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9.7.13

O futuro da aviação poderá ser elétrico (e silencioso)


Atenta às pressões ambientais crescentes, a indústria da aviação vem desenvolvendo soluções para tornar sua atividade mais ecofriendly. Os projetos variam do uso de biocombustível à energia solar. Mas uma nova empreitada almeja eletrificar os voos do futuro e torná-los mais silenciosos.

O consórcio aeroespacial europeu EADS revelou planos para criar um avião híbrido, o E-Thrust, o que poderia transformar radicalmente a aviação comercial em 2050. Projetado em parceria com a Rolls-Royce, o conceito utiliza um sistema de propulsão híbrido que pode reduzir o consumo de combustível, emissões e ruído.

Descrito como um passo intermediário no caminho para aeronaves totalmente elétricas, o E-Thrust conta com uma “propulção distribuída”, composta por vários ventiladores elétricos dispostos ao longo do comprimento de cada asa.

Já a bateria, que fornece energia de saída para o funcionamento das turbinas e decolagem, é alimentanda por um sistema a gás, razão pela qual a EADS está chamando o protótipo de híbrido.

O projeto foi concebido como parte do chamado "Flightpath 2050", um plano organizado pela Comissão Europeia para melhorar a eficiência dos voos na região nas próximas décadas. O continente tem metas de redução de 75% das emissões de C02 das aeronaves, juntamente com a redução de emissões de óxidos de azoto, em 90%, e dos níveis de ruído, em 65%, comparado aos níveis de do ano 2000.

Fonte: Info Exame

25.3.13

Infraero detecta sete choques entre aves e aviões neste ano em Manaus


Conforme padrão internacional, até 8,8 colisões está dentro da normalidade.

Segundo Infraero, número de colisões se deve ao período chuvoso.

Aeronave passa por manutenção no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes após pássaro entrar na turbina, segundo Infraero (Foto: Ana Graziela Maia/G1 AM)

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) identificou a ocorrência de sete colisões de pássaros em aeronaves durante os três primeiros meses de 2013 no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. O índice é considerado normal para o período chuvoso em que as aves tendem a migrar de local. Conforme o padrão internacional  da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), até 8,8 colisões são consideradas dentro da normalidade.

No último dia oito de março, um pássaro entrou na turbina de um avião e assustou 132 passageiros em um voo da TAM que seguia até o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. No ano passado, a Infraero detectou 22 colisões. A causa para a presença de tantas aves na área do aeroporto é a existência de lixões e feiras clandestinas nos bairros próximos, como Redenção, Parque Riachuelo e Alvorada, na Zona Oeste da capital amazonense.

Uma equipe da Infraero monitora o raio de 20 km no entorno do aeroporto a cada dois dias, de acordo com o superintendente do Aeroporto de Manaus, Aldecir de Oliveira Lima. A estratégia é para evitar a presença de aves. "A ação já fechou pocilgas, lixões e descarte irregular de resíduos, mas tudo está relacionado com a educação ambiental", afirmou o superintendente.

A atuação de combate envolve autoridades estaduais e órgãos da Prefeitura de Manaus, entre eles a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp). A Comissão de Prevenção do Perigo da Fauna (CPPF) faz visitas periódicas aos bairros fazendo palestras de educação ambiental, recolhendo lixo depositado em locais impróprios e fazendo a conscientização em feiras. A Infraero possui também um convênio com o Centro de Desenvolvimento Tecnólogico da Universidade de Brasília (CDT/UnB) para redução dos fatores atrativos da fauna.

Segundo o tenente-coronel Artur Rangel, do Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), cabe a Aeronáutica investigar a localização dos pontos atrativos para as aves. "Existem muitos urubus em Manaus e há um trabalho de remover as aves com maior incidência de colisão para um trabalho de manejo feitos pelos biólogos. O risco aviário envolve muitos órgãos para que, inclusive, o lixo do entorno do aeroporto seja combatido", explicou o coronel.

Durante as operações de fiscalização, o titular da Semulsp, Paulo Farias, afirmou identificar também áreas desertas utilizadas para a prática de oferendas. "Fazemos a coleta diária nos locais, mas sempre encontramos lixeiras viciadas com oferendas. Já apreendemos veículos que estava fazendo descarte clandestinos, mas insistimos que a população colabore porque a colisão de aves em aviões é algo muito perigoso que pode derrubar voos", disse. 

Fonte: G1

17.10.12

Economia de Combustível


Força Aérea dos Estados Unidos está aprendendo com os pássaros

Novo projeto prevê mais voos em formações, tudo para economizar energia.

O homem já é capaz de voar há mais de um século. Os pássaros, em compensação, estão pelos ares há milênios, sempre voando em bandos e mostrando muito mais classe do que qualquer aeronave é capaz de fazer. E apesar de tanta experiência acumulada por anos de evolução, parece que só agora a Força Aérea dos Estados Unidos resolveu dar a devida atenção ao fato.

Os pilotos militares já sabem voar em formações, entretanto, tal artifício sempre foi utilizado exclusivamente em apresentações e em combates, trazendo táticas de ataque e defesa em grupo. Contudo, a ideia agora é outra: economizar energia.

Um novo projeto norte-americano chamado de $AVE (ou Surfing Aircraft Vortices for Energy) prevê a utilização de formações de voo para outros objetivos, como economizar combustível em grandes trajetos. E a inspiração vem diretamente dos animais.

Segundo o Dvice, a ideia prevê voos de aeronaves cargueiras em formações parecidas com aquelas utilizadas pelos pássaros. Assim, graças à aerodinâmica, os vórtices criados pelas asas do avião na dianteira tornariam a locomoção das aeronaves que vêm atrás e compõem a formação bem mais fácil, pois estas lançariam mão de uma energia cíclica para se locomover e encontrariam menos atrito.

Os testes iniciais são bastante promissores. De acordo com o Network World, testes com aviões C-17 Globemasters (fotos acima) modificados já conseguiram atingir a marca de 10% de economia em combustível. Pode parecer pouco, contudo, se você levar em conta que a USAF realiza mais de 80 mil voos por ano, trata-se de uma enorme diferença.

Fonte: Network World, Dvice e USAF / Aviation News


3.9.12

Os aeroportos mais verdes mundo



Aeroportos de todo o mundo hoje não se preocupam somente com sua funcionalidade e conforto dos viajantes, mas também estão focados em reduzir o impacto ambiental que causam, e usando a criatividade, alguns deles criaram soluções para esse problema de maneiras bem diferentes.

Vários aeroportos norte-americanos adotaram recursos para reduzir o seu impacto pro meio ambiente. O terminal B do aeroporto de Sacramento, por exemplo, foi projetado para ser eficiente ao máximo, usando o mínimo de energia elétrica possível. Para manter uma temperatura amena, foi construído um teto que reflete o calor e foram colocados vidros que permitem a entrada de luz solar. O terminal também possui uma planta de co-geração utilizando  gás natural para gerar energia.

O aeroporto de Detroit, também nos Estados Unidos, é um exemplo de aeroporto que conseguiu reduzir a emissão de gás carbônico, com soluções fáceis como não usar caminhões no abastecimento das aeronaves e sim mangueiras fixas. O design do aeroporto também permite que as aeronaves sigam um caminho mais eficiente da pista para portão.

Inaugurado em 2010, o Terminal B do aeroporto Internacional de San Jose, no Texas, possui claraboias de duzentos metros de cumprimento e uma parede de vidro para deixar entrar a luz natural, além de um sistema solar fotovoltaico no telhado para gerar energia. O terminal também é conhecido por seus assentos na área de passageiros, que dispõem de um sistema de ar condicionado que funciona apenas quando alguém está sentado nelas, economizando energia.

O aeroporto da cidade de Dusseldorf, na Alemanha, construiu em apenas oito semanas um sistema com mais de 8400 painéis de energia solar que entrou em funcionamento no começo de 2012. O painel não é o suficiente para suprir toda a necessidade do aeroporto, mas economiza muita energia. Telas estão dispostas no aeroporto mostrando quanta energia os painéis estão criando e quanta poluição está sendo evitada.

Fonte: Blog Mundi

2.5.12

Iberia implements Madrid environmental initiatives to reduce airport vehicle emissions and recycle solid wastes


Iberia has begun testing a telemetry system for refuelling its ground services vehicles at its T4 hub at Madrid-Barajas Airport. The fuel measuring system is expected to reduce consumption by 5 per cent and carbon emissions by 520 tonnes per year, the equivalent, says the airline, of planting some 2,600 trees. As part of Iberia’s waste reduction and recycling programme, a new recycling centre has recently been set up at its La Muñoza industrial site near the airport, part of plans to help the airline group reach its ‘zero solid waste’ target within the next few years.

The fuel measurement initiative is a feature of Iberia’s Agora project, a strategic plan to improve efficiency at its T4 hub, which also includes increasing punctuality and enhancing customers’ travel experience.

The telemetry system uses wireless links installed in fuel trucks, allowing radio communication with chips installed on each piece of ground equipment. A reader on each vehicle will monitor engine running time and distance travelled. The devices provide a real-time basis for computing fuel consumption and requirements.

The system is to be installed in the four units used to refuel Iberia’s near 1,000 handling service vehicles at the airport.

Meanwhile, Iberia has implemented a new solid waste management system at its Madrid installations, plus a new system for managing hazardous waste at all Spanish airports, in cooperation with Cespa Conten, a leading environmental services and waste management company in Spain and Portugal owned by Ferrovial.

Iberia estimates that it had managed to recycle about 50% of all solid waste produced by its operations during 2011.

At the La Muñoza recycling centre, waste is segregated and placed in different containers or compactors for recycling. Iberia also has an agreement with Ecoembes, a non-profit that designs and develops systems for the selective collection and recovery of used packaging and packaging wastes, to optimise the recovery and recycling of food and beverage containers and packaging. Ecoembes supplies the bins in which various types of containers are collected after sorting by Cespa Conten.

This is expected to lead to the recycling of some 160 tonnes of waste each year that was formerly sent directly to landfills.

Fonte: Greenaironline

20.4.12

Novo Boeing 787 faz 1º voo com combustível de óleo de cozinha


A aeronave utilizou um biocombustível feito a partir de óleo de cozinha usado

A Boeing e a companhia aérea japonesa All Nippon Airways (ANA) anunciaram nesta terça-feira que o 787 Dreamliner fez seu primeiro voo com combustível sustentável. A aeronave utilizou um biocombustível feito principalmente a partir de óleo de cozinha usado.

De acordo com a Boeing, o voo de Everett, nos Estados Unidos, até Tóquio, no Japão, emitiu cerca de 30% a menos de CO2, em comparação a um avião similar movido a combustíveis fósseis. Destes 30%, apenas 10% seriam atribuídos ao biocombustível, enquanto outros 20% seriam em decorrência da tecnologia e eficiência da nova aeronave, que é construída com compostos de carbono.

A Boeing pretende atingir crescimento com neutralidade em emissão de carbono em 2020. Os combustíveis soltam na atmosfera um CO2 que estava soterrado em nosso planeta há milhares de anos. Apesar dos entraves, os biocombustíveis já são uma realidade e as companhias aéreas já realizaram centenas de voos que mesclam combustíveis biológicos e fósseis.

No início de março, a aerolínea chilena LAN - em fase de fusão com a brasileira TAM para formar a maior linha aérea da América Latina - a LATAM -, realizou com êxito seu primeiro voo comercial com biocombustíveis fabricados com resíduos de azeite vegetal refinado. O problema é que o biocombustivel é dez vezes mais caro que o querosene e, para passar à escala industrial, é preciso dispor da matéria-prima orgânica.

Fonte: Terra

15.2.12

Lufthansa desiste de voar com biocombustível



Depois de mais de mil voos com biocombustível, a companhia aérea alemã Lufthansa volta a abastecer suas aeronaves com querosene comum. O problema: não existe bioquerosene suficiente para atender a demanda.

O voo do Boeing 747 de Frankfurt para Washington na sexta-feira (13/01) foi o último de uma série de voos experimentais da Lufthansa com bioquerosene. Desde julho de 2011, as aeronaves da maior companhia aérea alemã voaram exatamente 1187 vezes com biocombustível entre Frankfurt e Hamburgo.

Com isso, a Lufthansa evitou a emissão de 1,5 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), segundo dados da própria companhia. Só no voo para Washington serão economizadas 38 toneladas de gases causadores do efeito estufa em comparação com o querosene fóssil.

A busca da Lufthansa e de outras companhias aéreas por alternativas não tem apenas razões econômicas. Desde o início de 2012, a União Europeia obriga todas as companhias aéreas a comprovarem direitos de emissão de CO2 através de créditos de carbono para voos com origem ou destino na Europa. Em outras palavras: quanto mais CO2 o voo emitir, mais caro ficará para a companhia.


Biocombustível insuficiente

O teste foi considerado bem-sucedido pela Lufthansa. "O biocombustível mostrou-se adequado para o uso diário", disse Joachim Buse, responsável da empresa pelo projeto. Mesmo assim, a Lufthansa vai voltar a abastecer suas aeronaves com querosene fóssil, simplesmente porque não existe bioquerosene suficiente no mercado.

Para produzir biocombustível, precisa-se de biomassa, que no caso da Lufthansa são óleos vegetais, e também de gordura animal. No entanto, faltam usinas para produzir bioquerosene, diz Arne Roth, da empresa Bauhaus Luftfahrt, referência na indústria da aviação com sede em Munique. "Elas são diferentes das unidades para produzir biodiesel", explica Roth.

Somente quando houver refinarias suficientes em operação, "em um futuro próximo", o bioquerosene poderá ser introduzido na aviação "em determinada quantidade". Quanto exatamente, vai depender também do preço. "É preciso naturalmente cobrir os custos", diz o pesquisador.

Alimentos ou combustível?

Organizações ambientalistas, no entanto, criticam a utilização de bioquerosene na aviação. "As terras cultiváveis em todo o mundo são escassas", diz Gesche Jürgens, do Greenpeace. Segundo ele, o mundo precisa escolher se vai cultivar alimentos ou combustíveis. "Se nos decidirmos pelos alimentos, precisaremos de novas terras para os combustíveis. E para isso normalmente florestas são derrubadas ou terras são cultivadas às custas da natureza", diz Jürgens.

Para evitar os danos ao meio ambiente, a Lufthansa pretende utilizar apenas biocombustíveis cuja sustentabilidade seja garantida. "Nós só começaremos a utilizar bioquerosene se pudermos assegurar o abastecimento de matérias primas certificadas na quantidade exigida", assegura Joachim Buse. 

Contudo, nem todos os certificados são confiáveis, diz o especialista do Greenpeace. "É preciso olhar com cuidado e perguntar: esses sistemas de certificação têm realmente serventia ou são apenas uma farsa? E este geralmente é o caso das certificações atuais, infelizmente."

"Combustíveis comuns são melhores para o meio ambiente"

Ainda mais fundamentada é a critica de Jürgen Schmid, diretor do Instituto Fraunhofer para Engenharia de Energia, em Kassel. Ele considera "ilusão" o argumento de que os biocombustíveis poupam o meio ambiente.

A biomassa pode servir para o aquecimento de edifícios, mas não como combustível para veículos e aeronaves, diz. "Quando se fabricam combustíveis a partir de biomassa, no fim do processo se tem apenas 50% da energia contida na biomassa original. O resto se perde no dispendioso processo de refinamento 

A Lufthansa enfatiza que o bioquerosene poupa cerca de 50% de CO2 em comparação aos combustíveis fósseis. No entanto, são necessárias quantidades imensas de biomassa para encher um tanque de avião com querosene.

Considerando a escassez mundial de terras cultiváveis, observa Schmid, os biocombustíveis mais prejudicam do que ajudam o meio ambiente. "Uma pessoa colabora mais com a natureza ao consumir combustíveis tradicionais." Muito mais promissores, segundo ele, seriam novos processos para converter a energia eólica em gás combustível.

Seja como for, a Lufthansa parece não querer apressar as coisas. Os próximos dois anos serão dedicados apenas à avaliação dos resultados obtidos com o bioquerosene nos últimos meses (DW, 13/1/12)

Fonte: Brasilagro

6.2.12

CHINA PROÍBE COMPANHIAS AÉREAS DE PAGAR À UNIÃO EUROPÉIA POR EMISSÕES DE CARBONO


A China proibiu oficialmente nesta segunda-feira suas companhias aéreas de pagarem cotas de emissões de CO² exigidas pela União Europeia (UE) por atravessar seu espaço aéreo. Além disso, a autoridade chinesa proibiu o aumento dos preços sem permissão prévio do governo.

Segundo informou a agência Xinhua, o Executivo chinês cedeu com a medida anunciada a meses de pressões da Associação do Transporte Aéreo da China (ATAC), que reúne as quatro maiores companhias aéreas do gigante asiático (Air China, China Eastern, China Southern e Hainan Airlines).

O subsecretário-geral da ATAC, Chai Haibo, já tinha antecipado à agência EFE há um mês que a associação levaria eventualmente a queixa pela exigência da UE aos tribunais, como fizeram várias companhias americanas.

A proibição anunciada nesta segunda-feira se refere ao sistema de comércio de direitos de emissão da UE, que implica na prática fazer as companhias aéreas, a partir de 2012, a pagarem por cada tonelada de dióxido de carbono (CO²) emitirem em rotas com origem ou destino na UE.

Fonte: EFE/Terra

1.12.11

Airbus A320 equipado com sharklets inicia voos de teste



O primeiro Airbus A320 equipado com os sharklets, os novos winglets desenvolvidos pela Airbus para as aeronaves da família A320, iniciou sua série de voos de teste a partir das instalações da fabricante européia em Toulouse, na França.


O cronograma da Airbus prevê a realização de aproximadamente 220 horas de voo para esta primeira aeronave, quando os sharklets serão então removidos visando uma primeira avaliação estrutural.


A previsão da fabricante é de que no primeiro trimestre de 2012 o primeiro avião de produção seja fabricado e inicie uma sequência de voos de teste visando a certificação dos sharklets, quando serão somadas aproximadamente outras 650 horas de voo.


O objetivo é certificar o novo equipamento até o fim de 2012 para que possa então entrar em operação comercial, inicialmente no próprio A320, que será então seguido pelo A321, A319 e A318.

Fonte: FSG News
Fotos: Airbus

23.11.11

IATA chief urges governments to adopt a six-step policy approach to promote aviation biofuels commercialisation


IATA Director General Tony Tyler has called on governments to implement policies that encourage research, investment and incentives to help develop and commercialise a sustainable aviation biofuel industry. With the approval of such fuels now in place and airlines using them in commercial operations, he said they had the potential to become a game-changer in cutting aviation’s carbon footprint, but they were still expensive and supply was limited. “I am under no illusions that this will be an easy process,” he added in a speech to the IATA Fuel Forum in Paris. “But there is no shortage of commitment from the industry.” Meanwhile, next week’s annual meeting of the industry-led Commercial Aviation Alternative Fuels Initiative (CAAFI) promises to be the biggest yet with strong participation from fuel companies, buyers and US government agencies and states.

According to IATA, the industry’s fuel bill this year is expected to be $176 billion, representing 30% of operating costs, rising to an expected $201 billion (32% of costs) in 2012, despite a projected fall in the price of oil from $110 to $100 per barrel. “Oil at less than $100 has somehow come to look cheap,” noted Tyler.

“Oil is a scarce resource. The long-term price is upward – with volatility as a result of political and economic uncertainty,” he said. “While sustainable biofuels have the potential to help us in our environmental efforts, current costs are prohibitive.”

Tyler said that five years ago there was no alternative to jet fuel but progress on sustainable biofuels had been “a story of revolutionary proportions”, with an impressive acceleration in new supply projects over the last 12 months.

 “There is an opportunity for both our traditional suppliers and new entrants to engage in this exciting development,” he told delegates. “We need all to come on board, work together and speak with a common voice. That is the way to convince governments to provide the right policies to develop a sustainable aviation biofuel industry.”

He outlined six steps that governments should take:
Foster research into new feedstock sources and refining processes;
De-risk public and private investments in aviation biofuels;
Provide incentives for airlines to use biofuels from an early stage;
Encourage stakeholders to commit to robust international sustainability criteria;
Make the most of local green growth opportunities; and
Encourage coalitions encompassing all parts of the supply chain.

Tyler said airlines were committed to using sustainable biofuels as they would be critical to achieving carbon neutral growth and emissions reduction targets. “Combined, these are the industry’s long-term licence to grow. So, to secure our future, we need to make sustainable biofuels work commercially.”

In a subsequent speech to the African Airlines Association (AFRAA) in Morocco, Tyler said the necessary fiscal and legal frameworks put in place by governments to support the development of a successful sustainable aviation biofuels industry would also create jobs in the green economy.

“There is huge potential for Africa to develop local biofuels industries that could spread economic opportunity even in the most remote corner of the continent. And we should be lobbying governments strongly to help make that a reality,” he said.

According to Richard Altman, Executive Director of CAAFI, the cross-industry initiative that is supported by the Federal Aviation Administration, next week’s General Meeting starting on November 30 “is shaping up brilliantly”, he told GreenAir Online.

“We have over 50 fuel/feedstock companies, 25 separate federal offices and nearly 15 major buyers among the 300 invited guests – in short, the typically diverse supply chain approach from ground to end user we are seeking. Our goal is to set our direction for the next 12 to 24 months.

“In a global environment where many – in the US and Europe – seem incapable of getting much done at the public level, through our private/public partnership we are accelerating and succeeding to build a future.”

International participation in the event has increased with representation from Australia and Brazil as well from Europe. A new addition this year is a companion exhibition with some 30 entities ranging from research organisations through to biofuel technology companies.

Fonte: http://www.greenaironline.com/news.php?viewStory=1375

10.11.11

UK CAA sets incentivised air navigation flight efficiency targets to deliver fuel and carbon savings from 2012


In a world first, the UK Civil Aviation Authority (CAA) and the UK’s air navigation service provider NATS have agreed proposed annual efficiency targets that aim to reduce airline fuel costs by £120 million ($190m) and save 600,000 tonnes of CO2 over the next three years. NATS has developed a new ‘3Di score’ metric that is broadly related to the difference in airline fuel burn between the actual flight and an optimal or preferred flight trajectory. The metric sets a ‘par value’ based in units and NATS will be financially rewarded or penalised depending on performance achieved against the metric. A final consultation is now underway and is to be concluded in a month’s time, with 1 January 2012 as the start date. Airlines, faced with mounting fuel costs and the introduction of the EU ETS, have welcomed the incentivised targets.

Announcing the start of the month-long consultation, Iain Osborne, CAA Director of Regulatory Policy, said: “The aviation sector can only continue to grow, with all the social and economic benefits that brings, if it is environmentally sustainable. That’s why the collaboration between NATS and their airline customers working with the CAA to put in place this efficiency target is so welcome – it shows the potential for real environmental benefits when we work together.”

The 3Di metric is based on analysis of actual radar tracks since 2006, establishing an average efficiency level in terms of horizontal and vertical flight trajectories – how direct the route is and how smooth the climb and descent for every flight. The latest data for August 2011 shows a 12-month moving average flight efficiency score of 24.4.

Concerned about further upward pressure on the metric owing to an association between the score and traffic growth, NATS had earlier proposed a par value of 25.5 based on historic performance. However, after an earlier consultation with stakeholders, including airlines, the CAA has decided the incentive regime should be made more stretching and proposes a value of 24 units in 2012 and 2013, tightening to 23 units in 2014, based on the annual average of daily scores. The CAA says its proposals, which have been accepted by NATS, reflect a balance between potential efficiency improvements and the potential upward pressure on the metric from increases in traffic.

NATS has estimated that one unit of the metric is equivalent to 35,000 tonnes of fuel and 110,000 tonnes of CO2 in 2010. At an assumed current cost of £620 ($1,000) per tonne of fuel, this gives a fuel saving of £22 million ($35m) per unit reduction in the metric. On this basis, assuming NATS meets the par value target over the three-year period, the reduction in the par value from 25.5 to 24 units could be worth around £33 million ($53m) per year in 2012/13 (all external factors being equal to 2010), with the reduction to 23 units providing a benefit of around £55 million ($88) in 2014 at today’s prices, totalling around £120 million ($190m) overall.

The payment rate is proposed at £200,000 ($320,000) per unit with bonuses and penalties capped at 20% of the money at risk as this would avoid increasing payment rates on other metrics where NATS has recently been outperforming, such as on flight delay targets. These existing financial incentives have resulted in projected average delays per flight in 2011 to be 30% better than the headline target.

A flight efficiency regime had been envisaged under a price control decision set by the CAA in December 2010, which set aside a proportion of bonuses and penalties for this metric once the CAA had been assured the metric had reached sufficient maturity for it to be introduced. The CAA, however, considers the main benefit of the flight efficiency incentive regime will be reputational, with NATS seeking to avoid paying penalties and striving to outperform the par value.

Although based on the annual average performance, NATS will be publishing its performance against the par value on a monthly basis. The period during the Olympic and Paralympic Games in London next year will be excluded from the targets due to the significant changes in the volume and pattern of traffic anticipated, although the monthly reporting should continue, in order to demonstrate performance during a time when the UK’s air traffic system will be tested to its maximum.

This is the first metric of this type to be introduced with financial incentives in Europe, says the CAA. NATS Chief Executive Richard Deakin goes further. “This is another world ‘first’ for NATS,” he said. “We have pioneered environmental innovation in air traffic management and this metric, the first of its kind, is another great achievement. We also believe it could set a standard for Europe as part of the new European Performance Scheme which comes into play next year.”

He added: “Improved environmental performance is at the heart of NATS’ work to help create a sustainable future for the industry, which is essential if we’re to be allowed to grow. It also makes good basic business sense as fewer emissions mean less fuel burned – part of our continuing focus on providing the most efficient service to help reduce operating costs for airlines and for our own business. NATS is already working towards stretching targets to reduce ATM-related CO2, which we believe are in line with this new performance measure.”

By taking into account both vertical and horizontal flight inefficiency, the 3Di metric extends the commonly used Eurocontrol horizontal metric by considering inefficiency in flight climb, cruise and descent and does not impose a 40 nautical mile exclusion area around airports, which ensures that stacking close to airports is also taken into account.

The NATS metric was welcomed by the International Air Transport Association. “IATA fully supports the introduction of a 3D flight efficiency metric with the CAA’s proposed par value,” said IATA’s Assistant Director Laurie O’Toole. “Given the importance of flight efficiency to airlines, IATA will be urging the European Commission to consider introduction of a similar metric in the near future which will be of considerable economic value to airlines.”

Once the regime is in place, the CAA says it will work closely with NATS to ensure it is achieving the aims and will consider how it can evolve to drive further environmental benefits.

Fonte: Green Air

9.11.11

Biocombustível ganha altitude na aviação comercial


Empregado da United carrega malas para um jato que usava combustível à base de algas


Companhias aéreas têm oferecido cada vez menos comida em seus voos — mas algumas já estão botando algas e óleo de fritura em seu combustível.

Esta semana, a United Airlines voou de Houston para Chicago, ou cerca de 1.500 quilômetros, com 40% de mistura de biocombustível feito de algas — o primeiro voo comercial movido a biocombustível nos Estados Unidos. Hoje, a Alaska Airlines lança os primeiros 75 voos movidos com 20% de biocombustível feito de óleo de cozinha usado.

Experiências com combustíveis alternativos também têm sido conduzidas no Brasil, mas até agora só houve voos de teste, sem passageiros, e as fontes de combustíveis são vegetais como a cana-de-açúcar e o pinhão-manso.

Nos últimos anos, cientistas descobriram como usar gordura animal, lixo, arbustos e dezenas de outras substâncias. Mas quando as novos combustíveis fazem o caminho do laboratório para 10.000 metros de altitude, a economia tem se mostrado complicada.

"É caro. Custa aproximadamente seis vezes o que nós normalmente pagamos por combustível", disse Bill Ayer, presidente da Alaska Airlines . "Então, a esperança é que assim que a indústria se desenvolva, e tenha escala, os preços baixem".

Ao redor do mundo, companhias aéreas estão ansiosas para voar com combustíveis que possam reduzir as emissões de carbono em mais de 80% enquanto diversificam o suprimento do seu maior custo. O preço do combustível de aviões subiu 87% desde 2009. Mas por conta da produção em pequena escala, combustível renovável para avião custa ainda mais.

Um porta-voz da Azul Linhas Aéreas, de São Paulo, disse que a companhia está interessada em "sustentabilidade", e não necessariamente em redução de custos. A Azul faz parte de um grupo de empresas do setor que está pesquisando o uso de um querosene à base de cana-de-açúcar, mas não tem prazo para uso comercial. Ela tem 43 jatos da Embraer SA.

"A capacidade existe", disse o químico José Olivares, diretor-executivo da Aliança Nacional para Biocombustíveis Avançados e Bio-produtos, um consórcio de empresas privadas, universidade e laboratórios, nos EUA. "Fazer isso economicamente e no mesmo preço do petróleo, esse é o desafio".

A Alaska Air Group, a holding da Alaska Airlines sediada em Seattle, comprou 28.000 galões de biocombustíveis a US$ 17 por galão de 3,8 litros da Dynamic Fuels, uma sociedade da fabricante de alimentos Tyson Foods Inc. com a empresa de combustível sintético Syntroleum Corp.

A Dynamic produz majoritariamente diesel renovável de partes de animais não comestíveis provenientes de fábricas da Tyson e de óleo de cozinha usado, de alguns dos restaurantes da área. Mas seu combustível de avião renovável — que tem de suportar temperaturas mais extremas do que o diesel e a gasolina — é feito sob encomenda e a fábrica não vai elevar a produção até que exista mais demanda.

"Antes que a gente comprometa o capital, temos de entender que o lado econômico vai apoiar isso", em vez de fazer o combustível e esperar que os números se ajustem, disse Bob Ames, vice-presidente de energia renovável da Tyson.

No futuro próximo, a Alaska Air não tem planos de ir além do projeto piloto. "Isso não é exequível economicamente"disse Ayer. "Mas nós, claro, esperamos que isso acrescente entusiasmo nessa indústria."

Companhias aéreas com dificuldades de caixa estão apenas experimentando esse mercado, assinando acordos com fornecedores para comprar um total de não mais de um bilhão de galões de combustível no futuro, segundo empresas em ambos os setores.

A United, que pertence à United Continental Holdings Inc., prometeu à Solazyme Inc., uma companhia sediada em San Francisco que cultivou alga para o voo de biocombustível realizado segunda-feira, comprar 20 milhões de galões de biocombustível ao ano, começando em 2014, ou 0,6% de todo o consumo de combustível da companhia aérea em 2010. A maior companhia aérea do mundo calcula que o biocombustível pode reduzir as emissões de carbono em pelo menos 50% e ter "custo competitivo"com o convencional combustível de avião.

"Nós não estamos numa posição de poder gastar pagando um prêmio por combustível de avião", disse Jimmy Samartzis, diretor de Sustentabilidade da United.

As companhias aéreas americanas dependem de um investimento de US$ 510 milhões do Departamento de Agricultura, Energia e Marinha dos EUA para deslanchar a produção de biocombustível em escala comercial. O programa visa financiar fábricas de novos combustíveis e criar um mercado estável — os veículos e aeronaves da Marinha — para diesel renovável e combustível de avião. No próximo ano, deve começar a distribuição de concessões.

"Vemos isso como uma maneira de criar uma nova indústria", disse o secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack.

Em 50 anos, a ASTM International, um corpo de especialistas internacionais que autoriza combustíveis, sancionava apenas uma maneira de fazer combustível de avião: a partir de petróleo. Em 2009, a ASTM aprovou a produção com gás natural, carvão e vários tipos de biomassa ou material orgânico, como árvores. Em julho, a instituição aprovou uma terceira e mais eficiente técnica que usa óleos de plantas e animais.

O produto final dos novos métodos é intercambiável com o combustível de aeronaves utilizado hoje. Isso significa que o biocombustível pode ser misturado livremente com o combustível convencional quando transportado, estocado ou queimado. Como o combustível renovável de aviões não tem peso e lubrificação suficiente, os padrões internacionais desencorajam as aeronaves de usar mais de 50% de biocombustível.

A ASTM também vetou o método de fazer combustível a partir de álcool, o que abriria o mercado para os produtores de etanol que estão um passo a frente na produção de biocombustíveis do que seus pares, em parte devido a demandas governamentais por etanol na gasolina. O combustível de etanol para aviões não poderia ser misturado com o combustível convencional. A Força Aérea americana aprovou o combustível em testes iniciais, dizem produtores de biocombustíveis.

Ao contrário do Brasil, nos EUA o etanol é feito à base de milho. A importação de etanol brasileiro é restringida por uma tarifa de importação americana.

Pelo menos sete companhias aéreas internacionais já decolaram voos comerciais usando biocombustíveis, entre elas a alemã Lufthansa, que em julho começou a embarcar passageiros oito vezes ao dia entre Hamburgo e Frankfurt usando uma mistura de 50% de biocombustível em um dos dois motores da aeronave.

Como biocombustível pode ser feito de um batalhão de diferentes fontes, líderes industriais preveem uma cadeia local de suprimentos onde produtos locais — como camelina no Noroeste dos EUA e a cana-de-açúcar no Brasil — poderiam ser usados para produzir combustível perto dos aeroportos. O sistema poderia cortar o custo de transporte e a emissão de carbono, e distribuir melhor os benefícios econômicos da indústria.

A Boeing Co., que tem sido uma líder na proposição de fontes renováveis, tornou público seu objetivo de compor com biocombustíveis 1% do consumo da indústria até 2015. Ela está junto com a Azul e a Embraer no grupo que pesquisa o querosene de cana no Brasil e que também inclui a General Electric Co. e a divisão brasileira do laboratório americano Amyris Inc.

Além disso no Brasil, a TAM SA informou, por um porta-voz, que está pesquisando o uso de combustível à base de pinhão-manso, enquanto a Gol Linhas Aéreas Inteligentes SA integra, junto com a TAM, a Azul e outras empresas do ramo, uma recém-criada associação para pesquisa de biocombustível de aviação.

Começando no próximo ano, as companhias internacionais terão um benefício extra para alcançar esse objetivo: A União Européia vai começar a cobrar as companhias por certos níveis de emissões de carbono ao mesmo tempo que irá conceder créditos às que usarem biocombustível, reduzindo as emissões em pelo menos 35%. A indústria de aviação, que reponde por cerca de 2% das emissões de carbono mundiais, tem prometido cortar suas emissões em 2050 a metade do que eram em 2005.

A Alaska Air Group estima que se usar 20% de mistura de biocombustíveal em todos seus voos por um ano, a economia de emissões de carbono seria equivalente a tirar aproximadamente 64.000 carros das ruas.

Fonte: http://online.wsj.com

31.10.11

Air China realiza primeiro teste de voo com biocombustível da China


Graças a um bem-sucedido trabalho de equipe da Air China, PetroChina, Boeing e Honeywell UOP, o primeiro teste de demonstração, na China, de voo de uma aeronave abastecida com biocombustível de aviação foi realizado a partir do Aeroporto Internacional de Pequim (Beijing Capital International Airport) em 28 de outubro de 2011 (sexta-feira), com base em uma cooperação na área de energia entre a China e os Estados Unidos. Durante o voo de teste, realizado com perfeição a partir desse aeroporto, o avião de passageiros B747-400, que ainda está em serviço, foi movido a biocombustível de aviação produzido por um trabalho de equipe entre a PetroChina e a UOP.

Nos últimos anos, a Air China assumiu o compromisso de adotar o voo "verde", no qual a economia de energia e a redução de emissões são altamente valorizadas. Através da otimização da frota, segundo despacho e uma série de outras ações, há economia de querosene de aviação e a emissão de gases é reduzida. Com o objetivo de economizar energia e reduzir as emissões, a Air China criou o Sistema de Teste Energético e Ambiental (Energy and Environment Test System) em 2009, por si mesma, inaugurou seu "Voo Verde" (Green Flight) em 2010, aderiu ao Grupo de Usuários de Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAFUG -- Sustainable Aviation Fuel Users Group) e se tornou a se tornou a primeira companhia aérea a realizar voos de teste de demonstração de aeronave movida a biocombustível na China, em 2011.

Air China: Carrying China, Spanning the World (Air China: transportando a China, cobrindo o mundo)- A Air China é a única companhia aérea com a bandeira nacional da China e associada a Star Alliance. Além de suas operações comerciais, ela também presta serviços especiais de voos para os chefes de estado do país em visita oficial a outros países.

Fonte: Revista Fator



30.10.11

Semam aponta barulho acima do aceitável no aeroporto


Morar nas imediações do Aeroporto Internacional Pinto Martins ou em locais abaixo da rota de pousos e decolagens dos aviões é mais do que um incômodo. Relatório divulgado, ontem, pela Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) revela que o ruído produzido pelas operações do aeroporto ultrapassa tanto os nível de conforto acústico quanto o nível considerado aceitável, ambos definidos pela legislação ambiental.

Nos quatro bairros onde o ruído foi auferido (Aerolândia, Cidade dos Funcionários, Lagoa Redonda e Montese), o som emitido pelos aviões varia entre 48 e 59,7 decibéis. A medição foi feita em quartos de residências e apartamentos, para os quais a NBR 10.152 define como níveis de conforto e aceitáveis 35 e 45 decibéis, respectivamente. O relatório sugere suspender pousos e decolagens entre meia-noite e 4 horas. 

Uma das principais conclusões é de que o barulho provoca impactos diretos na saúde dessas populações, levando principalmente a hipertensão e problemas de sono. No Condomínio Residencial Chagas, localizado na Aerolândia, o nível de ruído médio é de 60 decibéis, quando o valor limite para não se tornar um fator para a hipertensão é de 55 decibéis. 

"Já em relação à qualidade do sono, onde o valor limite é 45 dB (decibéis), todas as medições e projeções ultrapassam este valor limite". Os demais aspectos de saúde listados pelo relatório, como deficiência auditiva e diminuição da produtividade do trabalhador, "encontram-se ainda em avaliação, mas já apresentam alguns fatores de preocupação", afirma. 

O problema é evidenciado por uma pesquisa feita junto a moradores do Condomínio Tropical Residence (Cidade dos Funcionários), que fica abaixo da rota de decolagem do aeroporto. A maior parte disse se sentir mais incomodado pelos aviões durante a noite. Além disso, 55% dos moradores afirmam não obter o repouso necessário para o dia seguinte. 

Responsabilidade 

O estudo responsabiliza a administração do Aeroporto Pinto Martins por permitir que aviões cargueiros com tecnologia ultrapassada (Boeing 727) continuem a pousar e decolar, por não estabelecer procedimentos padrões durante os processos de pouso e decolagem, além de concentrar as operações durante o período noturno. 

Por fim, o relatório também aponta "o descaso das antigas gestões municipais que propiciaram o adensamento desordenado nas áreas próximas ao aeroporto sem atender as recomendações legais referentes a proteções e materiais aplicáveis às edificações para propiciar um proteção acústica interna mais saudável". 

Além da sugestão de suspender os voos durante a madrugada, o documento ainda coloca a proibição de Boeings 727 (equipamentos antigos e que fazem mais barulho) e a padronização dos procedimentos de pouso e decolagem (evitando acelerações bruscas que potencializam o ruído). 

O relatório foi enviado para o Ministério Público Federal e para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o aeroporto. Audiência pública foi marcada para a 23 de novembro a fim de discutir o relatório. 

A assessoria de comunicação da Infraero informou que só iria se pronunciar após análise do relatório, que foi recebido na tarde da última quarta-feira. 

Sobre as escalas dos voos com as obras de recapeamento, o órgão informou que os remanejamentos se concentram nos horários de 3h às 5h e das 11h ao meio-dia. 

Fonte: Diário do Nordeste 

26.10.11

Pesquisadores estudarão uso de biocombustíveis na aviação


Pesquisadores da Boeing, da Embraer e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo vão iniciar um estudo científico sobre o uso de biocombustíveis na aviação.

Pesquisadores da Boeing, da Embraer e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) vão iniciar um estudo científico sobre o uso de biocombustíveis na aviação. Será o primeiro passo para a criação de um centro de pesquisa na área em uma universidade paulista. O anúncio foi feito ontem, em Washington, durante a Fapesp Week, congresso que será realizado até amanhã no Wilson Woodrow Center, reunido cerca de uma centena de pesquisadores brasileiros e americanos.

"Estamos ingressando em um contexto mais amplo de cooperação", disse Celso Lafer, ex-ministro de Relações Exteriores e atual presidente da Fapesp, ao anunciar a parceria. Durante nove meses o estudo vai mapear as dificuldades científicas para que biocombustíveis possam ser usados na aviação. O setor responde por cerca de 5% das emissões globais de gases estufa e diversos centros de pesquisa no mundo começam a buscar opções mais limpas.

O acordo entre Boeing, Fapesp e Embraer será formalizado amanhã, em São Paulo. O prazo estimado do estudo é de nove meses e a expectativa é de investimentos entre R$ 200 mil e R$ 300 mil. A primeira fase investigará a viabilidade de utilização de biodiesel ou etanol nos aviões. "O uso de biocombustíveis na aviação é um assunto desafiante", disse o físico Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor-científico da Fapesp. "Os requisitos técnicos são muito fortes." Ele lembrou que alguns testes já foram feitos no mundo, mas apenas demonstrativos. Quando o estudo estiver concluído, um centro de pesquisa sobre o tema será criado em São Paulo.  

Fonte: Protefer

24.10.11

Tribunal alemão proíbe voos noturnos em Frankfurt


A Justiça do estado de Hesse, na Alemanha, proibiu voos noturnos no aeroporto de Frankfurt, dando razão aos pedidos de moradores vizinhos ao local, que reivindicavam a suspensão de pousos e decolagens durante a noite. 

A proibição afeta à faixa de horário entre 23h e 5h (horário local) e entrará em vigor no próximo dia 21, justamente quando está prevista a inauguração de uma nova pista. 

A companhia aérea alemã Lufthansa, principal usuária do aeroporto no horário noturno, mostrou-se surpresa pela decisão judicial. A empresa prevê grandes prejuízos no período do Natal. 

A Justiça de Hesse autorizou em agosto de 2009 a ampliação do aeroporto de Frankfurt. Na ocasião, os juízes pediram como única condição que o número de voos noturnos fosse diminuído. 

A nova pista de aterrissagem aumentará em cerca 50% o número de pousos e decolagens em Frankfurt.
Várias associações de moradores e grupos ambientalistas se manifestaram contra a ampliação do aeroporto. Já a Lufthansa considerava as regras para voos noturnos "rigorosas demais". 

Fonte: Folha

6.10.11

Infraero testa mudanças para reduzir ruídos perto do Aeroporto Santos Dumont


A fim de reduzir os ruídos dos aviões que decolam e pousam no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro,a Infraero decretou a mudança, em fase de testes a partir da segunda quinzena de outubro, de rota e angulação de aproximação das aeronaves, além do pedido para que elas voem mais alto. A informação foi anunciada hoje pela presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Marilene Ramos. 

Com a medida, espera-se que diminuam as queixas de moradores de bairros próximos ao aeroporto, como Santa Tereza, Flamengo, Centro, Urca, Laranjeiras, Glória e Botafogo, em relação ao barulho alto. 

"Tínhamos notificado a Infraero, pedindo a redução do número de voos entre 6h e 8h e depois das 20h para o Santos Dumont. Mas a Infraero conseguiu uma liminar alegando que o Inea não teria poder para gerir esse assunto. Então, agora, a Infraero nos apresentou essa alternativa. Vamos continuar as medições que estamos fazendo em Botafogo e em Santa Teresa, que é o bairro mais crítico, para ver se esses procedimentos vão apresentar resultados positivos", explica Marilene.

Fonte: Mercado e Eventos

13.9.11

Viracopos é 1º em número de colisões entre pássaros e aviões


Relatório mostra que foram registradas 56 colisões no aeroporto de Campinas em 2010.

O Aeroporto de Viracopos, em Campinas, é o primeiro em número de colisões entre pássaros e aviões, segundo relatório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes) referente a 2010. De acordo com o levantamento, foram registradas 56 colisões do total de 74.948 pousos e decolagens realizados no ano passado no aeroporto de Campinas, uma média de 7,47 para cada 10 mil operações.

Apesar da primeira colocação no número de ocorrências, Viracopos é o sétimo em risco de colisões com aves. Nos dois primeiros lugares estão os aeroportos de Joinville e Navegantes, ambos em Santa Catarina, com média de 19,33 e 17,36 ocorrências em cada 10 mil pousos e decolagens.

Segundo a assessoria da Infraero, responsável pela infraestrutura e serviços aeroportuários, a empresa faz operações periódicas em conjunto com a Defesa Civil e outros setores da administração municipal, para limpeza de áreas próximas ao Aeroporto de Viracopos. A operação, denominada de Cata-caça, também percorre casas para conscientizar moradores sobre a importância de depositar o lixo corretamente.

O relatório do Cenipa, órgão do Ministério da Defesa, mostra que o risco é maior durante a decolagem quando, na maioria das vezes, os pássaros entram no motor do avião.

A pesquisa, feita em 60 aeroportos do país, revelou que, das 1.366 ocorrências registradas em 2010, a maioria (546) foram com animais não identificados, mas 131 foram choques com quero-quero e 91, com urubus.

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, registrou 40 colisões entre os 214.9611 pousos e decolagens realizadas no ano passado, média de 1,86 a cada 10 mil operações, ficando à frente de Guarulhos, com 30 colisões entre as 250.493 operações em 2010, média de 1,20 para cada 10 mil operações.

Fonte: EP Campinas

9.9.11

Moradores que vivem próximos de aeroportos reclamam do barulho


Quem mora perto de aeroportos, especialmente o de Congonhas, não consegue dormir. Casas chegam a tremer e até mesmo a rachar devido à proximidade dos aviões.

Os moradores já reclamaram e agora, fazem abaixo assinado, eles querem o aumento do intervalo sem voos. O tempo entre o último voo da noite e o primeiro da manhã é de sete horas.

Veja no SBT O Video:

Fonte: SBT / do Portal 12Horas.Aérea