta das 18h30, quando realizava os procedimentos para o pouso no Aeroporto de Congonhas (SP).

Fonte: Notimp

16.4.10

Azul estreia em Congonhas e vai voar para o exterior

A companhia aérea Azul começou a vender ontem suas primeiras passagens para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A partir do dia 1.º de maio, a empresa passará a voar entre o aeroporto e Porto Seguro, na Bahia. A companhia recebeu 8 slots (permissão de pouso e decolagem) no aeroporto com a recente redistribuição feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas decidiu usar apenas dois para um voo semanal (aos sábados). Como a empresa não enxergou a possibilidade de realizar voos lucrativos com os demais slots, deverá devolvê-los.

O destino turístico foi escolhido exatamente para transformar a pequena operação em Congonhas em um modelo rentável. Como boa parte das aeronaves deve ser ocupada por passageiros que compraram pacotes de turismo, a demanda pelo voo deverá ser maior. A própria Azul está criando uma agência de viagens para ajudar a viabilizar a rota, batizada de Azul Viagens.

Voos internacionais

A partir do final de junho, a Azul começará também a operar seus primeiros voos internacionais. As rotas entre Campinas e Buenos Aires e Porto Alegre e Bariloche (ambos os destinos na Argentina) serão oferecidas apenas por meio do modelo charter, em que os assentos vendidos fazem parte de pacotes turísticos. A Azul já tem parceiras para esse negócio. A operadora Calcos venderá as passagens para Buenos Aires e a Agaxtur vai oferecer voos para Bariloche.

Fonte: Estadão

28.8.09

Anac aguarda decisão judicial para redistribuir 412 slots em Congonhas

Em reunião de diretoria realizada ontem (25/08), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu chamar as empresas aéreas interessadas na redistribuição de 412 autorizações de pouso ou decolagem (slots) no Aeroporto de Congonhas. Inicialmente, deveriam ser redistribuídos 95 slots, sendo 61 da companhia aérea Pantanal e 34 da Gol/Varig, por não cumprimento da Resolução nº 02/2006 da ANAC, além de outros 317 slots que já estão disponíveis por não serem usados nos finais de semana. No entanto, a Anac somente dará prosseguimento ao processo de redistribuição após a decisão judicial sobre a liminar obtida pela Pantanal na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, que impede a Agência Reguladora de realocar os slots hoje destinados à companhia.

A Resolução prevê que um slot deve ter o mínimo de 80% de regularidade no prazo de 90 dias. A Anac avaliou a regularidade dos voos de todas as companhias que operam em Congonhas nos meses de março, abril e maio de 2009. Foi constatado que a empresa Pantanal não cumpriu a norma em 61 dos 196 slots alocados para ela, sendo 31 pousos e 30 decolagens. Já a Gol/Varig descumpriu a Resolução nº 02 em 34 dos 1.472 slots que opera em Congonhas, sendo 19 decolagens e 15 pousos. As demais empresas que operam em Congonhas mantiveram índices de regularidade acima do previsto para a manutenção dos slots.

Os outros 317 horários de pouso ou decolagem que estarão disponíveis para a redistribuição são referentes a 175 slots aos sábados e 142 aos domingos, que não estão alocados para nenhuma companhia aérea atualmente.

Fonte: Mercado e Eventos

23.4.09

Moradores apelam ao MP contra Congonhas

Vizinhos exigem anulação do EIA-Rima e dos planos de expansão

A possível ampliação do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, virou o pior pesadelo dos paulistanos que vivem nas redondezas. Eles já fizeram passeatas e protestos. Há duas semanas, apertaram o cerco, ao conseguirem que o deputado Carlos Gianazzi (PSOL) apresentasse um projeto de lei, e, na sexta-feira, entraram com uma representação no Ministério Público. Tudo para restringir o crescimento do aeroporto.

O documento entregue à Justiça é um relatório detalhado das cinco principais associações de moradores dos bairros adjacentes contestando o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), do Aeroporto de Congonhas, uma espécie de raio X da região, que avalia as vantagens e desvantagens de ter um vizinho como esse. Alvo de críticas, o estudo passou por mudanças. Mesmo assim, os moradores consideram o trabalho "falho, com problemas técnicos, e cheio de contradições".

"Faltaram pesquisas de campo que poderiam avaliar com precisão o impacto do aeroporto na vida das pessoas", diz Edwaldo Sarmento, vice-presidente da Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto de Congonhas, um dos redatores do documento entregue no Ministério Público, com cópia para Eduardo Jorge, secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, órgão responsável pela análise do EIA-Rima. "Com haveria mudança na Prefeitura, pedi agilidade no processo (no ano passado)", disse Eduardo Jorge, na segunda audiência pública do EIA-Rima, justificando a pressa com que o estudo foi feito. "Não sabia se ficaria no cargo, e queria deixar isso como missão para o meu sucessor." Se aprovado o relatório, o Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável pode dar a licença antes do final do ano.

"Em Congonhas, as pessoas precisam entender que se trata de um estudo de impacto do aeroporto e não da ampliação da pista", diz Paulo Sergio Ramos, diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). " Existe um projeto nesse sentido, mas em análise no Ministério da Defesa. Se aprovado, terá de ser feito um novo EIA-Rima. Esse aqui não vale", garante.

SEGURANÇA

O medo dos moradores é que o EIA-Rima seja usado como instrumento legal de uma futura ampliação, que está nos planos da Prefeitura de São Paulo. Há dois anos, Gilberto Kassab levou esse projeto ao Ministério da Defesa, com a justificativa de que o aeroporto necessitaria de uma área maior de escape, para aumentar a segurança dos pousos e decolagens. Os moradores destacam que o relatório analisa cinco cenários, um deles avalia a polêmica ampliação da pista do aeroporto, que pularia dos atuais 1,9 mil metros para cerca de 2,7 mil metros de extensão. Ali estão descritas algumas vantagens da obra, entre elas "menor impacto sonoro pela maior altitude em relação à atualmente exercida sobre áreas habitadas extra-campo".

Para uma obra dessas sair do papel seriam necessárias cerca de 2 mil desapropriações, uma vez que a pista do aeroporto está praticamente no quintal de várias empresas e casas que ficam nas proximidades da Rua Pedro Bueno, no Jardim Jabaquara.

A Infraero rebate afirmando que os cinco cenários são hipotéticos, mas obrigatórios na formulação do EIA-Rima. "Temos melhorias previstas apenas no pátio de manobras das aeronaves", diz Ramos. Os moradores exigem um estudo mais profundo e claro.

O relatório aponta, por exemplo, que os drenos em forma de escada, colocados na pista logo depois do último acidente - quando o Airbus A320 derrapou na pista, atravessou a Avenida Washington Luiz e bateu num hangar da TAM em 2007, matando 199 pessoas - , aumentaram a segurança dos pousos e decolagens. Mas não mostra as consequências da obra na região. "A Rua Pedro Bueno não alagava, agora os carros não passam em dia de chuva na altura do número 745", diz Luiz Carlos Dall, comerciante e morador da região, de 57 anos. O distribuidor de peças Marcos Serikawa, de 37, teve de colocar uma válvula de retenção de água na casa onde mora, na Rua Freire Farto, paralela à Pedro Bueno.

"O aeroporto avança cada vez mais nas áreas vizinhas", diz Dall. "Quando era jovem, no lugar onde hoje está a cabeceira da pista que dá para a Rua Pedro Bueno, havia um campo de golfe", conta. O aeroporto surgiu na década de 30 com uma pista de 300 metros de extensão. Quando o metrô chegou ao Jabaquara, a terra retirada foi usada para a construção da pista de Congonhas. "Ela foi avançando aos poucos, soterrou cachoeira e campos verdes até chegar ao quintal de nossas casas. Agora fala-se em derrubar casas."

Fonte: Estadão

31.3.08

Anac planeja mudar regras para aéreas em Congonhas

Disposta a estimular maior concorrência no mercado doméstico, para fazer frente ao duopólio de TAM e Gol, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deverá mexer nas regras de uso de Congonhas e de outros aeroportos congestionados, próximos da saturação. Embora as medidas preparadas pela agência não tenham a intenção de beneficiar qualquer empresa em particular, elas obviamente serão positivas para a nova companhia do empresário David Neeleman, que pretende inaugurar seus vôos no Brasil em janeiro de 2009.

Duas minutas de resolução entrarão em consulta pública, em breve. Ambas deverão enfrentar alguma oposição de TAM e Gol, que atualmente dominam 92,7% do mercado doméstico, se levada em consideração a participação da Varig, controlada pela família Constantino. A primeira proposta de resolução visa "flexibilizar a barreira de entrada" em Congonhas, segundo Alexandre de Barros, diretor da Anac. A segunda pretende impor critérios mais rigorosos para a regularidade e pontualidade dos vôos, combatendo os cancelamentos de última hora e a junção de vários vôos em uma única operação, com maior número de passageiros.

Barros sinalizou que a Anac deverá mudar a resolução 02, de 2006, que estabelece as regras para a alocação de "slots" (espaços para pousos e decolagens) em aeroportos com demanda maior que a oferta. Em Congonhas, onde TAM e Gol (com a Varig) detêm 89% dos slots, há dificuldade para a entrada de novos competidores. O número de operações foi reduzido, no ano passado, de 44 para 30 por hora para a aviação comercial. Hoje, a Anac sorteia os slots que eventualmente deixam de ser operados pelas empresas aéreas, o que raramente ocorre. A intenção, conforme antecipou Barros, é realizar uma redistribuição periódica dos espaços, dando oportunidade para mais companhias operarem no aeroporto mais saturado do país.

A outra proposta tem como objetivo atacar frontalmente a prática dos chamados "slots de gaveta". Essa prática consiste em cancelar vôos com horários próximos, que tenham poucos passageiros, para juntá-los em uma só operação. Por exemplo, se a empresa tem quatro operações entre 8h e 10h na ponte aérea Rio-São Paulo, costuma cancelar um ou mais vôos para concentrar passageiros e aumentar a taxa de ocupação da aeronave, diminuindo os gastos operacionais.

Hoje, para manter o "slot", a companhia só tem que cumprir um mínimo de 75% dos vôos programados a cada três meses. É isso o que se chama de índice de regularidade. Para respeitar esse indicador, no entanto, calcula-se o total de operações numa rota ou em um aeroporto. De acordo com o diretor da Anac, a idéia agora é verificar o cumprimento de um índice maior - ainda indefinido, mas que poderá variar de uns 80% a 85% - slot por slot.

Essas mudanças, que precisam passar por consulta pública, deverão demorar alguns meses. Se implementadas, tendem a facilitar o acesso da companhia de David Neeleman ao aeroporto de Congonhas. Criador da JetBlue, que ajudou a popularizar o conceito de "baixo custo, baixa tarifa" nos Estados Unidos, Neeleman tem cidadania brasileira e deseja inaugurar suas operações no Brasil no início do próximo ano, com aviões E-195 da Embraer, fazendo ligações diretas entre grandes cidades. A estratégia da nova companhia aérea é não concentrar vôos em "hubs" (centros de conexões), mas sem dispensar totalmente operações nos aeroportos considerados nobres, como Congonhas. A dificuldade de entrar no aeroporto paulistano sempre foi uma queixa de companhias menores, como a BRA, em recuperação judicial, e a OceanAir, que busca crescer no mercado doméstico.

Fonte: Valor Econômico

29.3.08

Anac quer abrir espaço para novas empresas no Aeroporto de Congonhas

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) quer mudar a forma de distribuição dos slots (horários e espaços para pousos e decolagens) para facilitar a operação de novas companhias aéreas no Aeroporto de Congonhas. Com todos os slots já ocupados e sem alternativas para ampliação, Congonhas é um dos principais centros de conexões e escalas de vôos e alvo da cobiça de qualquer nova companhia aérea.


O diretor de Infra-estrutura da Anac, Alexandre Gomes de Barros, disse que a agência discute uma fórmula que derrube a “barreira à entrada” de novas empresas, mas não deu detalhes. Hoje, a Anac sorteia os slots que eventualmente deixem de ser utilizados pelas empresas - o que dificilmente acontece.A idéia central é criar uma regra de redistribuição periódica dos slots, acabando com a "perpetuação" das concessões e, com isso, abrindo oportunidade para que outras empresas áreas operem no aeroporto mais saturado do País.

Fonte: Estado de SP

21.3.08

Ministério nega que Congonhas tenha voltado a operar no ritmo de antes da tragédia

O Ministério da Defesa rebateu afirmações da reportagem do Globo Online "Oito meses depois, Congonhas vai retomando ritmo de antes da tragédia e quase sem mudanças" , publicada na quarta-feira e que teve seus principais trechos publicados na edição desta quinta-feira do jornal O Globo sob o título "Oito meses depois, Congonhas tem ritmo igual ao de antes do acidente".

Em nota enviada à redação, o ministério afirma que "Congonhas perdeu 3.557 vôos e meio milhão de passageiros só em janeiro de 2008, comparado com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados públicos da Infraero. Em janeiro de 2007, houve 19.062 operações (pousos e decolagens) e 1,532 milhão de passageiros na aviação regular e geral. Em janeiro de 2008, houve apenas 15.505 operações (queda de 19%) e 950.954 passageiros, uma redução de 581.226 usuários (menos 38%) " .

Ainda segundo a nota, "a promessa de limitar os vôos foi cumprida e está mantida: eram mais de 40 movimentos por hora no primeiro semestre de 2007, e agora são 30 por hora para a aviação regular e 4 para a geral".

Sobre a informação, apurada pela reportagem, de que "a diferença entre um pouso e uma decolagem cai para apenas um minuto, aumentando o risco das operações" , a nota afirma que a " avaliação é incorreta, pois, como foi informado pela Anac, os intervalos entre pousos e decolagens não podem ser medidos em tempo, e sim em milhas, já que as velocidades dos aviões são diferentes ".

Ainda segundo o ministério, "as áreas de escape já existem e continuam ativas em Congonhas, e não necessitam de obras para funcionar. Elas foram criadas com a redução regulamentar das pistas, gerando um excedente de 150 metros em cada extremidade. É um equívoco afirmar que a área de escape tem que ter piso diferenciado. Para Congonhas, os técnicos aconselharam manter a área de escape no piso original, em vez de substituir por cimento poroso. Como os pousos ocorrem nos dois sentidos, haveria o risco de um avião ' atolar ' quando pousasse antes do ponto regulamentar, o que provocaria acidente " .

Sobre a informação, contida na reportagem, de que há falha na visibilidade na torre de comando , o ministério diz que "já está em operação uma nova torre provisória, mais moderna que a original, e que funcionará até a construção da nova torre definitiva " .

A nota diz que ainda que um terceiro aeroporto aeroporto em São Paulo "nunca foi alternativa para a demanda imediata, e sim para a demanda do futuro. Viracopos é a alternativa do governo para o crescimento mais imediato da demanda, e o plano aprovado no início do mês prevê a construção, até 2010, de uma segunda pista e de um segundo terminal de passageiros, chegando a quatro pistas nas próximas décadas. A capacidade total de passageiros subirá de 2 para 80 milhões ".

O ministério diz ainda que "a volta de conexões e escalas não afetará a capacidade de Congonhas, pois elas terão que ser feitas dentro do limite de 30 pousos e decolagens por hora. Em muitos casos, as companhias sequer precisarão mudar suas autorizações de vôos, já que eles estarão em sequência. O que muda, é que muitos passageiros não precisarão mais sair da aeronave para fazer novo chek-in, ganhando tempo e conforto no aeroporto de conexão. Os vôos que foram transferidos para outros aeroportos não poderão voltar pura e simplesmente. Se a companhia aérea quiser restabelecer uma rota, terá que abrir mão de uma rota existente".

Nota da Redação:

Os dados divulgados pelo ministério são relativos a janeiro e não consideram o volume de tráfego depois da decisão, adotada neste mês, que permitiu várias escalas e conexões que estavam suspensas desde o acidente. Vôos charter e de fretamento - antes vetados - também foram autorizados nos fins de semana.

Sobre os intervalos entre vôos nas pistas, a reportagem cronometrou, na terça-feira, espaços de apenas 1 minuto. À época do acidente, autoridades disseram que o intervalo em minutos seria aumentado, o que não está acontecendo, conforme apurou o repórter no próprio aeroporto.
A denúncia sobre o problema da falta de visibilidade da torre é do relatório da Camara Municipal de São Paulo. De acordo com o documento, a recente ampliação do terminal de passageiros tirou dos controladores parte da visão do pátio de aeronaves, prejudicando a orientação do taxiamento dos aviões também após o pouso.

Quanto ao terceiro aeroporto, os planos para a construção - depois abandonados - foram anunciados pelas autoridades federais logo após o acidente, como uma das medidas para conter o caos aéreo.

Fonte: Extra Online

19.3.08

Perigo na terra

Acredite...uma das rodas da frente do avião da Varig que fez ontem o vôo 2442 (Rio-São Paulo) caiu nopouso em Congonhas, por volta de 19h30m. O susto foi grande. A aeronave rabeou, mas conseguiu frear, eacabou tudo bem, ufa...

Fonte: O Globo

6.3.08

Metrópole - Câmara quer restringir tráfego em SP

Vereadores de São Paulo pedirão ao Congresso Nacional apoio à criação de uma autoridade aeroportuária, que ordenaria o tráfego aéreo na capital. Hoje, a Comissão Permanente de Estudos sobre o Aeroporto de Congonhas entrega relatório que sugere restrições ao tráfego de
helicópteros e ao número de conexões e escalas em Congonhas.

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

ANAC quer abrir espaço para outras companhias aéreas em Congonhas

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) pretende rever os critérios de alocação de slots - espécie de vaga para pouso e decolagem - no Aeroporto de Congonhas para acomodar a entrada de uma nova companhia que venha a fazer frente ao duopólio TAM e Gol. “Nosso papel como órgão regulador é estimular a competição”, disse ao Estado o diretor da ANAC, Alexandre Gomes de Barros. “Não queremos favorecer nenhuma empresa, mas sim impedir a formação de cartel. Precisamos de mais competidores e é preciso haver oportunidade para se gerar mais competição.”Com a redução do número de pousos e decolagens após o acidente do Airbus da TAM em Congonhas, a disputa pelo aeroporto mais movimentado do País ficou ainda mais acirrada. “Se uma nova empresa chegar hoje e solicitar slots em Congonhas ela poderá ter dificuldades. Mas com o passar do tempo, a cada troca de malha, podemos acomodar outros pedidos”, afirmou Barros.

A ANAC estuda mudar a lei para permitir a retomada rápida de slots que não estejam sendo utilizados. A idéia é coibir a prática na qual as companhias pedem mais slots do que necessitam - os chamados slots de gaveta. “Estamos trabalhando uma forma de contabilizar a regularidade
e a pontualidade das companhias e vamos usar isso no julgamento de pedidos de renovação de horário”, diz. “As empresas terão de ter índicesmínimos. Caso contrário, perderão o slot.”
Barros explica que a ANAC pode liberar ou não slots quatro vezes ao ano, a cada troca de malha nas mudanças de estação. “Nunca tivemos problema na hora de mudar essas malhas. Mas se houver demanda por uma terceira empresa, no momento da troca de malha será possível realocar alguns slots.” Segundo apurou a reportagem, o empresário americano David Neeleman, que se prepara para lançar sua empresa aérea no Brasil, já foi informado das novas diretrizes. Neeleman, que pretende investir US$ 200 milhões no País, é visto pelo governo como um empresário capaz de enfrentar o duopólio TAM e Gol-Varig, que tem mais de 90% do mercado.

Efeitos do Duopólio - A Gol anunciou o cancelamento, a partir do dia 24, de duas rotas de Congonhas para o interior de São Paulo (Ribeirão Preto e São José do Rio Preto), que serão servidas apenas pela TAM. Coincidente, no mesmo dia a TAM deixará de voar para Maringá (PR) e Caxias do Sul (RS), deixando a Gol sozinha. O movimento das empresas está mobilizando políticos, que já enviaram ofícios à ANAC e à Defesa, e fez reacender o debate em torno do duopólio. “É um movimento natural de acerto de rentabilidade”, afirma o presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo, Respício do Espírito Santo. “Quando uma empresa sai de uma localidade, a sociedade chia. Mas não há nada a fazer. As companhias têm liberdade para voar e deixar de voar para onde quiserem, desde que nãohaja limitação de infra-estrutura.”

Ainda que não estejam cometendo nenhuma ilegalidade, para o presidente do Núcleo de Estudos em Competição e Regulação do Transporte Aéreo (Nectar) do ITA, Alessandro Oliveira, a coincidência dos cancelamentos pode ser um “sinal de que elas estão coordenando estratégias”. “O mercado está muito concentrado e é muito importante que o órgão regulador e o sistema de Defesa da Concorrência monitorem de perto esses sinais pois isso pode se tornar sistemático”, afirma. “Até para ter argumentos para justificar aabertura de Congonhas para uma terceira empresa.”

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)