Mostrando postagens com marcador Varig. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Varig. Mostrar todas as postagens

14.5.13

Indenização bilionária à Varig chega ao Supremo


O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar um pedido da extinta companhia aérea Varig para que os cofres públicos arquem com R$ 3,057 bilhões em prejuízos causados pelo congelamento dos preços de passagens aéreas nacionais do Plano Cruzado (1986). A ministra Cármen Lúcia votou a favor da companhia, mas um pedido de vista do presidente da Corte, Joaquim Barbosa, adiou a conclusão do caso. Não há prazo para o processo voltar ao plenário.

Se essa decisão for mantida, advogados da União afirmam que o tribunal abrirá um precedente importante. A depender da amplitude da decisão, o governo federal poderá, por exemplo, ser alvo de pedidos de indenização por prejuízos provocados a empresas em razão de medidas de política econômica.

Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia afirmou que as medidas baixadas pelo governo José Sarney comprometeram o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, provocando danos à Varig. Segundo a empresa, as tarifas impostas pelo governo eram insuficientes para arcar com as despesas e renumerar a atividade da companhia.

A ministra argumentou que a Varig, como concessionária de serviço público essencial, não tinha como contestar ou se defender das medidas baixadas pelo governo. Segundo Cármen Lúcia, aposentados da empresa estão sendo prejudicados e “pagando com a própria vida” os prejuízos causados pelo congelamento de preços.

Segundo o advogado Eduardo Braga Paes, que representa o fundo de pensão Aerus, alguns aposentados só teriam o benefício garantido até junho deste ano. E estariam recebendo apenas 10% do valor devido.

O processo da Varig tramita desde1993. O direito à indenização já foi reconhecido pelo Tribunal Regional Federal da 1.ª Região e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso agora depende do Supremo.

fonte: O Estado de S.Paulo 

25.6.12

Tribunal da Justiça do Rio realiza leilão da Varig nesta semana


Primeiros beneficiados com a venda dos bens serão os empregados

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro realiza na próxima quinta-feira (28), a partir das 11h, o leilão de imóveis e sucatas de aeronaves da Varig, Rio Sul e Nordeste Linhas Aéreas. O leilão foi determinado pelo juiz Luiz Roberto Ayoub, titular da 1ª Vara Empresarial da Capital, e acontecerá no auditório da Corregedoria Geral da Justiça, localizado no Fórum Central, na avenida Erasmo Braga 115.   

Do total das sete sucatas de aeronaves que serão vendidos, cinco estão no aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador,  zona norte do Rio, e duas no aeroporto Salgado filho, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 

Os imóveis e salas comerciais estão  avaliados em mais de R$ 40 milhões e estão localizados em diversas cidades brasileiras, como Recife, Ceará, Maceió, Salvador, Belo Horizonte, Blumenau,  Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo, segundo o juiz Luiz Ayoub. 

— Graças à nova lei, já há uma possibilidade de alienação sem a formação do quadro geral de credores. Esta foi a grande novidade que a Lei de Falências e Recuperação Judicial proporcionou neste caso.

Ele disse também que os primeiros beneficiados com a venda dos bens da Varig serão os empregados que continuaram trabalhando depois da falência e fornecedores. O segundo grupo será de funcionários e demais colaboradores. Após, virão credores com garantia real, como o Aeros Fundo Previdenciário. 

Os leiloeiros públicos oficiais que farão o pregão são Luiz Tenório de Paula, Silas Barbosa Pereira, Rodrigo Lopes Portella e Jonas Rymer.

Fonte: R7

2.3.12

A saga dos VARIGUIANOS (por Cássio Oliveira)


"Estarrecido li uma matéria no JORNAL DO BRASIL do último dia 14/02, onde nos retratam a situação de verdadeira calamidade que os antigos funcionários da PIONEIRA estão submetidos.

Aquelas pessoas que foram responsáveis por nos fazer sentir orgulho de sermos brasileiros, nos permitiram esse sentimento quando inaugurávamos um vôo novo para Petrolina, ou mesmo Juazeiro, Teresina, Araguaína, enfim desbravávamos o Brasil abrindo caminho para milhares de brasileiros se conectarem com praticamente o mundo todo.

Foram essas pessoas que trabalhando num grupo gigantesco nos permitiam desfrutar de um Hotel Tambaú em JPA ( até hoje um marco naquela cidade) ou um ótimo hotel em Boa Vista, ou acreditar no projeto da Belém-Brasília e construir um hotel de bom porte em Santarém, isso sem falar no Tropical Hotel Manaus (inaugurado em 1976 e até hoje um ícone), ou mesmo o Hotel das Cataratas que já em 1.970 se preocupava com a formação de mão de obra (tinha uma verdadeira universidade no sub-solo) isso em 1.970…

e quando chegavámos ao Rockefeller Center em NYC ou na Champs Elyseé em PAR e viámos aquela loja com a revista Cruzeiro ou Manchete e sentávamos para ler os jornais do dia como nos sentiamos?

Pois bem foi graças à esses trabalhadores que acreditaram no sonho de RUBEN BERTA que tivemos todos esses momentos de ORGULHO, PRAZER, e por que não TESÃO de ser brasileiro.

O que estamos dando em troca para essas pessoas? Vocês já pensaram que poderiam ser seus pais, tios, avós, enfim alguém de sua família que dedicou uma vida toda por uma causa, é isso mesmo, a VARIG era uma causa e não um emprego e depois ficaram abandonados por manobras jurídicas que os jogaram ao ostracismo.

Se a VARIG acabou por se tornar ineficiente pelo motivo A ou B não vem ao caso.

O que temos que pensar é se há justiça em abandonar nas páginas internas dos jornais a causa desses brasileiros que fizeram a diferença, como você se sentiria se eles fossem seus parentes que te sustentaram e hoje estão em situação de penúria?

Estarrecedor ler que a taxa de mortalidade desse grupo aumentou 50% nos últimos anos…POR DESGOSTO!

Nós que militamos na indústria do turismo não temos como deixar de conhecer alguém que trabalhou na VARIG. Eu mesmo sempre tive muito ORGULHO de ter aprendido a trabalhar lá. Era com o peito estufado que atendia ao telefone falando “RESERVAS VARIG e CRUZEIRO BOM DIA!”, depois era Cássio da VARIG, e assim por diante, isso sem contar que minha infância toda passei como dependente do ALFREDO SALLES OLIVEIRA – DIRETOR DA VARIG! e para que serve tudo isso?

Vamos deixar todos esses trabalhadores ABANDONADOS, esperando mais de seis anos um processo tramitar sem julgamento?

Meus amigos leitores, não podemos nos conformar com isso, nem fingir que não sabemos o que está acontecendo, no mínimo devemos apoiá-los e mostrar nossa indignação pela forma como estão sendo tratados pelo nosso GOVERNO.

Seja na esfera do judiciário, seja no poder executivo, se houvesse um pouquinho mais de empenho ou de vergonha, ou mesmo de consideração já poderíamos ter uma saída honrosa para esses brasileiros que tanto orgulho nos deram."


Obs.: Essa postagem do Blog Panrotas foi produzida em função de uma matéria no JB... o link original da matéria é  http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/02/14/sem-amparo-aposentados-da-varig-lutam-para-receber-pensao/

27.2.12

Gol começa voos rumo aos Estados Unidos (Por Alexandre Sales Thamaro)




“Extra, extra! Gol começa vôos rumo aos Estados Unidos com latas de sardinha voadoras”

Desde que a rosa dos ventos da Varig se tornou laranja, começou o bolão do mercado em saber quando que a Gol iria querer voar para os Estados Unidos. E o título desse texto provavelmente ilustrará os vôos internacionais com o Padrão Gol de Voar.

No mês passado, surgiram boatos de que a Gol estaria preparando a volta da Varig para vôos internacionais, sendo que até o renomado jornal Brasil Econômico noticiou tal fato. Ainda de acordo com ele, a companhia se candidatou a comprar oito aeronaves Boeing 787, usando os slots de produção da Gulf Air, uma companhia asiática, que recentemente cancelou a encomenda.

Relembrando ainda mais os fatos: A Laranjinha resolveu comprar a Varig quando a recém vegetada Varig Log a colocou a venda, depois de ter organizado o hangar. Renovou totalmente sua frota e reiniciou os vôos internacionais de longo curso e lançou a classe Comfort, com aeronaves Boeing 767-300ER e um único 767-200ER, aeronaves das quais chegou a operar 10 exemplares simultaneamente. Veio a crise do petróleo e os vôos de longo curso passaram a ser operados por acordos de code-share da Gol, mas colocou aeronaves “Varig”, equipadas com duas classes de serviço (Econômica e Comfort) para operar os vôos internacionais entre a América Latina.

No fim de 2011, a Delta Airlines abocanhou uma participação acionária na Gol e duas aeronaves Boeing 767 oriundas da companhia da cauda laranja, em troca de US$ 100 milhões. Some a isso a compra da Webjet e perceba o tamanho da preocupação da Gol em relação à LATAM, que tem previsão de concluir essa fusão até o fim de 2012.

Agora o título não se refere aos fatos acima relacionados. Mas sim às três primeiras linhas desse artigo: Semana retrasada, foi publicada no Diário Oficial da União a tão sonhada autorização da Gol para voar rumo à terra do Tio Sam. O que confere com os rumores da volta da moderna Estrela Brasileira aos céus desse planeta.

Apenas se sabem que são 14 freqüências semanais autorizadas, mas nenhum destino ou horário de vôo foi informado. No meu ponto de vista, é impossível a companhia da rosa dos ventos laranja adquirir aeronaves confortáveis e competitivas para concorrer não só com as companhias estrangeiras, mas com a própria companhia da cauda vermelha. Não é segredo de ninguém que a Gol quer o produto mais barato possível, e não importa que seja velho. Conforme um dos meus primeiros artigos, a Laranja Dinâmica não iria ficar chupando o dedo enquanto a TAM voava atrás do sucesso. Especulou a compra da TAP e viu que o buraco seria mais embaixo, pois teria que concorrer com um mercado muito mais competitivo e a questão frota iria ser difícil de ser resolvida. Vale lembrar que a frota da companhia portuguesa é exclusivamente de origem Airbus.

Vamos remoer ainda mais a memória: Quando a compra da Varig foi divulgada, a Gol anunciou que provisoriamente operaria aeronaves Boeing 767-300ER e um 767-200ER, arrendados de várias origens, que juntamente com os Boeing 737NG, oriundos da Gol e outros próprios, iriam compor a frota da companhia. Mas conforme dito no começo, os vôos internacionais quase levaram a Gol à bancarrota, dando-lhe um tremendo prejuízo. Os 767 foram devolvidos e os 737 passaram a voar as rotas internacionais da Laranja.

E agora, a renovação da frota está indefinida, pois são apenas rumores essas notícias dos 787. Mas a Estrela Brasileira irá voltar, com certeza. Mas ninguém sabe quando.

Enquanto isso, no Chile...

A LATAM não irá receber a Varig/Gol de braços abertos, desejando sorte ou com um pagodinho regado com um bom churrasco gaúcho para homenagear a concorrente. Vai fazer exatamente o contrário, tentando exterminar a concorrente.

Tanto a LAN como a TAM são mais conhecidas internacionalmente que a Gol, mas não tão conhecidas como a Varig. Foi exatamente esse o maior motivo da compra da Varig. Quem não se lembra da enxurrada de notícias sobre quem iria arrematar o passe da companhia da cauda azul? TAM e LAN disputavam a empresa, mas a Gol teve um pouquinho mais de agilidade...

As duas companhias estão recebendo novos aviões todos os meses praticamente, e o que facilita é que a maioria dos aviões recebidos pela LAN são Boeing 767-300ER, novinhos em folha, que voam pelo planeta nas rotas da companhia da estrela azul. O que certamente irá acontecer será uma rede de promoções, para ver quem enche mais os aviões. Mas isso será difícil, pois se os Boeing 787 vierem para as terras brasileiras, a Gol com certeza irá investir no marketing de sua aeronave. O substituto irá concorrer com o substituído.

A TAM irá fazer seu dever de casa duas vezes, pois irá concorrer ainda mais no mercado doméstico e fechar o mercado internacional para si mesma, pois domina quase 90% desse. Mas terá preferência em fechar o internacional, pois ela pode ser líder, mas quem se orgulha e não age em nada, perde toda a liderança.

Conclusão

“A propaganda é a alma do negócio”. E disso, as três companhias entendem muito bem, pois sem elas, não sobrevivem. Já cansei de ver propagandas coladas nos encostos das poltronas ou nos vídeos exibidos nas aeronaves.

Um conselho para a Laranjinha: Se você não investir em aviões modernos, vai ser um tiro na barriga, pois avião novo se paga em relação a avião velho, tanto que os passageiros do Boeing 787 e do Airbus A380 declaram que se sentem mais seguros nesses modelos, e que evitam voar o 767, A300, A310, 757, mesmo que seja novo de fábrica. Avião novo e voado é melhor que avião antigo e pouco voado.

Outro conselho para a Gol: Proibido Boeing 737-800 de classe Sardinha e com escalas para abastecimento servindo barrinhas de cereal. Os passageiros adoram produtos BBB (Bom/ Bonito/Barato). E disso a Gol entende como cada centavo de seu suado lucro.

A LATAM irá queimar muita gordura para impedir esse avanço. E se a união faz a força, que acelerem logo essa fusão, pois é necessária.

Outra consideração importante: LATAM, por favor, faça muitas promoções, pois ainda pretendo viajar para o exterior de avião. E não só eu faço esse pedido, mas milhões de eventuais passageiros oriundos da Classe Média.

As armas e regras estão aí, mas ninguém deu o pontapé inicial para essa batalha. Mas das profundezas de minha alma que possui asas: Que as três sobrevivam e tenham sucesso.

Frase da Semana

“Esqueça tudo sobre o que você aprendeu sobre sustentação, gravidade, empuxo e arrasto ou qualquer outra matéria. O que faz um avião voar é o dinheiro”

Fonte: Canal Piloto - Por Alexandre Sales Thamaro

14.2.12

A VARIG dos MD-11 A VARIG dos MD-11


Com seu primeiro pouso no Brasil em 1992 os McDonnell-Douglas MD-11 foram durante 16 anos o trunfo da salvação para a VARIG, Vasp, Tam e VRG levando o Brasil ao patamar de principal cliente dos MD-11 (versão passageiro) que a Boeing/McDonnell-Douglas já teve.



A Varig já visava por volta de 1985 a encomenda de aeronaves mais modernas para substituir seus antigos 707 e DC-10 que voavam para a Europa, América do Norte e Ásia a pelo menos uma decada. Em 30 de Dezembro de 1986 o grande trirreator intercontinental norte-americano chegou ao mercado mundial e é claro às rápidas encomendas das colossais concorrentes mortais Vasp e VARIG. Em Novembro de 1991 o primeiro MD-11 (PP-SOW) chega ao Brasil nas cores da VARIG, no mês seguinte já era possível ver o PP-SOZ em solo brasileiro. Ambos configurados para 271 passageiros em três classes oferecendo maior conforto que sua concorrente Vasp (que detinha mais destinos internacionais) que havia em seus MD-11 a lotação máxima de 283 passageiros.

VARIG E SEUS MD-11 EM 1993 - 6 aeronaves - Voos diários do Brasil (Rio e São Paulo, entre outras localidades) para Paris prosseguindo viagem duas vezes por semana para Roma e uma vez por semana para Zurich.



VARIG E SEUS MD-11 EM 1998 - 12 aeronaves - Voos diários do Brasil para Amesterdã, Bangkok, Buenos Aires, Frankfurt, Compenhagem, Hong Kong, Johannesburgo, Londres, Milão, Roma, Paris e Nova York.

Em 2000 com a concorrência vermelha, o congelamento de tarifas, ocorrido em 1990, preços do petroleo e mudanças no mercado internacional, a VASP e a VARIG entraram em uma profunda depressão financeira da qual nunca mais sairiam. A VASP muda a configuração de seus MD-11 de 283 passageiros para 375 passageiros enquanto a VARIG altera de 271 para 283 passageiros. Essa atitude adotada pela VASP foi uma espécie de suicídio pois a companhia operava 13 destinos com seus MD-11 exclusivamente enquanto a VARIG operava 11 destinos com o MD-11 sendo alguns deles compartilhados com os 767. Com o aumento exessivo das poltronas na VASP os passageiros começaram lentamente a migrar da VASP para companhias aéreas internacionais e, é claro, para a VARIG. Sem dinheiro mais para nada a VASP encerra suas atividades em terras descontínuas ao nosso território ainda no mesmo ano. A partir de então restava apenas a VARIG e a vermelha pimenta como companhias bandeiras no exterior. 


Ainda em 2000 a companhia aérea mais querida do Brasil arrenda 3 aeronaves da VASP para compor sua frota. Foram elas o PP-SOW, PP-SOZ e PP-SFD, que voariam até maio de 2004 na VARIG. #Curiosidade o PP-SFD, encomendado originalmente pela VASP, foi o único MD-11 no mundo a passar por 4 companhias aéreas em menos de 10 anos. PP-SFD - VASP (1996-2000) # PP-VQX - VARIG (2000-2006) # PP-MSJ - TAM - (2006-2009) # N573FE - FedEx (2009-Atual)#.

A bagunça imposta pela sua administração na VARIG era visível em 2004 quando a companhia brasileira além de estar a beira de um colapso total arrendou mais 4 MD-11 da Swissair. Vantagens do arrendamento: Mais aeronaves para compor a frota. Desvantagens do arrendamento: os MD-11 são aeronaves que consomem muito combustível, portanto não indicado para empresas como a VARIG em 2004. Além do mais, todas as aeroanves MD-11 que a VARIG tinha em sua frota voavam com motores General Eletric GE CF6-80C2D que eram mais baratos, consumiam menos e sua manutenção era sempre tranquila, sem problemas. Mas as aeronaves arrendadas da Swissair tinham motores Pratt & Whitney PW 4460, ou seja era o caos quando uma aeronave MD-11 ia para a manutenção. Motores diferentes = Equipe, cuidados e peças diferentes.

O fim passivo dos MD-11 da VARIG chegou em 2006 quando  a empresa foi leiloada em Julho daquele ano. Alguns MD-11 foram para a Variglog, outros foram sucateados no deserto do Arizona, EUA, outros foram para a TAM e alguns poucos encaminhados à VRG. Entra agora a 5ª e última empresa aérea brasileira à voar com os MD-11. Todos sabemos que a VRG é o resultante positivo do leilão da VARIG ocorrido em 2006 e portanto uma empresa diferente da Pioneira. A VRG Linhas Aéreas utilizou o MD-11 durante a administração do Grupo Matlin Petterson (controlador da Variglog) entre 2006 e 2008. O último voo nas cores azul e branca da empresa VRG foi na rota Paris-São Paulo(GRU) no voo RG 8741 do dia 7 de Junho de 2007.

A aeronave que fazia este último trecho foi o PP-VQG que em 2008 foi o último MD-11 variguiano a ser repassado à outra companhia aérea, no caso a Aeroflot da Rússia. Hoje o PP-VQG ainda voa em solo russo nas cores da Aeroflot e ostentando o prefixo VP-BDR.

Fonte:  Blog Rodrigo Varig

12.12.11

Associação de Pilotos da Varig: leilão de hotel é farsa



Questionado hoje sobre o leilão do Tropical Hotel Manaus, que pode não ser realizado, segundo decisão da justiça, o vice-presidente da Associação de Pilotos da Varig (Apvar), Elnio Borges Malheiros, disparou: "Isso é mais um passo da mesma farsa. Todo o patrimônio da Fundação Ruben Berta, e o carro-chefe era a Varig - a única coisa que tinha valor significativo, porque sustentava todo o resto -, na verdade seria patrimônio que está preso, porque tudo pertence à fundação". Sobre o contato entre a Apvar e Fundação Ruben Berta, ele disse: "A ligação que temos com a fundação é institucional. Não temos um relacionamento direto. Nesse processo de farsa foi tudo praticamente desestruturado.

Em relação ao processo, Malheiros diz: "Estamos sobrevivendo com um esforço espúrio para continuar na Justiça denunciando as fraudes dentro do próprio processo. É tudo fingimento de que houve recuperação, de que há possibilidade de pagar alguém da maneira que isso está sendo conduzido. A maior parte do dinheiro foi entregue ao grupo do chinês Lap Shan, junto com quatro brasileiros laranjas, que só apareceram para poder fingir que tinham controle sobre a Varig Log para fazer cumprir a lei brasileira. A partir daí, todo dinheiro que entra é usado para alimentar a própria farsa, como se o processo de recuperação pudesse estar em andamento. Mas não há andamento nenhum.

A sentença que diz que a recuperação da Varig foi um sucesso, em 2009, é uma mentira. Isso porque menos de doze meses depois o próprio juiz decretou falência, reconhecendo que a Varig devia três vezes mais do que quando começou o processo." Enquanto isso, diz Malheiros,milhares de pessoas são trucidados. Vários aposentados morreram sem condições de comprar remédio, de se alimentar direito. De 8,5 mi aposentados, quase 10% sucumbiu nesse processo.

Fonte: Agência Estado

28.8.11

Leilão do FCC no dia 29 de agosto de 2011


(por Rodrigo )

A VARIG em toda a sua excelência tinha várias rádios de auxílio à navegação aérea, quando a crise se agravou e a Flex foi criada, as rádios de auxilio há navegação assim como o Centro de Treinamento e Operações, o famoso CTO, continuaram com a VARIG. Que passou a operar como Flex. Quando foi criada a nova logomarca da Flex o CTO e as rádios de auxilio a navegação aérea também receberam novos nomes. Então foram criados o FAC(Flex Aviation Center) e o FCC (Flex Communication Center).Depois de muita bagunça foi anunciado que os leilões irão começar e o primeiro item será o FCC, e o leilão vai acontecer nesta segunda-feira, dia 29.Foi anunciado também que até o fim do ano será leiloado o FAC.Se eu pudesse eu compraria os dois, tanto o FAC quanto o FCC, mas eu ainda anão tenho os 1 Milhão de reais exigidos para o leilão.O que posso fazer, assim como vocês é rezar para que os novos proprietários preservem toda a excelência que um dia foi da VARIG.

Vamos acompanhar agora a reportagem do site Conjur que fez uma matéria especial sobre o assunto:

ACERTANDO AS CONTAS

Antiga Varig promove leilão de bens pós-falência

A Massa Falida da antiga Varig, realizará, no dia 29 de agosto, o primeiro leilão de bens após sua falência. O dinheiro arrecadado será depositado na conta da massa falida, gerida pelo juiz da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub, para futuro rateio entre os credores da falida.

O Flex Communication Center (FCC), que compreende as estações de rádio da companhia aérea, está avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão e será o primeiro item da massa falida leiloado. De acordo com o sócio do escritório Nogueira, Simão & Bragança, Fábio Nogueira, que assessora a empresa, os leilões deverão ser realizados ao longo dos próximos anos, resultando em um ativo de cerca de R$ 300 milhões.

De acordo com o advogado, este processo não será imediato e dependerá de resolução da Justiça. O escritório, que também cuida da falência da empresa, trabalha em outras frentes para quitar os débitos junto aos credores. Segundo Nogueira, cerca de 30% da dívida da empresa pode ser contestada e a banca já conseguiu a anulação de aproximadamente R$ 800 milhões que eram reclamados pela Receita Federal.

O FCC, unidade de negócios especializada em serviços de radiotelecomunicações para a indústria aeronáutica, permaneceu em funcionamento mesmo depois da falência da antiga Varig. Companhias aéreas como Tam, Gol, Azul  Webjet  e Trip estão entre seus clientes. Capacitado para operar como prestador de serviços de tráfego aéreo, o FCC conta com bases em aeroportos nas cidades de Santo Ângelo (RS), Passo Fundo (RS), Caxias do Sul (RS), Chapecó (SC) e Cascavél (PR) – todas categoria A –, além da estação de rádio do Rio de Janeiro, categoria B, que promove facilidades de transmissão de mensagens administrativas.

Até o final do ano está previsto também o leilão do centro de treinamento de aeronautas da empresa, que está entre os maiores da América Latina. A unidade destaca-se por sua estrutura e sua localização estratégica, já que fica próxima ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. O centro é utilizado por outras companhias aéreas para treinamentos, cursos e simulações de voos. Suas atividades também foram mantidas após o processo de falência, a fim de evitar a desvalorização dos ativos e prejuízos a terceiros e aos usuários de transporte aéreo."

Origem: Revista Consultor Jurídico / do Blog Rodrigo Varig

8.8.11

Seviço de bordo

Comissária da Varig lança ‘Estrela Brasileira’ e conta as histórias da tripulação e de muitas viagens de primeira classe

Se fosse aeromoça nos dias de hoje, a ex-comissária da Varig Claudia Vasconcellos com certeza escreveria um livro de caráter jocoso falando que tal barrinha de cereal  do serviço de bordo estava com o prazo de validade vencido, que tinha causado um edema de glote em um passageiro alérgico, ou então lamentando a insegurança quanto à manutenção dos aviões e o número excessivo de horas voadas que compromete a qualidade de atendimento em eventual emergência. 

Mas longe dessa realidade, a comissária se orgulha de ter na carteira profissional 30 anos de serviços de bordo prestados à Varig, uma empresa aérea que marcou uma época e deixou saudades em gerações de brasileiros que aprenderam a respeitar e a admirá-la como ume verdadeiro símbolo do Brasil.

Nesta sexta-feira (5), Claudia, escritora e poeta, autografa, às 19h, na Livraria Cultura da avenida Paulista, em São Paulo, o livro “Estrela Brasileira”.

“Viajar pela Varig era um verdadeiro evento. Nenhuma empresa tinha um serviço de bordo tão primoroso”, relembra para a autora a socialite carioca Regina Marcondes Ferraz, que foi testemunhas de boa parte dos quase 80 anos da companhia que levou brasileiros e estrangeiros, com o máximo de segurança e qualidade de atendimento, aos quatro cantos do planeta. Ela divide com seus leitores um exemplar de 240 páginas, com versão e-book, seus melhores e, também os piores momentos.

Foram três anos em meio de pesquisas, redação, revisão e impressão e muitos depoimentos de colegas e frequent flyers para dar corpo às  lembranças de Cláudia, que também tem um blog com fotos e textos, acessado em todo o mundo, que conta  a história da Varig, do nascimento da empresa ao encerramento dos voos.

“A Varig foi a grande embaixadora do Brasil no mundo, a tal ponto que, quando apresentou sinais de declínio, ficamos sem acreditar que isso pudesse acontecer. Parecia parte da gente”, diz, com saudade e pesar, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy um dos seus frequent flyers.

O cantor Chico Buarque, que já ganhou seu exemplar, fala da importância que as lojas da voadora, espalhadas pelo mundo, tinham para os brasileiros. “Muitas vezes, ia às lojas de Paris e Roma, para ler jornal, tomar café e me encontrar com outros brasileiros”.
Era um tempo de glamour na aviação e na profissão. Claudia conta que se hoje você se forma e tem que batalhar por uma vaga no mercado, em sua época entrar para a escola de comissários da empresa já era o primeiro passo para o trabalho.

Se por um lado, a carioca Claudia se chocou com a realidade de morar na China e África do Sul se encantou com os Estados Unidos. Entre seus apuros aéreos, ela socorreu  Gilberto Freire, autor de “Casa Grande e Senzala” de um mal súbito durante um voo, usando uma garrafa portátil de oxigênio. 

“Mas era divertido quando passageiros confusos mordiam as toalhinhas perfumadas pensando ser tapioca”, conta Claudia por e-mail.

Ela não consegue se conformar com as barrinhas de cereais ou com passageiros subindo à bordo com marmitinhas. “Tínhamos um obrigação de um conhecimento cultural profundo. Precisávamos saber preparar os drinques a gosto de cada cliente e tínhamos opções de cardápio kosher, diet, vegetariano, no menu”.

É claro que a tripulação também se divertia com os pedantes de plantão: “Havia um famoso colunista que ao embarcar já sabíamos que teríamos problemas na Primeira Classe (ele ganhava a passagem da Varig), pois queria mais e mais caviar, mas para mostrar que era profundo conhecedor da iguaria sempre dizia ao receber a primeira porção que o mesmo estava estragado, dizíamos que tínhamos mudado a lata e aí ele ficava satisfeito. Nosso caviar era o beluga malossol [espécie russa], o melhor do mundo ”, diverte-se.

Hoje, com voos cada vez mais curtos e uma maior oferta de companhias aéreas as relações com os passageiros são menos pessoais.

Para quem tem medo de avião, a comissária adverte que não vale descontar o pânico com  bebidas alcóolicas em excesso a bordo, pois cada dose equivalerá a três, em função da pressurização. 

Elegante, ela termina nosso sobrevoo por sua história com uma aproximação das mais simpáticas. “Infelizmente não conheço Bauru, mas certamente me deixaria muito feliz ver o infinito do céu em companhia do astronauta Marcos Pontes.”

Serviço
Lançamento de "Estrela Brasileira", de Cláudia Vasconcellos (Editora KRK, 240 páginas)
Quando: Amanhã, às 19h
Onde: Livraria Cultura (avenida Paulista, 2000, São Paulo)
Quanto: R$ 30 e R$ 12 (e-book) 
Informações: http://aestrelabrasileira.blogspot.com/

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/noticias/viva/62850/comissaria+da+varig+lanca+livro+com+historias+inusitadas+de+viagens

22.7.11

Varig ressurgindo das cinzas... De Dreamliner?!



Em meio a notícia da aquisição da Webjet, surge uma nota que a GOL estaria avaliando reativar de vez a marca Varig para relançar suas operações de longo curso. A informação foi veículada pela "Istoé Independente" na semana passada. De quebra, a GOL traria os modernos Boeing 787 para relançar as operações da Varig no exterior. Quem se lembra, alguns anos atrás havia fortes boatos no mercado que a GOL havia de fato reservado alguns slots de entrega do 787. Mais, a notícia veiculada na Istoé coincide com o cancelamento do pedido de 8 Dreamliners da Gulf Air anunciado na semana retrasada. Será que veremos o Dreamliner voando por alguma companhia aérea local? Melhor, nas cores da Varig? Só o tempo dirá...


Fonte: Jetsite

9.7.10

A volta da marca Varig


A Gol vai voltar a investir na marca Varig. Apagada desde setembro de 2008, quando a empresa suspendeu as operações regulares para a Europa, a Varig voltou a fazer voos para os Estados Unidos neste mês, inicialmente em viagens fretadas para Orlando, nos Estados Unidos. Além disso, um avião com o logotipo da companhia, que já foi sinônimo de aviação no Brasil, também foi usado para transportar a seleção paraguaia de futebol para a Copa da África do Sul.

A marca Varig foi comprada pela Gol em 2007, quando estava em estado falimentar. A Gol herdou uma companhia com muitos problemas, como uma frota de aeronaves ultrapassada e uma cultura empresarial pouco profissional, o que representou mais complicações do que alegrias para a companhia de Constantino Junior. A Gol perdeu participação de mercado e só voltou a se recuperar no ano passado, após uma profunda reestruturação operacional. De 2007 a 2010, o valor de mercado da empresa caiu de 12,4 bilhões de reais para 5,8 bilhões de reais.



Agora, aproveitando o crescimento da indústria e de olho na força que a Varig ainda tem no exterior, onde ainda é mais conhecida que a Gol, a vice-presidente de Mercado da Gol, Claudia Pagnano, quer fortalecer o uso da marca em voos internacionais. A executiva começou a trabalhar no projeto em março deste ano. Sem muito alarde, a empresa passou a utilizar aviões da Varig em suas rotas para o Caribe. O próximo passo, não confirmado pela companhia, pode ser a retomada de voos regulares em outros países.

Fonte: Exame

24.6.10

Livro mostra como foi a crise da Varig, em meio ao sucesso da Nordeste Linhas Aéreas

Varig e Nordeste foram duas marcas de peso na história da aviação e da vida empresarial brasileira e mundial. Duas companhias do mesmo grupo que estiveram presentes no dia a dia de muitos brasileiros e de turistas espalhados por vários continentes.

A trajetória dessas empresas está retratada em “O ano em que só nós tivemos lucro – Como a Nordeste se tornou a única companhia aérea rentável do Brasil e os bastidores da crise que levou à falência da Varig.” (Matrix Editora).

Na obra, o autor, que comandou o marketing da Nordeste, mostra como levou a empresa a alcançar lucros expressivos, em meio a um cenário de dificuldades do setor. O ano de 2001, por exemplo, é fundamental nessa história, já que foi considerado um ano negro na história da aviação mundial, por conta dos atentados de 11 de setembro. Com Alexandre Camargo no comando do marketing e uma equipe extremamente competente, durante esse período a Nordeste Linhas Aéreas foi a única companhia do setor a obter lucro.

A partir do episódio de 11 de Setembro, poucos passageiros se aventuravam a entrar em um avião, e companhias aéreas do mundo todo começaram a registrar prejuízos que chegavam facilmente aos bilhões de dólares. O segmento aéreo entrou em colapso. Se empresas de porte estavam à beira da falência, o que esperar da Nordeste, uma pequena regional do grupo Varig, que um ano antes havia perdido R$ 10 milhões? Seguramente, o ano de 2001 não deveria ser nada promissor, mas foi.

O autor mostra histórias reais dele e de homens e mulheres que um dia dedicaram suas vidas ao grupo Varig. E apresenta um pouco da história recente da aviação brasileira, em meio a ações arrojadas, como fazer da Nordeste a primeira empresa aérea a ter publicidade na fuselagem do avião – o que contribuiu para a lucratividade no final do ano. “Tenho certeza de que qualquer uma dos 210 milhões de pessoas que voaram um dia pelos aviões da Varig, Nordeste ou Rio-Sul também reviverá intensamente cada página da obra.” – afirma Alexandre Camargo.

“O ano em que só nós tivemos lucro” apresenta cases interessantes adotados pela Nordeste e que serviram para reerguer uma empresa desacreditada. E mostra também como uma empresa de sólida reputação e grandes serviços prestados para o país, como a Varig, pode virar pó quando interesses individuais estão acima do bem comum.

Sobre o autor

Após iniciar sua carreira no Banco Itaú, o paulistano Alexandre Tadeu Camargo ingressou no Grupo Varig, onde assumiu postos importantes, como Gerente de Vendas, Diretor de Vendas e Marketing da Nordeste Linhas Aéreas e Gerente do Programa Smiles. Deixou o grupo para comandar a área de vendas da Vasp, onde ficou até ser convidado para assumir as operações brasileiras da Copa Airlines. Permaneceu como Diretor Brasil da empresa por cinco anos, período em que aumentou a frequência de voos de 7 para 30 operações semanais e expandiu a empresa nacionalmente, abrindo filiais em São Paulo, Manaus, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Junto com Adriano Zunino, criou o projeto Quartas Musicais, responsável por abrir espaço para novas cantoras da MPB, como Luiza Possi, Céu, Bruna Caram, Mariana Aydar, Luciana Mello, entre outras. Trabalhou em conjunto com empresas de diversos segmentos, sempre voltadas ao público feminino, como Biodolce (cosméticos) e MABE (eletrodomésticos). Seus trabalhos receberam prêmios como o Top de Marketing, da ADVB, o Grand Prix de Publicidade e o Profissionais do Ano, da Rede Globo. Em 1993, formou-se em Comunicação Social pela Universidade Braz Cubas e, em 2001, especializou-se em Administração e Marketing pela Universidade Federal Fluminense. (Informações da ascom/Matrix Editora)

Fonte: O Girassol

25.5.10

Tam com Pintura da Star Alliance

Todas companhias que entram em uma aliança "aérea" precisam ter um quantidade de aeronaves nas cores da Aliança. E com a TAM não seria diferente.

Abaixo podemos ver duas fotos do primeiro A320 com a pintura da Star Alliance...


..
.
.
Momento nostalgia:

Quem não lembra dos MD-11 e B767 da Varig com a mesma pintura da Star Alliance???
Como o mundo da voltas!!!!

(B767 em 2006 - Essa foi a última aeronave da Varig a ostentar as cores da Aliança Internacional!!!)

14.4.10

Varig, Varig, Varig (Anclemo Gois)

O juiz Luiz Ayoub condenou, cinco anos depois, o ex-presidente da Varig Marcelo Bottini e seus antigos diretores a devolverem, com juros e correção, R$ 1,1 milhão à finada voadora. A grana é referente a rescisões antecipadas pagas, segundo o Sindicato Nacional dos Aeroviários, aos caciques da falecida, “em detrimento dos trabalhadores, ainda hoje sem receber”.

Fonte: O Globo

31.3.10

Problemas de gestão da Varig surpreenderam Gol

Há três anos, em uma operação de US$ 320 milhões, a Gol adquiriu a Varig - ou o que havia restado dela.
Na época, a Gol estava interessada na marca Varig, em sua operação internacional, no programa de fidelidade Smiles e nos slots de Congonhas - horários de pouso e decolagem no aeroporto mais rentável do País. Mas quase nada saiu como o esperado.

A marca Varig praticamente desapareceu. Hoje, a bandeira só está presente em voos para três destinos: Aruba, Bogotá e Caracas. As operações de longo curso, como viagens para a Europa, não estão mais nos planos da companhia e o número de slots disponíveis, apesar de relevante, foi reduzido após o acidente da TAM em Congonhas e as restrições impostas ao aeroporto.

Em entrevista ao Estado, Constantino Júnior, presidente da Gol, fez um balanço desses três anos: contou que não esperava a desordem nos processos que encontrou na Varig e falou sobre o futuro da ex-gigante do setor aéreo: "Não vemos uma oportunidade no mercado doméstico para explorar esta marca."

O que deu certo e o que deu errado na aquisição?

É difícil colocar assim. A gente enxergava alguns ativos importantes: espaço nos principais aeroportos brasileiros; direito de explorar algumas rotas internacionais; o Smiles, o maior programa de relacionamento da América Latina. Mas a empresa vinha passando por um processo de deterioração da qualidade operacional. Foi surpreendente para mim encontrar uma empresa de aviação naquele estágio.

Quais foram essas surpresas?

Eles não estavam negligenciando as questões de segurança. Era algo mais voltado às questões de controles. Às vezes tinha surpresa de uma turbina que estava num fornecedor que nós não sabíamos. Os processos da empresa praticamente não existiam. De repente, aparecia uma nota fiscal em uma gaveta, uma coisa que na Gol está muito distante da realidade. Não tinha protocolo (de contrato com fornecedores), não tinha uma centralização. Isso foi surpresa, mas faz parte do negócio. Se estivesse tudo certo, talvez não houvesse um vendedor.

Na época da compra, a expectativa era que a Gol, junto com a Varig, ganhasse participação de mercado e ultrapassasse a TAM. Por que isso não aconteceu?

A aquisição da Varig não estava voltada à conquista da liderança em participação de mercado. Estava muito mais voltada a um fortalecimento da posição da empresa nos principais mercados, leia-se Sul e Sudeste, que é o principal pólo gerador de tráfego no Brasil. E isso a Varig nos trouxe.

Um dos principais problemas logo após a aquisição foi com os voos internacionais. Qual foi o erro da Gol?

Partimos para os voos de longo curso (para a Europa e o México), mas não tivemos êxito. Nós talvez tenhamos cometido um erro estratégico: oferecer um produto sem um diferencial, fosse ele a redução de custo ou melhoria substancial na qualidade do serviço. Entramos nos voos internacionais com aviões que não eram os mais modernos, isso implicou um maior consumo de combustível. Outro ponto: a Varig não tinha acordo de code share (cooperação para o transporte de passageiros) com nenhuma companhia aérea. Tínhamos um prazo para colocar esses voos em operação e conseguimos. Mas o fato é que nosso produto não gerava atratividade.

E agora, qual será o destino da marca Varig?

Apesar de estar sendo usada pontualmente, a marca Varig ainda é reconhecida pelo serviço. Assim, ela vai continuar a atender destinos onde o atributo das duas classes dentro do avião (a econômica e a mais sofisticada) é valorizado. Mas nós não percebemos, hoje, uma oportunidade no mercado doméstico para explorar essa marca. Entendemos que o modelo da Gol, para voos curtos, é o mais adequado: é mais espartano em relação ao serviço de bordo, mais voltado à eficiência e tem custo menores com tarifas menores.

A empresa pretende reativar os voos para a Europa e México?

Não. Queremos apenas expandir para o Caribe e fazer voos charter. A partir de junho, todos os 14 aviões que adquirimos na época da compra da Varig estarão voando (até agora, alguns deles ainda estavam sem operar). As aeronaves estão sendo reconfiguradas para uma classe única, com 260 assentos.

O senhor enxerga outros problemas da aquisição?

Passamos por situações que foram ocasionadas por questões exógenas. Um dos principais ativos eram os slots em Congonhas, que tiveram um valor operacional importante nessa transação. Dois meses após a aquisição da Varig, houve o acidente em Congonhas e as restrições ao aeroporto foram impostas. Ao mesmo tempo, a Varig tinha poucos aviões e muitos slots em Congonhas. E a Gol tinha, proporcionalmente, muito mais aviões que slots. Mas, sem a autorização do Cade, não conseguíamos realmente extrair a sinergia da equação.

A compra da Varig saiu cara?

Não é questão de pagar barato ou caro. A Varig não vinha bem, mas ela fazia sentido para uma empresa como a Gol, que tinha como extrair um benefício. Diria que foi negociado, que foi um preço justo. Pagamos US$ 98 milhões em dinheiro, o restante em ações. Apenas um acordo de emissão de cartões de crédito entre Gol, Smiles, Banco do Brasil e Bradesco permitiu a empresa capitalizar recursos de R$ 250 milhões. Na época, a Varig vinha dando muito prejuízo, exigia aporte de capital. Porém, se você observar, depois desse outubro, os resultados passaram a ser positivos.

Há novos planos de parcerias no exterior?

Temos parcerias com empresas como Air France/ KLM, American e Aeroméxico, integrando os programas de milhagem. Tenho acordo de confidencialidade, mas estamos conversando na Europa, nos Estados Unidos e na África.

A Gol ainda tem de lidar com heranças da Varig?

Esqueletos a gente não tem nenhum. A preocupação foi executar o plano de recuperação judicial, o que já fizemos. Cumprimos todos os pontos previstos naquele contrato. Não temos preocupação. Dizer isso talvez seja um exagero, mas estamos muito tranquilos.

Quais são os planos para o caixa da Gol, atualmente acumulado em mais de R$ 1,5 bilhão?

Isso atende ao objetivo de manter o nível de caixa equivalente a 20% das receitas dos últimos 12 meses. Estamos elevando o patamar para algo em torno de 25%. A indústria é muito volátil, passa por ciclos e é demandante de caixa. Isso nos dá conforto para buscar melhor negociação com os fornecedores, baixar o custo de dívida da empresa. Um caixa forte faz parte da estratégia financeira conservadora.

Quais serão os vetores de crescimento da Gol daqui para frente?

Estamos estudando a nova classe média. Identificamos que, em um raio de 100 quilômetros dos aeroportos em que a Gol opera, existe uma população de 11 milhões de pessoas que poderia considerar a possibilidade de voar de avião. Hoje, temos entre 15 e 16 milhões de pessoas viajando de avião no Brasil. Falamos de um potencial enorme. Estamos tentando entender qual é a necessidade de cada uma dessas comunidades. Algumas iniciativas já estão sendo tomadas, como a flexibilização do Voe Fácil, nosso programa de parcelamento de passagens que tem 2 milhões de clientes. Também queremos ter ações específicas para três grupos: os migrantes, os universitários e os usuários de internet.

Mas, para trazer a nova classe média para o setor, não é preciso melhorar a infraestrutura aeroportuária?

No passado, nenhum especialista no setor projetava um crescimento de 3,5 vezes o PIB, o que se ouvia era que a demanda era inelástica. Houve uma grande mudança de cenário. É evidente a necessidade de investimentos em infraestrutura e isso afeta diretamente o nosso negócio. Hoje, o que estamos fazendo é desviar as conexões de São Paulo para os aeroportos de Confins, Brasília e Galeão. Em número de voos, todo o nosso crescimento já se dá fora de São Paulo. Outra medida que estamos tomando é trocar nossa frota por aviões 25% maiores, para levar mais passageiros.

Fonte: O ESTADO / BGA

22.3.10

767 ficam na Gol até 2013

Os três Boeing 767 da frota da Gol, que operam com a marca Varig, estão sendo modernizados. Até junho, os três jatos estarão prontos e com uma "grande novidade", todos terão uma classe apenas, a econômica, adiantou o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, durante entrevista coletiva, após inaugurar o Hangar 3 do Centro de Manutenção.

Segundo Constantino, dessa forma, as aeronaves passarão a ter 262 poltronas em vez das atuais 210/214 poltronas. “Com essa nova configuração, inclusive, vai ser melhor para trabalhar com as operadoras”, destacou o presidente da aérea. “Teremos um produto imbatível.”

Atualmente, no Centro de Manutenção, há um 767 já recebendo as melhorias.

Constantino também informou que a empresa fará fretamentos para a África do Sul na época da Copa do Mundo.

O outro destino já contratado junto à companhia, afirmou Constantino, é para Orlando, com a operadora Forma Turismo no mês de julho.

Outro fretamento certo, que ocorre desde o final do ano passado, e que irá voltar, é o para Cancun, no México, assegurou Constantino.

De acordo com o executivo, há operadoras negociando com a Gol fretamentos para três cidades europeias: Lisboa, Roma e Paris. “Mas nada foi assinado até o momento.”

Para as operações "charteiras", a Gol usará os três Boeing 767 com a marca Varig.”

Os três Boeing 767 da frota da Gol, que operam com a marca Varig, ficam na empresa até 2013. “Os 767 serão utilizados até lá nas operações de fretamentos.”

“Depois de encerrados os contratos dessas aeronaves, não temos a intenção de que esses jatos permaneçam na companhia”, revelou Constantino, durante entrevista coletiva, após inaugurar o Hangar 3 do Centro de Manutenção.

Fonte: Panrotas / Aeroblog

9.3.10

O plano de voo de Constantino

Apesar de a Gol não ser líder no transporte aéreo de passageiros no país, Constantino de Oliveira Junior, presidente da companhia, está satisfeito, porque lidera em rentabilidade:

– Temos o menor custo do setor de aviação – diz.

Com um avião ou decolando ou pousando a cada minuto, a empresa – que inclui a marca Varig – tem um plano de voo robusto para os próximos anos. Renovação da frota, aumento de serviços para passageiros – no solo e a bordo – e ampliação do uso do programa de milhagem Smiles estão entre alguns dos rumos. O avanço se dará para consolidar, explica Constantino, a forma de atuação da empresa, que nasceu em janeiro de 2001 inovando com tarifas baixas e uso da internet para a venda de passagens.

– Como o setor é volátil em razão das variáveis (câmbio e petróleo) envolvidas, é preciso ter um balanço forte – explica.

Em entrevista concedida na tarde sexta-feira em Porto Alegre, o comandante da Gol diz que os bilhetes aéreos com preços atrativos vão continuar, como forma de conquistar mais passageiros:

– Quem utiliza o modal aéreo certamente voltará a utilizar novamente.

Confira os principais trechos da entrevista.

10 anos e novos serviços

Teremos um serviço de bordo mais flexível, que é parte de um projeto de venda a bordo. Vamos oferecer opções de bebidas quentes e frias, alcóolicas ou não, chocolates, enfim, uma série de opções que visam a atender à necessidade do cliente. Para nós, isso pode significar uma receita adicional e uma melhoria no resultado da companhia. Também vamos oferecer um sistema para que o passageiro possa usar seus smartphone ou notebook a bordo.

Portal ampliado

Temos outras iniciativas como transformar o site de vendas da empresa em um portal de viagens, dando ao cliente a possibilidade de fechar em um negócio todas as etapas da viagem, como aluguel de carro, hotel e tíquetes de eventos culturais. Também pretendemos intensificar o uso do celular na interação entre o cliente e a companhia, principalmente no check-in, reduzindo tempo de filas. O ano 10 é o de reafirmação e consolidação desse modelo de negócio.

Sem aumento de tarifas

Quando a Gol iniciou as operações, a nossa diferença de custo e de preço com as principais companhias chegava a 60%. De lá para cá, o preço das passagens caiu substancialmente. Atribuo isso ao “efeito Gol”. Ainda temos o menor custo da indústria e tarifas competitivas com passagens de ônibus, em todo o mercado doméstico. Se tivéssemos tarifas crescentes, a indústria não teria crescido três vezes e meio o PIB, como ocorre desde 2003. Nos últimos sete ou oito meses, a Gol cresceu mais de 30% em todos os meses. Não enxergamos, agora, guerra de preços, mas tarifas baixas. Nossas expectativas de resultados para 2010 não contemplam aumento de tarifa.

Receitas e custos

Receitas adicionais, que eram de 4% a 6% há dois anos do faturamento total, representam hoje entre 12% e 14%. Isso é, venda de milhas a parceiros, vendas a bordo, vendas com parcerias com locadoras de automóveis, redes de hotéis, publicidade a bordo, parcelamento de passagens e assim por diante. Pretendemos elevá-las a 20% em dois anos, o que vai melhorar nossa margem operacional.

Programa Smiles

Estamos implantando uma nova plataforma que permitirá uma interação entre a empresa e o cliente por outros meios que não o call center e a internet. Será principalmente pelo celular. O sistema também permitirá criar uma moeda Smiles para negociarmos com parceiros, para a milha não ser utilizada só no tíquete aéreo. A adesão ao Smiles vem crescendo barbaramente, de 80 mil a 100 mil novos clientes por mês. É uma marca muito forte.

Marca Varig

Preservamos a marca Varig como uma marca de serviços, como é vista no Brasil e lá fora. Estamos explorando essa marca nos voos de médio curso, como Caracas e Bogotá, onde o serviço é fundamental, com refeições quentes e bebidas alcóolicas. E a Varig é muito bem reconhecida nesse tipo de serviço. Se usarmos o nome Gol em Caracas, ninguém conhece. Mas a Varig é um ícone, o que facilita muito a entrada nesses mercados. A gente preserva a marca para, quando for o caso, identificar um serviço diferenciado.

A Varig se pagou?

Depende da óptica. O desembolso de US$ 320 milhões contemplou recursos e ações. Só a assinatura do branding (uso da marca Smiles em cartões bancários) como Banco do Brasil e Bradesco gerou uma entrada de recursos de R$ 250 milhões em junho passado. Não sei se a operação (compra da Varig) se pagou, mas tenho plena convicção de que fizemos o negócio adequado, o negócio certo.

Futuro da Varig

Durante o período em que o Cade analisava o nosso caso (unir as operações das companhias), usamos a marca Varig no mercado doméstico oferecendo tudo o que simboliza a companhia, como poltronas com mais espaço, serviço de bordo mais robusto, programa de milhagem mais agressivo. Isso gera custo, e é preciso cobrar mais pelo bilhete. Aí nós percebemos que existe, sim, uma vontade, um desejo muito grande dos clientes de ter um serviço como o da Varig, mas eles não estão dispostos a pagar por isso. O retorno não era compatível com a iniciativa.

Longa distância

Um passo para trás é sempre muito complicado, passava por deixar aviões no chão, admitir um prejuízo. Esses aviões ainda custam, cada um, US$ 500 mil por mês e ficaram um ano e meio parados (antes de começarem a ser utilizados em voos fretados). Dar um passo para trás passa pela dificuldade de manter a autoconfiança dos colaboradores e manter a motivação em alta. A Gol nunca havia dado um passo para trás, nem sequer cancelado voo. Foram decisões duras, difíceis, mas feitas com muita consciência.

Voos intercontinentais

Nosso planejamento estratégico (até 2015) define que a Gol vai operar somente com aviões Boeing 737 de nova geração (modelos 700 e 800). E esse planejamento limita o nosso alcance geográfico. Não pretendemos voar com uma frota duplicada (outros modelos). Mas temos buscado parcerias para atender à demanda do cliente Smiles que busca o voo de longo curso. Essas parcerias já estão em curso com as principais companhias do Hemisfério Norte.

Liderança

Trabalhamos para tornar a Gol a companhia preferida dos clientes e isso, naturalmente, pode levá-la à liderança. Mas não colocamos a liderança à frente da qualidade nos serviços, da segurança, da rentabilidade, de um balanço forte. Não vamos buscar a liderança a qualquer custo. É lógico que, se ela vier, vou ficar muito feliz. Me deixa muito mais satisfeito perceber que a Gol é líder em rentabilidade, em solidez, em pontualidade e qualidade no atendimento.

Mercado doméstico

Em São Paulo, Congonhas está saturado. Em Guarulhos, já existem restrições de crescimento. Vamos imaginar que continue esse gargalo. O crescimento da empresa se dará no que chamamos de operações “upper-hub”. Hoje, um cliente que sai de Porto Alegre e quer ir a Recife faz a conexão em Guarulhos, e ocupa um assento de Guarulhos a Recife que poderia ser de um paulista. O que faremos? Vamos transferir as conexões para outros hubs (aeroportos de conexão), como Rio, Brasília ou Belo Horizonte. Abrimos espaço para a demanda específica e criamos novos voos. Assim surgem condições de crescimento.

Mercado internacional

Temos crescido muito nos voos para o Caribe. São voos semanais para oito destinos partindo de Guarulhos, Brasília, Caracas e Bogotá. Os que passam por Caracas e Bogotá têm pintura Varig e duas classes de serviço. Temos planos para Barbados, Isla Margarida e Havana.

Operação de aeroportos

O nosso negócio é transporte de passageiros. Se tivermos de assumir a operação de um aeroporto para executar o nosso serviço adequadamente, temos disposição para isso e o faremos. Mas, se você me perguntar se eu teria interesse de participar isoladamente de um processo de privatização ou concessão, diria que é cedo para avaliar qualquer possibilidade, porque não vi nada de concreto ainda. O fato é que chegamos até aqui com a Infraero gerindo e construindo os principais aeroportos. Existem gargalos? Existem. Mas não será, necessariamente, a privatização ou concessão que irá resolver esses gargalos.

Acidente e indenizações

Independentemente de dolo ou não, a responsabilidade do contrato de transporte é da Gol e nós temos essa responsabilidade perante todos os familiares e clientes. O esforço da companhia, no primeiro momento, foi prestar toda a assistência às famílias. Depois, fomos buscar aquilo que a Justiça preconiza em termos de remuneração num caso como esse. A questão é que um acordo passa pelos dois lados. Em muitas situações, não está bem definido quem tem direito à indenização. O nosso esforço tem sido por fechar os acordos dentro daquilo que é prática na Justiça. Já fechamos um número enorme de acordos. Mas alguns não temos como fechar ainda.

Pequenos concorrentes

Vou pegar o caso da Gol. Nós viemos para quebrar paradigmas e conseguimos. E quando se observa o atual momento, não se vê ninguém trazendo novidade. Não vejo hoje na Azul e na Webjet nenhum novo atributo. Não quer dizer que não sejam competidores profissionais e competentes. É que não acharam ainda uma forma de criar um novo paradigma. Agora, estão fazendo um excelente trabalho, nos deixam cada vez mais motivados, nos levam a aprimorar. É bom para a indústria. A base de clientes cresce, porque essas companhias também oferecem preços acessíveis, atingem maior número de pessoas. E uma vez que o cliente utiliza o modal aéreo, dificilmente trocará. E, se voou pela primeira vez por um concorrente, tenho certeza de que na próxima viagem vai considerar a Gol como uma opção. ‘‘

Fonte: Aviation News

3.3.10

Gol vai lançar voos para Europa e EUA

A Gol parte para a Europa e a Flórida. Até junho ou julho, a companhia pretende voar para Roma (Itália), Madri (Espanha) e Orlando (EUA). Serão voos fretados, com a bandeira Varig, e aviões de grande porte, os 767, que eram da companhia que foi comprada pela Gol e estavam parados há um ano e meio. Falta acertar os últimos detalhes do fretamento, diz Constantino de Oliveira Junior, presidente da Gol Linhas Aéreas. As cidades foram negociadas com fretadores, que são grandes operadores de turismo. Para fora do Brasil, atualmente, a Gol tem apenas alguns destinos na América Latina, para Aruba (Caribe); Bogotá (Colômbia); Caracas (Venezuela); Santa Cruz de la Sierra (Bolívia); Santiago (Chile); Montevidéu (Uruguai); Assunção (Paraguai). Para a Argentina, há 11 voos diários para Córdoba, Rosario e Buenos Aires.

Fonte: Folha de S. Paulo (SP)


21.2.10

Smiles prorroga promoções até março

Os participantes do SMILES, o maior programa de milhagem da América Latina, poderão emitir bilhetes promocionais na alta temporada para viajar até o final de março. É que o programa prorrogou as ações "Milhas Reduzidas" e a "SMILES & Money". Com a "Milhas Reduzidas", os participantes SMILES podem emitir bilhetes até o dia 31 de março para todos os destinos operados pela GOL nas regiões Sul (exceto Navegantes e Florianópolis), Sudeste e Centro-Oeste do País, utilizando apenas oito mil milhas por trecho.

Já por meio da segunda promoção, os participantes podem viajar para todos os destinos domésticos e internacionais da GOL e da VARIG, combinando duas mil milhas por trecho e a tarifa especial. Essa opção está disponível até 24 de março e oferece 20% de desconto no valor da tarifa programada, que pode ser encontrada com 7, 14 ou 21 dias de antecedência da data do voo. O SMILES recomenda emitir os bilhetes das promoções com antecedência, para garantir que haja disponibilidade de assentos nos voos. O período de viagens das duas promoções vai até o dia 31 de março. Para mais informações, o regulamento completo das promoções e a emissão dos bilhetes-prêmio, o participante deve acessar o site do SMILES (www.smiles.com.br).

Fonte: Aerobusiness