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20.8.13

São Paulo passa a ter a maior frota de helicópteros do mundo e adota restrições

Pesquisa revela que cidade passou operações de Nova York. Sistema de monitoramento agora tem nova restrição

A capital paulista alcançou outras dimensões de crescimento. O recente recorde está a pelo menos 3.500 pés e em 193 helipontos. Um estudo, realizado pela Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero (Abraphe), revelou que São Paulo alcançou a maior frota e número de operações por asas rotativas entre cidades do mundo. E, para controlar a crescente malha aérea e seu tráfego, o Comando da Aeronáutica adota um sistema exclusivo de monitoramento para helicópteros e recorre a restrições de tráfego como a implementadas para os automóveis.

Segundo a pesquisa, até o final de 2012, 411 aeronaves foram registradas em São Paulo e as operações de pousos e decolagens chegaram a 2.200/por dia. Nesse ranking, Nova York ganhou a 2ª posição com uma frota quase quatro vezes menor, com 120 helicópteros. Tóquio, com sua economia em declínio, garantiu o 3º lugar. “O número exorbitante provou nosso potencial”, disse Luciano de Oliveira, diretor da Abraphe. Os dados foram colhidos entre sete organizações internacionais.

Há pelo menos 12 anos, a circulação dos helicópteros comerciais no polo financeiro desperta a atenção da Aeronáutica. Até então, os helicópteros, que não tinham nenhum monitoramento, dividiam o espaço aéreo com um dos terminais mais movimentados do País, o aeroporto de Congonhas, apenas pelo auto-comando (uso de rádio frequência e contato visual). Essa convivência trouxe prejuízos e atrasos para as principais companhias aéreas. “Na época, pelo menos 80 TCAs (Traffic Collision Avoidance System, alarme que indica a existência de outra aeronave no perímetro) eram acionados por dia. Nesse estado, o avião é obrigado a arremeter, o que gerava atraso e custo para as empresas”, explicou a 1° tenente Lizzie Andréia Melhado Trevilatto, oficial do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP), responsável pelo controle do espaço aéreo no eixo Rio-São Paulo.

Em 2004, a solução veio após o sistema Helicontrol, controle de radar de helicópteros, único no mundo e criado pela Aeronáutica em parceira com associações do ramo. Pela sua função, pode ser comparado ao monitoramento do centro expandido da capital, onde desde 1997 existe o rodízio municipal de veículos. Assim como na operação de tráfego de automóveis, o espaço controlado não se aplica a toda cidade, tendo seu acesso limitado a uma região chamada quadrilátero, que é delimitada pela avenida Paulista, ponte Estaiada, Estádio do Morumbi e Parque do Ibirapuera e tem 12 km2 de extensão. Após sua implantação, o problema com os alarmes TCAs caiu para a média de dois acionamentos por dia.

A militar explica ainda que, assim como o rodízio de veículos, as restrições surgiram pela demanda. “Foi preciso criar a área controlada porque o espaço estava sendo usado por muitos alunos em voos de treinamento. Como na autoescola, quando o instrutor sente que você está mais experiente e quer colocá-lo para guiar na 23 de Maio ou avenida Paulista”. Quem não respeitar as limitações da Aeronáutica está sujeito a sanções da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Regras e restrições

O espaço é gerenciado por uma das torres de controle de Congonhas e por quatro controladores de voo específicos para os helicópteros, a cada turno de 8 horas com intervalos. “Seis aeronaves podem circular (com plano de pouso definido e autorizado) por vez no quadrilátero. E caso uma sétima apareça, tem que esperar", disse o 2° sargento Thiago Almeida Santana, na função há pelo menos oito anos.

Assim como em solo, as discussões sobre mobilidade e alternativas alcançaram muitos metros acima. Ineficiente apenas com o rodízio, o trânsito de São Paulo ganhou as faixas exclusivas, que reduziram o desempenho dos carros e otimizaram parte do transporte público, por exemplo. Já em meio a hélices, o quadrilátero ganhou algumas “horas exclusivas”. Desde o dia 12 de julho, após notificação do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), voos panorâmicos ficaram restritos a três horários – das 9h às 13h, 16h às 18h e 20h às 23h.

Os horários coincidem com os picos de movimentação de Congonhas e a nova regra causou mal estar entre pilotos comerciais, órgãos reguladores e empresas de táxis aéreos. Para Jorge Bitar, diretor de Asas Rotativas da Associação Brasileira de Táxis Aéreos (Abtaer), a decisão afetou diretamente o lucro das empresas. “Não precisamos de ordens restritivas ao crescimento da economia. Em um mês já tivemos queda no setor de voos panorâmicos”. Ele cita que sobram apenas ruas e casas para serem sobrevoados já que os principais pontos turísticos fazem parte do espaço controlado.

Helicópteros são monitorados pela Aeronáutica no quadrilátero de São Paulo

O argumento foi rebatido pelo presidente da Abraphe, Rodrigo Duarte, piloto há 14 anos que defende a regulamentação do espaço aéreo. “Com o crescimento da frota você tem uma limitação física de espaço. As restrições surgirão, é normal”, explicou. “Em apenas um mês já sentimos a diferença. Antes, o piloto tentava contato com a torre [de controle para conseguir autorização de voo] e não tinha resposta. Hoje está mais tranquilo. Ali só entra quem tem um motivo.”

O piloto minimizou também os supostos impactos no turismo em época de Copa do Mundo e Olimpíadas. Segundo ele, os voos panorâmicos não serão comprometidos. “É possível encontrar soluções, os pontos que eles querem visitar são os extremos do quadrilátero. O condutor pode ficar à margem e não sobrevoar. São dez metros de diferença”.

Atualmente, 2.758 pilotos estão credenciados na Anac com a licença de Piloto Comercial de Helicópteros (PCH) em atividades no País. No ano passado, foram emitidas 507 licenças do mesmo tipo. Até a última sexta-feira (16), em apenas oito meses de 2013, a procura aumentou e já são 540 profissionais credenciados. No entanto, o órgão regulador não soube informar os dados de São Paulo.

Fonte: IG

21.9.12

Sp quer privatizar 30% de seus aeroportos


O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), segundo maior administrador aeroportuário do país, pretende passar para a administração da iniciativa privada pelo menos dez de seus 31 aeroportos. O modelo de participação das empresas e a lista dos terminais estão sendo definidos em estudo. A concessão ou a Parceria Público-Privada (PPP) deve envolver os aeroportos de maior movimento de voos comerciais, como Ribeirão Preto, Bauru, Presidente Prudente, Marília, São José do Rio Preto e Araçatuba, e os com maior número de pousos e decolagens na aviação executiva, como Campinas (Amarais), Jundiaí, Sorocaba e Bragança Paulista.

O movimento dos aeroportos administrados pelo Daesp cresceu 134% entre janeiro e julho de 2009 e o mesmo período de 2012, passando de 710 mil para 1,6 milhões de passageiros. O Daesp trilha o mesmo caminho feito pela Infraero, administradora de 66 aeroportos, que concedeu à iniciativa privada três no início do ano e estuda modelos de PPP para pelo menos outros três.

A rápida expansão da aviação fez com que o orçamento para investimentos nos aeroportos do Daesp triplicasse no período. Até 2010, o Daesp desembolsou R$ 20 milhões anuais na manutenção das estruturas. Em 2011, o órgão destinou R$ 60 milhões, que foram direcionados para melhora da segurança operacional, recapeamento da pista e sinalização.

Neste ano, os desembolsos previstos chegam a R$ 100 milhões e dão prioridade para segurança de voo e elaboração de projetos para aumento de capacidade dos aeroportos, que devem começar a sair do papel no ano que vem. O planejamento prevê aumentar a capacidade dos terminais, atendendo a demanda prevista até 2030. A ampliação dos aeroportos de Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília ainda passa pela fase de projetos e orçamento das obras.

O Daesp não possui estimativa do custo das intervenções, mas prevê que sejam iniciadas em 2013 e concluídas em 18 meses. Estamos estudando um modelo para PPP. Queremos trazer a iniciativa privada para garantir esse crescimento, afirma o superintendente da Daesp, Ricardo Volpi. Ele lembra que em 2011 os aeroportos regionais viveram um boom com o interesse de novas companhias, como a Webjet, nessas cidades. Além disso, Trip, Azul e Passaredo aumentaram suas ofertas nas cidades do interior paulista, com destaque para Ribeirão Preto, onde o terminal recebeu investimento de R$ 10,4 milhões, aumentando a capacidade de 300 mil passageiros anuais para 2 milhões por ano. Em 2012 há uma acomodação em todas as cidades, mas com acréscimo de 12% em relação ao ano passado, diz.

O estudo que vai levantar a melhor maneira de participação da iniciativa privada aponta ainda a demanda prevista para 2030. Ele será atualizado a cada cinco anos. Até por que os cenários mudam. Em Ribeirão Preto, prevíamos atingir 1 milhão de passageiros em 2015 e esse patamar foi ultrapassado em 2011, lembra o superintendente do Daesp.

De acordo com o secretário de Logística e Transportes de São Paulo, Saulo Abreu, a decisão sobre os aeroportos sai até novembro e os contratos devem ser de 35 anos. Com a chegada da iniciativa privada estamos estudando hipóteses de alguns aeroportos deixarem de existir e construir outros com maior espaço operacional, diz, sem apontar quais seriam as cidades onde isso pode ocorrer.

Aos poucos a aviação comercial também amplia sua presença nas cidades do interior paulista. Bauru ganhou novo aeroporto em 2006, possibilitando a chegada de companhias aéreas.

Em Araraquara, que não possui voos comerciais, o novo terminal começou a ser construído em fevereiro e deve ser entregue em março de 2013. Já há interesse de empresas para operar no local e o terminal terá capacidade para 500 mil passageiros.

Franca, que hoje opera apenas voos executivos, ganhará pista de 1,4 mil metros e também deve receber operação comercial nos próximos meses. Votuporanga, no extremo oeste paulista, está recebendo adaptações para receber um voo diário de uma companhia regional. Há uma demanda de cidades do Mato Grosso do Sul e de Goiás, que fazem divisa com São Paulo, que serão atendidos por esse aeroporto, diz Volpi.

A operação dos aeroportos regionais, no entanto, requer desafios. Até o ano passado, o Daesp tinha receita deficitária (prejuízo de R$ 6,5 milhões em 2011), passando a registrar lucro apenas neste ano (R$ 2 milhões entre janeiro e julho de 2012).

Alguns empreendimentos, como o de Bauru-Arealva, que foi inaugurado em 2006, continuam não sendo rentáveis. Conseguimos reverter as perdas na maior parte dos aeroportos, mas ainda há aqueles que precisam de adequação, afirma Volpi.

Para tornar os aeroportos do interior paulista rentáveis, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, defende que haja mais possibilidades de voos para a capital. Hoje Congonhas e Guarulhos não têm mais espaço. Queremos que o Campo de Marte seja destinado à aviação regional, aponta. Hoje, o aeroporto executivo está reservado para receber a estação de São Paulo do trem-bala, mas Afif lembra que o governo do Estado trabalha junto à União para transferi-la para a estação de trem Água Branca. Com isso, somado ao fato de a aviação executiva ganhar novos aeroportos privados, os aviões ATR [utilizados em voos regionais] poderiam utilizam o Campo de Marte, dando maior atratividade para idas ao interior, aponta.

Os aeroportos executivos localizados no entorno da capital paulista, que concentram o maior número de pousos e decolagens dessa categoria, também devem passam por reestruturações. Em Campinas, o Campo dos Amarais ganhará ampliação dos sistemas de pistas e pátios. O investimento é de R$ 7,7 milhões e deve ser concluído em março de 2013. As obras preveem ainda infraestrutura para novos hangares com a construção das vias de serviço para veículos e pista de rolamento.

Em Jundiaí, a obra para melhorias nos sistemas de auxílio à navegação foi licitada em agosto e deve custar R$ 4 milhões. Além disso, a pista do aeroporto de Sorocaba está sendo ampliada e há construção de novos hangares, com investimento de R$ 7,1 milhões. É um dos aeroportos com maior possibilidade de expansão, por conta da demanda e do espaço disponível no entorno do aeroporto, ressalta Saulo Abreu. Já em Bragança Paulista, as adaptações incluem melhorias na estação meteorológica, sinalização e drenagem, com custos de R$ 2 milhões.

Fonte: Atibaia News

Viracopos quer abrir 2ª pista em até 5 anos


A concessionária Aeroportos Brasil anunciou ontem que vai antecipar a entrega da segunda pista do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), de 2023 para 2017, o que vai aumentar a capacidade para 22 milhões de passageiros por ano e permitir que o terminal seja o primeiro no País a fazer pousos e decolagens simultaneamente em duas pistas.

Foi anunciada também a construção de uma estação de trem para conectar o aeroporto a dois modais ainda a serem construídos: o trem de alta velocidade (TAV), que ligará Rio-São Paulo-Campinas, e o Trem Expresso, do governo paulista, que ligará São Paulo-Jundiaí-Campinas. O anúncio da concessionária, que venceu o leilão em 6 de fevereiro, foi feito durante a apresentação do projeto do novo terminal de passageiros, que teve as obras iniciadas no dia 31 de agosto e vai ser entregue até maio de 2014 - elevando sua capacidade dos atuais 7 milhões de passageiros/ano para 14 milhões de passageiros/ano, com investimento de R$ 1,4 bilhão.

Dois fatores levaram o grupo de investidores a antecipar os planos de ampliação: o aumento maior de demanda aeroportuária em relação ao previsto no contrato e a meta de elevar a categoria do aeroporto e, assim, transformá-lo em um ponto de conexão para voos internacionais dentro da América Latina. "Quando o governo começou o processo de concessão, o movimento anual de passageiros colocado em Viracopos era de 7 milhões. Quando a gente assinou o contrato já eram 9 milhões", explicou o presidente do conselho administrativo da Aeroportos Brasil, João Santana. "O principal para ser ter a segunda pista é que ela transforma o aeroporto em um terminal de classe superior, com pistas modernas, que operam simultaneamente, dando oportunidade para que você atraia mais companhias."

Hoje, só a TAP e a TAM fazem voos internacionais por Viracopos. Mas a concessionária afirmou que não acredita em ociosidade de movimento. "O eixo econômico da região de Campinas vai atrair cada vez mais companhias aéreas", afirmou Santana. As obras de ampliação ainda vão mudar o perfil de Viracopos, que atualmente atende mais o movimento de cargas. "No fim do período de concessão de 30 anos essa composição será equilibrada", diz o diretor administrativo financeiro, Roberto Guimarães.

Projeto. A nova pista, que deve custar R$ 500 milhões, está projetada para ser feita a 2,5 km da atual e precisa ser liberada pela Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb). Também precisam ser concluídas as desapropriações de terrenos no entorno de Viracopos, feitas pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

O órgão ambiental estadual deu, em 30 de agosto, a licença para a construção da primeira etapa da ampliação. Ela prevê o novo terminal, com 110 mil m² de área, edifício-garagem com três pisos e capacidade para 4,5 mil veículos (o atual suporta 2,1 mil) e 28 posições para estacionamento de aeronaves com pontes de embarque e desembarque (fingers), o que não existe atualmente, além de sete posições remotas (com acesso aos aviões por ônibus).

Sustentabilidade. O projeto do novo terminal, que será entregue até a Copa de 2014, traz também inovações na área de sustentabilidade, como o telhado todo coberto com placas fotovoltaicas para geração de energia solar e a captação de água da chuva para o ar-condicionado. O novo terminal terá ainda esteiras horizontais rolantes para movimentação de passageiros, uma ponte subterrânea para o edifício-garagem, free shop, restaurantes, lojas de aluguel de carros e escritórios para órgãos públicos, além de salas comerciais.

Fonte: Estado de SP

27.4.12

Para Invepar, terceira pista em Guarulhos não é fundamental


A construção de uma terceira pista no aeroporto de Guarulhos (SP) não é vista como fundamental pela Invepar, que em parceria com a Acsa, da África do Sul, venceu a licitação para concessão do aeroporto. Além da possibilidade de otimizar as duas pistas já existentes, a obra poderia não ser viável diante de uma concessão de 20 anos.

Atualmente, as duas pistas não podem operar simultaneamente, diante da distância entre ambas. "Pode ser que com as duas pistas a gente consiga melhorar a tal ponto que não precise pensar em uma terceira pista", afirmou o diretor de novos negócios da Invepar, Hilário Pereira Filho, a jornalistas durante evento do setor aeroportuário em São Paulo.

Sobre essa eventual terceira pista, Pereira diz que "a Infraero fez diversos estudos... e a gente vê uma grande dificuldade de desapropriação. Naturalmente que isso não se faz só com desejo, se faz com muito planejamento".

"Agora, tem uma questão importante, porque são 20 anos de concessão e uma obra dessa não comporta uma viabilidade de curto prazo". Isso significa que o consórcio poderia não ver retorno desse investimento, de grande porte.

O diretor de novos negócios lembrou explicou ainda que, mesmo antes da assinatura do contrato de concessão, prevista para 25 de maio, a Invepar está em Cumbica "coletando informações" após a homologação do resultado do leilão pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

"Estamos coletando as informações iniciais para poder fazer os trabalhos exigidos pelo edital e no prazo que está colocado, e sem dúvida as melhores informações estão na própria Infraero", explicou Pereira. "Estamos procurando obter o máximo de dados para que poder circular no meio aeroportuário".

Pereira afirmou ainda que a Invepar "vai participar com todo o esforço" para promover uma infraestrutura de transportes, como uma linha de trem até Cumbica. "A CPTM tem projeto, o governo federal tem projeto. Isso só nos anima. E nós não vamos ficar só olhando".

Pereira disse ainda "está tudo certo" com o depósito das garantias exigidas pelo edital de concessão.

TAV

O diretor de novos negócios confirmou ainda que a Invepar tem certo interesse no Trem de Alta Velocidade (TAV), que deverá ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. "Agora o governo está redefinindo a modelagem e assim que definir se for o caso vamos dar uma olhada e ver como isso vai ser desenvolvido. A Invepar tem interesse em todas as infraestrururas. E se for conveniente a gente estuda.", disse Pereira.

"Alguém duvida que o Brasil precisa de um TAV entre Rio de Janeiro e São Paulo?", questionou. "O governo tem que ser insistente a produzir a melhor modelagem para garantir a viabilidade".

A Invepar e a sul-africana ACSA ficaram com o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, ao oferecer R$ 16,2 bilhões pelo empreendimento. A Invepar tem como sócios o grupo OAS e os fundos de pensão de empresas estatais Previ, Petros e Funcef.

O preço pago pela concessão do aeroporto mais movimentado do país foi quase 400 por cento acima do preço mínimo definido pelo governo, que era de R$ 3,4 bilhões. A oferta mais próxima da vencedora para Guarulhos foi de quase R$ 12,9 bilhões.

Em 2011, o aeroporto de Guarulhos registrou movimentação de 30 milhões de passageiros, e o local opera no limite da sua capacidade.

Fonte: Terra

20.4.12

Aeroporto de Congonhas terá mais 119 pousos e decolagens nos fins de semana


O Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, terá mais 119 pousos e decolagens nos fins de semana. Isso significará um aumento de 15% no número de operações do terminal, que atualmente já conta com 765 pousos e decolagens nos dois dias. Aos sábados, as operações passarão de 371 para 429 no horário das 6h às 22h30. Já aos domingos, o total de pousos e decolagens subirá de 394 para 455.

Esse acréscimo está dentro do número de slots (horários de pousos e decolagens) permitido em Congonhas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas até hoje as companhias aéreas não tinham tido interesse em utilizá-los. A Anac planejava ontem redistribuir quase o dobro deles - 227 slots (125 no sábado e 102 no domingo). No entanto, só houve interesse para 119.

Além de aumento na oferta de voos, vizinhos já temem o crescimento dos transtornos. 'Obviamente vão se multiplicar. Imagina ter no fim de semana barulho igual ao de segunda a sexta? É insuportável', diz o presidente da Associação de Moradores do Entorno do Aeroporto, Edwaldo Sarmento. Segundo ele, a intenção é pressionar para que a Justiça restrinja o horário de operação do aeroporto. O caso está na 3.ª Vara de Fazenda Pública - a intenção é retardar em uma hora a abertura do terminal, das 6h para as 7h. 'Não temos como contestar o número de slots porque a legislação permite esse aumento. O que podemos é fazer pressão para que aprovem medidas mitigadoras.'

Seis empresas terão mais voos nos fins de semana - a Webjet ficou com 38 slots, a Gol com 32, a Passaredo com 16, a TAM com 15, a Avianca com 14 e a NHT com 4. Até 18 de maio, a Anac deverá divulgar o resultado da habilitação das empresas participantes - após esse processo, as companhias poderão solicitar os novos horários de transportes.

De acordo com a legislação atual, em Congonhas, cada intervalo de uma hora pode ter no máximo 30 movimentos (pousos e decolagens), o que resulta em 496 slots por dia. Os slots de segunda a sexta-feira já estão todos esgotados.

Fonte: MSN

4.10.11

Construtora negocia aeroporto para aviação executiva em SP


A construtora JHSF, dona do Shopping Cidade Jardim, negocia com o governo a construção de um aeroporto internacional para a aviação executiva.

O investimento é estimado em R$ 400 milhões e prevê, além do aeroporto, o desenvolvimento imobiliário do entorno, com shopping centers e escritórios comerciais.

O novo empreendimento seria localizado a cerca de 50 km do centro da capital São Paulo, na região sul.

Com o crescimento da aviação comercial, a aviação executiva tem sido preterida nos aeroportos.

A frota de aeronaves executivas cresceu 17% nos últimos cinco anos, para 12.310 aeronaves, mas falta espaço nos aeroportos para acomodar o crescimento nos próximos anos.

Fonte: Folha

26.9.11

Novo aeroporto em SP amplia incerteza sobre futuras concessões


A cerca de três meses do prazo anunciado pelo governo federal para a concessão de três aeroportos no país, empresas interessadas nos terminais localizados no Estado de São Paulo estão diante de nova incerteza: a possível aprovação, nos próximos anos, de um terceiro aeroporto na região metropolitana da capital paulista. Defendido pelo governo estadual, o novo terminal pode interferir na demanda de passageiros e cargas de Guarulhos e, principalmente, na de Viracopos (em Campinas).

Para a construtora paranaense CR Almeida, que declarou o interesse nos aeroportos por meio do grupo EcoRodovias (com atuação em concessões de estradas e em logística), falta clareza em relação ao projeto. "O governo [federal] deve dizer de maneira muito clara o que vai fazer sobre esse terceiro aeroporto, porque ele 'rouba' passageiros e cargas e é muito mais próximo de São Paulo do que Campinas. Esse projeto tem uma capacidade de influência muito grande nos editais", diz o presidente da EcoRodovias, Marcelino Rafart de Seras.

A Infraero prevê que seja necessário um investimento de R$ 6 bilhões de 2012 a 2015 nos três aeroportos
Encabeçado por Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, o projeto do chamado Novo Aeroporto de São Paulo (NASP) estaria sendo desenvolvido para a cidade de Caieiras, na região metropolitana da capital. Embora não se pronunciem oficialmente, a Andrade já afirmou que estuda o projeto. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) já defendeu várias vezes a ideia - a última declaração foi na semana passada. O vice-governador, Guilherme Afif Domingos (sem partido), também defende publicamente o projeto. O governo federal, no entanto, segundo o próprio vice-governador paulista, é resistente ao projeto e prefere que investimentos sejam priorizados aos aeroportos já existentes.

Renato Abreu, presidente do grupo MPE - que participou do leilão do Aeroporto de São Gonçalo de Amarante e tem interesse nas próximas concessões -, concorda que o novo terminal pode interferir no resultado dos aeroportos de São Paulo. "Vai atrapalhar com certeza, principalmente Viracopos."

O projeto, bem como sua possível interferência no faturamento de outros aeroportos, é apenas uma das incertezas sobre o processo de concessões. Um segundo ponto é a participação exata e o papel da Infraero em cada sociedade de propósito específico que irá gerir os terminais. O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, já afirmou que a participação de até 49% da estatal é uma das únicas regras já certas para os editais. Há questionamentos ainda sobre como funcionará a autoridade portuária, figura a ser criada pelo governo para fiscalizar os serviços em cada aeroporto.

Além disso, a quantia de investimentos exigido nos editais para cada empreendimento também continua só como estimativa das empresas. Nem a Agência Nacional de Aviação Civil tem o montante e, oficialmente, diz que a questão ainda está em análise. A Infraero prevê, no entanto, que R$ 5,89 bilhões sejam demandados apenas no período entre 2012 e 2015, nos três aeroportos juntos - de acordo com documentos disponibilizados aos interessados. Ao longo de todo o período de concessão - também incerto, mas que pode se aproximar de 25 anos, como no terminal do Rio Grande do Norte (primeira do setor) -, os investimentos podem variar de R$ 3 bilhões a R$ 6 bilhões em um único aeroporto, estima Abreu, do grupo MPE. Ele acredita que a participação de um investidor estratégico, como um fundo, é fundamental para a disputa nos projetos. "São investimentos altos. Sem um parceiro desses, seria impossível", diz.

Para Guilherme Lopes do Amaral, advogado especialista em direito aeronáutico, a dificuldade da iniciativa privada em relação ao tema é devida à falta de histórico em relação ao processo de concessões. "É difícil para as empresas entenderem como será o processo e qual a rentabilidade do negócio", diz. Outra dificuldade seria em relação ao modelo de concessão. A do Rio Grande do Norte funcionou por leilão e vencia o maior valor de outorga. "O governo precisa decidir se esse é o melhor modelo. Uma possibilidade é a concessão com regras misturadas entre maior outorga e menor valor tarifário", diz Amaral. As empresas também acreditam que o governo pode impedir um grupo de conquistar mais de um aeroporto de grande porte. O setor espera definições do governo para as próximas semanas.

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/1016634/novo-aeroporto-em-sp-amplia-incerteza-sobre-futuras-concessoes/

15.9.11

Tribunal determina retomada das obras no aeroporto de Guarulhos


Obra tinha sido suspensa pela Justiça Federal em SP por falta de licitação.
Desembargadora entendeu que caráter emergencial da obra justifica.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região determinou nesta quarta-feira (14) a retomada das obras de construção do terminal remoto do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e a manutenção do pagamento à empresa contratada. O Ministério Público Federal em São Paulo ainda pode recorrer da decisão. O G1 não conseguiu localizar representantes do MPF para comentar o caso.

Na última segunda (12), a Justiça Federal em São Paulo determinou a paralisação da obra. De acordo com a Justiça, houve “contratação sem licitação” da empresa responsável pelo serviço, a Delta Construções S/A.

Na decisão desta quarta-feira, a desembargadora Marli Ferreira entendeu que a construção tem caráter emergencial, o que justifica a dispensa de licitação. A magistrada afirmou que as obras paradas seriam “grave lesão ao Estado e aos usuários do transporte aéreo”. “Não houve qualquer lesão aos cofres públicos. Haverá, sim, se passageiros inatendidos ingressarem com centenas de ações de ressarcimento por desídia na prestação do serviço público, por falha nos serviços pelos quais paga taxa de embarque”, disse a desembargadora.

Po ocasião da decisão judicial de segunda-feira de paralisar a obra, a Infraero alegou que não realizou procedimento licitatório devido à urgência causada pela proximidade da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. A dispensa da licitação, segundo a empresa, ocorreu para se evitar um “caos aéreo”.

A Infraero disse que no terreno em questão, chamado terminal remoto, funcionava um hangar da falida Vasp. Em julho, no seu site, a Infraero informou que a capacidade do aeroporto será ampliada em 5,5 milhões de passageiros por ano quando o terminal ficar pronto.

A previsão é que o equipamento comece a funcionar em dezembro e esteja totalmente pronto em janeiro de 2012. Na nota divulgada na época, a Infraero afirmou que “optou por fazer a contratação por dispensa de licitação a fim de atender à demanda existente”.

Fonte: G1 - Foto: Infraero/Divulgação

5.9.11

'Puxadinho' em Cumbica será permanente


Inaugurado o Módulo Operacional Provisório (MOP) do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (Cumbica), não será provisório. É o que diz a Secretaria de Aviação Civil e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) sobre o novo terminal, chamado de "puxadinho", com capacidade para receber 1,2 mil passageiros por hora.

"O nome está errado. Esse terminal vai continuar servindo Cumbica por um bom tempo", disse o presidente da Infraero, Gustavo do Valle. "O terminal é agradável, limpo, confortável. É um engano achar que isso não pode ser uma solução de longo prazo para o aeroporto."

O "puxadinho" de Cumbica fica em uma área remota no meio do pátio de aeronaves, desconectada dos terminais principais, e serve apenas para embarque. O passageiro continua fazendo o check-in e o despacho de malas no guichê da companhia nos Terminais 1 e 2 e, se a aeronave estiver estacionada perto do MOP, o embarque provavelmente se dará pelo "puxadinho". Ônibus da Infraero levarão os passageiros até o novo terminal. Inicialmente, qualquer companhia poderá fazer o embarque pelo MOP, mas Webjet, TAM e Avianca geralmente param nas posições mais próximas do terminal.

"Foi uma obra que pôde ser feita rapidamente, em apenas quatro meses, para atender o aumento da demanda. Para aeroporto, é preciso pensar em soluções alternativas", afirmou o ministro Wagner Bittencourt, da Secretaria de Aviação Civil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: DGABC

31.8.11

SBGR abre puxadinho para 1 mi de Pax


Sob ameaça de embargo das obras dos novos terminais remotos, o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, inaugura hoje um Módulo Operacional Provisório - o chamado "puxadinho" - que vai ampliar a capacidade do aeroporto em mais 1 milhão de passageiros.

Hoje, Cumbica tem estrutura para 20,5 milhões de pessoas e já recebe 30% mais que isso. Números da própria Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) mostram que o aeroporto vai fechar o ano com 31 milhões de passageiros.

O novo puxadinho tem 1,2 mil m² e seis portões de embarque remotos - nos quais passageiros pegam ônibus até aviões. A obra custou R$ 2,8 milhões. 

As próximas obras de infraestrutura previstas para Cumbica, porém, estão na mira da Justiça Federal. O Estado revelou ontem que a Procuradoria da República pediu a imediata paralisação das obras dos "puxadões", os terminais remotos de 24 mil m² que vão ocupar a antiga área dos galpões de carga da Vasp e da Transbrasil. A justificativa é que o contrato da obra foi feito sem licitação pela Infraero, ao preço de R$ 85,75 milhões, com previsão de entrega da primeira parte em dezembro. A Procuradoria quer agora que o contrato com a Delta - construtora escolhida para fazer a obra - seja anulado e a estatal abra um processo de concorrência.

Congonhas. Ontem, a Justiça Federal negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de suspender as operações do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo - o MPF questionava a segurança da pista depois do acidente com a avião da TAM em 2007, que matou 199 pessoas. 

Para a Justiça, os peritos que avaliaram a pista de Congonhas na época do acidente não julgaram necessária a interdição, e sim fizeram recomendações de segurança que já estão sendo seguidas.  

Fonte: Agência Estado / IFR Online

31.7.11

Após 4 anos, 3º aeroporto de SP será avaliado por Decea

Depois de quase quatro anos na gaveta, o projeto de construção de um terceiro aeroporto na Grande São Paulo pela Andrade Gutierrez e pela Camargo Corrêa está prestes a ter avaliada sua viabilidade operacional pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Detentoras do direito de compra de uma área de 9 milhões de metros quadrados em Caieiras, na região metropolitana, as empresas querem autorização para tocar o projeto em regime privado.

Em uma reunião realizada em julho na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Decea solicitou mais informações às empresas para estudar a viabilidade técnica do aeroporto, afirmou o chefe do setor que cuida do planejamento estratégico operacional no órgão, Julio Cesar de Sousa Pereira. Segundo ele, de posse desses dados, o Decea levaria um mês para concluir a análise.

De acordo com fontes, porém, o órgão já teria informado internamente ao governo que o projeto não é viável. O resultado reforça a pouca empolgação que o Planalto vem demonstrando em relação ao projeto. A Anac, agência reguladora do setor aéreo, nunca chegou a estudar a viabilidade de outorgar à iniciativa privada a construção e operação do novo aeroporto, revelou uma fonte.

Entre diretores da agência, as desculpas para a falta de ação mostram o caráter polêmico do projeto: o suposto rechaço da presidente Dilma Rousseff, a inviabilidade operacional alegada pelo Decea e até a contrariedade da Odebrecht, construtora rival da Andrade e da Camargo.

O novo diretor-presidente da agência, Marcelo Guaranys, porém, não seria contra a autorização, dizem fontes. Ele assumiu a Anac este mês. O governo de São Paulo é outro aliado à construção do terceiro aeroporto, embora não se posicione especificamente sobre o projeto de Caieiras. A visão é de que um investimento desse tipo seria uma solução para destravar os gargalos de infraestrutura, cujas pontas mais visíveis são as longas filas em Congonhas e Guarulhos.

Uma reunião entre a Secretaria Estadual de Logística e Transportes e a Anac para tratar do assunto, programada para junho, foi cancelada. A agência teria alegado problema de agenda, informou a assessoria de imprensa da pasta. O secretário Saulo de Castro tem uma reunião prevista com o ministro da Secretaria da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, "para breve", mas ainda sem data marcada. Pela assessoria, ele disse que prefere não dar entrevista antes do encontro.

Um dos motivos de o governo não incentivar um terceiro aeroporto em São Paulo é a convicção de que conseguirá tirar do papel o projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) ligando Rio, São Paulo e Campinas.

Para técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que trabalharam nos estudos para o edital do frustrado leilão do trem-bala, a ligação entre São Paulo e Campinas viabilizaria o Aeroporto de Viracopos como terceira opção para a Grande São Paulo. Os estudos do TAV foram conduzidos no BNDES sob a liderança do atual ministro Wagner Bittencourt, que foi diretor de infraestrutura do banco.

No caminho do aeroporto de Caieiras, a 35 quilômetros de São Paulo, está ainda a Infraero. O governo vê que a construção de um novo aeroporto na região pode atrapalhar uma futura abertura de capital da estatal. Mais um aeroporto na Grande São Paulo também poderia reduzir o valor ofertado pelos consórcios interessados nas concessões de Guarulhos e Viracopos.

Segundo um consultor, o governo também teme que a autorização do projeto seja vista como um favorecimento às empresas. No entanto, mesmo que o governo chamasse outros possíveis interessados, as duas construtoras seriam as vencedoras, pois outros grupos teriam dificuldades de encontrar um terreno.

Procurada, a Camargo Corrêa não quis comentar o assunto. A Andrade Gutierrez confirmou, em nota, que "continua interessada e trabalhando para o sucesso do terceiro aeroporto de São Paulo". A SAC não respondeu às perguntas da reportagem.

Fonte: Parana Online

25.7.11

Congonhas amplia área de embarque a partir de segunda-feira

A partir desta segunda-feira, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ganhará um novo acesso às salas de embarque para atenuar as filas, que aumentaram na última semana em virtude do período de férias escolares e das promoções das companhias aéreas. O aeroporto ganhará quatro novos pórticos para inspeção de raio-X, que ficarão localizados no térreo e serão somados aos seis que funcionam atualmente no primeiro andar.

De acordo com a Infraero, que administra o aeroporto, os equipamentos já estavam com a estatal. A expectativa é que o novo acesso - que ficará no saguão central do aeroporto e ocupará a antiga sala da Polícia Federal - diminuirá pela metade as filas para o embarque. Funcionários da Infraero vão orientar os passageiros e organizar o fluxo entre os pórticos do térreo e primeiro andar.

Fonte: Terra

27.6.11

Aprovado projeto para ampliação do aeroporto internacional de SP

O Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, o mais importante do Brasil, vai dobrar sua capacidade de passageiros ao fim da construção do terceiro terminal, obra que estará 40% finalizada para a Copa do Mundo do Brasil, em 2014, publicou neste domingo o jornal "Folha de S.Paulo".

De acordo com a publicação, o projeto, que já foi aprovado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), prevê a construção de terceiro terminal de 230 mil metros quadrados com capacidade para 19 milhões de passageiros ao ano, bem próximo dos 20,5 milhões de pessoas que o aeroporto recebe atualmente.

Conforme o jornal, que faz referência à revista especializada "Monolito", a Infraero prevê a conclusão de 40% das obras para o fim de 2013, com a aplicação de R$ 716,6 milhões, o que representaria aumento da capacidade de passageiros de 10 milhões de pessoas.

O restante do projeto, para mais 19 milhões de passageiros, será finalizado depois da Copa do Mundo de 2014.

Segundo o escritório de arquitetura vencedor do projeto, que tem forma de avião, a diretriz recebida por parte das autoridades é que fosse uma obra de rápida execução.
"Será uma obra mais de montagem mecânica do que de construção civil", detalhou um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, Mário Biselli, quem explicou que serão utilizados materiais pré-fabricados e metálicos.

O projeto da prioridade aos materiais leves e para entrada de luz natural e a licitação para a construção da obra depende dos requisitos técnicos e está prevista para final deste ano.

O plano de construir um terceiro terminal para o aeroporto de Guarulhos, que no ano passado recebeu 26 milhões de passageiros, acima de sua capacidade, tem 17 anos.

Uma das preocupações dos especialistas está nas pistas de aterrissagem e decolagem, atualmente em número de duas, que acreditam entrarão em colapso com o aumento de passageiros após a ampliação do aeroporto.

Fonte: Terra

14.4.11

Aeroporto de Congonhas completa 75 anos de funcionamento

O Aeroporto de São Paulo/Congonhas completa neste mês 75 anos de atividades. Segundo maior aeroporto em movimentação de passageiros (atrás apenas de Guarulhos), Congonhas cresceu juntamente com a cidade de São Paulo. 

Nesse ínterim, recebeu uma série de investimentos que o fizeram acompanhar o crescimento de uma demanda em constante expansão. Atualmente, a Infraero está empenhada na construção da nova torre de controle orçada em R$ 14,8 milhões. Com 40 metros de altura, a nova torre garantirá aos controladores de voo maior visibilidade do sistema de pistas e pátio, conferindo maior segurança às operações de pouso e decolagem. 

A obra tem conclusão prevista ainda para o primeiro semestre de 2011. O aeroporto possui duas pistas para pousos e decolagens, com movimentação diária de 43 mil passageiros e capacidade anual para 17,1 milhões. O terminal de passageiros possui 81 balcões de check-in, 10 elevadores, oito escadas rolantes, cinco esteiras de restituição de bagagens, além de 65 opções de lojas e serviços. Os usuários contam ainda com um edifício garagem com mais de três mil vagas para estacionamento de veículos.

Fonte: Revista Flap

29.1.11

Infraero obtem licença prévia de obra em Viracopos (SP)


A Infraero deu um passo importante para a ampliação do Aeroporto Internacional de Campinas/Viracopos nesta quinta-feira (27/1). Por unanimidade, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou o parecer técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), disponibilizando a Licença Ambiental Prévia para o início da ampliação do aeroporto. 

Durante a reunião do Consema, o superintendente de Meio Ambiente da Infraero, Mauro Cauville, apresentou os projetos de ampliação de Viracopos e respondeu aos questionamentos feitos pelos membros do Conselho. “Foi um trabalho exaustivo da Infraero, em conjunto com a Prefeitura de Campinas e a própria Cetesb”, afirmou o superintendente. Para Jaime Henrique Caldas Parreira, diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Infraero, a parceria tornou possível se chegar a um bom termo e, de fato, iniciar os projetos. “Teremos o grande aeroporto da região metropolitana de São Paulo, com uma capacidade extraordinária num horizonte médio e longo”, comemorou Jaime Parreira. 

Também acompanharam a reunião no Consema os superintendentes da Regional São Paulo, Willer Larry Furtado, e do Aeroporto de Viracopos, Lilian Ratto Neves. 

O Plano Diretor de Viracopos prevê obras que transformarão o Aeroporto Internacional de Campinas no maior da América do Sul, com capacidade para atender mais de 62 milhões de passageiros, além de 570 mil operações de pousos e decolagens e 720 mil toneladas de cargas ao ano. 

Em 2008, a Infraero deu entrada no Estudo e Relatório de Impacto Ambiental junto à Cetesb e, em fevereiro e maio de 2009, realizou audiências públicas nas cidades de Campinas e de Indaiatuba, respectivamente. 

Entre maio de 2009 e novembro de 2010, a Infraero estabeleceu entendimentos junto aos órgãos ambientais em relação à viabilidade do empreendimento e às condicionantes de sua implantação, o que culminou em dezembro último com o parecer favorável e agora com a emissão da licença. 

As obras de ampliação e melhorias do Aeroporto Internacional de Campinas contemplam, na sua primeira fase, a implantação do Terminal de Passageiros, nova pista de pouso e decolagem, expansão dos Terminais de Carga, sistema viário, expansão de pátios de aeronaves e aviação executiva. Nesta fase, estes investimentos somam R$ 823 milhões, com horizonte de conclusão em 2015.

Fonte: Panrotas

8.1.11

MP quer obrigar aéreas a compensar poluição no aeroporto de Cumbica

O Ministério Público de São Paulo quer obrigar as empresas aéreas a compensarem pela poluição que provocam no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. A tentativa de um acordo com as companhias fracassou e, por isso, dezesseis empresas já estão sendo acionadas na Justiça.

Durante as milhares de operações de pouso e decolagem, os aviões jogam toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), a aviação é responsável por 3% da poluição no planeta. No brasil é mais do que o dobro, 7%.

Agora, as empresas aéreas terão de neutralizar, pelo menos em parte, as emissões de poluentes em São Paulo. Esta é a primeira ação do gênero na Justiça brasileira. Isso só aconteceu porque as empresas aéreas se recusaram a fazer um acordo, temendo um efeito multiplicador em outras cidades. 

A lei brasileira determina a diminuição da emissão de poluentes. Nas grandes cidades, por exemplo, quem tem carro já faz isso através da inspeção veicular. Por isso, o MP vai exigir a adequação das companhias aéreas. Parte das 42 empresas já estão sendo acionadas.

Fonte: Band

9.12.10

Pista principal de Guarulhos deve parar por 2 meses

Entre 27 de março e 19 de maio de 2011, a pista principal do aeroporto de Guarulhos, a RLW 09L 27R, na qual são operados vôos nacionais e internacionais, deverá ser interditada para obras essenciais de adequação da pista e segurança, com recuperação estrutural e revitalização.

A informação foi dada por Lucínio Baptista da Silva, que comanda a Superintendência Regional de São Paulo, e foi convidado pelo diretor de Turismo e Entretenimento da SP Turis, Luiz Sales, para mostrar as mudanças durante a reunião do Comtur – Conselho Municipal de Turismo.

O cronograma proposta pela Infraero, que conta com mais etapas, já foi apresentado à Anac a quem, segundo ele, também caberá a redistribuição dos vôos ao lado do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) do Departamento de Controle de Tráfego Aéreo.

“O aeroporto de Guarulhos têm capacidade para receber 44 aeronaves nos horários de pico, mas não opera o dia todo com este movimento. A idéia é que os vôos possam ser remanejados para outros horários, quando não há tanta demanda”, explicou o executivo.

No entanto, ele admite que Guarulhos possa perder alguns vôos. “A decisão será empresarial, mas acreditamos que eles poderão ser redistribuídos e seguir pousando em Guarulhos”, continuou.

Lucínio Baptista da Silva fez um panorama geral de Guarulhos, passando pelos demais aeroportos paulistas, entre eles Congonhas, Viracopos, São José dos Campos e Campo de Marte, que respondem à Superintendência Regional São Paulo. Acompanhe no Plantão de Notícias e no Jornal PANROTAS da próxima semana mais novidades.

Sua apresentação aconteceu no Palácio de Convenções do Anhembi. O encontro do Comtur foi comandado pelo vice-presidente Tasso Gadzanis ao lado de Luiz Sales, já que o presidente Caio Luiz de Carvalho estava na coletiva de apresentação do Réveillon na Paulista. Em seguida, Caio Carvalho e Sales voaram para Brasília para receber o prêmio Melhores Práticas do Ministério do Turismo.

Fonte: Panrotas

3.12.10

Construtoras buscam área maior para novo aeroporto de SP

As construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez negociam um plano B para levar adiante o projeto de construção de um aeroporto no município de Caieiras, na região metropolitana de São Paulo. As empreiteiras, conforme apurou o Valor, têm mantido conversações com a Companhia Melhoramentos de São Paulo, dona de boa parte da área territorial de Caieiras. O objetivo é adquirir um terreno da Melhoramentos fora da região central da cidade, onde a obra poderia ser realizada sem grandes dificuldades relacionadas a licenciamento ambiental e desapropriação de imóveis. 

Segundo uma fonte próxima às negociações, neste momento as discussões buscam ajustar um preço para a possível aquisição da área. No alvo está parte de uma área da Melhoramentos que atinge cerca de 27 milhões de metros quadrados. O projeto é acompanhado com expectativa pela prefeitura de Caieiras. "Fomos contrários ao primeiro projeto do aeroporto na cidade porque a ideia inicial era construí-lo no centro da cidade", diz o prefeito Roberto Hamamoto (DEM). "Mas agora sabemos que as negociações em curso consideram uma área retirada do centro, o que seria um projeto excelente para o município, já que é bem mais fácil de ser executado." 

Procuradas pela reportagem, as duas construtoras não quiseram comentar o assunto. Por meio de nota, a Companhia Melhoramentos de São Paulo informou que, como "principal proprietária de terras em Caieiras, reforça seu objetivo, já amplamente divulgado, de promover o desenvolvimento urbano sustentável de suas terras na região metropolitana de São Paulo". A empresa informou que, sobre construção de aeroporto, "não existe qualquer venda de terras realizada com esta finalidade." 

A ideia de construir um terceiro aeroporto em São Paulo é antiga. Foi apresentada em 2007 por Nelson Jobim, quando ele assumiu o Ministério da Defesa. A cidade de Caieiras virou alvo do projeto depois que a Camargo Correa comprou, em dezembro do ano passado, uma área de 5,2 milhões de metros quadrados (área equivalente à metade da cidade de São Caetano) da Melhoramentos. A ideia da construtora era erguer um bairro para cerca de 80 mil moradores, mas a possibilidade de construir um aeroporto passou a ser considerada. Essa alternativa enfrentou forte resistência da prefeitura, que cobrou a construção do empreendimento imobiliário. 

Caieiras reúne condições favoráveis ao projeto aeroportuário. Localizada a 30 km do centro de São Paulo - Cumbica fica a cerca de 20 km -, a região é abastecida por uma estação de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e por ligações com o rodoanel Mário Covas e as rodovias Anhanguera e Bandeirantes. Além disso, pesa na conta o fato de a Melhoramentos ser dona de quase 60% das terras da cidade, diz o prefeito Roberto Hamamoto. "Essa facilidade de negociar uma grande área privada com um único dono não existe em qualquer outro município da região", comenta. 

O sucesso do projeto. contudo, depende ainda de regulamentações do setor de aviação e até mesmo do destino que será dado à Infraero. Há planos para abrir o capital da estatal, o que teoricamente lhe daria mais musculatura financeira e independência política. Hoje, a Infraero é responsável por administrar os principais aeroportos do país, mas a infraestrutura é patrimônio da União. Procurada, a Infraero não comentou o assunto. 

No governo, o estímulo a parcerias público-privadas e a concessões para construção de novos aeroportos é visto como atalho para resolver as limitações que estrangulam o setor. "Como está hoje, a Infraero não tem capacidade de administrar a situação", diz Carlos Campos, coordenador de infraestrutura econômica do Ipea. "A tendência é o setor caminhar para uma combinação de decisões, que passam pela abertura de capital da Infraero e entrada da iniciativa privada nas construções e ampliações dos aeroportos", acrescenta. 

Os projetos já existem, o que falta é sair do papel. É esperado para início do ano que vem o leilão para a construção do aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante, em Natal (RN). O modelo inédito de concessão prevê a entrada do setor privado, apoiado por financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O mesmo modelo deverá ser usado para a ampliação de aeroportos como o Galeão, no Rio, Viracopos, em Campinas (SP) e Cumbica, em Guarulhos (SP).

Fonte: Valor Econômico